Arquivo da Categoria: Economia

Pandemia tem efeito “catastrófico” no mercado de trabalho


Pandemia tem efeito

A crise do coronavírus está a ter um efeito devastador na economia mundial, com milhões de trabalhadores em risco de perder o emprego ou de terem cortes nos salários. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, as consequências da pandemia vão ser ainda mais prejudiciais para o mercado de trabalho do que a crise económica vivida há uma década.

Em 2008/2009, perdemos cerca de 22 milhões de empregos em todo o mundo. A previsão para os próximos três meses, para o segundo trimestre do ano, é que vamos perder o equivalente a 195 milhões de empregos em todo o mundo.

Guy Ryder
Diretor Geral Organização Internacional do Trabalho

As medidas restritivas estão a afetar quase 2,7 mil milhões de trabalhadores – o que representa aproximadamente 81% da força de trabalho mundial.

Vemos que cada país europeu está a fazer o seu trabalho e vemos algumas iniciativas interessantes. Mas até agora – e considero que a maioria dos líderes europeus concordaria com isto – assim como em relação a outras questões que tivemos de lidar nos últimos meses – a Europa está ter dificuldades em unir-se em torno de uma estratégia única.

Guy Ryder
Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho

Vários governos já anunciaram significativos pacotes de estímulo, mas a Organização Internacional do Trabalho pede aos países que continuem a tomar medidas para apoiar as e economias e para manter os postos de trabalho.

Os trabalhadores mais vulneráveis encontram-se nos setores da hotelaria, restauração ou comércio. – que assistiram a quedas “drásticas” na procura e na produção. Apesar da crise, a Organização Internacional do Trabalho apela à coordenação internacional.

“Há dispositivos para os países fora da zona euro”



A editora de Economia da Euronews, Sasha Vakulina, falou com o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, sobre o alcance do plano económico de emergência face ao cenário de recessão.

Sasha Vakulina, Euronews: Até que ponto este programa de ajuda de 500 mil milhões de euros pode vir a acarretar medidas de austeridade para os países, tal como aconteceu durante os resgates da crise financeira?

Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia: Nós decidimos dar flexibilidade orçamental aos Estados-membros. Basicamente, ativámos a chamada cláusula de derrogação geral. E o Mecanismo Europeu de Estabilidade não vai comportar nenhum condicionalismo adicional também. O único critério é que o dinheiro seja gasto direta ou indiretamente com medidas relacionadas com a Saúde e com a resposta ao novo coronavírus.

Euronews: Quer isso dizer que os membros da zona euro vão ter um acesso privilegiado aos fundos e aos apoios, em relação aos países que não fazem parte?

VD: Isso também foi debatido no seio do Eurogrupo. Há dispositivos para ajudar na balança de pagamentos de países fora da zona euro. Do lado da Comissão Europeia, defendemos deixar margem no orçamento da União Europeia para este apoio à balança de pagamento de países não-membros da zona euro, caso seja necessário.

Euronews: A resposta conjunta da Europa: tudo aquilo que temos ouvido nas últimas semanas passa por várias medidas. Continua a haver desacordo relativamente aos instrumentos de mutualização de dívida. Considera que o Eurogrupo e a União Europeia podem recorrer a esses instrumentos no futuro?

VD: O que ficou acordado no Eurogrupo foi um conjunto de medidas imediatas para responder à crise. Mas também se começou a debater a fase de recuperação. O Eurogrupo considera que o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia vai desempenhar um papel central na retoma. Os ministros debateram igualmente outras ideias, outras opções, como o Fundo de Recuperação, que pode vir a complementar o quadro plurianual. Ou seja, as conversações sobre este tipo de instrumentos vão continuar.

Europa a caminho do colapso económico


Europa a caminho do colapso económico

O desastre económico-financeiro da europa provocado pelo coronavírus. As duas maiores economias europeias terão entrado em recessões históricas. Anos de crescimento económico apagados na Alemanha e em França, com projeções assombrosas.

