Amazon compra MGM por 7 mil milhões de euros


© Reuters. Amazon compra MGM por 7 mil milhões de euros

A Amazon (NASDAQ:) acaba de se dotar de uma arma superpoderosa na luta contra a Netflix (NASDAQ:) no campo dos serviços de streaming, ao anunciar a compra dos míticos estúdios de Hollywood Metro Goldwyn Mayer. Com esta compra, estimada em 8,4 mil milhões de dólares (7 mil milhões de euros), o grupo de Jeff Bezos pode acrescentar ao catálogo do serviço Amazon Prime Video mais de quatro mil filmes com o selo da MGM, incluindo as sagas de James Bond, Rocky ou ainda séries como The Handmaid’s Tale.

Num comunicado, a Amazon diz que pretende preservar toda a herança da MGM e dar ao público um acesso mais alargado a todo o catálogo deste grupo. A Amazon, já presente, nos últimos anos, na produção e distribuição de cinema, fica também com os direitos de um dos filmes mais cobiçados deste desconfinamento, o último James Bond, “No Time To Die”, cuja estreia, inicialmente prevista para o início do ano passado, foi várias vezes adiada devido à pandemia.

Com esta compra, a Amazon junta os filmes de James Bond, nomeadamente o último “No time to die”, ao catálogo.

No campeonato dos serviços de streaming, a Amazon Prime Video é segunda, com 150 milhões de clientes, atrás da líder destacada do mercado, a Netflix, que conta com 204 milhões de subscritores. A Netflix não quer abrir mão deste primeiro lugar do pódio e pode gastar 17 mil milhões de dólares (14 mil milhões de euros), este ano, na compra e produção de conteúdos.

Airbus anuncia aumento de produção


© Reuters. Airbus anuncia aumento de produção

A Airbus dá sinais de confiança na recuperação da indústria aeronáutica.

Esta quinta-feira, a empresa confirmou planos para aumentar a produção dos A320 “para 45 jatos por mês no quarto trimestre deste ano e para 64 aparelhos por mês até ao segundo trimestre de 2023”.

Em comunicado, o presidente executivo da Airbus sublinhou que “o setor da aviação começa a recuperar da crise provocada pelo covid-19 e garantiu que a empresa “continua a contar com o regresso aos níveis alcançados antes da crise sanitária” para o mercado de aviões comerciais.

No início da pandemia, a Airbus anunciou uma redução de 40% da produção por causa da incapacidade financeira das companhias do setor.

No quadro de uma previsão de recuperação do mercado, o fabricante europeu pediu aos fornecedores para estabelecerem um “cenário” de produção correspondente a 70 aparelhos por mês até ao terceiro trimestre de 2024.

A longo prazo, a Airbus estuda as eventuais oportunidades de aumento da produção até 75 aviões por mês em 2025, refere o comunicado da empresa.

As perspetivas de uma recuperação a longo prazo na aviação melhoraram com o o avanço dos planos de vacinação, apesar dos surtos regionais. Agora, um dos maiores desafios para a indústria é assegurar que as cadeias de abastecimento estão prontas para aumentar a produção para satisfazer a procura.

Direitos fundamentais chegam aos motoristas da Uber no Reino Unido


© Reuters. Direitos fundamentais chegam aos motoristas da Uber no Reino Unido

A Uber (NYSE:) revolucionou o mercado do transporte privado mas a revolução nunca chegou aos direitos dos seus trabalhadores. Pouco a pouco, no entanto, vão ganhando algumas batalhas e desde esta semana que os funcionários da empresa no Reino Unido podem ser representados por um sindicato.

O contrato coletivo de trabalho assinado com o sindicato GMB garante proteção aos mais de setenta mil motoristas da Uber no país mas não abrange os mais de trinta mil estafetas da plataforma Uber Eats.

O acordo surge dois meses depois da gigante do transporte privado ter sido obrigada pela justiça britânica a reconhecer o estatuto de assalariado aos seus motoristas, em vez de simples trabalhadores independentes, e a garantir-lhes “regalias” como salário mínimo ou férias remuneradas.

