Arquivo da Categoria: Economia

Portugal coloca 1.016 ME ‘bonds’ a 6 e 10 anos, taxas sobem


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LISBOA, 22 Abr (Reuters) – Portugal colocou 1.016 milhões de euros (ME) de Obrigações do Tesouro (OT), a seis e 10 anos, com as taxas de ambas as maturidades a subirem face aos anteriores leilões, espelhando a recente volatilidade dos mercados devido ao surto de coronavírus, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública disse esta quarta-feira.

O IGCP adiantou que colocou 418 ME no prazo mais curto e 598 ME na maturidade mais longa. O montante indicativo global das duas emissões situava-se entre 750 ME e 1.000 ME.

Os ‘bonds’ a seis anos foram colocados à taxa média ponderada de 0,843%, contra 0,059% no anterior leilão.

A colocação dos títulos a 10 anos foi feita à taxa média de 1,194% versus 0,426%.

A procura na maturidade mais curta excedeu a oferta em 2,34 vezes, enquanto na mais longa, o rácio ‘bid to cover’ situou-se em 1,68 vezes.

Os custos de financiamento a 10 anos de Portugal atingiram máximos de um mês no início da semana, depois da Fitch Ratings ter descido a perspectiva de rating do país para estável, de positivo, afirmando que a economia do país, orientada para o turismo, estava particularmente exposta aos riscos negativos da pandemia.

mercado secundário, a ‘yield’ das obrigações do tesouro de PT5YT=TWEB segue a negociar nos 0,793%, contra 0,737% no último fecho e o ‘benchmark’ a 10 anos PT10YT=TWEB segue a negociar nos 1,23%, contra 1,14% no último fecho.

(Por Patrícia Vicente Rua e Gdansk Newsroom, Editado por Catarina Demony)

Endividamento sector não financeiro Portugal Fev 2020 sobe para 723,7 mil ME -BP


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LISBOA, 22 Abr (Reuters) – O endividamento do sector não financeiro em Portugal aumentou 3,4 mil milhões de euros (ME) em Fevereiro último, para 723,7 mil ME, face ao mês anterior, anunciou o Banco de Portugal.

Explicou que do valor total de endividamento, 322,8 mil ME são referentes ao sector público e 400,9 mil ME ao sector privado.

“Relativamente a Janeiro de 2020, o endividamento do sector não financeiro aumentou 3,4 mil milhões de euros”, referiu o banco central.

Realçou que este aumento se deveu “ao acréscimo de 3,3 mil milhões de euros no endividamento do sector público e de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do sector privado”.

O banco central sublinhou que acréscimo do endividamento do setor público reflete um aumento face a todos os setores, com destaque para o financiamento do exterior, de 2,7 mil milhões de euros, e junto de particulares, de 0,4 mil milhões de euros.

No setor privado, o endividamento dos particulares face ao setor financeiro aumentou 0,2 mil milhões de euros, um acréscimo parcialmente compensado pela diminuição do endividamento das empresas em 0,1 mil milhões de euros, sobretudo face ao sector financeiro.

(Por Patrícia Vicente Rua)

Setor da aviação com perdas de quase 300 mil milhões de euros


Setor da aviação com perdas de quase 300 mil milhões de euros

O regresso à normalidade no setor da aviação prevê-se lento. A Iata, Associação Internacional de Transportes Aéreos, aponta para uma diminuição das receitas no valor de quase 300 mil milhões de euros (314 mil milhões de dólares), em comparação com 2019.

Os voos domésticos devem abrir em primeiro lugar, mas a procura também deve demorar a regressar ao normal. 40% dos passageiros diz que vai esperar 6 meses ou mais antes de viajar, segundo um estudo da IATA realizada em 11 países, incluindo França, Alemanha e Reino Unido.

Os vôos domésticos em todo o mundo caíram 70% e recuperar a confiança dos passageiros será crucial. As previsões da Oxford Economics dizem que a recessão inevitável no terceiro trimestre do ano – algo que não joga a favor da confiança dos passageiros.

A Iata apela a uma “ajuda financeira de emergência” dizendo que “aproximadamente 25 milhões de empregos no setor da aviação estão em risco.

