Seja “customer centric” or die, diz cofundador da RD Station

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Em um mercado muito globalizado e tecnológico, com cada vez mais oferta de produtos, serviços e novos modelos de negócios, as empresas que não colocarem o cliente no centro de suas estratégias de negócio verão suas chances de sucesso diminuírem drasticamente.

O cofundador da RD Station, empresa referência em marketing digital e autor do livro “Máquina de aquisição de clientes”, André Siqueira, explica: quanto maior o número de produtos no mercado, maior a concorrência, e quanto maior a concorrência maior o poder do cliente, que pode barganhar entre os inúmeros fornecedores, buscando o melhor custo-benefício.

Conforme Siqueira, nessa disputa por clientes, as empresas se veem cada vez mais pressionadas do ponto de vista financeiro, expressado por indicadores como o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) e o Lifetime Value (LTV). O primeiro, explica Siqueira, refere-se a todo o valor investido em marketing e vendas para cooptar um cliente e acaba ficando mais caro porque há muitas outras empresas disputando a atenção do cliente em potencial.

O segundo, que representa o gasto de cada cliente durante toda a sua vida útil adquirindo os produtos da empresa, fica prejudicado, porque a companhia não pode subir o preço do produto, sob o risco de perder o cliente para o concorrente.

“Assim, a organização que não consegue vivenciar o cliente como prioridade estarão ameaçadas”, declara Siqueira. E é a partir dessa luta pela sobrevivência que ganha cada vez mais força a cultura “customer centric”, que nada mais é do que uma empresa colocar o cliente no centro de suas decisões estratégicas, táticas, técnicas e operacionais.

Um estudo da Deloitte, uma das maiores organizações de serviços profissionais do mundo, comprova como adotar esse conceito como estratégia de negócio é benéfico para as empresas na atualidade. Conforme o levantamento da companhia, empresas “customer centric” são 60% mais lucrativas do que empresas “product centric”.

De acordo com Siqueira, nessa guinada de uma empresa tradicional com foco no produto para uma empresa inovadora com foco no cliente, a filosofia passa ser a de servir clientes, com todas as decisões sendo tomadas a partir dele (outside-in) no lugar de ser a de vender produtos para quem os compre (inside-out). E a jornada do produto deixa de ser a do processo de venda para se tornar aquela que vai do aprendizado sobre o cliente até a sua fidelização. “Na cultura dessa nova empresa não se comemora venda, mas cliente satisfeito”, diz ele, ressaltando que a capacidade de reter o cliente, mantê-lo fiel, torna-se o grande diferencial de uma empresa que se pretende vencedora.

Além de aumentar a retenção dos clientes, a cultura “customer centric” traz outros benefícios às organizações, tais como: transformar os clientes em promotores de marca; reduzir o CAC e o lifetime value, dois grandes desafios em um mercado com alta concorrência; e aumentar a vantagem competitiva.

Para que empresa consiga colocar em prática com excelência as mudanças necessárias que visam colocar o cliente como centro do negócio, ela necessita de alguns cuidados. Segundo Siqueira, a base de todos as ações é o ótimo entendimento do cliente. “Essa compreensão não deve ser mediana, fundamentada em um desenho padrão ou em achismos, mas intencional”. Alguns softwares podem ajudar nessa tarefa, coletando e armazenando dados e informações relevantes sobre os clientes.

Mapear a jornada de compra do cliente e ouvir o que ele tem a dizer sobre a empresa também são boas estratégias para conhecê-lo melhor. De acordo com Siqueira, para entender como a experiência atende o consumidor e onde ela pode ser melhorada, o Net Promoter Score (NPS), metodologia de satisfação de clientes que avalia o seu grau de fidelidade, é uma boa ferramenta.

Além disso, ele afirma que a empresa deve fortalecer o posicionamento da marca, através da comunicação clara e direta de seus pontos fortes, a fim de manter o mesmo público. “Posicionamento não é discurso, é prática.”



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O que irá Lagarde fazer?


© Reuters.

Por Laura Sánchez

Investing.com – Todas as atenções centradas na (BCE). Os peritos estão a debater se haverá ou não um anúncio de tapering, mas também estão a destacar outros aspetos.

Tal como no caso da Reserva Federal dos EUA (Fed), também no BCE existe uma divisão de opinião entre os seus membros.

