Serviço de entregas em casa em alta


Serviço de entregas em casa em alta

Os serviços de entrega ao domícilio continuam a crescer acima do esperado. Um negócio que disparou com a pandemia e as restrições à circulação. De acordo com números divulgados por empresas do setor, o mercado das entregas em casa cresceu globalmente 163 por cento, mas nalguns países – como o Reino Unido – quase quadriplicou.

Euronews
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A média de lucros subiu mais de 60 por cento. Um crescimento que está a obrigar os governos a regular o setor. A primeira-ministra escocesa anunciou esta quarta-feira que pretende “limitar a disponibilidade e o funcionamento dos serviços de retalho de recolha presencial”. Nicola Sturgeon apresentou “restrições aos serviços de takeaway” que passam por impedir os clientes de “entrar nos estabelecimentos para recolher comida ou café”. A partir de agora, na Escócia, “a entrega terá de ser feita numa janela de serviço ou à porta”.

Em Portugal, o Estado de Emergência que entra esta quinta-feira em vigor abre a porta à imposição de limites nas taxas de entrega, para conter a especulação.

De acordo com os dados de empresas do mercado, a Holanda é o país europeu com maior crescimento no serviço de entrega de comida em casa.

‘Yields’ obrigações alemãs caem devido caos político italiano


© Reuters.

LONDRES, 14 Jan (Reuters) – Os rendimentos das obrigações do governo alemão baixaram e o diferencial entre as ‘yields’ das obrigações Itália-Alemanha alargou-se na quinta-feira perante preocupações sobre a situação política em Itália, onde novas eleições podem revelar-se necessárias mesmo quando o país se debate com um abrandamento económico.

O antigo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi retirou o seu pequeno partido do governo na quarta-feira, destituindo a coligação governamental da sua maioria parlamentar e provocando o caos político enquanto a nação luta contra o ressurgimento da COVID-19.

Uma nova eleição pode não ser o único rumo para o Primeiro-Ministro, Giuseppe Conte, mas a incerteza política permanecerá num futuro previsível, disseram os analistas.

“O Presidente (Sérgio) Mattarella poderá dar a Conte ou a outra figura o mandato de tentar formar uma nova coligação. Tal aliança pode ser muito semelhante em composição à coligação existente ou pode tentar envolver outros partidos em todo o Parlamento”, disseram os analistas de Mizuho numa nota.

“Independentemente da forma como isto for resolvido, os BTP (italianos) devem precificar um maior risco político à frente”.

Depois de registarem a sua maior queda desde 11 de Setembro na quarta-feira em 5,2 pontos base, os rendimentos das obrigações do Estado alemãs a 10 anos, a referência para a região, caíram outro ponto para -0,532% na quinta-feira.

O spread entre as ‘yields’ das obrigações Itália-Alemanha aumentou quase três pontos base na quinta-feira para 110 pontos base.

Texto integral em inglês: (Por Abhinav Ramnarayan; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Ilham Kadri: “Não sabemos como vamos abandonar o carvão. Mas comprometemo-nos a fazê-lo”


Ilham Kadri:

A ascensão de Ilham Kadri até ao topo estava longe de ser inevitável, mas, hoje em dia, a empresária é uma das líderes mais poderosas do mundo dos negócios, de acordo com a revista Fortune.

Diretora executiva da multinacional química Solvay (BR:) desde 2019, dá cartas num mundo dominado por homens e tem como missão colocar a companhia que dirige no caminho da sustentabilidade ambiental, assegurando, ao mesmo tempo, a financeira.

A sua história é uma história de sucesso inscrita nas tendências e nos ideais da atualidade: diversidade, inclusão e ambiente.

Isabelle Kumar, Euronews: Sei que um mantra importante para si é o dos 3 Ps : Pessoas, Lucro [Profit], Planeta. Se tiver de escolher um, qual é o mais importante?

Ilham Kadri: Pessoas. As pessoas precisam de uma casa chamada o planeta. Não há pessoas, não há famílias, não há sociedade sem o ambiente. Portanto, o planeta é a nossa casa, mas o mais importante são as pessoas e a humanidade.

Às raparigas em Marrocos era dito que tinham duas saídas nas suas vidas: uma da casa do pai para a casa do marido e a segunda para o túmulo. (…) A minha foi a educação.

Ilham Kadri
Diretora executiva da Solvay

I.K.: Uma coisa que penso ser realmente interessante em si é ser hoje uma mulher de negócios com muito sucesso, e ter trabalhado muito por isso, mas não ser esse o destino mais previsível. Cresceu em Casablanca, foi educada pela sua avó, que lhe incutiu alguns valores muito fortes. Que valores foram esses que definem quem é hoje?

