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A UE está no bom caminho para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU?



Os dezassete objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU constituem um plano para garantir um futuro sustentável.

Respondem aos desafios atuais em matéria de pobreza, desigualdade, alterações climáticas, degradação ambiental, paz e justiça.

A União Europeia quer atingir estes objetivos em 2030, em particular na área económica e social, e vai integrá-los no chamado semestre europeu, um processo anual de monitorização das políticas fiscais e económicas dos Estados membros.

Alguns países estão mais perto de atingir os objetivos: nomeadamente, a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia, a França, a Áustria, a Alemanha e os Países Baixos.

No entanto, ao ritmo atual nenhum desses países vai atingir as metas. Os mais atrasados são : a Grécia, a Bulgária, a Roménia e Chipre.

Avanços e recuos da UE em matéria de desenvolvimento sustentável


© Reuters.

A União Europeia decidiu integrar os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU na análise dos orçamentos de cada Estado-Membro, o chamado Semestre europeu. Os dezassete objetivos fixados pelas Nações Unidas pretendem garantir um futuro sustentável e responder aos desafios atuais em matéria de pobreza, desigualdade, alterações climáticas, degradação ambiental, paz e justiça.

Progresso fez progressos limitados em 2019A União Europeia pretende atingir os objetivos da ONU em 2030, em particular, na área económica e na área social. No âmbito do Semestre Europeu, um processo anual de monitorização das políticas fiscais e económicas, a Comissão Europeia analisa o desempenho de cada Estado- Membro.

Os países mais avançados neste domínio são a Dinamarca, a Suécia, a Finlândia, a França, a Áustria, a Alemanha e os Países Baixos. No entanto, ao ritmo atual nenhum desses países vai atingir as metas. A lista dos países mais atrasados na prossecução dos objetivos da ONU são a Grécia, a Bulgária, a Roménia e Chipre. Segundo a análise da Comissão Europeia, Portugal fez progressos limitados em 2019.

O exemplo da DinamarcaA Dinamarca, um dos países mais avançados em relação à concretização dos dezassete objetivos fixados pelas Nações Unidas, é vista como um exemplo no que toca às energias limpas, à sustentabilidade e ao combate contra as alterações climáticas.

A euronews esteve em Sonderborg, uma pequena cidade empenhada em atingir a neutralidade carbónica em 2029. Graças ao projeto Zero, Sonderborg quer tornar-se na primeira cidade europeia a suprimir totalmente as emissões de CO2. O objetivo do projeto é provar que é possível fazê-lo com a participação ativa das empresas locais e dos habitantes. A iniciativa reúne fundos do município e das empresas do setor energético.

Cidade dinamarquesa reduz 40% das emissões de CO2″Enquanto parceria público-privada podemos trabalhar em conjunto. O nosso objetivo é a eficiência energética: rever o nosso modo de vida, encontrar formas de reduzir o consumo e as emissões e de produzir novas formas de energia”, disse à euronews Hans Lehmann, presidente do conselho de administração do ProjectZero.

Até agora foi possível reduzir quase 40% das emissões de CO2. Falta ainda suprimir 700 mil toneladas de emissões. Uma das soluções passa pela construção de um parque eólico para baixar as emissões para 400 mil toneladas em 2025.

Hans Lehmann, presidente do conselho de administração do Projeto Zero
euronews

Empresas participantes já amortizaram investimentoA euronews visitou uma cooperativa de supermercados que aderiu ao projeto Zero em 2016 e que pretende criar um modelo de negócios sustentável. “Neste supermercado, investimos muito dinheiro na iluminação e na medição do consumo. Há uma empresa que monitoriza o nosso consumo de eletricidade, aquecimento, ventilação e ar condicionado. No total, investimos 2,2 milhões de coroas. Já recuperámos esse investimento, valeu a pena”, Asger Skov Nielsen, responsável da Cooperativa BALS.

