Arquivo da Categoria: Economia

Escalada da guerra comercial UE- EUA


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Numa medida que ameaça desencadear uma guerra comercial transatlântica, os Estados Unidos querem impor tarifas sobre 6,8 mil milhões de euros em bens de origem europeia.

Na rede social Twitter, Donald Trump considerou que esta é “uma boa vitória” e acusou a “União Europeia de mal tratar há muitos anos os EUA, no que diz respeito ao comércio”.

Na quarta-feira, a Organização Mundial de Comércio autorizou os Estados Unidos a aplicar tarifas adicionais de 7,5 mil milhões de dólares (quase sete mil milhões de euros) a produtos europeus, em retaliação pelas ajudas da União Europeia à fabricante francesa de aeronaves, a Airbus.

De qualquer forma, a OMC também considerou que os subsídios dados à Boeing (NYSE:) pela administração norte- americana são ilegais.

Agora, espera-se a retaliação da União Europeia, que vai propor as próprias tarifas quando o caso da Boeing chegar ao fim, em 2020.

A comissária europeia do Comércio já reagiu a esta escalada da tensão comercial: Cecilia Malmstrom lembrou que “a imposição mútua de contramedidas apenas provoca danos a empresas e cidadãos de ambos os lados do Atlântico e prejudica o comércio global e o setor de aviação num momento delicado”.

Nos outros setores de atividade também já está a ser avaliado o impacto destas tarifas. De acordo com o consórcio italiano de queijos, os consumidores dos EUA vão pagar cerca de 5 dólares a mais por quilo de parmesão italiano por causa de impostos. As tarifas dos EUA devem ter um impacto de cerca de 500 milhões de euros por ano nos produtos agrícolas italianos, de acordo com a Associação de agricultores italianos Coldiretti. Cerca de mil milhões de euros nas mercadorias espanholas, diz a Associação Agrícola espanhola (COAG) e podem colocar em risco mais de mil milhões de euros em exportações de uísque da Escócia para os EUA. Aliás, o mercado norte-americano é o maior e mais valioso mercado do uísque escocês.

O Reino Unido, entretanto está à espera da confirmação da Organização Mundial do Comércio de que cumpriu totalmente as regras e acredota que não deve ser afetado pelas tarifas.

Mas esta decisão pode estar dependente dos contornos do acordo comercial entre os britânicos e a União Europeia para o período pós Brexit.

Tribunal Europeu dá razão aos consumidores polacos


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O Tribunal de Justiça da União Europeia deu razão aos consumidores polacos. Em causa, o pedido de anulação de centenas de empréstimos efetuados em moeda estrangeira na Polónia que mudaram de condições quando passaram para a moeda local.

Jerzy Kwiecinski, ministro polaco das Finanças e do Investimento, garante que o governo está a acompanhar o caso. “O Ministério das Finanças supervisiona o que está a acontecer na banca, incluindo as decisões relacionadas com o Tribunal de Justiça da União Europeia. O veredicto mostra que quem tem empréstimos em francos suíços pode exercer os seus direitos, mas tal ainda depende da decisão dos tribunais polacos,” afirma.

No caso da mudança ser considerada abusiva, os bancos poderão ter de devolver juros cobrados a mais. Os consumidores esperavam uma decisão mais definitiva. “Estamos desapontados porque a Polónia é o único país na região que não lido u com este assunto de forma séria,” diz Jacek Sledzinki, advogado e um dos consumidores que se considera lesado com a alteração.

A notícia pode impactar a banca polaca em milhões de euros, incluindo o Millenium bank, subsidiário do Millenium BCP (LS:) em Portugal. As ações do grupo na Polónia desvalorizaram 10 por cento assim que foi conhecida a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia. O BCP absrveu impactos negativos e fechou em alta.

END 01.20

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters

LISBOA, 4 Out (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O disparo que quase 4% do Millennium bcp não foi suficiente para impedir o índice accionista PSI20 de fechar no ‘vermelho’, face a uma Europa cautelosa perante a possbilidade de uma guerra comercial com os EUA e a incerteza do Brexit, segundo traders.

A Organização Mundial do Comércio que deu ontem luz verde aos EUA para aplicarem tarifas aduaneiras a produtos europeus, devido aos subsídios atribuídos à Airbus, vistos como ilegais.