Direitos básicos, mas que nem por isso são assegurados pela Uber, até porque a decisão judicial pode ter várias interpretações, o que deixa antever uma nova batalha nos Tribunais.

James Farrar, do Sindicato dos motoristas e estafetas de aplicações (ADCU), explica que “a Uber não respeita a decisão de pagar pelo menos o salário mínimo por cada hora que os motoristas estão disponíveis na plataforma” uma vez que, segundo a sua interpretação, só tem de “pagar o tempo em que se encontram passageiros no interior do veículo”.

A pequena vitória dos trabalhadores não disfarça o longo caminho que ainda há a percorrer. O sindicato por trás do acordo com a Uber já veio convidar os restantes operadores do setor a seguirem o exemplo.

Uma startup de 11 anos e a marca pelo produto

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Por Liliane Josua Czarny*

Sou formada em comunicação, por isso não é novidade que as aulas relacionadas a essa área tenham sido minhas preferidas ao longo da vida. Hoje, sou sócia e CMO da empresa que meu pai construiu, depois de uma carreira sólida no ramo financeiro. E vejo como, atuando em marketing, a linguagem me ajuda a colocar de pé estratégias e ações nascidas de algo tão subjetivo quanto as próprias palavras.

Provavelmente pouco antes do ensino médio, fui apresentada às figuras de linguagem, uma das áreas mais bem elaboradas da língua portuguesa, usada por poetas, letristas, grandes escritores e músicos. Uma das que mais se conectam ao meu negócio é a metonímia. Para quem não se lembra, “a metonímia é uma figura de linguagem que consiste na substituição de uma palavra ou expressão por outra, havendo entre elas algum tipo de ligação” — também tive que recorrer ao Google para esta definição. Talvez um exemplo deixe mais claro o que quero dizer.

Quando a barba do meu pai já estava maior do que, geralmente, ele considerava apresentável, ele usava uma Gilette para se barbear (provavelmente você, que me lê, já viu, ouviu ou passou pela mesma situação). Era uma Gilette independente da marca da lâmina de barbear. Uma das minhas classes preferidas da metonímia: a marca pelo produto.

A construção de marca da Gillette é tão sólida e está há tantos anos presente no mercado e no nosso imaginário que qualquer lâmina de barbear vira uma Gilette. Há 50 anos, todo absorvente era Modes; por muito tempo toda caneta esferográfica era Bic e, até hoje, quando preciso comprar hastes descartáveis de algodão, eu escrevo cotonete na lista do supermercado.

É isso que eu, ao lado de todo o time da empresa para qual me dedico hoje, quero levar para o mercado. Construir uma marca que seja referência metonímica quando o assunto é plataforma para gestão financeira para grandes, médias e pequenas empresas. Como denominar uma empresa que está no mercado há 11 anos, mas ao mesmo tempo tem todas as características de uma startup? Inovadora (oferece soluções para empresas que não são oferecidas por nenhuma outra empresa do mercado), escalável (hoje atendemos mais de dez mil empresas ativas e temos a possibilidade de atender outras dez mil sem grandes mudanças no nosso jeito de operar) e digital (nossa plataforma é online, intuitiva e “self service”).

Percebi, ao longo dos anos, como oferecer uma plataforma na qual o cliente possa atuar de forma independente, sem precisar o tempo todo recorrer a nós para aprender a usá-la, faz diferença no dia a dia das empresas, de todos os tamanhos. Nossa equipe de atendimento está para crescer este ano, mas, quando vejo que cada mil clientes nossos (empresas que estão no mercado e possuem seus próprios clientes) é atendido por uma única pessoa, sem que o atendimento seja robotizado ou impessoal, vejo também o valor que existe em oferecer um serviço que entregue por si só a melhor experiência para quem o contrata.

