Arquivo da Categoria: Economia

British Airways ainda a braços com efeitos da greve


© Reuters.

A greve dos pilotos já acabou, mas os efeitos ainda se fazem sentir. A companhia British Airways avisou que ainda vai demorar algum tempo até os horários dos seus voos voltarem à normalidade, pelo que os passageiros vão continuar a ser afetados. Dois dias de greve deixaram os aviões e as tripulações nos sítios errados, o que ainda está a perturbar as operações.

Com a paralisação, os pilotos reivindicaram melhores salários e uma maior participação nos lucros da empresa. O sindicato apelou à British Airways para voltar à mesa das negociações com propostas significativas, para tentar evitar nova greve no dia 27. O secretário-geral do sindicato dos pilotos acusou a empresa de fazer ameaças e bullying.

Os sindicalistas dizem que cada dia de greve custou à companhia 40 milhões de libras.

PSD quer venda imóveis Estado para cortar mais dívida, não privatizar CGD


© Reuters. PSD quer venda imóveis Estado para cortar mais dívida, não privatizar CGD

* PSD diz última vez Estado fez inventário imóveis foi 1933-36

* Sociais democratas excluem privatização CGD e restantes 50% TAP

* Portugal tem das dívidas públicas mais altas Europa

Por Sergio Goncalves

LISBOA, 11 Set (Reuters) – O Partido Social Democrata (PSD), se chegar ao poder, lançará um programa de inventário e venda de imóveis do Estado para cortar a dívida pública abaixo da meta social democrata dos 98,6% do PIB em 2023, disse o co-autor do plano económico do PSD, que exclui a privatização da estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Actualmente, a dívida pública de Portugal está na casa dos 122% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo das mais altas da Europa.

Joaquim Sarmento, co-autor do programa económico do PSD, disse que os 98,6% de meta da dívida pública para 2023 “é o mínimo dos mínimos” que o PSD promete pois, “se conseguir melhorar a gestão financeira e eficiência dos serviços públicos, libertará activos, que podem ser alienados”.

“O que temos de fazer é ir ao imobiliário do Estado em três fases: saber o que há, saber o que precisamos e, parte do que não precisarmos, aliená-lo, obviamente em concurso internacional de forma transparente e aberta”, disse aos jornalistas.

“Se conseguirmos, então teremos algum encaixe financeiro, que será canalizado para a redução da dívida pública. Se calhar, vamos conseguir reduzir alguns pontos percentuais na dívida pública abaixo dos 98,6%”, adiantou.

Os socialistas têm ampliado a liderança nas sondagens para as eleições parlamentares de 6 de outubro, sugerindo que o primeiro-ministro António Costa pode estar a apenas um pequeno passo de alcançar uma maioria absoluta, que desta vez pode ser alcançado com um ‘score’ bem abaixo dos tradicionais 44% a 45% antes. O PSD tem-se mantido pouco acima dos 20%.

PRIVATIZAR CGD? NÃO

Ao contrário do que os sociais-democratas chegaram a defender no passado, Joaquim Sarmento frisou que o actual programa do PSD para os próximos 4 anos “exclui totalmente a privatização da CGD” – o maior banco português e que é também o activo mais significativo do Estado.

“Nós entendemos que, neste momento, a CGD não deve ser privatizada. Nos próximos anos, não há condições para privatizar a CGD, nem é desejável”, disse Joaquim Sarmento.

Adiantou que a CGD não deve ser privatizada porque “está num processo de restruturação, o mercado bancário está em condições terríveis do ponto de vista da rentabilidade”.

“Também achamos que não devemos privatizar os 50% da TAP porque entendemos que é preciso repensar o modelo da transportadora e religá-lo à questão do novo aeroporto de Lisboa”, afirmou o co-autor do programa económico do PSD.

NINGUÉM SABE

Joaquim Sarmento adiantou que “é caricato que a última vez que o Estado português fez um levantamento dos seus activos físicos – edifícios, terrenos, imóveis – foi em 1933-1936”, durante a ditadura do Estado Novo.

“Primeiro, nós precisamos de saber o que é que Estado tem e isso vai demorar algum tempo, depois temos de saber do que é que o Estado precisa para os seus organismos públicos”, afirmou Joaquim Sarmento.

