O setor do turismo, na Europa, só vai voltar aos níveis de antes da pandemia em 2024, segundo o novo relatório trimestral da Agência Europeia das Viagens. Isto apesar da retoma sólida em relação ao ano passado, causada pelo sucesso dos programas de vacinação. Este ano, a retoma fez-se notar, sobretudo, nos meses do verão.
Apesar dessa recuperação, as chegadas à Europa de turistas externos deve ficar, no total deste ano, em 60% dos valores de 2019. No que toca à deslocação de turistas europeus no interior do continente, os números, a meio do ano, iam nos 77% relativamente à mesma altura de 2019.
São números que variam de país para país. Os que mais beneficiaram com a recuperação foram aqueles que abriram as fronteiras mais cedo. Prova disso, a Grécia, primeiro país a abrir as fronteiras aos viajantes vacinados, teve a melhor recuperação, com os níveis apenas 19% abaixo dos de 2019.
A retoma da economia portuguesa vai ser forte neste ano e no próximo, mas de curta duração, avisa a Comissão Europeia (CE), nas novas previsões do outono, divulgadas esta quinta-feira.
Mesmo com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em andamento e um Orçamento do Estado em 2022 (OE2022) parecido com o que foi chumbado, a CE considera que a economia até pode crescer 5,3% no próximo ano (um pouco menos do que os 5,5% previstos pelas Finanças no OE2022 chumbado), mas que no ano seguinte a retoma colapsa para metade, para cerca de 2,4%.
O cenário de médio prazo (para os próximos dois anos) é de enfraquecimento gradual, mesmo com investimentos e dinheiros a fundo perdido da Europa.
Portugal vai ter uma travagem pronunciada no ritmo de recuperação e daqui a dois anos será uma economia de baixo crescimento (outra vez) no seio da União Europeia, a crescer na casa dos 2%, mostra o novo estudo, apresentado pelo comissário da Economia, Paolo Gentiloni.
“Chumbo do OE tem consequências”
Na conferência de imprensa, o antigo primeiro-ministro italiano referiu-se ao caso de Portugal, afirmando que “um dos países apresentou uma proposta de orçamento que não passou, pois o governo ficou em minoria no Parlamento”.
Assim, “a Comissão terá de avaliar um próximo projeto de plano orçamental, não o que foi chumbado”. Mas para o comissário, “obviamente que estes acontecimentos têm consequências na economia”.
O panorama antecipado pela Comissão pode ser curto e um começo anémico para um país, como Portugal, que vem de duas décadas de quase estagnação, com uma crise gravíssima de dívida pelo meio, um programa de austeridade de quatro anos e, mais recentemente, uma recessão muito cavada devido à pandemia.
E assim é num quadro que até é bastante favorável ao investimento público. “O historial de baixo investimento público de Portugal deverá ser revertido ao longo do horizonte de previsão [até 2023], impulsionado pelos novos projetos previstos no RRP”, admite a CE.
Apesar deste impulso, a economia tende a perder gás a partir de 2022 e em 2023 Portugal pára de convergir com a zona euro e a Europa, ou seja, deixa de crescer a um ritmo superior, como aconteceu recentemente.
Bruxelas refere que o equilíbrio dos riscos é mais negativo do que positivo “devido à grande dimensão do turismo estrangeiro, onde a incerteza permanece elevada”.
Do lado bom, a Comissão destaca “a taxa de vacinação elevada de Portugal, que reduz os riscos internos relacionados com a pandemia”.
O emprego, que este ano até pode expandir-se cerca de 1,8%, só avança 0,8% no ano que vem e depois, em 2023, a criação de postos de trabalho quase estagna (0,5%).
A taxa de desemprego vai recuando devagar, em todo o caso: 6,7% da população ativa este ano, 6,5% no próximo ano e 6,4% em 2023.
Contas públicas bem comportadas
Já as contas públicas é que vão no sentido de maior disciplina. Portugal aparece aqui como bom aluno, parece.
Este ano, o défice já poderá cair para 4,5% do produto interno bruto (PIB), depois alivia para 3,2% no ano que vem (como previa o governo no OE que foi rejeitado pelo Parlamento) e em 2023, mesmo com a economia a crescer perto de 2%, Portugal volta a cumprir o Pacto de Estabilidade, com um défice abaixo de 3% (2,8%, dizem as novas previsões).