Este modelo de plataforma ganha cada vez mais espaço do mercado: não preciso entrar em contato com a Netflix para assinar, cancelar ou para que ela selecione os melhores filmes para meu perfil. Hoje em dia, eu nem sequer preciso entrar em contato com o atendimento do meu banco para aumentar os limites do cartão de crédito ou contestar uma transação.

Se faço uma compra na Amazon e preciso trocar ou simplesmente me arrependo, vem uma pessoa buscar o produto em casa, direto na portaria do meu prédio, dias depois de clicar no botão “cancelamento ou devolução”, no próprio aplicativo. Experiências que fazem os serviços valerem a pena. A diferença é que meus clientes não pagam mensalidade para usar nossos serviços.

Construir uma empresa com esse espírito jovem é um desafio que considero também um privilégio. trabalho com pessoas muito dedicadas, que acreditam no produto que oferecemos; algumas delas estão comigo há muitos anos e, inclusive, fazem parte da minha família — como a irmã, entusiasta do nosso negócio. Temos a oportunidade de estar próximos dos nossos clientes, conversar com todos via WhatsApp e entender suas dores ou dificuldades, adaptando o serviço que oferecemos de acordo com suas sugestões. O produto é construído a milhares de mãos e todos nós saímos ganhando.

Agora, nossa dedicação tem sido apresentar toda a fortaleza que construímos enquanto business rentável e sustentável por meio de uma marca que se torne tão robusta e forte quanto as constatações inegáveis de nossos clientes que o serviço faz diferença no dia a dia das empresas.

 

Nosso desafio tem sido construir uma marca com lembrança e recall tão fortes para empresários, áreas financeiras e funcionários que nos torne tão indispensáveis, confiáveis e reconhecidos quanto a Gillette. Nossos clientes já conhecem a melhor forma de fazer a gestão financeira de suas empresas, seja uma rede de beleza ou uma produtora independente de filmes e vídeos. É hora de contarmos isso para o mundo.

*Liliane Josua Czarny é sócia e CMO da PagCorp, plataforma completa de gestão financeira para empresas; formada em comunicação pela PUC SP, é responsável por fomentar novas parcerias e desenvolver negócios na área de meios de pagamento e cartão pré-pago



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Twitter lança versão paga


Twitter lança versão paga

O Twitter lançou uma nova versão para assinantes. Chama-seTwitter Blue, não foi comunicada oficialmente, mas já está listada nas lojas de aplicações para Android e iOS nos Estados Unidos e no Reino Unido.

A empresa confirma a autenticidade da aplicação, mas recusa avançar mais detalhes, dizendo apenas que faz parte de uma estratégia de diversificação de receitas.

Os primeiros subscritores têm usado o Twitter para revelar publicamente a funcionalidades desta plataforma.

Jane Manchun Wong é uma blogger de tecnologia
Euronews

Para já, a grande inovação parece ser a possibilidade de desfazer tweets e a personalização do mural, com a agregação de mensagens por tema ou utilizador.

O Twitter Blue interage com a rede gratuita criada em 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass. Vai custar 2,99 dólares nos estados Unidos; 2 libras e 49 no Reino Unido

O Twitter Blue interage com a rede gratuita criada em 2006. Vai custar 2 dólares e 99 cêntimos nos Estados Unidos. Não é conhecido o preço para o mercado da europa continental.

Arabian Travel Market 2021 no Dubai sob o signo da esperança


Arabian Travel Market 2021 no Dubai sob o signo da esperança

A edição 2021 do Arabian Travel Market, no Dubai, foi o primeiro evento da indústria das viagens desde a pandemia.

Com a reabertura das fronteiras, a indústria do turismo e das viagens esperar recuperar da crise gerada pela pandemia. “A essência do turismo é a presença, a ligação pessoal e profissional. É por isso que a indústria queria muito voltar ao normal”, sublinhou Claude Blanc, responsável da World Travel Market.