A liquidez foi mais reduzida devido à ausência da Bolsa de Frankfurt, uma vez que é feriado na Alemanha.

AGENDA NACIONAL

* DBRS divulga rating de Portugal.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* BOSTON – O presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, dá as boas-vindas e os comentários de abertura antes da 63ª conferência econômica “Uma casa dividida: disparidades geográficas na América do século XXI”, organizada pelo Federal Reserve Bank de Boston, às 12h30 GMT.

* MINNEAPOLIS, Minneapolis – O presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, Neel Kashkari, participa de uma discussão moderada, “Próximos passos na política de habitação local”, antes de uma conferência do Fall Institute organizada pelo Federal Reserve Bank de Minneapolis, 1700 GMT.

* WASHINGTON – O presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, faz os comentários de abertura antes do evento “A Fed ouve: perspectivas de emprego máximo e estabilidade de preços”, organizado pela Reserva Federal- 1800 GMT.

* WASHINGTON – O governador da Reserva Federal, Lael Brainard, modera o “Painel 1: Medição do Emprego Máximo em um Mercado de Trabalho em Mudança” antes do evento “Fed ouve: Perspectivas sobre Emprego Máximo e Estabilidade de Preços”, organizado pelo Reserva Federal. Evento começa – 1800 GMT.

* WASHINGTON – Vice-presidente de supervisão da Reserva Federal Randal Quarles modera o “Painel 2: A importância da estabilidade de preços e da inflação baixa na economia actual” antes do evento “Fed ouve: perspectivas de emprego máximo e estabilidade de preços”, organizado pela Reserva Federal. – 2000 GMT.

* ESTOCOLMO – O vice-governador do Riksbank, Per Jansson, participa num painel de discussão sobre política monetária num seminário organizado pela Alecta – 0645 GMT.

* SEVILHA, Espanha – Intervenção do vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, num colóquio de conferências por ocasião do 90º aniversário da ABC em Sevilha, Espanha – 1125 GMT.

* NOVA ORLEÃES – O presidente do Federal Reserve Bank de Atlanta, Rafael Bostic, fala sobre as perspectivas económicas em uma discussão moderada antes do 40º Fórum Anual de Negócios de Tulane – 1545 GMT.

* ESTOCOLMO – Reunião do Conselho Geral do Riksbank – 1100 GMT.

* PIB Preliminar Lituânia 3ro Tri (0800)

* Vendas a Retalho Austrália Agosto (0330)

* Folhas de pagamento não-agrícolas Estados Unidos da América Setembro (1430)

* Folhas de pagamento privadas Estados Unidos da América Setembro (1430)

* Taxa de Desemprego Estados Unidos da América Setembro (1430)

* Rendimentos médios Estados Unidos da América Setembro (1430)

* Média de horas semanais de trabalho Estados Unidos da América Setembro (1430)

* Comércio Internacional Estados Unidos da América Agosto (1430)

* Balança Comercial Canadá Agosto (1430)

* IPC Rússia Setembro (1500)

* Ivey PMI Canadá Setembro (1600)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* Norwegian Air Shuttle ASA Sales Release

* Industrivarden AB Resultados

* MQ Holding AB Resultados

* Ferrellgas Partners LP Resultados

(Por Lisboa Editorial)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

OUTUBRO

* DBRS divulga rating de Portugal.

* Eleições legislativas.

* INE divulga Impostos e Taxas com Relevância Ambiental de 2018 e Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Agosto 2019.

* Cofina (LS:) apresenta resultados do terceiro trimestre 2019

* Trading update da Galp (LS:) 3ro Trimestre 2019.

* Banco de Portugal divulga empréstimos a particulares e sociedades não financeiras.

* Conferência sobre Estabilidade Financeira 2019, com abertura por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

* INE divulga Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria (agosto 2019).

* CMVM divulga dos indicadores estatísticos de receção de ordens (mensal).

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor (setembro 2019); Estatísticas do Comércio Internacional (agosto 2019); Índice de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Boletim Económico.

* 29.º Encontro de Lisboa entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, organizado pelo Banco de Portugal, com Intervenção de boas-vindas, por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de ‘day-trading’ (3.º trimestre).