Explicou que haverá “imóveis com valor patrimonial histórico que não podem ser vendidos, embora em alguns casos possam ser concessionados, como aconteceu recentemente; os necessários aos organismos públicos também não poderão ser alienados; sobrando um terceiro bloco que de facto o Estado não necessitará.

“Deste terceiro bloco, uma parte destes pode ser alienada e outra parte pode ser usada para habitação, residências universitárias, etc…”, disse.

“Mas, consegue-se fazer o levantamento dos imóveis, saber os imóveis que o Estado precisa, vender alguns daqueles que não precisa em 4 anos? Não sei e por isso fomos cautelosos”. (Por Sérgio Gonçalves; Editado por Catarina Demony)

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters

LISBOA, 12 Set (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O índice accionista PSI20 ganhou 0,22%, com disparos da Pharol (LS:), CTT (LS:) e Mota-Engil, face a uma Europa em máximos de seis semanas, com os investidores a aplaudirem a decisão da China de isentar de tarifas adicionais um conjunto de importações dos EUA, enquanto aguardam pela reunião do BCE amanhã, segundo traders.

AGENDA NACIONAL

* INE divulga Atividade dos Transportes no segundo trimestre 2019

* Reunião do conselho de ministros.

* XIII Congresso dos Revisores Oficiais de Contas, com a presença do Ministro das Finanças, Mário Centeno, e da Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Gabriela Figueiredo Dias.

* Almoço-debate com António Costa, primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista, promovido pelo American Club.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* HELSINQUIA – Participação de Andrea Enria, chefe da supervisão bancária do BCE, num painel de discussão sobre “What ambition for the EU banking sector and related policy priorities?” na conferência Eurofi em Helsínquia, Finlândia – 1450 GMT.

* FRANKFURT – O Conselho do BCE realiza uma reunião de política monetária em Frankfurt. O Presidente do BCE, Mario Draghi, realiza uma conferência de imprensa após a reunião das taxas de juro – 1230 GMT.

* PRAGA – Os primeiros-ministros da República Checa, Eslováquia, Polónia e Hungria reunir-se-ão com os parceiros dos Balcãs Ocidentais em Praga – 1230 GMT

* PEQUIM – O ministro dos Negócios Estrangeiros da Malásia, Saifuddin Abdullah, encontra-se com o seu homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim – 0230 GMT.

* BRUXELAS – O negociador-chefe da União Europeia sobre o Brexit, Michel Barnier, encontra-se com o presidente do Parlamento Europeu e os principais legisladores para discutir o ponto da situação do processo Brexit.

* WASHINGTON – O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe na Casa Branca o emir governante do Kuwait, Sheikh Sabah al-Ahmad al-Sabah.

* MOSCOVO – A Rússia realiza o seu Fórum Financeiro anual de Moscovo com a presença do ministro das Finanças Anton Siluanov e uma série de outros funcionários económicos e fiscais (até 13 de Setembro).

* Levantamento de Habitação RICS Reino Unido Agosto (0101)

* Índice Final de Preços no Consumidor Alemanha Agosto (0800)

* Índice Harmonizado de Preços no Consumidor Final Alemanha Agosto (0800)

* Índice de Preços no Consumidor (Norma UE) Final França Agosto (0845)

* Taxa de Apólice Overnight Malásia 43720 (0900)

* Produção Industrial Zona Euro Julho (1100)

* Taxa de Juro de Referência Sérvia Setembro (1200)

* CBT Acordo de recompra semanal Taxa Turquia Setembro (1300)

* Taxa de empréstimo O/N Turquia Setembro (1300)

* O/N Taxa devedora Turquia Setembro (1300)

* Taxa da janela Liquidez Tardia Turquia Setembro (1300)

* Taxa de refinanciamento do BCE Zona Euro Setembro (1345)

* Taxa de depósito do BCE Zona Euro Setembro (1345)

* Índice de Preços no Consumidor Estados Unidos da América Agosto (1430)

* Pedido de Subsídio de Desemprego Estados Unidos da América 31 Agosto, w/e (1430)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* Oracle Corp (NYSE:) Resultados

* Broadcom (NASDAQ:) Inc Resultados

* Inscape Corp Resultados

* Park City Group Inc Resultados

* RF Industries Ltd Resultados

* Enghouse Systems Ltd Resultados

* Bollore SA Resultados

* Financiere de l’Odet SA Resultados

* Net1 International Holdings AS Resultados

* Mytilineos Holdings SA Resultados

* Knorr Bremse AG Resultados

* Dormakaba Holding AG Resultados

* Energean Oil & Gas PLC Resultados

* LPP SA Resultados

* Haynes Publishing Group PLC Resultados

* WM Morrison Supermarkets PLC Resultados

* IGas Energy PLC Resultados

(Por Lisboa Editorial)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

SETEMBRO

* INE divulga Atividade dos Transportes no segundo trimestre 2019

* Reunião do conselho de ministros.