Este ano, o Arabian Travel Market teve menos público do que em anos anteriores, mas, o sentimento geral foi positivo. “Vamos mostrar à indústria do turismo que estamos perante o fim do túnel. E a partir deste verão, turistas de todo o mundo poderão voltar a viajar”, acrescentou o responsável.

Hotéis apostaram no mercado interno durante a criseNo Dubai, muitos hotéis no Dubai resistiram à tempestade graças à aposta no mercado interno.

“Houve um impacto financeiro para todas as empresas ligadas ao setor. Neste período de transição, observámos uma grande procura a nível local e registámos um grande número de estadias”, afirmou Ammar Hilal, do MD Raffles Dubai & Sofitel Dubai the Obelisk.

Issam Kazim, Dubai Tourism
euronews

Dubai espera regresso do turismo com regras de segurançaO evento dedicado ao turismo e às viagens procura promover o Dubai como um destino seguro para eventos internacionais e como um ator fundamental na definição do futuro do setor. A euronews entrevistou o presidente do Dubai Tourism, Issam Kazim.

euronews: “Como se sente após a organização do primeiro evento presencial da indústria das viagens no Dubai?”

Issam Kazim: “Empolgado e orgulhoso. É um sentimento que provém de todos os esforços que implementámos no setor público e no setor privado para garantir que podíamos organizar um evento seguro num setor pelo qual nutrimos uma grande paixão”.

euronews: “Como avalia a forma com a indústria tem lidado com a covid 19?”

Issam Kazim: “Numa perspectiva local, o que o governo fez, aqui, foi brilhante, nomeadamente, a rapidez com que decidiu o confinamento para garantir segurança e a higiene. Tendo em conta que o Dubai ou os Emirados Árabes Unidos foram considerados como um dos três países mais seguros do mundo, a situação da covid 19 obrigou-nos a ter em conta mais um desafio e a implementar procedimentos de higiene em toda a cidade, para gerir as idas e vindas entre casa e trabalho, tendo em conta as situações de emergência. A cidade desenvolveu rapidamente novas políticas e procedimentos para garantir que, no momento da reabertura, fosse possível voltar a um estilo de vida o mais normal possível”.

euronews: “Quais são as soluções pós-pandemia mais importantes que serão adotadas nos Emirados Árabes Unidos e, em particular, no Dubai?”

Issam Kazim: “O mais importante é o teste PCR que vai continuar a fazer parte das viagens durante algum tempo. E as máscaras. Um aspeto positivo tem a ver com o uso das máscaras no Dubai ao qual as pessoas aderiram. É preciso não esquecer que cerca de 80% da nossa população vem de fora e que temos cerca de duzentas nacionalidades diferentes. Há culturas e origens diferentes. Mas toda a gente faz um bom trabalho. Se alguém se esquece da máscara no queixo, as pessoas dizem logo: desculpe, pode pô-la de novo?”.

euronews: “O programa de vacinação da covid 19 foi uma das maiores campanhas de sempre. É importante avançar a nível global e garantir que a vacinação seja implementada rapidamente?”

Issam Kazim: “É sem dúvida o futuro das viagens no período pós- pandemia. Daqui para a frente, quanto mais países iniciarem a vacinação, mais indivíduos serão vacinados. Fala-se do passaporte de vacinação ou do passaporte de anticorpos. Seja o que for, graças à digitalização desse passaporte, as pessoas poderão demonstrar que tomaram a vacina”.

euronews: “Além de ser um dos setores mais importantes na economia global, a indústria das viagens, é muito importante para o bem-estar das pessoas, o bem-estar mental, poder viajar e visitar a família, ir de férias”.

Issam Kazim: “Concordo totalmente consigo. Na primeira fase após o confinamento, quando começámos a implementar novas políticas, não queríamos abrir o país demasiado depressa porque os mercados globais ainda não estavam prontos. O que fizemos foi lançar em maio uma campanha de turismo a nível interno, porque sabíamos que havia uma ansiedade reprimida, as pessoas estavam frustradas por viverem entre quatro paredes. Abrimos com regras muito mais rígidas localmente, porque queríamos que as pessoas pudessem sair e aproveitar todos os equipamentos, hotéis e tudo o que os Emirados Árabes Unidos e o Dubai têm para oferecer. E foi um grande sucesso”.