O setor da Habitação SocialA redução do consumo energético do setor residencial é o outro dos objetivos da cidade. Uma das soluções é o aquecimento urbano alimentado por energias renováveis. O setor da Habitação Social está empenhado em servir de exemplo.

“Tem havido vários projetos de renovação e melhorámos muitos aspetos. Poupámos muito dinheiro, apesar de as rendas terem aumentado um pouco. Houve uma grande cooperação e os residentes estão satisfeitos”, disse à euronews Jørgen Brodersen, responsável de uma Associação do Setor da Habitação Social na Dinamarca.

A cidade dinamarquesa quer interligar a produção e o consumo de energia. Por exemplo, estão em construção duas fábricas de biogás para transformar os resíduos agrícolas, industriais e domésticos em gás. Os transportes públicos usam biocombustíveis. Apesar dos progressos, ainda há vários desafios. “Temos o dinheiro e as tecnologias. O mais difícil é mudar o nosso modo de vida, tornarmo-nos mais sustentáveis à escala global e nós podemos ser um exemplo”, frisou Hans Lehmann, presidente do conselho de administração do ProjectZero.

Jeppe Kofod, ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca
euronews

O modelo dinamarquês é aplicável à Europa?A euronews entrevistou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Jeppe Kofod.

euronews: “Quais são os principais objetivos políticos e qual é o enquadramento legal adequado para atingir os objetivos de sustentabilidade, ​​até 2030, na Europa?

Jeppe Kofod: “Em primeiro lugar, qualquer governo que tenha uma meta ambiciosa para 2030 ao nível do clima, do ambiente e da responsabilidade social terá de analisar as ferramentas de que dispõe. É preciso uma regulamentação adequada e parcerias com o setor privado, com as empresas e os investidores. Para alguns países é mais doloroso, quando é necessário eliminar gradualmente, por exemplo, o carvão. É preciso um plano de longo prazo, é preciso requalificar os trabalhadores das minas de carvão ou das centrais elétricas”.

euronews: “Como captar o capital privado necessário para alcançar esses objetivos?

Jeppe Kofod: “O que constatámos na Dinamarca é que não há contradição entre a transição energética, o investimento, por exemplo, em energias renováveis, e a competitividade, a capacidade de atrair investidores. As duas coisas estão ligadas uma à outra se procedermos corretamente. Mesmo após o pico da crise financeira que eliminou muitos empregos na Europa, o único setor que cresceu na Dinamarca foi o da energia limpa, porque queríamos apostar nesse setor. Se fizermos as coisas como deve ser a transição é positiva para o clima, para o ambiente, para o emprego e a melhoria das condições sociais em todos os Estados Membros.

euronews: “Pensa que podemos avançar nessa direção sem que as pessoas percam o emprego?

Jeppe Kofod: “Os empregos atuais no setor dos combustíveis fósseis, por exemplo, vão desaparecer e é preciso criar novos empregos. A grande questão política é ajudar as pessoas que trabalham nesses setores a passarem para um novo setor, novos empregos, o que implica formação e aprendizagem ao longo da vida, investimentos do Estado em educação para preparar a próxima geração, dar aos jovens que estão atualmente no sistema de ensino as ferramentas certas para poderem inovar na nova economia sustentável. É preciso fazer as duas coisas já.

euronews: Pensa que é realista atingir os objetivos da sustentabilidade até 2030?

Jeppe Kofod: “É um enorme desafio. Não quero subestimá-lo. A Dinamarca tinha um grande setor petrolífero nos anos 70, como muitos outros países. Nessa altura, considerámos que era preciso eliminar essa dependência e conseguimos fazê-lo. Até 2030, 100% da nossa eletricidade será produzida a partir de fontes renováveis. A nível mundial, podemos ver que a China está a progredir, eles precisam desse tipo de tecnologia que nós podemos produzir. Há o caso recente da Índia com mil e trezentos milhões de pessoas em transição. A África e a América Latina também precisam das nossas ideias e tecnologias. Se desenvolvermos este setor, podemos criar empregos para a Europa.