* XIII Congresso dos Revisores Oficiais de Contas, com a presença do Ministro das Finanças, Mário Centeno, e da Presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Gabriela Figueiredo Dias.

* Almoço-debate com António Costa, primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista, promovido pelo American Club.

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (2.º trimestre 2019)

* INE divulga Atividade Turística (julho 2019)

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos mobiliários (mensal)

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, com um montante entre 1.250 milhões de euros (ME) e 1.500 ME.

* Almoço-debate com Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, organizado pelo International Club of Portugal.

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial (agosto 2019); Síntese Económica de Conjuntura (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Balanças corrente e de capital (2.º trimestre 2019).

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos imobiliários (mensal)

* INE divulga Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação (agosto 2019)

* Banco de Portugal divulga Endividamento do setor não financeiro; Financiamento das administrações públicas.

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do 2º Trimestre de 2019.

* INE divulga Procedimento dos Défices Excessivos – 2ª Notificação, Principais Agregados das Administrações Públicas; Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do 2.º Trimestre de 2019.

* INE divulga Aquisição de imóveis por não residentes em 2018.

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Setembro, Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Agosto e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Agosto.

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Setembro, Índices de Produção Industrial de Agosto e Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio a Retalho de Agosto.

OUTUBRO

* Eleições legislativas.

* Trading update da Galp (LS:) 3ro Trimestre 2019.

* Jerónimo Martins apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* Navigator apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* EDP (SA:) apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

NOVEMBRO

* Altri (LS:) apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* Corticeira Amorim (LS:) apresenta resultados 3ro Trimestre de 2019.

‘Bond yields’ Zona Euro e moeda única descem após novos estímulos BCE


© Reuters. ‘Bond yields’ Zona Euro e moeda única descem após novos estímulos BCE

LONDRES, 12 Set (Reuters) – As ‘yields’ das Obrigações do Tesouro da Zona Euro caíram, enfraqueceu, enquanto os mercados accionistas recuperaram na quinta-feira, após o Banco Central Europeu ter cortado as taxas de juro e dizer que retomaria as compras de activos para impulsionar a economia em abrandamento.

O BCE cortou sua taxa de depósito para uma um mínimo recorde de -0,5%, de -0,4%, e irá reiniciar as compras de títulos de 20 mil milhões de euros por mês a partir de Novembro, disse em comunicado.

A notícia desencadeou uma recuperação nos mercados de obrigações soberanas, empurrando as ‘yields’ acentuadamente para baixo.

A taxa de juro dos ‘bonds’ a 10 anos da Alemanha caiu 8 pontos base para -0,64% , enquanto a dívida de 30 anos caiu quase 20 pontos base , enquanto os rendimentos dos títulos a 10 anos de Itália atingiram um mínimo recorde de 0,782% .

O euro caiu abaixo dos 1,10 dólares EUR=EBS depois de ter subido inicialmente com o anúncio do BCE, com os investidores a digerir notícias sobre o corte da taxa e relançamento do Quantitative Easing.

As acções da Zona Euro estão em território positivo após o anúncio, com o índice de referência a subir 0,6%.

O índice bancário do bloco saltou 1,4%, com o banco central a dizer que iria introduzir o nivelamento das taxas, um movimento para mitigar o impacto de taxas de juro mais baixas sobre o sector financeiro.

(Por London Markets Team; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

PM Portugal pede estabilidade para país enfrentar ameaças Brexit, comércio


© Reuters. PM Portugal pede estabilidade para país enfrentar ameaças Brexit, comércio

* Sondagens dão socialistas destacados, próximo maioria absoluta

* PM diz Portugal poupa 2.000 ME em juros 2019 vs 2018

* PM diz dívida cai para 118% PIB 2019, visa menos 100% 2023

Por Sergio Goncalves

LISBOA, 12 Set (Reuters) – Portugal tem de manter estabilidade política e de políticas como a consolidação orçamental e a redução da dívida, para enfrentar as ameaças externas como o Brexit e a guerra comercial China-EUA, disse o primeiro-ministro a menos de um mês das eleições gerais.