* INE divulga Índices de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (agosto 2019); Atividade Turística (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste.

* Seminário Internacional – Mercados de Dívida Pública – Desafios num quadro de aprofundamento da UEM, com abertura a cargo da Presidente do IGCP, Cristina Casalinho.

* ERSE-Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos divulga proposta de preços da eletricidade.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos mobiliários (mensal).

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a três e 11 meses, com um montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura (setembro 2019).

* Banco de Portugal: Indicadores Coincidentes.

* INE divulga Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação (setembro 2019).

* Jerónimo Martins apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* Direção-Geral do Orçamento divulga síntese de execução orçamental (setembro 2019).

* Navigator e Sonae (LS:) Indústria apresentam resultados 3ro Trimestre 2019.

* CMVM divulga dos indicadores estatísticos de contraordenações (3.º trimestre).

* EDP (SA:) Renováveis apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de intermediação financeira (3.º trimestre)

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores (outubro 2019); Índices de Produção Industrial (setembro 2019); Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego (setembro 2019); Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio a Retalho (setembro 2019).

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC (outubro 2019); Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local (2.º trimestre 2019).

NOVEMBRO

* Altri (LS:) apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* Corticeira Amorim (LS:) apresenta resultados 3ro Trimestre de 2019.

CENÁRIOS-PS lidera sondagens mas perde força recta final campanha


© Reuters. CENÁRIOS-PS lidera sondagens mas perde força recta final campanha

Por Sergio Goncalves

LISBOA, 4 Out (Reuters) – Portugal encaminha-se para as eleições gerais de 6 de Outubro com o Partido Socialista (PS) a liderar destacado as sondagens, mas a perder força na recta final e sem atingir a maioria absoluta.

As intenções de voto no PS estão agora entre 37%-39%, enquanto as sondagens dão ao Partido Social Democrata (PSD) – maior partido da oposição – um reforço para perto de 30%. o PS não tiver maioria absoluta, que pode ser atingida entre 42% e 45%, poderá precisar só de um outro partido para aprovar legislação. Os actuais aliados eurocépticos Bloco de Esquerda e PCP têm, respectivamente, perto de 10%, e 6%-8,6%.

Dadas as tensões com estes aliados eurocépticos de extrema esquerda, o PAN-Pessoas-Animais-Natureza pode vir a ser um ‘kingmaker’ com a sondagens a darem-lhe de 3%-5,2%. estão possíveis cenários pós-eleitorais.

MAIORIA ABSOLUTA POSSÍVEL, POUCO PROVÁVEL:

A maioria absoluta é possível, mas agora pouco provável. Contudo, se ocorrer, a governação do PS deverá ‘virar ao centro’, ser marcadamente social-democrata e não esquerdista.

Neste cenário, os analistas prevêem a continuação da disciplina orçamental com excedentes a partir de 2020, lei laboral estável, incentivos fiscais ao investimento estrangeiro, reabilitação de imóveis e arrendamento. O investimento em infraestruturas e a despesa com salários públicos deveriam subir, mas de forma muito contida. O PS vê a massa salarial crescer 3% ao ano, mas porque antes ‘descongelou’ carreiras e aumentou o emprego público, não via grande subida de salários.

O professor Paulo Pinho, Academic Director do ‘The Lisbon MBA-Católica/Nova, disse que, “tendo maioria absoluta, o PS governará em função das circunstâncias: se a economia cair, será mais contraccionista; se expandir, alarga os ‘cordões à bolsa’, mas não muito”.

“Para os mercados, talvez fosse a solução mais favorável, tendo em conta as possibilidades que decorrem das sondagens”.

‘KINGMAKER’ PAN?

Pedro Magalhães, cientista político do Instituto de Ciências Sociais, disse que “um PS próximo da maioria absoluta e que pudesse conquistá-la com o apoio do PAN, e não mais do que isso, sentir-se-ia muito tentado a procurar essa solução”.

A vantagem de um acordo com o PAN, que se prevê tenha pelo menos 4 deputados quando hoje tem só 1, é que este recente partido aceita as regras do euro e, segundo o seu líder André Silva, “não se revê na dicotomia obsoleta esquerda-direita”.

