‘Yields’ Zona Euro sobem, ministros das Finanças reúnem-se novamente para discutir pacote resgate


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LONDRES, 9 Abr (Reuters) – As ‘yields’ dos principais mercados de ‘bonds’ da Zona Euro subiram ligeiramente nesta quinta-feira, com as dos mercados periféricos a subirem mais, enquanto os investidores esperam para ver se os ministros das Finanças europeus conseguiriam chegar a um acordo sobre um pacote de resgate económico.

A disseminação do novo coronavírus fechou a maioria das economias europeias, levando as autoridades a procurar maneiras criativas de reviver o crescimento, incluindo a emissão de dívidas conjuntas conhecidas como “coronabonds”.

Mas na quarta-feira, os ministros não concordaram num pacote de resgate para ajudar as economias a recuperarem do impacto do surto de coronavírus devido à disputa entre a Itália e a Holanda.

Os ministros afirmaram que vão tentar mais uma vez na quinta-feira.

“Parece que, mais uma vez, as tradicionais linhas divisórias entre norte e sul que dominavam a crise da dívida soberana europeia estiveram na linha da frente”, disse Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank (DE:).

O custo anual para a Alemanha de emissão conjunta de dívidas com outros estados da Zona Euro deverá atingir um máximo de cerca de 0,36% da produção económica, mostrou uma pesquisa do banco americano Jefferies na quarta-feira, numa das primeiras estimativas de custo do polémico projecto. Alemanha, juntamente com a Holanda, não concordou com os países do sul sobre as condições que seriam aplicadas às coronabonds, afirmando que eventualmente os países mais ricos iriam subscrever a dívida dos seus colegas do sul. Fontes e autoridades diplomáticas disseram que a discussão estaria a impedir o progresso de 500 mil ME em ajuda.

Texto integral em inglês: (Reportagem de Olga Cotaga, traduzido para português por Maria Gonçalves em Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

CÂMBIO-Dólar ronda estabilidade de olho em sinais de desaceleração do vírus na Europa e à espera de dados dos EUA


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SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) – O dólar oscilava entre estabilidade e leve queda ante nos primeiros negócios desta quinta-feira, com os investidores dividindo as atenções entre uma queda nos casos de coronavírus na Europa e dados sobre o emprego nos Estados Unidos, que serão divulgados nesta sessão.

O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego nas últimas três semanas provavelmente totalizou 15 milhões, uma vez que as medidas para controlar o surto de coronavírus paralisaram abruptamente o país, o que deve consolidar as visões de que a economia está em profunda recessão.

Às 9:13, o dólar avançava 0,13%, a 5,1498 reais na venda. Na B3, o dólar futuro DOLc1 subia 0,39%, a 5,51505 reais.

No último pregão, a moeda norte-americana à vista caiu 1,63%, a 5,1432 reais na venda.

O Banco Central voltará a fazer nesta quinta-feira leilão de até 10 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento maio. (Por Luana Maria Benedito Edição de Camila Moreira)

CÂMBIO-Dólar acelera queda ante real após dados dos EUA e medida de apoio do Fed


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(Texto atualizado com mais informações)

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) – O dólar acelerava a queda ante a mais de 1% nesta quinta-feira, com os investidores reagindo a dados sobre o emprego nos Estados Unidos e a uma medida de apoio econômico do Federal Reserve no valor de 2,3 trilhões de dólares.

O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego nas últimas três semanas superou 15 milhões, com as novas reivindicações ultrapassando 6 milhões pela segunda semana consecutiva na semana passada, conforme medidas rígidas para controlar o surto de coronavírus suspendem a atividade do país. de vir acima do esperado, o dado veio abaixo do anterior. Pode ser que a curva do desemprego esteja diminuindo”, disse à Reuters Jefferson Laatus, sócio fundador do grupo Laatus. “Isso, com a diminuição de casos (de coronavírus), pode melhorar o sentimento dos mercados.”