“A eliminação progressiva das medidas de mitigação da crise e o crescimento das receitas fiscais crescentes vão impulsionar a redução do défice”, explica a Comissão.
A CE avisa que esta previsão “incorpora as despesas financiadas por subvenções do fundo do PRR, que devem aumentar gradualmente de um contributo de 0,3% do PIB em 2021 para 1,5% do PIB em 2023”.
No entanto, esta previsão “é rodeada de incertezas ligadas à adoção de um orçamento para 2022” e, ademais, “os riscos permanecem inclinados para o lado negativo, devido à acumulação de responsabilidades contingentes devido a garantias públicas relacionadas com a crise – podem ser executadas, excedendo as expectativas atuais – aumentando, assim, as vulnerabilidades pré pandémicas”.
Por duas vezes neste novo estudo, a CE lamenta as “incertezas relacionadas com a aprovação de um Orçamento para 2022”. “É um fator de risco de adicional”, refere.
Comissão Europeia revê previsões de crescimento económico em alta
A reabertura da economia após o fim das medidas de restrição devolveu uma sensação de normalidade à população europeia e está também na origem de uma recuperação económica mais rápida do que o previsto.
As previsões de outono da Comissão Europeia anteveem a passagem da retoma para uma fase de expansão na zona euro, com um crescimento previsto de 5% em 2021 e 4,3% no próximo ano. Portugal não escapou ao otimismo de Bruxelas, prevendo-se um crescimento de 4,5% este ano e 5,3% em 2022.
Em ambos os casos, trata-se de uma subida superior à projetada na última previsão, mas Bruxelas alerta para dois fatores que poderão baralhar as contas: a evolução da pandemia e a capacidade da oferta para se adaptar à crescente procura. A inflação é uma preocupação assumida por Paolo Gentiloni:
“A forte recuperação económica foi acompanhada por uma aceleração da inflação superior às expectativas. A inflação anual na zona euro atingiu os 4,1% em outubro, uma subida que reflete problemas de base: o aumento nos preços da energia e as disrupções na cadeia de abastecimento.”
Paolo Gentiloni Comissário Europeu para a Economia
Apesar do otimismo de Bruxelas, os ventos que sopram de leste e o aproximar do inverno fazem antever uma crise energética com potencial para colocar a economia europeia novamente de joelhos.
O comediante sul-africano Trevor Noah questionou o que é que Portugal produzia durante uma das emissões do programa “Daily Show” do canal “Comedy Central”.
“Cães de água?”, questionou em referência à raça portuguesa que o ex-presidente Barack Obama chegou a ter um exemplar – de nome Bo, que já morreu, e a Sunny – durante a sua passagem pela Casa Branca.
Noah dedicou um momento do seu programa a elogiar a nova lei laboral portuguesa, que prevê o direito a desligar, em que os patrões fica proibidos de contactar os seus trabalhadores após a hora de trabalho. O comediante chegou mesmo a criticar a postura da empresa norte-americana perante os seus trabalhadores.
Mas os portugueses não ficaram satisfeitos com a piada lançada pelo comediante no programa norte-americano e foram responder-lhe à ‘letra’ na rede social Twitter.
“Aqui em Portugal fazemos o melhor vinho, 50% da cortiça mundial, azeite muito bom, sapatos, roupa para marcas de luxo, ótimos jogadores de futebol e comida incrível”, escreve um utilizador.
“Pensei, genuinamente, que o Trevor fosse dizer que ‘Portugal produz pastéis de nata’ ou ‘jogadores de futebol’”, pode-se ler na resposta de outro.
“Olá Trevor. Portugal produz um pouco mais que cães de água (mesmo nisso somos ótimos). Azeite, cortiça, algum dos melhores vinhos do mundo, comida excelente, sapatos, roupa, e mesmo tábuas de corte para o Jamie Oliver. Além disso, muitos chefs Michelin têm aqui os seus restaurante”, acrescenta outro utilizador.
“Produzimos o suficiente para, em caso de necessidade extrema, sermos auto suficientes. Temos uma costa marítima riquíssima, terrenos férteis e cultivados e um clima perfeito. Melhor do que isso, temos pessoas cultas e trabalhadoras o suficiente para se fazerem à vida!”, escreve uma utilizadora.
