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Portugal hoje está melhor preparado para enfrentar o futuro, diz Ministro das Finanças


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LISBOA, 20 Jul (Reuters) – Portugal está melhor preparado para enfrentar os desafios futuros do que durante a crise financeira global, graças a cinco anos de crescimento económico acima da média da zona do euro, queda do desemprego e um primeiro superavit orçamental em 45 anos em 2019, disse o ministro das Finanças, João Leão, esta segunda-feira.

“Hoje temos um sistema bancário mais sólido e uma estrutura reguladora mais exigente … Portugal hoje está melhor preparado para enfrentar o futuro”, afirmou ele num evento para marcar a nomeação do novo governador do banco central, Mário Centeno.

As previsões de até que ponto o PIB português vai contrair este ano, devido ao surto de coronavírus, variam entre os 6,9% do próprio governo e os 9,5% do Banco de Portugal.

O governo de Portugal espera um déficit igual a 7% do PIB em 2020, um doloroso revés após o país ter o seu primeiro superávit orçamental em 45 anos no final de 2019.

No ano passado, o país registrou um crescimento de 2,2% e um superávit orçamentário de 0,2% do PIB.

O banco central prevê que o desemprego, que vinha a cair progressivamente sob a governação dos socialistas, para 6,5% em 2019, saltará para 10,1% este ano, um pouco acima da estimativa do governo de 9,6%.

Texto original em inglês: de Sérgio Gonçalves, Traduzido para português por João Manuel Maurício em Gdansk Newsroom; Editado por Lisbon Newsroom)

Os setores mais prejudicados no novo orçamento europeu


© Reuters. Os setores mais prejudicados no novo orçamento europeu

A longa negociação do Conselho Europeu para acordar o Fundo de Recuperação dos ainda “28” da crise provocada pelo novo coronavírus impôs cortes em setores onde a Comissão Von der Leyen pensava poder começar a marcar pontos. À cabeça, a transição energética e o Acordo de Paris.

Para conseguir a neutralidade climática até 2050, a Comissão Europeia adotou em meados de janeiro uma proposta de regulação para criar o Fundo para a Transição Justa, destinado a apoiar os Estados-membros mais afetados pela necessidade de reduzir drasticamente a dependência do carvão.

Com o novo orçamento europeu agora acordado entre os líderes e ainda dependente de aprovação final, a transição ecológica europeia perde força traduzida em euros.

Em vez dos €30 mil milhões de projetados, o Fundo para a Transição Justa vai apenas ter €10 mil milhões disponíveis para compensar uma União Europeia mais verde.

Outra área com o futuro prejudicado pelo impacto da Covid-19 no novo Quadro Financeiro Plurianual (QFP 2021-2027) é o da pesquisa na ciência e inovação.

O projeto Horizonte2020, ou Horizonte Europa, viu cair o orçamento de mais de €13 mil milhões de projetados até dois mil e vinte e sete para apenas €5 mil milhões.

Também afetado pelos cortes ficou o Fundo de Desenvolvimento Rural na União Europeia, com metade do previsto: €75 mil milhões.

Com uma quebra ainda mais acentuada fica o legado de Jean Claude Juncker na Comissão Europeia.

Dos cerca de €30 mil milhões previstos, o programa InvestEU não vai ter disponível nem 20 por cent.

Com as lições aprendidas nesta pandemia ainda ativa de Covid-19, a União Europeia criou recentemente o programa EU4Health (UE para a Saúde), um plano para desenvolver um sistema de saúde mais resiliente a nível europeu.

Mas até este projeto da Comissão Von der Leyen vai agora ter de ser mais modesto, vendo o orçamento de €9,4 mil milhões de euros projetados em maio cair para €1,7 mil milhões.

O setor da saúde pode, no entanto, beneficiar a nível nacional com Fundo de Recuperação finalmente acordado.

Serão €750 mil milhões, entre empréstimos e subvenções a fundo perdido, a distribuir de forma individual para ajudar os países europeus mais afetados pela pandemia.

