Prémio Champalimaud de Visão distingue 3 instituições que combatem cegueira no Brasil


© Reuters. Prémio Champalimaud de Visão distingue 3 instituições que combatem cegueira no Brasil

LISBOA, 4 Set (Reuters) – O Prémio António Champalimaud de Visão, no valor de um milhão de euros, foi atribuído este ano a três instituições que combatem a cegueira no Brasil, anunciou a organização.

O Instituto da Visão – IPEPO, a Fundação Altino Ventura e Serviço de Oftalmologia da UNICAMP actuam nas comunidades de São Paulo e de outros centros urbanos, na Amazónia e nas zonas rurais do Brasil, trazendo “luz a milhões de pessoas sem acesso a cuidados de saúde”.

“Em São Paulo e noutros grandes centros urbanos, a pobreza extrema provoca graves deficiências visuais a milhões de pessoas. Na Amazónia e nas zonas rurais do Brasil, o clima e as condições económicas e sociais causam também graves problemas de visão e doença”, explicou a instituição.

Realçou que “o Prémio Champalimaud de Visão 2019 reconhece o excelente trabalho das três instituições cujos profissionais e voluntários trabalharam muitas vezes com risco pessoal, mostrando extrema coragem para trazer luz àqueles que não podem ver”.

O Prémio António Champalimaud de Visão foi lançado pela Fundação Champalimaud em 2006 e é considerado o maior do mundo na área.

Nos anos ímpares, o Prémio reconhece o trabalho desenvolvido no terreno por instituições na prevenção e combate à cegueira e doenças da visão, principalmente nos países em vias de desenvolvimento e nos anos pares, o Prémio é atribuído às pesquisas científicas de grande alcance na área da visão.

O júri do Prémio é constituído por cientistas internacionais e figuras públicas proeminentes, envolvidas na luta contra as causas e problemas que se vivem nos países em vias de desenvolvimento: Alfred Sommer, Armatya Sem, Paul Sieving, Jacques Delors, Graça Machel, Gullapalli Rao, José Cunha-Vaz, Carla Shatz, Joshua Sanes, Mark Bear e Susumu Tonegawa.

(Por Patrícia Vicente Rua; Editado por Sérgio Gonçalves)