Coronavírus na economia italiana


© Reuters.

O governo italiano anunciou que os pagamentos das hipotecas serão suspensos para minimizar as consequências das restrições impostas, a nível nacional, na terceira maior economia da Zona Euro. A decisão de Roma é uma forma de ajudar as empresas e as famílias a resistir ao bloqueio total.

Os países da zona euro não devem ter uma dívida pública superior a 60% do PIB. Em Itália, já atingiu os 134%.

Numa altura em que o governo está a gastar milhões de euros para tentar deter a pandemia, qual será o impacto económico?

Sasha Vakulina – falou sobre estas questões com Salvatore Falco, do serviço italiano da Euronews.

Sasha Vakulina -O governo suspendeu o pagamento de hipotecas e introduziu incentivos fiscais para ajudar as pessoas e as empresas a lidar com o bloqueio. Que impacto poderá ter esta medida na economia italiana e no sistema bancário do país?

euronews

Salvatore Falco – Roma já pôs em cima da mesa 25 mil milhões de euros mas não é suficiente. A crise tem impacto sobre a economia real. E uma vez que se espalha pela economia real, o sistema bancário italiano estará sob pressão. Apesar das melhorias feitas nos últimos anos sobre os empréstimos não rentáveis, será quase impossível atingir o objetivo do BCE de 5% até 2021.

De volta ao governo, neste momento, a perda é imprevisível. Precisamos de um orçamento extra para desafiar tudo isto, muito além do limite europeu de 3% acima do PIB.

Sasha Vakulina – Bruxelas diz que está pronta para mostrar “flexibilidade” neste caso em particular. Quais serão as consequências?

Salvatore Falco – As consequências serão sentidas em toda a Europa. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, quando apresentou o fundo de 25 mil milhões para o emprego, sistemas de saúde e pequenas e médias empresas, disse que a Europa usará “todos os meios à sua disposição contra esta tempestade”. Na minha opinião, a Comissão terá a mesma abordagem que teve para a França durante o protesto dos coletes amarelos.

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters

LISBOA, 12 Mar (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O índice accionista PSI20 inverteu dos ganhos da abertura e fechou a cair 0,47%, em sintonia com as acções europeias, enquanto Wall Street negoceia com quedas mais pronunciadas, perante a ausência de medidas imediatas da Administração Trump para conter o surto de coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do novo coronavírus como uma pandemia.

Esta manhã, os mercados accionistas europeus arrancaram em alta, após o Banco da Inglaterra se ter juntado a outros bancos centrais no corte das taxas de juro, enquanto os investidores ponderaram quanto o estímulo monetário e orçamental poderá mitigar o impacto económico do surto.

AGENDA NACIONAL:

* Interpelação ao Governo n.º 2/XIV/1.ª requerida pelo BE, sobre “A crise no serviço postal e a recuperação do controlo público dos CTT (LS:)”, a partir das 1500 horas.

* Prossegue greve de estivadores do porto de Lisboa e Setúbal até 30 de Março.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* WASHINGTON – Federal Reserve emite contas financeiras trimestrais dos Estados Unidos. 1600 GMT.

* LUND, Suécia – O governador do Riksbank, Stefan Ingves, discursa sobre os desafios para uma pequena economia aberta em um mundo globalizado na Foreign Policy Association em Lund – 1700 GMT.

* FRANKFURT – A presidente do BCE, Christine Lagarde, fala numa conferência de imprensa sobre os resultados da reunião do Conselho do BCE – 1330 GMT.

* FRANKFURT – O Conselho do BCE realiza reunião de política monetária em Frankfurt.

* FRANKFURT – Conferência de imprensa após a reunião do BCE em Frankfurt – 1230 GMT.

* CAIRO – O escritório da OMS para o Mediterrâneo Oriental deve informar a mídia sobre as últimas atualizações sobre o surto de coronavírus, incluindo descobertas do Irã, Bahrein e Kuwait – 1100 GMT.

