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LISBOA, 4 Mai (Reuters) – O Fundo de Resolução, apoiado pelo estado português, quer negociar um grande empréstimo de um grupo de bancos para apoiar o capital do credor Novo Banco, que nasceu do colapso do Banco Espirito Santo (BES).
Contudo, tal injecção de dinheiro gera controvérsia dado que 75% do Novo Banco é propriedade do private equity norte-americano Lone Star. Os restantes 25% são propriedade do Fundo de Resolução.
“A possibilidade de um empréstimo de um sindicato de bancos do sistema bancário nacional está em cima da mesa”, disse o Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, numa conferência de imprensa no final do dia de segunda-feira.
Centeno, o antigo ministro das finanças, não deu mais pormenores sobre a dimensão ou o calendário da injecção de capital no terceiro maior banco do país.
“Temos de esperar”, disse.
O Fundo de Resolução é financiado por todos os bancos portugueses, que pagam contribuições anuais para o seu financiamento e este pode aceder a empréstimos do Estado.
A Lone Star adquiriu a participação maioritária no Novo Banco em 2017, com o contrato de venda a estipular que o Fundo de Resolução deve injectar até 3,9 mil milhões de euros se ocorrerem certas perdas decorrentes da venda de activos tóxicos herdados do colapsado BES.
A injecção destina-se a manter os rácios de solvência do banco nos níveis requeridos.
Texto integral em inglês: (Por Sergio Goncalves; Editado por Catarina Demony e Pravin Char; Traduzido por Mariana Ferreira Azevedo)