Estão apenas por conhecer os mecanismos de controlo que os países ditos “frugais” vão conseguir impor para limitar a liberdade de investimento desse fundo por cada parceiro beneficiado, Portugal incluído.

Eurolines encerra atividade


© Reuters. Eurolines encerra atividade

A empresa francesa de transportes rodoviários Eurolines vai cessar as atividades no dia 24 de julho.

De acordo com o advogado dos trabalhadores, Pierre-François Rousseau, a ordem partiu do tribunal de comércio de Nanterre, em França.

A liquidação da Eurolines é justificada com a quebra abrupta de passageiros, provocada pela pandemia da Covid-19.

Em causa estão 115 postos de trabalho.

O sindicalista Mohamed Bessaoud referiu que “a idade média dos trabalhadores é de 45 anos. Muitos têm mais de 20 anos de experiência e, dentro de 15 dias, estarão desempregados”

A liquidação ocorre um ano após a aquisição da Eurolines pelo grupo alemão Flixbus, líder no mercado europeu.

No final de junho, a direção da FlixBus solicitou a abertura de um processo de falência da sua filial de autocarros interurbanos. No entanto, o tribunal solicitou que a Eurolines permanecesse a funcionar sob administração judicial durante um mês.

Renováveis produziram 40% da eletricidade consumida na UE


© Reuters. Renováveis produziram 40% da eletricidade consumida na UE

Pela primeira vez, as energias renováveis tiveram um maior peso do que as fósseis na União Europeia. De acordo com um estudo do think-tank Ember, cerca de 40% da eletricidade consumida no primeiro semestre nos 27 teve origem em fontes renováveis. Os combustíveis fósseis representaram apenas 34%.

A energia com origem no carvão caiu 24% no ano passado na União Europeia. Já o uso de gás aumentou 12%, um grande contributo para a queda do carvão, que representa agora apenas 14% do mix de energia dos Estados-membros da União Europeia.

As emissões de dióxido de carbono desceram 23% entre janeiro e junho deste ano, quando muitos países estiveram a meio gás por causa da pandemia.

Em Portugal, o consumo de energia com origem no carvão caiu 95% no primeiro semestre de 2020.

Espanha: Trabalhadores da Airbus protestam contra despedimentos


© Reuters. Espanha: Trabalhadores da Airbus protestam contra despedimentos

Milhares de empregados da Airbus manifestaram-se junto dos diversos polos do grupo europeu em Espanha, para protestarem contra os despedimentos anunciados pelo construtor aeronáutico.

Em Getafe, nos arredores de Madrid, juntaram-se ao protesto os trabalhadores das empresas subcontratadas pelo grupo.

Para fazer face à crise provocada pela pandemia, a Airbus anunciou a supressão de 15 mil postos de trabalho, sendo 5000 em França; 5100, na Alemanha e entre 900 e 1600 em Espanha.

Antes da crise da pandemia, o grupo tinha anunciado cortes de algumas centenas de empregos nas divisões de Defesa e Espaço.

Segundo a comissão de trabalhadores, o grupo é responsável por 100 mil postos de trabalho diretos e indiretos em Espanha, num universo de 400 empresas, repartidas pelo centro do país, Andaluzia e País Basco.

Airbus altera contratos para por fim a diferendo com OMC


© Reuters. Airbus altera contratos para por fim a diferendo com OMC

A Airbus anunciou, esta sexta-feira, que chegou a acordo com os Governos de Espanha e França para alterar alguns contratos de modo a eliminar os subsídios considerados ilegais pela Organização Mundial do Comércio.

O objetivo é colocar fim a um diferendo com os Estados Unidos da América de modo a suspender tarifas impostas à União Europeia.

As partes envolvidas aceitaram alterar os chamados contratos RLI relativos ao programa A350, de modo a estarem em conformidade com os parâmetros da OMC.