Além disso, o Federal Reserve apresentou nesta quinta-feira um esforço amplo de 2,3 trilhões de dólares para ajudar os governos locais e pequenas e médias empresas, em sua mais recente medida para manter a economia dos Estados Unidos intacta conforme o país enfrenta a pandemia de coronavírus. animou os mercados e pode tirar a pressão (de alta) do dólar”, comentou Laatus, citando também expectativa em torno de um discurso do chairman do Fed, Jerome Powell, previsto para as 11h desta quinta-feira.

Uma reunião da Opep+ desta quinta-feira, em que serão discutidos cortes na produção de petróleo, também está no radar dos investidores, disse Laatus.

Em nota, a XP Investimentos disse que “a expectativa é de as nações cheguem a um acordo para realizarem cortes de 10 a 15 milhões de barris ao dia, os maiores da história”. “Entretanto, debates sobre o patamar de referência dos cortes, pressões sobre uma eventual participação dos EUA e a efetividade dos cortes em face do colapso da demanda global geram dúvidas sobre a efetividade de um acordo hoje.”

Às 10:37, o dólar recuava 1,12%, a 5,0857 reais na venda. Na mínima do dia, o dólar caiu a 5,0753 reais.

Na B3, o dólar futuro DOLc1 caía 0,78%, a 5,905 reais.

No exterior, a moeda norte-americana perdia contra boa parte das divisas arriscadas, caindo mais de 1% em relação a peso mexicano , lira turca , rand sul-africano e dólar australiano , pares do real. O índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes cedia cerca de 0,6%.

O Banco Central voltará a fazer nesta quinta-feira leilão de até 10 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento maio. (Edição de Camila Moreira)

Pandemia tem efeito “catastrófico” no mercado de trabalho


Pandemia tem efeito

A crise do coronavírus está a ter um efeito devastador na economia mundial, com milhões de trabalhadores em risco de perder o emprego ou de terem cortes nos salários. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, as consequências da pandemia vão ser ainda mais prejudiciais para o mercado de trabalho do que a crise económica vivida há uma década.

Em 2008/2009, perdemos cerca de 22 milhões de empregos em todo o mundo. A previsão para os próximos três meses, para o segundo trimestre do ano, é que vamos perder o equivalente a 195 milhões de empregos em todo o mundo.

Guy Ryder
Diretor Geral Organização Internacional do Trabalho

As medidas restritivas estão a afetar quase 2,7 mil milhões de trabalhadores – o que representa aproximadamente 81% da força de trabalho mundial.

Vemos que cada país europeu está a fazer o seu trabalho e vemos algumas iniciativas interessantes. Mas até agora – e considero que a maioria dos líderes europeus concordaria com isto – assim como em relação a outras questões que tivemos de lidar nos últimos meses – a Europa está ter dificuldades em unir-se em torno de uma estratégia única.

Guy Ryder
Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho

Vários governos já anunciaram significativos pacotes de estímulo, mas a Organização Internacional do Trabalho pede aos países que continuem a tomar medidas para apoiar as e economias e para manter os postos de trabalho.

Os trabalhadores mais vulneráveis encontram-se nos setores da hotelaria, restauração ou comércio. – que assistiram a quedas “drásticas” na procura e na produção. Apesar da crise, a Organização Internacional do Trabalho apela à coordenação internacional.

Europa a caminho do colapso económico


Europa a caminho do colapso económico

O desastre económico-financeiro da europa provocado pelo coronavírus. As duas maiores economias europeias terão entrado em recessões históricas. Anos de crescimento económico apagados na Alemanha e em França, com projeções assombrosas.

De acordo com o IFO Institut, a economia alemã vai recuar 9,8% no segundo trimestre deste ano.

“Este é o maior recuo na Alemanha desde que começámos a fazer registos trimestrais em 1970, duas vezes maior do que o primeiro trimestre na crise financeira de 2009”, declarou Timo Wollmershäuser, economista sénior do IFO Institut.