De acordo com o IFO Institut, a economia alemã vai recuar 9,8% no segundo trimestre deste ano.

“Este é o maior recuo na Alemanha desde que começámos a fazer registos trimestrais em 1970, duas vezes maior do que o primeiro trimestre na crise financeira de 2009”, declarou Timo Wollmershäuser, economista sénior do IFO Institut.

França terá visto a atividade financeira do país recuou cerca de um terço por cada semana em confinamento no mês de março.

De acordo com o banco central, a economia do país encolheu 6%.

“Penso que nunca escondemos aos franceses que esta crise económica apenas pode ser comparada à crise de 1929 em termos de dureza, natureza global e duração”, recordou Bruno le Maire, ministro das Finanças de França.

De acordo com a Organização Mundial do Comércio, estima-se um recuo de entre 13% e 32% no comércio global.

“Se a pandemia for controla da em breve e as políticas adequadas forem implementadas, o comercio e a produção podem recuperar para a trajetória pré-pandemia no minimo em 2021. Por isso, no próximo ano”, explica Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.

Se não morrer da doença, morre da cura. Quanto mais tempo o confinamento durar, pior será o desastre económico e as consequências para os cidadãos, se não houver auxílio financeiro – falências, desemprego e mesmo fome.

Rússia e Arábia Saudita em convergência


Rússia e Arábia Saudita em convergência

As ruas da capital austríaca podem parecer desertas devido à pandemia mas no interior da sede da Organização dos Países Exportadores de petróleo, OPEP, joga-se o futuro do mercado energético.

As fricções entre a Arábia Saudita e a Rússia levaram a quedas históricas no preço do crude que perdeu mais de metade do valor desde o início do ano.

Fontes russas e da OPEP afirmam que os dois principais adversários conseguiram chegar a um entendimento quanto aos cortes de produção.

No entanto, segundo a OPEP, qualquer acordo de redução da produção teria que incluir os Estados Unidos. Washington contudo ainda não deu sinais de compromisso.

A guerra de preços agravada pela pandemia levou dezenas de empresas pertolíferas norte-americanas à beira da falência.

No entanto, o Presidente norte-americano não parece muito preocupado a julgar pelas declarações efetuadas no passado domingo, dia 5 de abril.

“Acredito no nosso grande setor energético e nós vamos tratar dele como deve ser. Se tiver que impôr taxas à importação ou tiver que fazer algo para proteger as dezenas de milhar de trabalhadores do setor, asim como as nossas grandes empresas que criam estes empregos, então farei o que é necessário fazer”, disse Donald Trump.

No entanto, há quem questione a estratégia de Donald Trump pois o país importa muito pouco petróleo da Rússia assim como da Arábia Saudita.

Eurogrupo chega a acordo para responder à crise da Covid-19


Eurogrupo chega a acordo para responder à crise da Covid-19

Os ministros das Finanças do Eurogrupo chegaram a um acordo para responder à crise economíca provocada pela Pandemia de Covid 19.

Em cima da mesa estarão 500 mil milhões de euros disponíveis imediatamente. Em seguida vai ser criado um fundo de relançamento económico.

O italiano Paolo Gentiloni, comissário europeu da economia, assinala um acordo sem precedentes e sublinha que a Europa é solidária.

Eurogrupo prepara-se para nova maratona negocial


Eurogrupo prepara-se para nova maratona negocial

Depois de uma reunião de 14 horas entre os ministros das Finanças da UE que terminou sem acordo, a pressão está sobre os Países Baixos e Itália para a resolução das diferenças sobre os termos das linhas crédito de emergência, para combater o surto de coronavírus. O conflito acabou com as esperanças de um acordo e o Eurogrupo fará uma nova tentativa esta quinta-feira.