Assim, o PS poderia executar sem grandes sobressaltos a sua agenda política e a ‘factura orçamental’ que António Costa teria de pagar para satisfazer as exigências do PAN deveria ser bem menor do que a que pagou pelos acordos da Geringonça em 2015.

As energias renováveis, a agricultura biológica ou a comida para animais de estimação teriam benefícios ou cortes de impostos. Mas o turismo, cujo ‘boom’ tem suportado a economia, ou a agricultura intensiva do olival teriam restrições e maior tributação. O PAN quer o IVA dos hotéis nos 13% vs 6% actuais.

O PAN também está contra a exploração de hidrocarbonetos em Portugal a forma como o Governo quer a exploração de lítio.

GERINGONÇA 2.0

Caso o PAN não garanta a maioria plena, António Costa terá de explorar a possibilidade de uma ‘Geringonça 2.0’ – novos acordos com um ou com os dois actuais parceiros de extrema esquerda, só que já não se vive o ambiente amistoso de 2015.

As relações com os comunistas e sobretudo com o Bloco têm-se deteriorado muito e, nestes 4 anos, estes dois partidos já viram satisfeitas as reivindicações aceitáveis para o PS – reposição de rendimentos com corte de IRS, aumentos de salários e pensões.

Agora, seguem-se as reivindicações que o PS considera serem mais “radicais”, tendo, à cabeça, a reversão da liberalização laboral que vinha desde a ‘troika’ e a tributação do património.

O PCP e o Bloco querem revogar o despedimento por inadaptação ou extinção do posto de trabalho; aumentar as indemnizações que as empresas pagam por despedir; estender as 35 horas de trabalho semanal do sector público ao privado versus 40 e repôr 25 dias mínimos de férias por ano, contra 22 dias.

Na política fiscal, exigem o corte dos benefícios fiscais para fundos imobiliários e o aumento de impostos sobre prédios de maior valor, acções e obrigações, e sobre os mais ricos.

Os dois defendem um maior aumento da despesa nos serviços e uma das prioridade do Bloco é o Estado criar um programa para, nos próximos 4 anos, construir 100 mil casas para arrendamentos acessíveis, entre os 150 e os 500 euros.

O Bloco e o PCP retomaram exigências antigas: o PCP quer renegociar a dívida pública “nos prazos, juros e montantes”, e o Bloco reestruturá-la e que o Banco de Portugal entregue ao Estado os 3.500 ME de provisões acumuladas. O controlo público da banca e a nacionalização de empresas energéticas – como EDP (SA:) , REN (LS:) REN.LS e Galp (LS:) – é outra reivindicação.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, qualificou as propostas do Bloco como “devaneios”, frisando: “o Bloco tem de explicar como financia 30.000 ME de despesa adicional, como quer reestruturar a dívida e ao mesmo tempo pedir dinheiro emprestado para nacionalizar empresas”.

GOVERNO MINORITÁRIO

Caso a factura a pagar por uma ‘Geringonça.2’ seja inaceitável, a António Costa não lhe restará senão governar com minoria no Parlamento – o cenário que os analistas vêm como mais arriscado e que pode levar o Governo a não concluir os 4 anos.

Neste cenário, o Governo minoritário poderia tentar aprovar algumas leis mais ‘sociais’ com a esquerda do Parlamento, e as mais ‘económicas’ com a direita. Contudo, exigiria tensas e constantes negociações com todos os grupos parlamentares e não evitaria uma ‘união negativa’ de toda a oposição para chumbar diplomas que os socialistas pudessem considerar vitais.

António Costa tem dito que é preciso “um PS forte” para Portugal “não cair numa situação de impasse à espanhola que, manifestamente, creio que não pode ser o futuro que cada um de nós deseja”.

PODE O CENTRO-DIREITA GANHAR?

As sondagens não apontam para a possibilidade de vitória dos partidos de centro-direita PSD e CDS-PP, que seria uma completa supresa. Contudo, caso tal sucedesse, o quadro político ficaria novamente baralhado já que muitos analistas acham que apenas formariam Governo se tivesse a maioria absoluta no Parlamento.

Em 2015, a coligação de centro-direita venceu as eleições, mas os acordos do PS com os partidos à sua esquerda e António Costa chegou a primeiro-ministro.

