‘Yields’ alemãs em máximos desde Junho, atenções voltam-se para inflação da Zona Euro


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AMESTERDÃO, 28 Ago (Reuters) – As ‘yields’ das obrigações alemãs subiram para o seu nível mais alto desde o início de Junho na sexta-feira, após a decisão da Reserva Federal dos EUA de fixar como objectivo a inflação média ter empurrado os rendimentos para máximos de vários meses em ambos os lados do Atlântico.

O Presidente da Reserva Federal Jerome Powell disse na quinta-feira que o banco central tentaria agora manter a inflação num valor médio 2% ao longo do tempo, compensando períodos inferiores a 2% com uma inflação mais elevada “durante algum tempo”, e assegurar que o emprego não ficasse aquém do seu nível máximo.

As atenções voltam-se agora para as leituras da inflação na zona euro após a decisão do FED.

A inflação francesa na sexta feira correspondeu às expectativas de uma sondagem da Reuters, aumentando 0,2% em Agosto, contra 0,9% em Julho. As leituras da inflação alemã e da zona euro seguir-se-ão na próxima semana.

Espera-se que as leituras mostrem uma inflação da Zona Euro de apenas 0,2% em Agosto, muito abaixo do objectivo do Banco Central Europeu de perto mas abaixo de 2%, levando alguns analistas a ver o aumento das expectativas de inflação do mercado como insustentável.

As expectativas a longo prazo estão agora perto do seu máximo desde o início de Fevereiro, antes do coronavírus sacudir os mercados europeus, com mais de 1,25%. EUIL5YF5Y=R

A ‘yields’ a 10 anos da Alemanha subiu para o máximo desde o início de Junho em -0,372% no início da negociação, estando agora a subir 2 pontos de base para -0,38%.

As congéneres italianas a 10 anos aumentaram 2 pontos base para o seu máximo em quase quatro semanas, em 1,115% antes de um leilão.

Itália deverá vender 8,25 mil milhões de euros através de uma nova obrigação a cinco anos e reabrir as obrigações a três e a 10 anos.

Texto integral em inglês: Yoruk Bahceli; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)