Segundo a Link Securities, “o que é realmente confuso para os investidores são as discrepâncias óbvias que existem no seio do Conselho do BCE sobre o futuro da política monetária na zona euro”.

“Ainda ontem, o governador do banco central austríaco, Robert Hilzmann, voltou a salientar que o BCE poderia retirar o seu estímulo monetário mais rapidamente do que os mercados pensam, devido ao potencial risco ascendente para a inflação. Em contraste, o governador do banco central da Eslovénia, Boštjan Vasle, disse que a atual política do BCE ainda era necessária na sequência de novas vagas da pandemia”, acrescentaram os analistas.

“Resta saber se Lagarde, que tem um perfil mais político do que técnico, será capaz de aproximar o Conselho e apresentar aos mercados uma posição unânime sobre esta questão”, observam.

“O governador francês François Villeroy de Galhau indicou recentemente que, ao contrário dos Estados Unidos, não há risco de sobreaquecimento na Europa a médio prazo, enquanto o seu homólogo grego, Yannis Stournaras, recomendou “não ler demasiado” no recente aumento da inflação. Um representante mais moderado, o holandês Klaas Knot, apontou para a ‘perspetiva credível’ de que 10-20% do aumento transitório dos preços se traduzirá em aumentos salariais, embora esta opinião não seja muito popular no seio do comité”, recorda a Monex Europe.

“Será interessante ver a posição de após as declarações dos governadores dos bancos centrais austríacos e holandeses”, concorda a Renta 4. “Recordamos que têm argumentado nos últimos dias que o BCE deveria começar a discutir o fim do PEPP (que envolve compras mensais de cerca de 80.000 milhões de euros)”, salientam.

“Um fim que já sabemos estar próximo (Março de 2022), embora esperemos que seja pelo menos parcialmente compensado por um aumento do APP (compras mensais de cerca de 20 mil milhões de euros atualmente), uma vez que ainda é necessário manter condições de financiamento favoráveis dado o impacto potencial das novas variantes no crescimento económico e dada a distância do objetivo de inflação a médio prazo (2%), tendo em conta que a atual subida da inflação é considerada temporária (efeitos de base e estrangulamentos)”, acrescentam estes peritos.

“Dada a reputação moderada do BCE, a possibilidade do evento transmitir uma mensagem de aperto agressivo é muito baixa”, concluem em Monex Europe.

Conferência de Imprensa do Banco Central Europeu


© Reuters

Investing.com – Assista à transmissão ao vivo de Frankfurt onde Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu, explica as decisões de política monetária tomadas hoje pelo Conselho do BCE e responde às perguntas de jornalistas.

Esta é a segunda conferência de imprensa desde que o BCE alterou o seu objetivo em matéria de inflação pela primeira vez em 18 anos. Ao mesmo tempo, o mundo está preocupado com a variante delta da covid-19, que se está a espalhar rapidamente e a pôr em risco a recuperação económica.

Esta conferência de imprensa é um evento que os investidores têm estado à espera há muito tempo, uma vez que os peritos tem estado a debater se haverá ou não um anúncio de tapering.

Acompanhe-a ao vivo em inglês.

A emissão começa às 13:30, hora portuguesa.

 

BCE reduz programa de estímulos à economia


© Reuters. BCE reduz programa de estímulos à economia

O Banco Central Europeu anunciou esta quinta-feira a redução dos estímulos monetários criados para contrariar o efeitos da pandemia.

O BCE vai assim reduzir o ritmo de aquisição de títulos de dívida pública no último trimestre deste ano.

Numa declaração, o banco afirma que a decisão assenta numa avaliação conjunta das condições de financiamento levando em linha de conta igualmente o cenário da inflação.

O programa de emergência de aquisição de dívida pública foi implementado em março de 2020 com o objetivo de apoiar as economias da zona euro. Prevê-se que o programa termine em março de 2022 alcançando um total de 1,85 biliões de euros.

A decisão segue-se a uma forte recuperação do crescimento na zona euro e aumento da inflação à medida que os vários programas nacionais de vacinação avançam aumentando a atividade económica.

“Prevê-se que as atividades económicas excedam os níveis da pré-pandemia até ao final do ano. Com mais de 70% dos adultos da União Europeia totalmente vacinados, as economias reabriram permitindo aos consumidores gastarem mais e às empreas o aumento da produção”, afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde.

O BCE reviu em alta as projeções de crescimento ainda para este ano que poderá atingir 5%.