As estratégias da UE para apoiar os trabalhadores


As estratégias da UE para apoiar os trabalhadores

A Organização Internacional do Trabalho prevê a perda de 12 milhões de empregos, na Europa, em 2020. Os setores que correm mais risco incluem o alojamento e os serviços alimentares, a indústria transformadora, o comércio retalhista e a administração.

No Real Economy, visitamos a Itália, o país mais atingido pela crise, e entrevistamos o Comissário Europeu do Emprego, Nicolas Schmit, para saber até onde pode ir a Europa para apoiar os trabalhadores. E vamos conhecer o novo instrumento financeiro da União Europeia (UE) para apoiar as empresas e os trabalhadores europeus.

SUREO SURE é um programa de apoio para mitigar os riscos de desemprego numa situação de emergência. Há até 100 mil milhões de euros disponíveis, entre eles 25 mil milhões de garantias dos estados-membros da UE.

Os Estados podem candidatar-se ao apoio depois de terem ativado o processo para ajudar os trabalhadores por conta de outrem ou os trabalhadores independentes que perderam os rendimentos. O apoio chega sob a forma de um empréstimo em condições favoráveis.

DesempregoPara ajudar os países mais afetados pela crise do coronavírus, como Itália, Bruxelas anunciou a criação do programa SURE para preservar os postos de trabalho e os empregos afetados pelo confinamento. Gemma vive em Brescia, perto de Milão. Agora está num regime de horário reduzido e trabalha apenas algumas horas por semana. Este mês, vai receber 80% do salário.

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“O meu marido também trabalha na empresa, os dois salários irão obviamente baixar. Se é uma questão de um mês ou dois vamos tentar reduzir custos e aguentar Se for mais, teremos obviamente de fazer um novo plano. A empresa onde eu trabalho é saudável. O meu receio é que eles sejam obrigados a fazer uma redução de pessoal” .

Gemma trabalha numa empresa têxtil familiar que quase parou a produção. Filipo Ciocca, o presidente da empresa, já perdeu 35% do volume de negócios anual. Para não perder a próxima coleção, está pronto a colocar gradualmente os seus empregados nos postos de trabalho.

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“Temos de encontrar as ferramentas para que as pessoas possam ser mantidas, mas não podem começar a trabalhar a partir do primeiro momento em que abrirmos a empresa. Foram criados esquemas de redução do horário de trabalho para momentos de crise. Penso que as ferramentas que têm de ser adotadas pelo Estado e pela comunidade europeia também devem ser excecionais”.

Desde o início da crise, o governo italiano direcionou 8 mil milhões de euros para cerca de 7 milhões de trabalhadores por conta de outrem e 4 milhões de trabalhadores independentes.

Giovanni Scandanle é motorista de táxi. Já não tem clientes suficientes para pagar a hipoteca nem as despesas.

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Deveria ter recebido 600 euros do governo em março e 800 euros em abril. Continua à espera do dinheiro.

“É muito pouco e espero que a União Europeia nos possa dar uma ajuda para podermos fazer face a esta situação e continuar a pagar todas as despesas que temos para conseguirmos viver”.

Itália é o segundo país mais endividado da Europa e o Fundo Monetário Internacional prevê que o PIB do país desça 9,1% este ano. Sem uma assistência adequada, os trabalhadores mais afetados por esta crise correm o risco de passar por grandes dificuldades.

O chefe da Confederação Europeia dos Sindicatos, Lucas Visentini, considera que esta recessão pode prejudicar profundamente a economia e o emprego europeus, a menos que a Europa tome medidas realmente generosas.

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“Defendemos que o plano de recuperação deve implicar pelo menos o dobro do montante do orçamento europeu, não apenas 1% do PIB da União Europeia, mas 2%.

Assim, precisamos de mais 1 bilião de euros disponíveis e a única forma de financiar tudo isto e de garantir um financiamento real é ter algum tipo de obrigações europeias em vigor”.

Nicolas Schmidt -Comissário Europeu para o Emprego e Direitos sociaisEuronews (Efi Koutsokosta) – As últimas previsões falam da perda de 12 milhões de postos de trabalho a tempo inteiro na Europa. O que pode ser feito?