França terá visto a atividade financeira do país recuou cerca de um terço por cada semana em confinamento no mês de março.

De acordo com o banco central, a economia do país encolheu 6%.

“Penso que nunca escondemos aos franceses que esta crise económica apenas pode ser comparada à crise de 1929 em termos de dureza, natureza global e duração”, recordou Bruno le Maire, ministro das Finanças de França.

De acordo com a Organização Mundial do Comércio, estima-se um recuo de entre 13% e 32% no comércio global.

“Se a pandemia for controla da em breve e as políticas adequadas forem implementadas, o comercio e a produção podem recuperar para a trajetória pré-pandemia no minimo em 2021. Por isso, no próximo ano”, explica Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.

Se não morrer da doença, morre da cura. Quanto mais tempo o confinamento durar, pior será o desastre económico e as consequências para os cidadãos, se não houver auxílio financeiro – falências, desemprego e mesmo fome.

Rússia e Arábia Saudita em convergência


Rússia e Arábia Saudita em convergência

As ruas da capital austríaca podem parecer desertas devido à pandemia mas no interior da sede da Organização dos Países Exportadores de petróleo, OPEP, joga-se o futuro do mercado energético.

As fricções entre a Arábia Saudita e a Rússia levaram a quedas históricas no preço do crude que perdeu mais de metade do valor desde o início do ano.

Fontes russas e da OPEP afirmam que os dois principais adversários conseguiram chegar a um entendimento quanto aos cortes de produção.

No entanto, segundo a OPEP, qualquer acordo de redução da produção teria que incluir os Estados Unidos. Washington contudo ainda não deu sinais de compromisso.

A guerra de preços agravada pela pandemia levou dezenas de empresas pertolíferas norte-americanas à beira da falência.

No entanto, o Presidente norte-americano não parece muito preocupado a julgar pelas declarações efetuadas no passado domingo, dia 5 de abril.

“Acredito no nosso grande setor energético e nós vamos tratar dele como deve ser. Se tiver que impôr taxas à importação ou tiver que fazer algo para proteger as dezenas de milhar de trabalhadores do setor, asim como as nossas grandes empresas que criam estes empregos, então farei o que é necessário fazer”, disse Donald Trump.

No entanto, há quem questione a estratégia de Donald Trump pois o país importa muito pouco petróleo da Rússia assim como da Arábia Saudita.

Eurogrupo prepara-se para nova maratona negocial


Eurogrupo prepara-se para nova maratona negocial

Depois de uma reunião de 14 horas entre os ministros das Finanças da UE que terminou sem acordo, a pressão está sobre os Países Baixos e Itália para a resolução das diferenças sobre os termos das linhas crédito de emergência, para combater o surto de coronavírus. O conflito acabou com as esperanças de um acordo e o Eurogrupo fará uma nova tentativa esta quinta-feira.

Eurobonds ou nada – é esta a posição do governo italiano que não está disposto a negociar com a Europa. A questão dos títulos europeus comuns aos quais alguns países do norte se opõem corre o risco de minar a confiança num único projeto europeu, não só entre entre os Italianos que são tradicionalmente a UE, mas também entre aqueles que se posicionam como euro-entusiastas.

Giorgia Orlandi
euronews

O ministro das finanças da Alemanha, diz buscar “um bom compromisso para todos os cidadãos” mas sente algum desconforto relativamente aos eurobonds:

Creio que está absolutamente claro que a recuperação da Europa será uma grande operação que temos de organizar juntos. E, como todos sabem, acho que é perfeitamente possível fazê-lo dentro da estrutura que já temos.

Olaf Scholz
Ministro das Finanças da Alemanha

Os ministros das finanças de Itália e os Países Baixos cultivam profundas diferenças sobre a criação de empréstimos com o fundo de resgate do euro no valor de mais de 500 mil milhões de euros.

Itália não pretende assumir promessas futuras de reformas económicas ao Mecanismo Europeu de Estabilidade e pretende um acesso aos empréstimos livre de condições, mas os Países Baixos não abdicaram das garantias.