O programa do PSD e do CDS tem o sobretudo no corte de impostos – das empresas e das pessoas – aliado a mais investimento nos serviços e controlo do crescimento da despesa.

(Editado por Patrícia Vicente Rua)

CÂMBIO-Dólar amplia queda contra o real em meio a expectativas de corte de juros nos EUA


© Reuters. CÂMBIO-Dólar amplia queda contra o real em meio a expectativas de corte de juros nos EUA

(Texto atualizado com cotação e resultado de leilão de swap tradicional pelo Banco Central)

SÃO PAULO, 4 Out (Reuters) – O dólar ampliava suas perdas contra nesta sexta-feira, em meio a mais um dia de fraqueza da moeda norte-americana contra divisas de risco, tendo de pano de fundo dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos que reforçaram apostas de mais corte de juros pelo Federal Reserve este ano.

Por volta de 12h18, o dólar à vista cedia 0,79%, a 4,0574 reais na venda.

Na mínima intradia, a cotação chegou a tocar 4,0529 reais, menor nível de meio de pregão desde 13 de setembro e pouco abaixo da média móvel de 200 dias (4,0556 reais), que se perdida de forma consistente tende a estimular mais vendas da moeda.

Na B3, o dólar futuro DOLc1 tinha queda de 0,78%, a 4,0610 reais.

A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos foi moderada em setembro, com a taxa de desemprego caindo para perto da mínima de 50 anos de 3,5%. Analistas esperavam mais abertura de postos de trabalho e uma taxa de desemprego levemente maior. um primeiro momento, a leitura é baixista para o dólar. Há a continuidade de apostas em novos cortes de juros do Fed, que melhora a relação risco/retorno para se investir em mercados emergentes”, afirmou Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Outras moedas pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano , também se valorizavam contra o dólar, em dia em geral positivo para moedas emergentes .

As atenções se voltam agora para a fala do chairman do Fed, Jerome Powell, às 15h (horário de Brasília), para mais sinais sobre o posicionamento do banco central norte-americano diante dos novos dados dos EUA.

Segundo operadores, expectativas de volta do fluxo de recursos ao país, decorrentes dos leilões de petróleo e de operações de empresas, também têm ajudado a pressionar o dólar contra o real.

Entre outubro e o início de novembro, o Brasil realizará três leilões de áreas de petróleo e gás, sendo dois no pré-sal, com expectativa de arrecadação superior a 110 bilhões de reais, caso todas as áreas sejam arrematadas. mercado mensura que vai entrar bastante dólar no país, e isso reduz a necessidade de comprar do BC a preços mais pressionados”, acrescentou Silva.

Nesta sessão, o Banco Central não vendeu nenhum contrato de swap reverso de oferta de até 10.500 contratos, assim como não vendeu dólares em leilão à vista, de oferta de até 525 milhões de dólares. Por outro lado, a autoridade monetária colocou todos os 10.500 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem do vencimento dezembro de 2019. (Por Stéfani Inouye Edição de Camila Moreira e José de Castro)

Portugueses vão às urnas e Partido Socialista, do primeiro-ministro, é favorito


© Reuters. Portugueses vão às urnas e Partido Socialista, do primeiro-ministro, é favorito

Por Catarina Demony e Victoria Waldersee

LISBOA, 6 Out (Reuters) – Portugueses começaram a votar neste domingo em uma eleição que o Partido Socialista, do primeiro-ministro António Costa, deve vencer sem maioria absoluta, deixando o destino de possíveis aliados como a principal questão.

Pesquisas de opinião indicam que os Socialistas ficam no topo com 36,5% a 38,8% dos votos, mas irão precisar de apoio de um ou mais partidos para permanecer no governo. O governo de minoria de Costa tem sido apoiado por dois partidos da extrema-esquerda desde 2015.

“A principal pergunta é se teremos nossas mãos atadas”, disse Costa durante comício na sexta-feira. “Precisamos ter força para garantir quatro anos de estabilidade e para não sermos um governo de curto prazo”.

O governo de Costa tem sido elogiado pela União Europeia e em Portugal por combinar disciplina fiscal com medidas para promover crescimento, após recessão e a austeridade da crise portuguesa de 2010 a 2014.