OCDE prevê retoma nas economias


OCDE prevê retoma nas economias

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) diz que a economia global deve voltar aos níveis de antes da pandemia no próximo ano, mas avisou, ao mesmo tempo, que esta recuperação seria desigual e que o nível médio de vida, nas economias desenvolvidas, iria continuar abaixo dos níveis anteriores a 2020.

Segundo estas previsões, publicadas agora, a economia global vai crescer 5,8% este ano e 4,4% no próximo, depois da contração de 3,5% em 2020.

Previsões da OCDE
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Uma tendência semelhante à seguida na Zona Euro, em que a quebra foi ainda mais acentuada em 2020, tendo chegado aos 6,7% no ano passado e crescimentos previstos de 4,3% por cento este ano e 4,4% no próximo.

Precisões da OCDE
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Laurence Boone, economista-chefe da OCDE, explica: “Com base nas políticas existentes, a Zona Euro vai precisar de mais um ano, em relação aos Estados Unidos, para chegar aos níveis anteriores à pandemia. As políticas têm um papel importante a desempenhar. Houve uma fase de emergência, em que havia um grande apoio a todos e isso era apropriado. Nesta fase, que é de transição, a política tem de se dirigir mais a um apoio direcionado e ao investimento”.

Em relação à necessidade de políticas direcionadas às pessoas, diz: “A transição tem também de ser extraordinária. Trata-se de ajudar pessoas e empresas cuja atividade continua a ser dificultada, mas também tem a ver com investir na qualidade. Os governos têm de se preparar para este tipo de acontecimentos, precisam de melhorar os sistemas de saúde e de educação. Mas também de investir no clima e na digitalização. Há muitas exigências feitas aos governos, que vão ter de mudar a forma como gerem as políticas orçamentais, para melhor enfrentarem estes desafios no futuro”.

Fórum Económico Internacional de São Petersburgo


© Reuters. Fórum Económico Internacional de São Petersburgo

Tiro de partida para o vigésimo quarto Fórum Económico Internacional de São Petersburgo na Rússia. É um dos primeiros eventos com presença física de participantes russos e de outros países.

A repórter da Euronews, Galina Polonskaya, explica que à chegada a São Petersburgo todos os participantes foram obrigados a submeter-se a um teste Covid, sinal de que a pandemia ainda está na mente das pessoas. E justamente, acrescenta Galina Polonskaya, a economia do pós-covid vai ser um dos grandes tópicos em debate.

Boris Titov, provedor do comércio russo, diz que a situação ainda é difícil porque ainda há que pagar as dívidas antigas, incluindo as ao estado e aos bancos, impostos, empréstimos e outros. Existem muitas sessões macroeconómicas sobre o que vai acontecer à economia russa no futuro”, conclui Titov.

Se por um lado alguns empresários russos não sobreviveram à pandemia, outros, como farmacêuticos e comerciantes online cresceram. Os vencedores incluem a gigante de proteção de informática e antivírus, Kaspersky Lab que viu um grande aumento da procura durante o confinamento.

O presidente Eugene Kaspersky explica que com os empregados a trabalhar em casa, os hackers entraram nas redes das grandes corporações através de computadores domésticos.Comparado com o período pré-covid, os ataques informáticos aumentaram entre 20 a 25%. A procura de soluções de segurança para redes informáticas e telemóveis cresceu exponencialmente, revela Kasperski.

Investimento responsável no futuro, o papel da Rússia na segurança alimentar, desenvolvimento sustentável são alguns dos outros temas no programa deste fórum. O futuro da energia global também entra no menu.