* BUCARESTE – O novo primeiro-ministro da Roménia, Florin Citu, e o seu gabinete centrista Liberal enfrentam voto de confiança parlamentar.

* WASHINGTON D.C. – O presidente dos EUA, Donald Trump, dá as boas-vindas a Leo Varadkar, zelador da Irlanda Taoiseach (primeiro-ministro) na Casa Branca, para apresentação anual do Shamrock Bowl.

* BRUXELAS – O ministro do Comércio da UE discute as relações com os EUA e a China e o impacto do coronavírus nos fluxos comerciais e nas cadeias de fornecimento globais.

* BRUXELAS – Ministros das Relações Exteriores da Europa reúnem-se para negociações em Bruxelas.

* Preços Bens Corporativos Japão Fevereiro (0050)

* Índice Preços Consumidor Suécia Fevereiro (0930)

* Produção Industrial União Europeia Janeiro (1100)

* Pedidos Subs. Desemprego EUA semanal (1330)

* Taxa Refinanciamento BCE União Europeia Março (1345)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* Slack Technologies, Inc. Resultados

* Rubis SCA Resultados

* Dollar General Corporation (NYSE:) Resultados

* Adobe Inc Resultdos

* RWE AG (DE:) Resultados

* PZU SA Resultados

* Intu Properties (LON:) Resultados

* Bollore SA Resultados

* Baoise Holding Resultados

(Por Lisboa Editorial)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

MARÇO

* Interpelação ao Governo n.º 2/XIV/1.ª requerida pelo BE, sobre “A crise no serviço postal e a recuperação do controlo público dos CTT (LS:)”, a partir das 1500 horas.

* Prossegue greve de estivadores do porto de Lisboa e Setúbal até 30 de Março.

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (4.º trimestre 2019).

* Prossegue greve de estivadores do porto de Lisboa e Setúbal até 30 de Março.

* Altri (LS:) e Ramada apresentam resultados de 2019.

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal.

* Ministro de Estado e das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, em conferência da Câmara de Comércio Americana.

* INE divulga Atividade Turística de Janeiro de 2020 e Atividade dos Transportes no quarto trimestre de 2019.

* Prossegue greve de estivadores do porto de Lisboa e Setúbal até 30 de Março.

* CTT apresentam resultados de 2019, após fecho do mercado.

* Almoço-debate com Nuno Amado, presidente do conselho de administração do BCP (LS:).

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, num montante indicativo entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.

* Banco de Portugal divulga Balança corrente.

* Sonae apresenta resultados do ano de 2019, antes da abertura do mercado.

* Banco de Portugal divulga Endividamento do sector não financeiro.

* DBRS divulga rating de Portugal.

* INE divulga Procedimento dos Défices Excessivos (2020); Principais Agregados das Administrações Públicas (2019); Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional (4.º trimestre 2019).

* REN apresenta resultados do ano de 2019, após fecho do mercado.

* EDP (SA:) Renováveis realiza Assembleia Geral de Accionistas.

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores (março 2020).

* Termina greve dos estivadores do Porto de Lisboa.

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC (março 2020); Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego (fevereiro 2020); Projeções de População Residente em Portugal (31 março 2020).

ABRIL

* Galp Energia divulga Trading Update do primeiro trimestre de 2020.

* Ibersol apresenta resultados de 2019.

* Jerónimo Martins divulga resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Assembleia Geral anual de accionistas da Galp Energia.

* Galp Energia e Navigator divulgam resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Semapa (LS:) apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* CTT apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* REN, EDP e EDP Renováveis apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Corticeira Amorim apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Millennium bcp apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Sonae apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Ibersol apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

JULHO

* Navigator apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

* REN apresenta resultados do segundo trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Semapa apresenta resultados do primeiro semestre de 2020.