“Voto em Costa novamente. Ele fez bem por nós. Ele representou o povo, defendeu o povo, e só posso esperar que ele faça mais do mesmo se ganhar”, disse Fátima Abreu, de 81 anos, em ponto de votação no centro de Lisboa na manhã deste domingo.

Luis Alberto Lopes Brazão, de 46 anos, concordou. “Sou de uma família pobre e estou lutando… Mas confio neste governo”, disse após votar no Partido Socialista.

Mas depois de uma série de escândalos, desde uma disputa sobre nepotismo até o suposto envolvimento de um ex-ministro no encobrimento do exército pelo roubo de armas de uma base militar, outros eleitores disseram que era hora de mudar.

“Os últimos quatro anos não foram ótimos para mim. É o mesmo de 2009 durante a crise”, disse Adriano Macedo, coletor de lixo de 66 anos, que votou no social-democrata de centro-direita (PSD), principal partido da oposição.

“Os políticos dizem que está tudo bem, mas se está bem, é apenas para eles.. não recebo um aumento salarial desde 2009”.

(Reportagem adicional de Miguel Pereira)

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters

LISBOA, 7 Out (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O índice accionista PSI20 ganhou 0,86 pct, em sintonia com a Europa que, após uma semana tumultuosa, fechou em alta, com dados a mostrarem um crescimento modesto dos empregos nos EUA, melhorando um pouco o sentimento, segundo dealers.

AGENDA NACIONAL

* INE divulga Impostos e Taxas com Relevância Ambiental de 2018 e Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Agosto 2019.

* Cofina (LS:) apresenta resultados do terceiro trimestre 2019

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* PRIOR LAKE, Minnesota – O presidente do Federal Reserve Bank de Minneapolis, Neel Kashkari, participa de uma conversa sobre o trabalho do Minneapolis Federal Reserve Bank na Índia e do Centro para o Desenvolvimento do País Indiano antes da Conferência de Finanças e Economias Tribais do Outono de 2019, 1420 GMT.

* SiemReap, Cambodja – 15ª Reunião da ASEAN Plus Three Ministros do Meio Ambiente (EMM) (até 9 de Outubro).

* SINGAPURA – 18ª Reunião Ministerial da ASEAN em Ciência, Tecnologia e Inovação (AMMSTI-18) (até 11 de Outubro).

* África do Sul – Lançamento das Pesquisas Económicas da OCDE: África do Sul 2019.

* BELGRADO – O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, visita a Sérvia (até 9 de Outubro).

* JAKARTA – O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, encontra-se com o seu homólogo indonésio Joko Widodo durante uma viagem de 5 dias à Ásia.

* MOSCOVO – 13º aniversário do assassinato da jornalista Anna Politkovskaya.

* BAGDADE – O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, visita o Iraque (até 08 de outubro).

* LUXEMBURGO – Reunião do Conselho de Justiça e Assuntos Internos da UE (até 8 de outubro)

* Total Reservas Activos Nova Zelândia Setembro (2330)

* Encomendas Industriais Alemanha Agosto (0800)

* Total Reservas Activos Noruega Setembro (0800)

* Total Reservas Activos França Setembro (0845)

* Reservas Forex Suíça Setembro (0900)

* Balança Comercial Rep. Checa Agosto (0900)

* Preços Habitações Halifax Reino Unido Setembro (0930)

* Índice Sentix União Europeia Outubro (1030)

* Crédito Consumidor EUA Agosto (2100)

(Por Lisboa Editorial)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

OUTUBRO

* INE divulga Impostos e Taxas com Relevância Ambiental de 2018 e Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Agosto 2019.

* Cofina (LS:) apresenta resultados do terceiro trimestre 2019

* Trading update da Galp (LS:) 3ro Trimestre 2019.

* Banco de Portugal divulga empréstimos a particulares e sociedades não financeiras.

* Conferência sobre Estabilidade Financeira 2019, com abertura por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

* INE divulga Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria (agosto 2019).

* CMVM divulga dos indicadores estatísticos de receção de ordens (mensal).

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor (setembro 2019); Estatísticas do Comércio Internacional (agosto 2019); Índice de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Boletim Económico.