Angela Wilkinson, secretária-geral do conselho energético mundial, afirma que é do conhecimento de que a Covid teve de forma geral um impacto que aumentou a necessidade de resiliência dos sistemas energéticos para incluir pessoas e cadeias de fornecimento, bem como um maior ímpeto, uma oportunidade para mais mudanças em torno da energia. Wilkinson refere ainda que é uma oportunidade para os países que pretendem desenvolver energias neutras sem impacto no clima.

Na sexta-feira, o presidente Vladimir Putin visita o fórum onde deverá falar sobre a atração que a Rússia representa para os investidores, um dos objetivos deste evento.

Dubai aposta na informação sobre as criptomoedas


© Reuters. Dubai aposta na informação sobre as criptomoedas

As criptomoedas, em particular a , têm feito manchetes em todo o mundo, mas ainda há uma falta de compreensão sobre o que são. O Dubai realizou recentemente a cimeira da AIBC para colmatar essa lacuna.

“Temos muitas sessões técnicas em curso para pessoas da indústria, mas também compreendemos que o empoderamento é fundamental, se queremos um dia ver a criptocomunidade e a blockchain serem abraçadas pelas massas”, explica Eman Pulis, Fundador e CEO do grupo Sigma.

Em termos simples, as criptomoedas são virtuais, ao contrário de um euro ou dólar que podemos segurar fisicamente. Não estão normalmente ligadas a um banco ou governo e permitem aos utilizadores gastar dinheiro anonimamente através de uma série de transações complexas utilizando a tecnologia da blockchain.

“Há uma enorme falta de compreensão por parte de um indivíduo médio. Menos de 1,3 por cento do mundo detém alguma criptomoeda. Quando as pessoas dizem que estão atrasadas para a festa, na verdade a festa ainda nem sequer começou”, diz Irina Heaver, advogada especializada em tecnologia financeira e criptomoeda.

Eventos como este reúnem indivíduos e marcas-chave da Inteligência Artificial, da blockchain e da Internet das Coisas para discutir e moldar o futuro da tecnologia emergente. Um convidado-chave foi Scott Stornetta,coinventor da blockchain, em cuja investigação se baseou a Bitcoin: “Pegámos em todos os dados do mundo, dividimo-los em blocos e ligámo-los entre si. É uma forma de garantir que ninguém mexe nos registos e assim todos podem confiar”, diz.

Os críticos dizem que a criptomoeda é instável e é um risco para os investidores, que não estão protegidos pelos reguladores.

“Nos primeiros tempos da Internet, havia muitas coisas que de facto eram fraudes. No entanto, com o tempo, desenvolvemos alicerces que nos permitem criar muito mais valor”, diz Scott Stornetta.

O mercado da criptomoeda também tem sido suscetível à extrema volatilidade, com figuras públicas como Elon Musk a levantar questões sobre este mercado, o que pode potencialmente afetar os investidores.

Saber do que falamosBrock Pierce, presidente da Fundação Bitcoin, diz: “O melhor é sabermos do que se trata, para que possamos tomar uma decisão informada. Depois, com esse conhecimento, podemos tomar decisões sobre concordamos ou não que isto vai ter um papel importante no futuro. É claro que a minha opinião é que sim”.

Em todo o mundo, algumas empresas aceitam criptomoeda como pagamento, mas a aceitação geral ainda é limitada, algo que o Dubai está interessado em mudar. Um dos primeiros passos foi o lançamento do centro criptográfico DMCC.

Ahmad Hamza, diretor executivo, diz: “Acreditamos na blockchain, acreditamos na criptomoeda e fornecemos uma regulamentação trabalhando com a Autoridade Reguladora. Prestamos também uma série de serviços a estas empresas e plataformas para as ajudar não só a estabelecerem-se, mas também a florescerem e a terem êxito”.

Scott Stornetta diz que o Médio Oriente tem a oportunidade de se tornar um ponto central para a tecnologia de blockchain e criptoativos: “Gosto, particularmente, de alguns aspetos da tradição financeira islâmica, de como suaviza o capitalismo e o torna mais responsável socialmente. E a razão pela qual falo nisso é que com a criação de novas criptomoedas é possível adaptar o dinheiro para começar a ter essas características morais”.