SETEMBRO

* Ibersol apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

OUTUBRO

* Navigator apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Semapa apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

NOVEMBRO

* REN apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Ibersol apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

(Por Lisboa Editorial)

Mercados de ‘bonds’ da Zona Euro viram-se para o BCE com coronavírus a abalar mercados e a afectar a economia


© Reuters. Mercados de ‘bonds’ da Zona Euro viram-se para o BCE com coronavírus a abalar mercados e a afectar a economia

LONDRES, 12 Mar (Reuters) – As ‘bond yields’ do governo em grande parte da área do euro caem esta quinta-feira, antes de uma reunião do Banco Central Europeu que espera estabeleça novas medidas de estímulo para ajudar a proteger a economia do choque causado pelo surto de coronavírus.

O vírus, agora oficialmente uma pandemia global, provocou um bloqueio na Itália, provocou turbulência nos mercados mundiais e deu um novo golpe na economia enfraquecida da zona do euro.

As notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, baniu as viagens da Europa fizeram cair os activos de risco esta quinta-feira, elevando as ‘bond yields’ do governo de refúgio na zona do euro em 2 a 3 pontos-base no início das negociações.

A ‘yield’ do Bund a 10 anos da Alemanha caíu para , mantendo-se perto do mínimo recorde de segunda-feira. As ‘bonds’ italianas foram vendidas com outros activos de risco, elevando as ‘bond yields’ a 10 anos em cerca de 7 bps, para 1,26% .

Texto integral em inglês: (Reportagem de Dhara Ranasinghe, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

BCE vai dividir equipes devido a coronavírus


© Reuters. BCE vai dividir equipes devido a coronavírus

LONDRES, 12 Mar (Reuters) – A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e o vice-presidente, Luis de Guindos, não aparecerão juntos na próxima entrevista à imprensa do BCE a menos que o surto de coronavírus seja contido, disse Lagarde nesta quinta-feira.

“A menos que a situação se desenvolva muito rapidamente para melhor, é improvável que vocês vejam nós dois na próxima entrevista à imprensa já que estamos trabalhando para dividir as equipes, incluindo no Conselho”, disse ela.

A próxima reunião do Conselho será realizada totalmente online, completou Lagarde.

(Reportagem de Jonathan Cable)

Obrigações do Sul da Europa e acções da zona euro desiludidas com BCE


© Reuters. Obrigações do Sul da Europa e acções da zona euro desiludidas com BCE

LONDRES, 12 Mar (Reuters) – As ‘yields’ das obrigações dos países do Sul da Europa dispararam na quinta-feira, as acções da área do euro caminham para o pior dia de sempre e afundou, com os mercados a expressarem o seu desapontamento com as medidas de flexibilização do Banco Central Europeu para conter as consequências do coronavírus.

Um comentário da chefe do BCE, Christine Lagarde, de que o banco central não estava lá para “fechar spreads” atingiu com especial força os mercados de obrigações governamentais periféricos.

A ‘yield’ das obrigações italianas a 10 anos subiu quase 60 pontos base no dia para o seu nível mais alto desde Julho, em cerca de 1,88% – estando a caminho do seu maior salto diário desde o auge da crise da dívida da Zona Euro em 2011.

A diferença entre os rendimentos dos títulos italianos e alemães a 10 anos foi a maior desde Junho, em cerca de 261 bps.

A diferença entre a taxa de rendimento das obrigações portuguesas e alemãs subiu para 145 bps – a maior em mais de um ano, enquanto as taxas de rendimento portuguesas e espanholas preparam-se para o maior salto diário desde 2016, com subidas de 17-30 bps.

“A parte chave foi: ‘não estamos aqui para fechar spreads’, isso é mais ou menos o oposto de ‘o que for preciso’ de Draghi”, disse o estratega de taxas do Rabobank Lyn Graham-Taylor, referindo-se ao ex-chefe do BCE, Mario Draghi.

“Para nós, [se eles pedem] uma resposta orçamental diante de uma grave crise económica, sem qualquer mutualização da dívida, basta vender periféricos o dia inteiro”.

