Surto de infecções em Portugal abranda, hospitais ainda em esforço


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LISBOA, 2 Fev (Reuters) – As infecções e mortes diárias por COVID-19 em Portugal recuaram ainda mais em relação aos registos da semana passada, na terça-feira, e menos pacientes estiveram nos cuidados intensivos, aliviando a pressão nos hospitais sobrecarregados.

As mortes aumentaram 260 para 13.017, abaixo do aumento de 275 de segunda-feira e de um máximo histórico de 303 registados na quinta-feira e no domingo, segundo dados da da autoridade sanitária DGS.

Portugal reportou perto de metade de todas as suas mortes na COVID-19 no mês passado, destacando uma aceleração nos casos que levou várias nações europeias a oferecer ajuda.

As novas infecções totalizaram 5.540 após 5.805 no dia anterior, numa forte desaceleração em relação às 16.432 da última quinta-feira.

O número de doentes COVID em enfermarias de hospitais e em unidades de cuidados intensivos diminuiu, este último em 13 para 852.

Os hospitais de Portugal têm estado à beira do colapso, com as ambulâncias por vezes a fazerem fila durante horas devido à falta de camas.

Enquanto a Alemanha se prepara para enviar pessoal e equipamento médico militar na quarta-feira, o Comissário Europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, disse que Bruxelas “está pronta a ajudar caso Portugal solicite assistência da UE”.

O governo impôs um novo confinamento em meados de Janeiro à medida que a pandemia se agravava e tem estado à espera de algum descanso esta semana.

As autoridades atribuíram a enorme subida das taxas de infecção e morte à variante mais contagiosa detectada pela primeira vez na Grã-Bretanha, ao mesmo tempo que reconheceram que um relaxamento das restrições durante as férias de Natal também desempenhou um papel.

Texto integral em inglês: (Por Patricia Rua e Andrei Khalip, Escrito por Andrei Khalip; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)