Banco de Portugal deve assegurar supervisão eficiente e proactiva, diz novo Governador Centeno


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LISBOA, 20 Jul (Reuters) – O Banco de Portugal enfrenta o desafio de garantir uma supervisão eficiente e proactiva do sector bancário do país, disse Mário Centeno, membro do Banco Central Europeu esta segunda-feira num evento para marcar a sua nomeação como novo governador do banco central português.

Anteriormente ministro das Finanças de Portugal e chefe do Eurogrupo de ministros das Finanças da zona do euro, Centeno vai cumprir um mandato de cinco anos como governador do banco central e substitui Carlos Costa, que ocupa o cargo desde 2010.

Adiantou que outro desafio estrat]egico é “participar e influenciar a política monetária europeia, em prol do crescimento da área do euro, inclusivo e estável, num contexto de taxas de juros baixas e em que as medidas de política monetária não convencionais têm um papel reforçado”.

Centeno quer também que o banco central defina “uma política macroprudencial que assegure a estabilidade do sistema financeiro e não permita a acumulação de riscos sistémicos, que ponham em causa a estabilidade do sistema e o financiamento eficiente da economia”.

“Credibilizar as estratégias, os mecanismos e o processo de resolução bancária, assegurando a estabilidade financeira e protegendo o erário público”, disse.

Texto original e inglês: (Reportagem de Sérgio Gonçalves, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Lisbon Newsroom)