Nicolas Schmit – Em primeiro lugar, penso que temos de manter o maior número possível de pessoas nos seus empregos. É isso que tentamos fazer através do SURE, o instrumento do trabalho a tempo reduzido que espero que possa ser adotado muito em breve. Em segundo lugar, temos de preparar a recuperação, temos de ser muito corajosos para relançar a nossa economia o mais rapidamente possível, respeitando os constrangimentos de saúde que ainda são muito apertados. Isto é algo que os Estados-Membros começaram agora a fazer, cautelosamente e progressivamente, a fim de limitar o impacto no emprego. Isto é algo que tem de ser feito agora, imediatamente e tem de durar algum tempo.

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Euronews – Alguns dos países mais atingidos, como a Itália ou a Espanha, já têm economias fracas e dependem de setores em dificuldades, como o turismo. O que pode ser feito para os ajudar?

Nicolas Schmit – Os países não foram atingidos da mesma forma e os setores não foram atingidos de mesma forma. Se olharmos para alguns países onde o turismo representa mais de 10%, por vezes 20%, como na Grécia, aproximadamente, 20% do PIB, isso será um verdadeiro golpe. Portanto, em primeiro lugar, temos de ajudar estes países a manter vivas as empresas do setor do turismo ou de setores relacionados com o turismo. E isto significa que temos de ter um nível de solidariedade na Europa.

Euronews – Há uma grande parte da população europeia que trabalha na chamada “economia paralela”, que perdeu os postos de trabalho e não pode legalmente requerer o subsídio de desemprego. Como é que estas pessoas podem ser protegidas? Está a considerar a possibilidade de as incluir nos novos instrumentos?

Nicolas Schmit – Lancei há algumas semanas a iniciativa de combate ao trabalho não declarado, mas foi antes da chegada do vírus. Insisti no facto dessa situação já não ser algo que deva acontecer na Europa. Mas sou realista. Infelizmente, em alguns Estados-Membros, esta economia não declarada e ainda é muito elevada. Dar a estas pessoas a possibilidade de terem um rendimento é absolutamente indispensável. E depois, tentar trazê-las para empregos declarados e continuar a combater o trabalho não declarado. Porque isso é mau para as pessoas. É mau para a economia. É mau para as finanças públicas. É mau para os nossos sistemas de segurança social.

Indústria automóvel regressa ao ativo


Indústria automóvel regressa ao ativo

Pouco a pouco a Europa retoma a atividade económica e a indústria automóvel não é exceção. O grupo Renault (PA:) já voltou ao ativo na Roménia e na próxima semana reabrirá a fábrica de Le Mans, em França.

A Ferrari lançou um programa de testes e rastreamento para os quatro mil funcionários da fábrica de Modena poderem voltar ao trabalho e a fábrica da Suzuki, na Hungria, irá abrir as portas parcialmente na próxima quarta-feira.

Entre as pioneiras está a Toyota, cuja fábrica francesa abriu parcialmente na terça-feira para poder produzir os 35 mil carros já vendidos.

O encerramento de fábricas automóveis afetou mais de um milhão de empregos na Europa, ou seja, mais de um terço do total de trabalhadores no setor. Em termos de produção, estima-se uma quebra superior aos dois milhões de veículos.

A indústria tenta recuperar o tempo perdido e para grandes males, grandes remédios. Em Espanha, a SEAT irá testar os 15 mil trabalhadores antes de retomar a atividade.

Preservar empregos em tempo de crise


Preservar empregos em tempo de crise

A Organização Internacional do Trabalho prevê a perda de 12 milhões de empregos, na Europa, em 2020. Os setores que correm mais risco incluem o alojamento e os serviços alimentares, a indústria transformadora, o comércio retalhista e a administração.

Para ajudar os países mais afetados pela crise do coronavírus, Bruxelas anunciou a criação do SURE. O programa nasceu para preservar os postos de trabalho atingidos pelo confinamento. Há até 100 mil milhões de euros disponíveis, entre eles 25 mil milhões de garantias dos estados-membros da União Europeia.

Os Estados podem candidatar-se ao apoio depois de terem ativado o processo para ajudar os trabalhadores por conta de outrem ou os trabalhadores independentes que perderam os rendimentos.