Os socialistas têm ampliado a liderança nas sondagens para as eleições parlamentares de 6 de Outubro, sugerindo que António Costa pode estar a um pequeno passo de alcançar uma maioria absoluta, o que lhe permitiria descartar os actuais parceiros euro-cépticos e de extrema esquerda – Bloco de Esqueda e PCP.

Nestas eleições, a maioria absoluta poderá ser alcançada com um ‘score’ bem abaixo dos tradicionais 44% a 45% antes. O Partido Social Democrata tem-se mantido pouco acima dos 20%.

António Costa referiu que no horizonte “há ameaças como Brexit, guerras comerciais, desaceleração económica e risco de recessão em algumas economia europeias”.

Lembrou que Portugal, “pela primeira vez desde o início século, cresceu acima média europeia em 2017, 2018 e vai ser assim em 2019, pois o país dá sinais de continuar a progredir”, suportado no investimento empresarial e exportações, “não obstante as ameaças internacionais”.

Explicou que “esta trajectória de crescimento foi essencial para que o país tenha encontrado um caminho sustentável de consolidação orçamental e de redução da dívida”.

“Mas, é essencial manter a estabilidade, não falo só da estabilidade política, falo sobretudo da estabilidade das políticas”, disse o primeiro ministro, num almoço com empresários.

Afirmou que “isto é tão mais necessário quando este cenário de ameaças internacionais exige que o país não esteja numa situação de desproteção no caso de indesejado de haver alguma crise”.

“Se esse cenário surgir nos precisamos de estar em condições financeiras, orçamentais e económicas para poder enfrentar essa situação”, referiu.

REDUZIR DÍVIDA

Adiantou que Portugal tem “de forma sustentada – e sem rupturas sociais – manter prolongadamente um ciclo de saldos orçamentais primários positivos, que permitam continuar a reduzir o montante da dívida pública face ao PIB”.

O primeiro ministro disse que este ano a dívida pública vai descer para 118% do PIB, face aos cerca de 122% em meados do ano, e o país tem “o objectivo muito claro de chegar ao final da próxima legislatura – em 2023 – abaixo dos 100% do PIB”.

António Costa, que tem capitalizado o crescimento aliado à descida das ‘yields’ para mínimos históriocs, disse que em 2019 Portugal vai pagar menos 2.000 ME em juros do que em 2015.

“Se descarrilarmos relativamente ao défice ou à dívida, pagaremos imediatamente na subida da taxas de juros”, alertou.

O Governo prevê que o défice público caia para 0,2% do PIB em 2019 contra 0,5% em 2018, apontando para excedentes orçamentais a partir de 2020.

A economia é vista a crescer 1,9% em 2019, acima da média europeia, mas abaixo dos 2,2% em 2018.

(Por Sérgio Gonçalves; Editado por Patrícia Vicente Rua)

“Operation Yellowhammer” prevê um Brexit sem acordo caótico


© Reuters.

O que pode acontecer no caso do Brexit sem acordo?

O “Operation Yellowhammer”, o documento de previsão do governo de Londres, traça um cenário sombrio, com um impacto considerável na vida dos britânicos. Por exemplo: Os camiões poderão esperar mais de dois dias para atravessarem o Canal da Mancha, alguns dos alimentos frescos vão diminuir no mercado, com o consequente aumento dos preços; os protestos e contraprotestos podem repetir-se por todo o Reino Unido.

Estima-se que o fluxo de tráfego no Canal da Mancha possa cair cerca de 60% logo no primeiro dia e que possa ser perturbado ou mesmo interrompido nos primeiros três meses. As filas de trânsito podem afetar seriamente o transporte rodoviário de mercadorias com enormes perturbações no abastecimento, nomeadamente medicamentos e produtos frescos.

O documento também prevê que algumas empresas possam parar de negociar, que o mercado negro possa crescer e que alguns prestadores de serviços de assistência social de adultos possam mesmo falir.

Para além disso, esperam-se protestos e contraprotestos por todo o Reino Unido e um crescimento da desordem pública.