No entanto, a institutição adianta que as maioria das medidas de estímulo económico permanecem em vigor e que o banco não hesitará em promover mais medidas de estímulo caso sejam necessárias.

Bruxelas obriga Itália a recuperar 900 milhões de ajudas à Alitalia


© Reuters. Bruxelas obriga Itália a recuperar 900 milhões de ajudas à Alitalia

A Comissão Europeia ordenou, esta sexta-feira, à Itália que recupere 900 milhões de euros de ajudas estatais à transportadora aérea Alitalia. A este valor resultante de dois empréstimos à companhia, acrescem ainda juros, segundo o comunicado de Bruxelas.

A Comissão concluiu que os auxílios são ilegais ao abrigo das regras da União Europeia.

Margrethe Vestager, vice-presidente da CE e responsável pela Concorrência, disse que “uma investigação aprofundada mostrou que, em primeiro lugar, os empréstimos constituem um auxílio estatal para a Alitalia e, em segundo lugar, que são ilegais ao abrigo das regras para os auxílios estatais. ” E sublinhou: “Os dois empréstimos deram à Alitalia uma vantagem injusta sobre os seus concorrentes em rotas nacionais, europeias e mundiais. Portanto, constituem um auxílio estatal ilegal e devem agora ser recuperados pela Itália à Alitalia. ”

A Comissão também disse que a ITA não será considerada um sucessor económico da Alitalia e que as injeções de capital no valor de 1,35 mil milhões de euros neste novo projeto está de acordo com as condições de mercado e não são consideradas ajudas estatais ilegais.

Gazprom anuncia conclusão do gasoduto Nord Stream 2


© Reuters. Gazprom anuncia conclusão do gasoduto Nord Stream 2

A Gazprom anunciou a conclusão do gasoduto russo Nord Stream 2 que vai transportar gás da Rússia para a Alemanha através do fundo do mar Báltico. Segundo a Bloomberg, o gasoduto deve iniciar o abastecimento de gás no próximo dia 1, embora isso vá depender das autoridades alemãs.

A conclusão do projeto foi repetidamente adiada, sobretudo devido às sanções dos Estados Unidos. Para os detratores norte-americanos e europeus do projeto, o gasoduto vai aumentar de forma duradoura a dependência energética europeia em relação à Rússia. A Ucrânia pode vir a perder pelo menos 1,5 mil milhões de dólares por ano pelo trânsito de gás russo através do seu território com destino à União Europeia.

No mês passado, o presidente da Ucrânia pediu à chanceler alemã para considerar o Nord Stream 2 como uma “arma geopolítica perigosa”. Merkel prometeu fazer tudo para prolongar o contrato de trânsito entre a Rússia e a Ucrânia, que acaba formalmente em 2024.

O presidente ucraniano disse, esta sexta-feira, que o atual conflito com a Rússia pode conduzir a uma guerra de grande escala entre os dois países, num fórum, em Kiev.

Condutores da Uber equiparados a taxistas nos Países Baixos


© Reuters. Condutores da Uber equiparados a taxistas nos Países Baixos

Um tribunal holandês determinou esta segunda-feira que os condutores da Uber (NYSE:) estão abrangidos pela legislação laboral que regula os taxistas nos Países Baixos.

A decisão do tribunal significa que os condutores têm direito aos mesmos benefícios do que os taxistas.

A Uber reagiu afirmando que vai recorrer da decisão.

Numa declaração, o painel de três juízes constatou que a relação legal entre a empresa e os condutores contém todas as características de um contrato de trabalho.

O tribunal ordenou ainda à Uber o pagamento de 50 mil euros à FNV, organismo que regula os taxistas nos Países Baixos, por não adesão às regras em vigor neste ramo de atividade.

Em declarações emitidas após o anúncio da decisão, a Uber afirma que o resultado é uma desilusão e que a maioria dos condutores prefere manter-se independente.

O diretor-geral da Uber para o norte da Europa, Maurits Schonfeld, afirma que os condutores não querem perder a flexibilidade para decidirem onde e quando trabalham.

O organismo representativo do sector, FNV, afirma que a decisão do tribunal implica mais dinheiro e salários mais elevados para os condutores assim como direitos em caso de doença e despedimento.

Só em AMesterdão, a Uber conta com cerca de quatro mil condutores.

A decisão do tribunal holandês segue-se uma decisão idêntica emitida em fevereiro por um tribunal britânico.