Eurobonds ou nada – é esta a posição do governo italiano que não está disposto a negociar com a Europa. A questão dos títulos europeus comuns aos quais alguns países do norte se opõem corre o risco de minar a confiança num único projeto europeu, não só entre entre os Italianos que são tradicionalmente a UE, mas também entre aqueles que se posicionam como euro-entusiastas.

Giorgia Orlandi
euronews

O ministro das finanças da Alemanha, diz buscar “um bom compromisso para todos os cidadãos” mas sente algum desconforto relativamente aos eurobonds:

Creio que está absolutamente claro que a recuperação da Europa será uma grande operação que temos de organizar juntos. E, como todos sabem, acho que é perfeitamente possível fazê-lo dentro da estrutura que já temos.

Olaf Scholz
Ministro das Finanças da Alemanha

Os ministros das finanças de Itália e os Países Baixos cultivam profundas diferenças sobre a criação de empréstimos com o fundo de resgate do euro no valor de mais de 500 mil milhões de euros.

Itália não pretende assumir promessas futuras de reformas económicas ao Mecanismo Europeu de Estabilidade e pretende um acesso aos empréstimos livre de condições, mas os Países Baixos não abdicaram das garantias.

Wall Street começa a semana em alta com otimismo dos investidores quanto à pandemia


Wall Street começa a semana em alta com otimismo dos investidores quanto à pandemia

A bolsa nova-iorquina fechou esta segunda-feira em forte alta e a intensificar os ganhos pouco antes do fecho, graças ao crescente otimismo dos investidores com o desenvolvimento da situação da pandemia nos EUA e no mundo.

Os resultados provisórios do fecho indicam que o índice seletivo avançou 7,59%, para os 22.649,74 pontos, e o tecnológico subiu 7,33%, para as 7.913,24 unidades.

O principal índice da bolsa de Lisboa, o , encerrou com uma subida de 1,16% para 4.018,62 pontos, acompanhando a tendência positiva das bolsas europeias.

Das 18 cotadas que integram o PSI20, 15 subiram e três desceram. A liderar os ganhos ficou a Mota-Engil, que avançou 12,01% para 1,21 euros.

O preço do barril de petróleo para entrega em junho encerrou no mercado de futuros de Londres em baixa de 2,87%, para os 33,17 dólares, perante a falta de acordo entre a OPEP e os seus parceiros para reduzirem a produção.

O crude do mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 98 cêntimos abaixo dos 34,15 dólares com que fechou as transações na sexta-feira.

Perante o desacordo sobre a dimensão e as condições da descida de produção necessária para estabilizar o preço do petróleo, a reunião prevista entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros grandes produtores, como a Federação Russa, foi adiada para quinta-feira.

Pandemia tem efeito “catastrófico” no mercado de trabalho


Pandemia tem efeito

A crise do coronavírus está a ter um efeito devastador na economia mundial, com milhões de trabalhadores em risco de perder o emprego ou de terem cortes nos salários. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, as consequências da pandemia vão ser ainda mais prejudiciais para o mercado de trabalho do que a crise económica vivida há uma década.

Em 2008/2009, perdemos cerca de 22 milhões de empregos em todo o mundo. A previsão para os próximos três meses, para o segundo trimestre do ano, é que vamos perder o equivalente a 195 milhões de empregos em todo o mundo.

Guy Ryder
Diretor Geral Organização Internacional do Trabalho

As medidas restritivas estão a afetar quase 2,7 mil milhões de trabalhadores – o que representa aproximadamente 81% da força de trabalho mundial.

Vemos que cada país europeu está a fazer o seu trabalho e vemos algumas iniciativas interessantes. Mas até agora – e considero que a maioria dos líderes europeus concordaria com isto – assim como em relação a outras questões que tivemos de lidar nos últimos meses – a Europa está ter dificuldades em unir-se em torno de uma estratégia única.

Guy Ryder
Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho

Vários governos já anunciaram significativos pacotes de estímulo, mas a Organização Internacional do Trabalho pede aos países que continuem a tomar medidas para apoiar as e economias e para manter os postos de trabalho.