Petróleo em queda: Vantagens e desvantagens para a economia


Petróleo em queda: Vantagens e desvantagens para a economia

Em teoria, uma queda nos preços do petróleo poderia significar preços e custos mais baixos para os consumidores e as empresas, com combustível mais barato e tarifas aéreas mais baixas e mais dinheiro para gastar noutras coisas. Mas essa teoria não funciona agora.

Em primeiro lugar, porque a causa principal desta crise do petróleo, com os preços a descerem para mínimos de mais de duas décadas é a crise económica causada pelo coronavírus.

A China é o maior importador mundial de petróleo. Quando o país praticamente encerrou a atividade no início do ano, a procura de petróleo diminuiu. E à medida que outros países fecharam as economias, a procura de petróleo secou.

Muitas fábricas e centrais energéticas foram encerradas, as pessoas são obrigadas a ficar em casa e não há viagens aéreas – mas a produção de petróleo continua.

Diz John Kilduff, analista de energia da Again Capital: “Basicamente, isto é o equivalente aos produtores de petróleo bruto despejarem o produto na rua, como fazem os produtores de leite quando produzem em excesso. Estamos numa situação de grande afluência. É por isso que o preço tem descido tanto. Temos literalmente de pagar a alguém para o tirar de nós”.

Isto é o equivalente aos produtores de petróleo bruto despejarem o produto na rua, como fazem os produtores de leite quando produzem em excesso.

John Kilduff
Analista

Enquanto a China é o maior importador, os Estados Unidos, a Arábia Saudita e a Rússia são os maiores produtores de petróleo. Para eles o petróleo barato ou mesmo “gratuito” – como aconteceu com o WTI americano há alguns dias – significa dificuldades para milhões de pessoas.

Ranjith Raja, analista da empresa Refinitiv Financial Date, diz: “O impacto direto sobre a economia deste preço do petróleo será apenas em termos da perda de postos de trabalho, devido ao facto de as várias empresas estarem a passar por uma situação de falência ou por estarem a reduzir muito a produção”.

Os países produtores de petróleo são fortemente dependentes desta matéria-prima. Podem agora enfrentar um défice de financiamento quando se trata de gastar em setores como a educação, a agricultura ou mesmo a saúde.

A procura não deverá aumentar muito em breve. Todas as previsões indicam que a economia global está a entrar na recessão mais profunda desde a Grande Depressão da década de 1930. Mas a descida dos preços do petróleo pode ajudar a recuperação económica quando a crise do coronavírus terminar.

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters



LISBOA, 23 Abr (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O índice accionista PSI20 ganhou 1,6%, apoiado nas subidas das energéticas e do BCP (LS:), acompanhando o movimento de recuperação das bolsas europeias, com um salto no preço do petróleo e a promessa de mais estímulos governamentais para aliviar a dor económica infligida pela pandemia do coronavírus a a acalmar os investidores, disseram dealers.

O barril de Brent sobe mais de 5%, após ter atingido os seus níveis mais baixos desde 1999, com a perspectiva de novos cortes na produção para reduzir a saturação do mercado petrolífero. O WTI avança 23% para 14,28 dólares.

Embora a OPEP e os produtores aliados, designados por OPEP+, tenham acordado em reduzir a produção em 9,7 milhões de barris diários, a partir de Maio, os produtores já estão a considerar outras medidas.

AGENDA NACIONAL:

* Reunião do Conselho de Ministros.

(Por Lisboa Editorial)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters.

ABRIL

23

* Reunião do Conselho de Ministros.

24

* Assembleia Geral anual de accionistas da Galp Energia .

27

* Galp Energia divulga resultados do primeiro trimestre de 2020.

* INE divulga Estatísticas Vitais (2019) e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação (março de 2020).

* Assembleia-geral de acionistas do EuroBic.

28

* INE divulga Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local do quarto trimestre de 2019.

29

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Abril de 2020 e Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Março de 2020.

* CTT realiza Assembleia Geral de accionistas.

30

* Semapa (LS:) apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Abril de 2020; Procura Turística dos Residentes (4.º trimestre de 2019).

MAIO

06

* CTT e NOS apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* INE divulga Estatísticas do Emprego do primeiro trimestre de 2020.