No entanto, nem só comentários de portugueses se enche a caixa de comentários da publicação de Trevor Noah. Um utilizador italiano assegura o comediante que “Portugal produz cultura, arte, produtos gastronómicos incríveis como o vinho do Porto…”.
“Somos um país com 900 anos com muita cultura. Fazemos negócios (importação e exportação) com todos os países no mundo nos últimos 500 anos. Temos a Marinha mais antiga, somos a sexta língua mais falada no mundo. Continua”, adiciona Hugo Rodrigues.
O utilizador Luis Sousa vai mais longe e publica as exportações que Portugal realizou durante todo o ano de 2019. Na imagem vê-se que Portugal foi responsável por 15% das exportações de automóveis e partes de carros, maquinaria e equipamentos elétricos (9%), maquinaria e eletrodomésticos (6,59%) e móveis (3,27%).
Muitos portugueses optaram também por destacar que Portugal tem a maior taxa de vacinação contra a Covid-19 em todo o mundo. “Vice-almirante Gouveia de Melo, é o nome do comandante da task-force. Com 88% da população vacinada, muitos já estão a receber a terceira dose. Muitos países convidaram-no para implementar o seu método nos respetivos países, nomeadamente o Japão”, escreve Alexandre Rodrigues, numa opinião muito partilhada.
@Trevornoah here in Portugal we make the best wine, also 50% of world’s cork, very good olive oil, shoes and clothing for luxury brands, great soccer players, and amazing food. If you ever land here, let me know 🤜🤛
O unicórnio português Feedzai, presente nos Estados Unidos, garante que os trabalhadores não deslizam os telemóveis após os horários de trabalho (mais um aceno à lei portuguesa aprovada pela Assembleia da República que proibiu os patrões de contactarem os empregados após o horário de trabalho). “Trevor Noah e The Daily Show Comedy Central, sabiam que há tecnologia criada em Portugal que protege quatro dos cinco maiores bancos da América do Norte”, questionou a empresa nacional, mostrando como os portugueses estão em situações não visíveis mas importantes.
Um dos efeitos provocados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foi o aumento do e-commerce e uma explosão do marketing digital.
Mas junto com avanços no marketing digital vieram também problemas jurídicos ligados aos serviços oferecidos on line.
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Com isso, o direito digital conheceu um boom, por causa da demanda crescente em resolver os conflitos.
E o perfil do advogado especialista em direito digital começou a se tornar cada vez mais procurado.
Segundo os dados do mais recente anuário “Análise Diretório Nacional da Advocacia“, de 2018 a 2020, a indicação do direito digital como especialidade mais promissora mais que dobrou.
De 24% de interesse, saltou para 51% em 2019 e 59% em 2020.
E também para esse ano, a especialidade é apontada por executivos jurídicos como a mais promissora.
Segundo a pesquisa, um advogado a cada sete atua no ramo.
Se dividirmos este número pela categoria dos escritórios, podemos dizer que o Direito Digital é praticado por 98% dos full service, 86% dos abrangentes e 43% dos especializados.
Direito digital vai se tornar fundamental
Segundo o advogado Newton Dias, especialista em direito digital, “o marketing digital está apenas começando. Por exemplo, no Brasil, o comércio on line tem uma penetração menor do que 10% do mercado. Vai crescer muito. E isso vai acarretar, naturalmente, questões jurídicas”.
O advogado Newton Dias, especialista em direito digital (EXAME/Exame)
Outra frente onde o direito digital está se tornando cada vez mais requisitado é a proteção da privacidade.
Dias, famoso por defender celebridades como David Brazil, Rodrigo Faro,Gabi Martins, Guilherme Napolitano e Babi Muniz, entre outras, salienta que cada vez mais “famosos ou anônimos diante de uma câmera de celular podem ter suas vidas transformadas pelo poder absurdo da internet”.
“Vídeos caseiros se tornam virais em uma velocidade incalculável, e pessoas desconhecidas passam a ocupar os trending topics mundiais sem se dar conta do que está acontecendo. Em alguns casos, suas vidas nunca mais são as mesmas”, explica Dias.
Por isso, segundo ele, é preciso estar preparado de alguma forma.
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Escritórios especializados são capazes de agir imediatamente para que determinadas informações desapareçam da web e exigir também que, em tempos recordes, as retratações contem histórias com versões diferentes.