Atenção à inflação nos EUA: 5 dados-chave do mercado nesta terça-feira


© Reuters.

Por Laura Sánchez

Investing.com – É um dos termómetros do Fed, juntamente com o relatório de emprego. Esta terça-feira, veremos os dados do IPC dos EUA para Agosto.

Os investidores estarão também atentos às declarações de vários membros do BCE.

As criptomoedas estão a tentar recuperar as suas posições.

Aqui estão os cinco fatores que os investidores devem ter em conta hoje ao tomarem as suas decisões:

1. Inflação dos EUA

Às 13:30 horas, hora portuguesa, serão divulgados os . Juntamente com o relatório sobre o emprego, o valor da inflação é outro dos termómetros da Reserva Federal dos EUA para conhecer a saúde da economia dos EUA. Espera-se que o IPC tenha caído um décimo de ponto percentual para 5,3%.

Os investidores estarão atentos a estes dados, tendo em conta que o Fed se reúne na próxima semana.

2. Criptomoedas: Tentativa de recuperação de posições.

Após as quedas dos últimos dias, as principais criptomoedas estão a ser negociadas esta manhã de forma mista, tentando recuperar as suas posições. A está a negociar a $45.600 e a a $3.300.

3. Bancos centrais

O mercado também estará atento às aparições de , Presidente do Bundesbank alemão, e , membro do Banco Central Europeu (BCE).

4. Ásia e a bolsa americana

Os principais índices asiáticos estiveram hoje mistos. O subiu 0,73%, o desceu 1,42% e o de Hong Kong desceu 1,63% .

Em Wall Street, o mercado também terminou ontem misto. O (+0,2%), o (-0,07%) e o (+0,7%) foram os destaques.

5. Dados macroeconómicos

Entre as referências macroeconómicas de terça-feira, destacam-se a e o .

Nos EUA, serão publicados o e o .

Gigante imobiliário chinês Evergrande envolto em crise


© Reuters. Gigante imobiliário chinês Evergrande envolto em crise

As ações do gigante chinês do imobiliário Evergrande voltaram a perder terreno esta terça-feira.

A imobiliária, cuja dívida ultrapassa os 250 mil milhões de euros, afirma que está a ter dificuldade em vender ativos a fim de cobrir os juros da dívida.

Em declarações, a empresa revelou estar ainda com problemas de tesouraria e sob o que descreve como “enorme pressão”.

O anúncio teve lugar poucas horas depois de manifestantes terem ocupado a sede da empresa em Shenzhen na segunda-feira.

Num anúncio efetuado na bolsa de Hong Kong, a empresa responsabilizou a comunicação social que, segundo eles, teria afetado a confiança dos potenciais compradores.

Apesar de tudo, a empresa confirmou estar a trabalhar para encontrar soluções.

De recordar que nos últimos seis meses o valor das ações da empresa caiu mais de 80%.

Reino Unido adia controlos de produtos agrícolas


© Reuters. Reino Unido adia controlos de produtos agrícolas

Os controlos fronteiriços à importação de produtos alimentares e agrícolas para Inglaterra, Escócia e País de Gales vão ser introduzidos gradualmente, em duas fasaes, a começar em janeiro e junho do próximo ano. Estas medidas, decorrentes do Brexit, deveriam ser implementadas agora, mas o governo britânico decidiu adiar, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 e às pressões que isso está a criar nas cadeias de abastecimento.

O ministro de Estado, David Frost, diz que a pandemia está a ter um impacto nos negócios, tanto no Reino Unido como na União europeia, mais duradouro do que era esperado em março. Há pressões na cadeia de abastecimento que estão a ser geradas por uma série de fatores, como a pandemia ou o aumento dos custos do transporte de carga. Essas pressões, diz o ministro, fazem-se sentir, sobretudo, no setor agroalimentar.

Este adiamento surge numa altura em que o Reino Unido se debate com uma penúria de produtos importados não vista desde há muito anos, com cenários de prateleiras vazias a repetir-se em várias lojas e supermercados. Alguns restaurantes deixaram de servir certos produtos por falta de ingredientes.

O período de transição pós-Brexit terminou em janeiro. Depois de um primeiro adiamento, foi decidido que os controlos alfandegários dos produtos agrícolas iriam começar a um de outubro, mas a atual conjuntura levou a que a medida fosse de novo adiada.