A medida foi bem recebida em Bruxelas. Numa declaração, divulgada nas redes sociais, o comissário europeu do comércio, Phil Hogan, afrimou que a Comissão Europeia exige o levantamento de imediato das “tarifas injustificadas” a produtos europeus. Caso contrário, a União Europeia “fará uso pleno dos seus próprios direitos de sanção”.

Em outubro, do ano passado, a Organização Mundial do Comércio autorizou que os Estados Unidos aplicassem tarifas adicionais no cerca de 6 mil e 500 milhões de euros a produtos europeus, como retaliação das ajudas do bloco europeu à fabricante de aeronaves Airbus.

Bruxelas ameaça adotar medidas semelhantes, caso obtenha a aprovação da OMC, uma vez que Washington foi, também, considerado culpado por apoiar a Boeing (NYSE:).

Polícia alemã faz escavação em terreno em busca ligada a caso Madeleine


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SEELZE, Alemanha, 28 Jul (Reuters) – A polícia da Alemanha fez escavações em um terreno perto da cidade de Hanover em busca de pistas de um caso que procuradores disseram estar ligado ao desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, que sumiu durante as férias da família em Portugal 13 anos atrás.

O lote situado em Seelze, um subúrbio de Hanover, fica a uma hora de carro da cidade de Braunschweig, o último endereço fixo de Christian B., que foi identificado no mês passado por procuradores como o principal suspeito do suposto assassinato da criança então com 3 anos de idade.

“Posso confirmar que a busca está ligada às nossas investigações do caso Maddie McCann”, disse Julia Meyer, porta-voz dos procuradores de Braunschweig, que têm jurisdição no caso, sem dar detalhes.

Imagens da Reuters mostraram policiais e uma escavadora no local na manhã desta terça-feira. O terreno foi isolado com lonas plásticas.

O desaparecimento de McCann do quarto de uma casa alugada no Algarve desencadeou uma das maiores investigações internacionais da Europa. No mês passado, procuradores anunciaram ter indícios telefônicos ligando B., um estuprador condenado várias vezes por abusar de crianças, ao sumiço da menina em 3 de maio de 2007.

Em obediência à lei alemã, a polícia não divulgou o sobrenome do suspeito e a mídia do país não tem permissão de informá-lo, mas ele apareceu em alguns veículos de notícia britânicos.

Buscas iniciais do caso se concentraram em um pátio industrial abandonado no leste da Alemanha que pertencia a B., que atualmente cumpre uma pena de prisão por tráfico de drogas.

(Reportagem da Reuters TV)

PIB Portugal com contração recorde 14,1% 2do tri vs 1ro tri devido pandemia


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LISBOA, 30 Jul (Reuters) – A economia de Portugal contraiu 14,1% no segundo trimestre de 2020 contra os três meses anteriores, a maior queda de que há registo, com a pandemia do coronavírus e ‘lockdowns’ a colapsar o consumo privado, o investimento e as exportações, segundo uma estimativa rápida do INE.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) disse que, entre Abril e Junho de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma queda homóloga de 16,5% comparando com o mesmo período do ano passado.

Confirma-se agora a grave recessão técnica, após o Produto Interno Bruto (PIB) português ter tido uma contração de 3,8% no primeiro trimestre de 2020 comparando com o quarto trimestre de 2019, segundo o INE.

O Banco de Portugal prevê que o PIB contraia 9,5% em 2020, a maior recessão num século, enquanto o governo estima que caia apenas 6,9%. No ano passado, o PIB português cresceu 2,2%.

(Por Sérgio Gonçalves; Editado por Catarina Demony)

NOVA 2-Portugal com recessão recorde 2do tri, pandemia colapsa todos sectores


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(Acrescenta informação, citações)

Por Sergio Goncalves e Catarina Demony

LISBOA, 30 Jul (Reuters) – A economia de Portugal contraiu 14,1% no segundo trimestre de 2020 contra os três meses anteriores, a maior queda de que há registo, com a pandemia do coronavírus a fazer colapsar o consumo privado, o investimento e as exportações, segundo uma estimativa rápida do INE.