“Em tempos em que tudo o que as pessoas sabem é que podem aparecer na internet, o profissional jurídico com a habilidade de mudar o jogo tem vantagem no atual cenário, em que o direito digital virou febre no meio de quem quer fazer da internet o seu modo de vida”, salienta Dias.
Segundo o advogado, muitos casos que durariam anos foram resolvidos mais rapidamente com instrumentos como o rapport, negociação, mediação, Cross network e compliance.
“Quando nada disso funciona, é inevitável recorrer à justiça. Antes de número de protocolos busco número de soluções, e muitas vezes, uma ligação é mais eficaz que um processo”, explica Newton.
De qualquer jeito, o conselho mais importante é: cuidado com o que se posta na internet. Ou até com o que se filma com o celular.
“Você pode até querer fugir da internet, mas a internet vai até você. E com o poder do marketing digital, as consequências disso podem se tornar irreversíveis”, conclui o advogado.
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A “Make Amazon (NASDAQ:) Pay” é uma coligação internacional, composta por cerca de 40 organizações, incluindo a Greenpeace e a Oxfam, que acusa a Amazon de colocar o lucro à frente do bem-estar dos trabalhadores e que aproveitou esta “Black Friday” para se solidarizar com os trabalhadores que quiseram protestar contra as condições de trabalho ou fazer greve neste dia, em Londres, por exemplo.
Anna Bryher, da organização não-governamental “Labour Behind the Label”, explicava que a “Black Friday” é um grande evento mas que é preciso, e porque estamos no meio de uma emergência climática, tomar medidas para refrear o consumo ou para ajudar a comprar de uma forma mais sustentável sobretudo quando se fala de empresas como a Amazon que alimentam essa necessidade de comprar demasiadas coisas.
Também o grupo Xtinction Rebellion se manifestou em Tilbury, no Reino Unido, num centro de triagem do gigante do comércio a retalho eletrónico dos EUA. Estão previstas outras iniciativas do género noutros países europeus durante o fim de semana.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera que a recuperação da pandemia “continua a progredir” mas “perdeu ímpeto” e está a ficar “cada vez mais desequilibrada”. Os riscos são maiores nos países de baixos rendimentos, onde as taxas de vacinação são baixas. Segundo a OCDE, a prioridade é produzir e distribuir vacinas contra a covid- 19 o mais rapidamente possível em todo o mundo.
As previsões de crescimento global da organização foram revistas ligeiramente em baixa para 5,6%, numa estimativa que ainda não tem em conta os últimos desenvolvimentos com a descoberta da variante Omicron.
“Preocupa-nos que a nova variante (…) acrescente mais incerteza à incerteza já existente, que poderia constituir uma ameaça à recuperação económica”, disse Laurence Boone, o economista-chefe da organização internacional, numa conferência de imprensa. “Seria um grande erro pensar que o trabalho está quase feito (…) A notícia sobre a variante Omicron é provavelmente um lembrete deste fracasso imprudente”, disse o economista-chefe.
Segundo os analistas da Oxford Economics, esta variante poderia custar um crescimento global entre 0,25 pontos percentuais no próximo ano, se se revelar relativamente benigna, e mais de 2 pontos percentuais, se uma grande parte da população mundial for novamente confinada.
Angola quer revolucionar a paisagem da África Austral. Será necessário investimento privado e transformar o porto do Lobito na porta de entrada para esta área. Num futuro próximo, a província de Benguela tornar-se-á num dos principais epicentros do comércio e desenvolvimento desta região africana.
Corredor do LobitoO corredor do Lobito é formado pelo porto da cidade e pela linha férrea de Benguela. As duas estruturas estendem-se por mais de 1300 quilómetros. O percurso é a rota de exportação mais rápida para , cobalto e outros minérios, para países como a Zâmbia ou a República Democrática do Congo.
Depois da renovação do caminho-de-ferro, agora é a vez do Porto do Lobito. O espaço vai ser privatizado com uma concessão de 20 anos, para atrair novos investimentos e impulsionar a economia.
Pedro Neto, presidente da plataforma de serviços financeiros EagleStone, o porto do Lobito é uma grande oportunidade para criar uma rede na costa atlântica de importação e exportação de bens e produtos da Zâmbia e República Democrática do Congo, e uma oportunidade para criar uma alternativa à costa do Oceano Índico.