Enquanto alguns bancos, empresas de serviços financeiros e governos estão a abraçar a criptomoeda, outros mantêm-se afastados. Para aqueles que investem, as moedas digitais e a forma como funcionam são o futuro.

Empresa espanhola constrói estrada com cinzas de papel


© Reuters. Empresa espanhola constrói estrada com cinzas de papel

À primeira vista, este novo troço de autoestrada perto de Valência parece-se com qualquer outro.

Mas os segredos estão escondidos debaixo da superfície. Graças à tecnologia pioneira, a empresa espanhola Acciona está a usar cinza de papel para substituir o cimento que normalmente entraria na construção da estrada para melhorar a durabilidade.

Paul Hackett, euronews: Juan José, temos aqui as cinzas de papel. Porque é que isto é bom para fazer estradas?

Juan José Cepriá (gestor de projetos de pesquisa e desenvolvimento da Acciona): Na construção de estradas precisamos dos materiais mais fortes. Para isso, utilizamos normalmente cimento. Estas cinzas de papel não só se parecem com cimento, como cumprem todos os requisitos técnicos do cimento. É também um material amigo do ambiente.

PH: É precisa uma enorme quantidade de cinzas de papel para construir uma autoestrada como esta. Que impacto pode isto ter na pegada de carbono da sua empresa?

JJC: O impacto potencial do projeto é enorme. Calculámos que podemos poupar 65-75% das emissões de CO2 associadas. E se aumentarmos a escala, podemos poupar até 18 mil toneladas de cimento por ano.

Transformar lixo em recursosO benefício não é apenas a redução de carbono. Ao utilizar cinzas de papel – que são resíduos de papel e pasta de papel queimados que já não podem ser reciclados – a empresa está a transformar o lixo, que muito provavelmente acabaria em aterro sanitário, num recurso.

PH: Juan José, este é um dos três projetos-piloto. Qual é o plano para o futuro?

JJC: Dependendo de como o projeto será aceite, a nossa intenção é alargar o uso a nível nacional e, eventualmente, replicá-lo a nível internacional.

A Acciona é membro do projeto paperChain. O objetivo é aproveitar os resíduos gerados pela indústria europeia do papel e da celulose. Atualmente, o setor – o segundo maior do mundo – tem uma produção anual de 130 milhões de toneladas. 11 milhões de toneladas dessa produção acabam como resíduos não recicláveis.

A iniciativa paperChain faz parte de uma estratégia industrial mais vasta, na Europa, para assegurar uma abordagem mais circular aos recursos naturais.

Paul Hackett, euronews: Johan, acabámos de ver cinzas de papel a serem utilizadas para substituir o cimento nas estradas. Estamos a assistir a uma nova era em que cada vez mais resíduos da indústria do papel e da pasta de papel serão utilizados desta forma?

Johan Elvnert, secretário-geral da plataforma tecnológica europeia Forest-based Sector: As novas tecnologias tornam possível reutilizar e reciclar mais. Um bom exemplo é o projeto paperChain, mas vemos este tipo de desenvolvimentos para tudo – têxteis, embalagens, mesmo não-materiais e até alimentos de peixe provenientes da água de tratamento das fábricas de celulose. Portanto, o melhor não é pensar nisto como um desperdício, mas sim como um recurso.

PH: Melhorar a circularidade ao longo de toda a cadeia de abastecimento não será fácil. Como chegar lá? Qual a rota a seguir?

JE: Para chegarmos a uma economia circular de desperdício zero, precisamos de trabalhar em conjunto ao longo de toda a cadeia de valor. Os objetivos da UE para 2050 são, de facto, muito ambiciosos. Na cadeia de valor baseada na floresta, analisámos como chegar a uma sociedade circular de desperdício zero e vamos trabalhar arduamente para tornar esta agenda uma realidade, mas o apoio da União Europeia é crucial”.