“É um número que fica para a História da economia portuguesa e que resulta logicamente da situação de forte confinamento, particularmente entre meados de março e o final de abril, que afectou quase todos os setores económicos”, disse Filipe Garcia, economista da Informação de Mercados Financeiros, no Porto.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) disse que, entre Abril e Junho de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma queda homóloga de 16,5% comparando com o mesmo período do ano passado.

Confirma-se agora a grave recessão técnica, após o Produto Interno Bruto (PIB) português ter tido uma contração de 3,8% no primeiro trimestre de 2020 comparando com o quarto trimestre de 2019, segundo o INE.

O INE refere que a queda homóloga do PIB reflectiu “a expressiva contração do consumo privado e do investimento”, que se agravou, e que “o contributo negativo da procura externa líquida também se acentuou no segundo trimestre”.

Destacou que houve uma “diminuição mais significativa das xxportações de bens e serviços que a observada nas importações de bens e serviços devido em grande medida à quase interrupção do turismo de não residentes”.

O sector do turismo, que pesa cerca de 15% do PIB, tem sido dos mais penalizados com os ‘lockdowns’ em Portugal e no estrangeiros e restrições às viagens de turistas.

O PIB dos dois maiores parceiros comerciais de Portugal, Espanha e Alemanha, tiveram quedas em cadeia respectivas de 18,5% e 10,1% no segundo trimestre de 2020.

O Banco de Portugal prevê que o PIB contraia 9,5% em 2020, a maior recessão num século, enquanto o governo estima que caia apenas 6,9%. No ano passado, o PIB português cresceu 2,2%.

Em mais um indicador da fraca procura doméstica, o INE disse que o índice de preços no consumidor (IPC) mensal caiu 1,3% em Julho, após ter crescido 0,9% em Junho.

O mercado de trabalho português também dá sinais de estar a enfraquecer, com a taxa de desemprego a subir para 7% em junho, contra 5,9% em maio, dada a destruição de dezenas de milhares de empregos. número total deve ser substancialmente superior pois muitos trabalhadores deixaram de procurar emprego durante o ‘lockdown’ e cerca de 877.000 trabalhadores estão em ‘lay off’, significando que ficaram de fora das estatísticas de desemprego.

Portugal começou a levantar algumas restrições impostas durante um lockdown de seis semanas a partir de 4 de maio.

Filipe Garcia disse que, “se é certo que desde maio se assiste a uma abertura progressiva, a evolução para os próximos trimestres não é isenta de sérios riscos”.

Realçou que “o turismo continua e continuará a ser residual e, quer os serviços, quer os pontos de venda estão e estarão com menos actividade do que o normal, e as empresas continuam muitíssimo cépticas em investir”.

“Não se sabe se teremos outros confinamentos, mais ou menos parciais, e Portugal depende também do que for acontecendo nos outros países. Além disso, apenas saberemos como estará verdadeiramente a economia quando terminarem as moratórias e os lay-off”, concluiu. (Por Sérgio Gonçalves e Catarina Demony)

Dívida pública Portugal cai para 259,8 mil ME Junho 2020 – Banco de Portugal



LISBOA, 3 Ago (Reuters) – A dívida pública de Portugal caiu 4,6 mil milhões de euros (ME) em Junho último, para 259,8 mil ME, face ao mês anterior, anunciou o Banco de Portugal.

“Para esta redução contribuíram essencialmente as amortizações de títulos no valor de 4,4 mil milhões de euros”, explicou em comunicado.

Sublinhou que os activos em depósitos das administrações públicas desceram 8,2 mil milhões de euros.

“Assim, a dívida pública líquida de depósitos aumentou 3,6 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 242,8 mil milhões de euros”, frisou.

(Por Patrícia Vicente Rua)