Os trabalhadores mais vulneráveis encontram-se nos setores da hotelaria, restauração ou comércio. – que assistiram a quedas “drásticas” na procura e na produção. Apesar da crise, a Organização Internacional do Trabalho apela à coordenação internacional.

“Há dispositivos para os países da UE fora da zona euro”



A editora de Economia da Euronews, Sasha Vakulina, falou com o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, sobre o alcance do plano económico de emergência face ao cenário de recessão.

Sasha Vakulina, Euronews: Até que ponto este programa de ajuda de 500 mil milhões de euros pode vir a acarretar medidas de austeridade para os países, tal como aconteceu durante os resgates da crise financeira?

Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia: Nós decidimos dar flexibilidade orçamental aos Estados-membros. Basicamente, ativámos a chamada cláusula de derrogação geral. E o Mecanismo Europeu de Estabilidade não vai comportar nenhum condicionalismo adicional também. O único critério é que o dinheiro seja gasto direta ou indiretamente com medidas relacionadas com a Saúde e com a resposta ao novo coronavírus.

Euronews: Quer isso dizer que os membros da zona euro vão ter um acesso privilegiado aos fundos e aos apoios, em relação aos países que não fazem parte?

VD: Isso também foi debatido no seio do Eurogrupo. Há dispositivos para ajudar na balança de pagamentos de países fora da zona euro. Do lado da Comissão Europeia, defendemos deixar margem no orçamento da União Europeia para este apoio à balança de pagamento de países não-membros da zona euro, caso seja necessário.

Euronews: A resposta conjunta da Europa: tudo aquilo que temos ouvido nas últimas semanas passa por várias medidas. Continua a haver desacordo relativamente aos instrumentos de mutualização de dívida. Considera que o Eurogrupo e a União Europeia podem recorrer a esses instrumentos no futuro?

VD: O que ficou acordado no Eurogrupo foi um conjunto de medidas imediatas para responder à crise. Mas também se começou a debater a fase de recuperação. O Eurogrupo considera que o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia vai desempenhar um papel central na retoma. Os ministros debateram igualmente outras ideias, outras opções, como o Fundo de Recuperação, que pode vir a complementar o quadro plurianual. Ou seja, as conversações sobre este tipo de instrumentos vão continuar.

Europa a caminho do colapso económico


Europa a caminho do colapso económico

O desastre económico-financeiro da europa provocado pelo coronavírus. As duas maiores economias europeias terão entrado em recessões históricas. Anos de crescimento económico apagados na Alemanha e em França, com projeções assombrosas.

De acordo com o IFO Institut, a economia alemã vai recuar 9,8% no segundo trimestre deste ano.

“Este é o maior recuo na Alemanha desde que começámos a fazer registos trimestrais em 1970, duas vezes maior do que o primeiro trimestre na crise financeira de 2009”, declarou Timo Wollmershäuser, economista sénior do IFO Institut.

França terá visto a atividade financeira do país recuou cerca de um terço por cada semana em confinamento no mês de março.

De acordo com o banco central, a economia do país encolheu 6%.

“Penso que nunca escondemos aos franceses que esta crise económica apenas pode ser comparada à crise de 1929 em termos de dureza, natureza global e duração”, recordou Bruno le Maire, ministro das Finanças de França.

De acordo com a Organização Mundial do Comércio, estima-se um recuo de entre 13% e 32% no comércio global.

“Se a pandemia for controla da em breve e as políticas adequadas forem implementadas, o comercio e a produção podem recuperar para a trajetória pré-pandemia no minimo em 2021. Por isso, no próximo ano”, explica Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.

Se não morrer da doença, morre da cura. Quanto mais tempo o confinamento durar, pior será o desastre económico e as consequências para os cidadãos, se não houver auxílio financeiro – falências, desemprego e mesmo fome.