* 29.º Encontro de Lisboa entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, organizado pelo Banco de Portugal, com Intervenção de boas-vindas, por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de ‘day-trading’ (3.º trimestre).

* INE divulga Índices de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (agosto 2019); Atividade Turística (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste.

* Seminário Internacional – Mercados de Dívida Pública – Desafios num quadro de aprofundamento da UEM, com abertura a cargo da Presidente do IGCP, Cristina Casalinho.

* ERSE-Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos divulga proposta de preços da eletricidade.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos mobiliários (mensal).

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a três e 11 meses, com um montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura (setembro 2019).

* Banco de Portugal: Indicadores Coincidentes.

* INE divulga Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação (setembro 2019).

* Jerónimo Martins apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* Direção-Geral do Orçamento divulga síntese de execução orçamental (setembro 2019).

* Navigator e Sonae (LS:) Indústria apresentam resultados 3ro Trimestre 2019.

* CMVM divulga dos indicadores estatísticos de contraordenações (3.º trimestre).

* EDP (SA:) Renováveis apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* CMVM divulga indicadores estatísticos de intermediação financeira (3.º trimestre)

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores (outubro 2019); Índices de Produção Industrial (setembro 2019); Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego (setembro 2019); Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas no Comércio a Retalho (setembro 2019).

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC (outubro 2019); Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local (2.º trimestre 2019).

NOVEMBRO

* Altri (LS:) apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* Corticeira Amorim (LS:) apresenta resultados 3ro Trimestre de 2019.

‘Yields’ Zona Euro estáveis antes negociações EUA-China; ‘yields’ portuguesas descem


© Reuters. ‘Yields’ Zona Euro estáveis antes negociações EUA-China; ‘yields’ portuguesas descem

LONDRES, 7 Out (Reuters) – As ‘bond yields’ soberanas da zona do euro seguem pouco alteradas esta segunda-feira, com os investidores a avaliar as perspectivas de uma economia resiliente nos Estados Unidos, contra a preocupação de que as negociações comerciais entre EUA e China possam fracassar.

O relatório de empregos não-agrícolas, observado de perto na sexta-feira, mostrou que a taxa de desemprego nos EUA caíu para um mínimo de quase 50 anos em 3,5% em Setembro, com o emprego a crescer moderadamente, reduzindo as expectativas de uma redução das taxas de juros este mês. relatório de emprego de sexta-feira deve ser favorável ao sentimento de risco”, disseram os analistas de taxas do ING em nota, acrescentando que “salários fracos reduzem um obstáculo importante à flexibilização da Fed”.

Mas as autoridades chinesas sinalizaram que estavam cada vez mais relutantes em fechar um amplo acordo comercial pretendido pelo presidente Donald Trump, e os investidores permaneceram à margem antes do recomeço das negociações comerciais esta semana. a gente está à espera das negociações comerciais”, disse Lina Fransson, estratega de renda fixa da SEB. “Os mercados vão permanecer cautelosos à antes” deles.

Além disso, dados mostraram que as encomendas industriais alemãs caíram mais do que o esperado em agosto devido a uma procura doméstica mais fraca, mais evidências de que uma queda na indústria transformadora está a levar a maior economia da Europa para a recessão. ‘yields’ na área do euro foram negociados amplamente neutras, com a ‘yield’ do Bund a 10 anos alemão caíndo 0,4 pontos base, para -0,59% .

A ‘yield’ do governo em Portugal a 10 anos destacou-se, caindo 1,4 bps para 0,13% depois dos socialistas dominantes do país vencerem as eleições parlamentares no Domingo.

O partido ficou aquém da maioria absoluta, o que significa que o primeiro-ministro António Costa vai precisar de negociar um novo acordo com um ou ambos os seus aliados de extrema-esquerda. ‘bonds’ portuguesas também foram apoiados por notícias na sexta-feira de que a DBRS actualizou o crédito de Portugal para BBB. ‘traders’ aguardam ansiosamente as últimas minutas da Reserva Federal no final desta semana, dizem analistas, mas o foco principal serão as negociações comerciais EUA-China esperadas em Washington, de 10 a 11 de Outubro.

Texto original em inglês: (Reportagem de Olga Cotaga, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)