07

* REN (LS:), EDP (SA:) e EDP Renováveis apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020.

08

* INE divulga Estatísticas do Comércio Internacional em Março de 2020.

13

* Sonae Capital e Jerónimo Martins apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020.

14

* Corticeira Amorim apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Novabase (LS:) anuncia trading update do primeiro trimestre de 2020.

19

* Millennium bcp apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

20

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a seis e 12 meses, num montante indicativo entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros.

* Sonae apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

25

* Navigator divulga resultados do primeiro trimestre de 2020.

29

* Semapa realiza Assembleia Geral de accionistas.

JUNHO

05

* Ibersol apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

17

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro com maturidades a três e 11 meses, num montante indicativo entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.

18

* Corticeira Amorim realiza Capital Markets Day.

JULHO

08

* Galp Energia divulga Trading Update do segundo trimestre de 2020.

22

* NOS divulga resultados do primeiro semestre de 2020.

24

* Pharol (LS:) divulga resultados do primeiro semestre de 2020.

27

* Galp Energia apresenta resultados do segundo trimestre de 2020, antes da abertura do mercado.

28

* Navigator apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

29

* REN apresenta resultados do segundo trimestre de 2020, após fecho do mercado.

30

* Novabase apresenta resultados do primeiro semestre de 2020.

31

* Semapa apresenta resultados do primeiro semestre de 2020.

AGOSTO

03

* Corticeira Amorim divulga resultados do primeiro semestre de 2020.

05

* CTT divulga resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

26

* Sonae apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

SETEMBRO

03

* Ibersol apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

OUTUBRO

O8

* Galp Energia divulga trading update do terceiro trimestre de 2020.

26

* Galp Energia divulga resultados do terceiro trimestre de 2020.

27

* Navigator apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

28

* Jerónimo Martins apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

30

* Semapa apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

NOVEMBRO

04

* CTT apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

05

* Corticeira Amorim divulga resultados do terceiro trimestre de 2020.

* Novabase anuncia trading update dos nove meses de 2020.

11

* REN e Sonae apresentam resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

20

* Ibersol apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

(Por Lisboa Editorial)

Companhias aéreas pedem apoios governamentais


Companhias aéreas pedem apoios governamentais

Com o setor da aviação paralisado, as companhias aéreas europeias procuraram apoios junto dos governos, mas os ativistas climáticos querem perceber quais são as condições. Organizações internacionais como a Transport & Environment, a Greenpeace e a Carbon Market Watch dizem que as companhias aéreas europeias solicitaram apoio governamental no valor de 12,8 mil milhões de euros sem condições ambientais vinculativas.

O dinheiro dos resgates deve vir com condições estritas, para que as companhias aéreas não nos encaminhem para outra crise de COVID-19, enquanto ainda estamos a lidar com a atual. É preciso proporcionar condições ambientais a estas empresas para que, quando sairmos desta crise de Coronavírus – e, mais cedo ou mais tarde, espero que sim – possamos enfrentar a próxima crise que são as alterações climáticas. Não estamos a dizer que as companhias aéreas não devem receber dinheiro. O que estamos dizer é que deve ser algo justo e sustentável.

Faiza Oulahsen
Greenpeace

Os vôos domésticos em todo o mundo caíram 70% e recuperar a confiança dos passageiros será crucial. O setor da aviação apresenta perdas de quase 300 mil milhões de euros e o regresso à normalidade nos transportes aéreos prevê-se lento.

O compromisso pela sustentabilidade permanece, é um compromisso a longo prazo. E a crise não vai alterar fundamentalmente esse compromisso. É preciso avaliar a situação extraordinária desta crise. E é preciso garantir que as companhias aéreas saem dela o mais rápido possível, para que possam começar a operar normalmente, dentro do possível. Nessa situação, poderão comprometer-se com suas obrigações de sustentabilidade. Obrigações feitas em tempos normais, portanto, primeiro é preciso voltar às circunstâncias normais.

Thomas Reynaert
Diretor – AIRLINES FOR EUROPE

Segundo a IATA, 25 milhões de empregos no setor da aviação estão em risco – 5 milhões e 600 mil postos de trabalho estão em território europeu.