Texto integral em inglês: Dhara Ranasinghe e Yoruk Bahceli; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

BCE garante financiamento dos bancos e taxas de juros negativas


© Reuters.

O Banco Central Europeu espera agora que a zona euro cresça muito menos do que se pensava.

O que faz o BCE para estimular este crescimento, em particular, durante o surto do coronavírus e este choque económico?

O BCE está a aumentar o seu plano de flexibilização quantitativa em 120 mil milhões de euros

Está, também, a lançar novas operações de refinanciamento de longo prazo, oferecendo novos empréstimos muito baratos aos bancos, para incentivar a concessão de crédito: em particular às pequenas e médias empresas.

Em outros casos, o BCE estará a pagar aos bancos comerciais para contraírem empréstimos – desde que estes passem efetivamente este dinheiro para a economia real.

“Juntamente com o estímulo substancial da política monetária já em vigor, estas medidas apoiarão a liquidez e o financiamento de famílias, empresas e bancos e ajudarão a preservar o fornecimento regular de crédito à economia real”, revelou Christine Lagarde.

E o que é que o BCE não fez?

Não alterou as principais taxas de juros, que vão permanecer, por algum tempo, nos níveis atuais de 0% para a taxa de refinanciamento e menos 0,5% para a taxa de depósito.

A pressão sobre o BCE tem vindo a aumentar depois do Banco de Inglaterra e da Reserva Federal dos Estados Unidos terem anunciado cortes de emergência nas taxas. Lagarde disse que o que é necessário são medidas governamentais como a concessão de garantias de crédito.

“Vou dizer-vos o que me preocupa particularmente – seria o processo de complacência e de câmara lenta que seria demonstrado pelas autoridades fiscais da zona euro em particular”.

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

MARÇO

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (4.º trimestre 2019).

* Prossegue greve de estivadores do porto de Lisboa e Setúbal até 30 de Março.

* Altri (LS:) e Ramada apresentam resultados de 2019.

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal.

* INE divulga Atividade Turística de Janeiro de 2020 e Atividade dos Transportes no quarto trimestre de 2019.

* Prossegue greve de estivadores do porto de Lisboa e Setúbal até 30 de Março.

* CTT (LS:) apresentam resultados de 2019, após fecho do mercado.

* Almoço-debate com Nuno Amado, presidente do conselho de administração do BCP (LS:).

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, num montante indicativo entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.

* Banco de Portugal divulga Balança corrente.

* Sonae apresenta resultados do ano de 2019, antes da abertura do mercado.

* Banco de Portugal divulga Endividamento do sector não financeiro.

* DBRS divulga rating de Portugal.

* INE divulga Procedimento dos Défices Excessivos (2020); Principais Agregados das Administrações Públicas (2019); Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional (4.º trimestre 2019).

* REN apresenta resultados do ano de 2019, após fecho do mercado.

* EDP (SA:) Renováveis realiza Assembleia Geral de Accionistas.

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores (março 2020).

* Termina greve dos estivadores do Porto de Lisboa.

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC (março 2020); Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego (fevereiro 2020); Projeções de População Residente em Portugal (31 março 2020).

ABRIL

* Galp Energia divulga Trading Update do primeiro trimestre de 2020.

* Ibersol apresenta resultados de 2019.

* Jerónimo Martins divulga resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Assembleia Geral anual de accionistas da Galp Energia.

* Galp Energia e Navigator divulgam resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Semapa (LS:) apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* CTT apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* REN, EDP e EDP Renováveis apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Corticeira Amorim apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Millennium bcp apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Sonae apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Ibersol apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

JULHO

* Navigator apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

* REN apresenta resultados do segundo trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Semapa apresenta resultados do primeiro semestre de 2020.

SETEMBRO

* Ibersol apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

OUTUBRO

* Navigator apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Semapa apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

NOVEMBRO

* REN apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Ibersol apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

(Por Lisboa Editorial)