Wall Street começa a semana em alta com otimismo dos investidores quanto à pandemia


Wall Street começa a semana em alta com otimismo dos investidores quanto à pandemia

A bolsa nova-iorquina fechou esta segunda-feira em forte alta e a intensificar os ganhos pouco antes do fecho, graças ao crescente otimismo dos investidores com o desenvolvimento da situação da pandemia nos EUA e no mundo.

Os resultados provisórios do fecho indicam que o índice seletivo avançou 7,59%, para os 22.649,74 pontos, e o tecnológico subiu 7,33%, para as 7.913,24 unidades.

O principal índice da bolsa de Lisboa, o , encerrou com uma subida de 1,16% para 4.018,62 pontos, acompanhando a tendência positiva das bolsas europeias.

Das 18 cotadas que integram o PSI20, 15 subiram e três desceram. A liderar os ganhos ficou a Mota-Engil, que avançou 12,01% para 1,21 euros.

O preço do barril de petróleo para entrega em junho encerrou no mercado de futuros de Londres em baixa de 2,87%, para os 33,17 dólares, perante a falta de acordo entre a OPEP e os seus parceiros para reduzirem a produção.

O crude do mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no International Exchange Futures a cotar 98 cêntimos abaixo dos 34,15 dólares com que fechou as transações na sexta-feira.

Perante o desacordo sobre a dimensão e as condições da descida de produção necessária para estabilizar o preço do petróleo, a reunião prevista entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros grandes produtores, como a Federação Russa, foi adiada para quinta-feira.

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters



LISBOA, 10 Abr (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* As valorizações do BCP (LS:), Altri (LS:) e energéticas permitiram ao índice accionista PSI20 liderar os ganhos na Europa, animada com sinais de que a pandemia do novo coronavírus poderá estar próxima do pico e que governos e bancos centrais estão a tomar medidas adicionais para reforçar as suas economias, na última sessão de negócios antes das férias da Páscoa, segundo traders.

As principais bolsas europeias estarão encerradas a partir de amanhã, feriado de Sexta-feira Santa, voltando à negociação na terça-feira, 14 de Abril.

Os ganhos nos mercados acentuaram-se ao início da tarde, após a Reserva Federal dos EUA ter anunciado um novo pacote de ajuda, no valor de 2,3 milhões de milhões de dólares para reforçar os governos locais e as pequenas e médias empresas.

AGENDA NACIONAL:

* Feriado nacional. Mercados encerrados.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* WASHINGTON, D.C. – Vice-Presidente da Reserva Federal para a supervisão Randal Quarles participa em debate via webcast sobre o sistema bancário acolhido pela Universidade de Utah – 1730 GMT

* CLEVELAND – O Banco da Reserva Federal de Cleveland emite um CPI mediano para Março

* CLEVELAND – A Presidente do Banco da Reserva Federal de Cleveland, Loretta Mester, falará sobre “Manter a saúde económica durante uma crise”, numa sessão de perguntas e respostas moderada, antes do Fórum Virtual do City Club de Cleveland – 1630 GMT.

* RIYADH – Os Ministros da Energia do G20 realizam uma reunião virtual de emergência para discutir um pacto global de redução do fornecimento de petróleo para fazer subir os preços do crude que foram martelados pela crise do coronavírus – 1200 GMT.

* Preço de Mercadoria Japão Mar (0150)

* Índice de Preços no Consumidor Roménia Mar (0800)

* Produção industrial França Feb (0845)

* Índice Harmonizado de Preços no Consumidor Grécia Mar (1100)

* Índice de Preços no Consumidor Grécia Mar (1100)

* Índice de Preços no Consumidor EUA Mar (1430)

* Comércio Externo Rússia Feb (1500)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* Zardoya Otis SA Sales Release

* Southern First Bancshares Inc Sales Release

(Por Lisboa Editorial)