Num quadro mais vasto, tudo isto vai arrastar a quinta maior economia do mundo – aquela que mais cresceu no G7 nos últimos anos – para um terreno escorregadio. De acordo com o Banco da Inglaterra, no caso de um Brexit sem acordo, o PIB cairá cerca de 5,5%, o desemprego aumentará mais do dobro – para cerca de 7% – e a inflação vai galopar para níveis acima dos 5%.

Estes cenários parecem não impressionar os apoiantes do Brexit que desdramatizam, afirmando que “vai haver problemas, mas que não serão tão graves como se pintam e que será por uma boa causa. A longo prazo, o país sairá beneficiado”.

O governo diz que o documento revela só o pior cenário e que está preparado para todas as contingências.

BCE anuncia medidas de estímulo para a economia da zona euro


© Reuters.

Mario Draghi apresentou mais um pacote de medidas para tentar estimular a economia da zona euro que, de acordo com os analistas, corre o risco de entrar numa nova recessão.

Há 7 anos, em plena crise da dívida soberana na Zona Euro, o presidente do Banco Central Europeu prometeu fazer “o que fosse preciso” para preservar a moeda única.

Agora, acrescenta mais uma promessa – fazê-lo durante o tempo que for necessário.

O Banco Central Europeu reduziu a taxa de depósito dos bancos de -0,4% para – 0,5% e manteve a taxa diretora nos 0%.

A organização anunciou, também, um novo sistema de remuneração dos depósitos dos bancos parqueados no BCE de forma a incentivar a transmissão monetária.

O Banco Central Europeu regressa às compras de ativos a um ritmo de 20 mil milhões de euros já a partir do dia 1 de novembro.

Com estas medidas, a organização dirigida por Mario Draghi espera que as principais taxas de juro do BCE se mantenham nos níveis atuais ou mais baixos até que as perspetivas de inflação convirjam para um nível suficientemente próximo, mas abaixo dos 2%.

Em última análise, pretende-se apoiar o crescimento, que está agora destinado a abrandar para apenas 1,1% este ano e 1,2% em 2020. Valores inferiores aos previstos, em junho, pelo Banco Central.

“Estes riscos prendem-se principalmente com a presença prolongada de incertezas relacionadas com fatores geopolíticos, a ameaça crescente do protecionismo e vulnerabilidades nos mercados emergentes”, referiu o governador.

As medidas do BCE foram, já, alvo de comentários do presidente dos Estados Unidos da América.

No Twitter, Donald Trump afirmou que e o Banco Central Europeu está a tentar, e a conseguir, depreciar frente ao dólar MUITO forte, prejudicando as exportações dos Estados Unidos. O presidente acusou a Reserva Federal de ficar “sentada à espera”.

Mario Draghi negou…

“Mantemos o consenso do G20. Ou seja, que nunca perseguiremos uma desvalorização competitiva. Por isso, esperamos que todos os membros do G20 subscrevam o mesmo consenso.”

Christine Lagarde sucede a Mario Draghi no dia 1 de novembro, tornando-se na primeira mulher a assumir o cargo de Governadora do Banco Central Europeu.

Google vai pagar mil milhões de euros à França


© Reuters.

A Google (NASDAQ:) vai pagar quase mil milhões de euros às autoridades francesas para encerrar um processo movido contra o gigante digital desde 2015.

Nos termos do acordo, classificado como “histórico” pelo Ministério das Finanças francês, a Google vai pagar 500 milhões de euros de multa para pôr fim a uma investigação por alegada fraude fiscal e outros 465 milhões de euros em impostos adicionais.

Graças a um subterfúgio na legislação fiscal internacional, a Google paga poucos impostos na maioria dos países europeus, ao declarar a quase totalidade das suas vendas na Irlanda, onde está localizada a sede europeia da multinacional tecnológica.

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

SETEMBRO

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (2.º trimestre 2019)

* INE divulga Atividade Turística (julho 2019)

* Apresentação do estudo “Um caminho para reduções de emissões em Portugal 2030 – O papel dos derivados de petróleo”, realizado pela KPMG Espanha, a pedido da Apetro. Sessão de encerramento a cargo de João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos mobiliários (mensal)

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, com um montante entre 1.250 milhões de euros (ME) e 1.500 ME.