Enquanto chefe de uma empresa de consultoria bancária de investimento que vive em Angola há mais de 20 anos, Pedro Neto diz que em causa está muito mais do que mover metais das minas.
Porto do LobitoA privatização do Porto do Lobito e dos Caminhos de Ferro de Benguela faz parte de um plano mais amplo do governo angolano para diversificar a economia do país com a ajuda de mais investimento privado.
João Fernandes, coordenador da Comissão de Avaliação do Porto do Lobito, sublinha que o Plano Diretor do Ministério dos Transportes está muito ligado ao Porto e ao Corredor do Lobito e, com a participação de estrangeiros, vai ser possível melhorar as infra-estruturas e a eficiência.
Francisco Pinzon, presidente DP World Luanda, a empresa que gere e opera a concessão do Terminal Multiusos do porto da capital angolana, sublinha que o Porto do Lobito tem grandes infra-estruturas e potencial para se tornar a porta de entrada para a parte sul do Congo e também para a Zâmbia.
Foi também este objetivo que impulsionou os construtores da linha férrea de Benguela há mais de um século. Agora, é preciso preparar o corredor do Lobito para o século XXI, com mais investimento privado.
O Lobito já está preparado para carregamentos maiores que chegam das minas, com um novo terminal para garantir a passagem da carga de comboios para os navios.
Jesus Nelson Pereira Martins, coordenador do Comité de Avaliação de Concursos Públicos, conta que depois da recuperação da infra-estrutura ferroviária, era preciso um terminal especial dedicado apenas aos minérios.
O desenvolvimento recente envolve milhões de pessoas, mais indústria, consumidores e passageiros potenciais. E também significa mais empregos
Elmo Otávio, engenheiro ferroviário, diz que o Corredor do Lobito é muito importante em África, e sublinha a dinâmica em termos de transporte para o antigo Congo belga.
Investing.com – Veja ao vivo, em inglês, a conferência de imprensa da presidente do Banco Central Europeu. Christine Lagarde explica em Frankfurt am Main as do Conselho do BCE tomadas hoje e responde a perguntas de jornalistas.
Em Julho a União Europeia introduziu passaportes sanitários para facilitar as viagens a pessoas com uma vacinação completa, recuperadas da doença ou com um teste PCR negativo.
Os Estados-membros tentaram, desta forma, salvar a época estival e promover as viagens e turismo, depois de numerosas restrições ligadas à pandemia.
E todos nós viajámos, provavelmente, mais na última metade do ano, do que em 2020. Mas poderemos continuar a fazê-lo no próximo ano?
Uma luz de esperançaFamílias e amigos finalmente reunidos quando os Estados Unidos reabriram fronteiras, depois de quase 20 meses fechadas, impedindo a entrada a cidadãos externos, incluíndo europeus: foram algumas das cenas mais emotivas do último ano.
Laurence Tesson, residente de Douai, França: “Fomos penalizados, perdemos muitas coisas… Perdi o nascimento de uma das minhas netas e não vi durante todo esse tempo os meus outros netos, nem os meus filhos.”
Em 2020, começaram a avançar programas de vacinação contra a Covid-19, junto com a esperança de um regresso à normalidade.
Retomaram-se as viagens, as fronteiras reabriram e as economias começaram novamente a crescer.
A recuperação económica era significativa e pessoas e negócios estavam ansiosos em deixar para trás o pesadelo da pendemia.
A chegada das variantesMas depois chegou a variante Delta, que forçou os países a fechar novamente fronteiras.
E a descoberta da Ómicron motivou ainda mais restrições e interdições de viagem, representando um novo golpe duro na moral de todos.
Novos confinamentosA Áustria foi o primeiro país da Europa ocidental a reintroduzir um confinamento total devido à Covid-19.
Johannes Fuchs, comerciante: “Podemos abrir durante uma semana e depois tivemos três semanas de confinamento. Isso significou uma grande perda de rendimentos, mas esperamos aguentar-nos de forma adequada.”
O fim do confinamento foi entretanto decretado, mas muitas restrições mantidas na Áustria.
E agora são os Países Baixos que estão confinados, numa época natalícia que, tal como há um ano, está rodeada de incertezas.