I.K.: A minha avó foi o meu primeiro modelo a seguir. Ela era uma mulher analfabeta, mas ensinou-me o amor pelos livros e a respeitar as pessoas que põem os seus pensamentos e sabedoria por escrito. Sendo uma senhora nascida em África, ela adorava ouvir a sabedoria, e eu recebi-a dela.

Ela ensinou-me muitas coisas. Ensinou-me a encontrar a minha terceira saída, porque às raparigas em Marrocos era dito que tinham duas saídas nas suas vidas: uma da casa do pai para a casa do marido e a segunda para o túmulo. E ela costumava rir-se disso e dizer: “isto não é sexy, por isso encontra a tua terceira saída”. A minha foi a educação.

I.K.: Muitas pessoas podem não saber o que é a Solvay, mas diz que está em todo o lado nas nossas vidas. Pode explicar brevemente o que é a Solvay?

I.K.: A Solvay é uma empresa com 159 anos de existência. Já existe há muitos, muitos anos. Encontra-a debaixo do capot do seu carro, por exemplo, em baterias para veículos elétricos. Não há nenhum carro eléctrico sem a Solvay no seu interior. Encontra-nos em soluções farmacêuticas. Nós purificamos água, água cinzenta. Estamos na higiene e limpeza, como, por exemplo, nos géis que usamos hoje em dia para combater a covid-19. Estamos no carbonato de sódio, o nosso negócio muito tradicional, em vidro, vidro duplo, em automóveis, na construção civil.

A Solvay é invisível, mas permite que outras indústrias existam. Por isso dizemos que a indústria química é a mãe das indústrias.

(…) perdemos [as mulheres], porque não lhes construímos um caminho. Não as preparamos. Eu fui preparada como uma atleta para este cargp.

Ilham Kadri
Diretora executiva da Solvay

I.K.: O que é incrível na sua história é que conseguiu realmente quebrar duas barreiras, sendo uma obviamente o facto de ser uma mulher e a outra, de origem africana. Como é que isso mudou quem é enquanto líder empresarial?

I.K.: De certa forma, Isabelle, não tinha como objetivo quebrar nenhuma barreira, mas apenas viver a minha vida, viver os meus sonhos e seguir a minha paixão. Soube muito cedo que era apaixonada pela ciência e pela tecnologia. Eu sabia. Eu queria seguir física, química e matemática. Formei-me em engenharia. Fiz uma tese de doutoramento. Depois passei a estar apaixonada ou interessada pela sustentabilidade.

A razão para isso é a sustentabilidade ter começado em casa, em Marrocos, em Casablanca, porque vivíamos num ambiente muito frugal e a conservação dos alimentos e da água significava muito nessa altura.

I.K.: Mas não há muitas mulheres na indústria neste momento, se olharmos para a indústria química.

I.K.: Isso é verdade.

I.K.: O que é que conseguiu até agora para tentar mudar esse paradigma?

I.K.: Tem razão, nós perdemo-las. Perdemo-las especificamente em carreiras científicas, tecnológicas, de engenharia e de matemática. Perdemo-los por muitas razões, boas ou más. Perdemo-las talvez porque na escola haja uma inclinação para seguirem mais um percurso biológico ou funcional, do que carreiras científicas e empresariais. Perdemo-las durante períodos importantes da vida familiar, como a maternidade. Já passei por isso, de uma forma muito difícil. É duro. E perdemo-las, porque não lhes construímos um caminho. Não as preparamos. Eu fui preparada como uma atleta para este cargo.

I.K.: Como?

I.K.: Através de planos de desenvolvimento. As empresas têm acreditado em mim.Tive mentores e patrocinadores. A diferença é que os mentores falam connosco, ajudam-nos ao longo de toda o percurso. O patrocinador fala de nós quando não estamos na sala, quando os trabalhos mais importantes estão a ser discutidos.

Talvez as mulheres e as raparigas precisem de cuidar mais de ambos, trabalha tanto a mentoria, como os patrocínios. Por isso, penso que tudo isto é importante e depois, obviamente, persistência, resistência e trabalho árduo.

As empresas que não aproveitarem este relançamento ecológico e não levarem a sério este caminho para a sustentabilidade vão falhar e desaparecer. Vão ter o seu momento Kodak

Ilham Kadri
Diretora executiva da Solvay

I.K.: Quando falamos de inclusão, referimo-nos à paridade de género, mas também à inclusão da deficiência, a incluir pessoas de diferentes etnias, falamos também sobre direitos LGBT. Então, como é que, enquanto pessoa, pode mudar um ecossistema de uma empresa que contrata dezenas de milhares de pessoas?

I.K.: A diversidade na Solvay é diversidade de género, claro, mas também diversidade de raça, etnia, religião, cor da pele, experiências, pensamentos, deficiência. Tudo isso é importante. Quando se tem diversidade, é preciso haver inclusão. A propósito, colocamos o “I” antes do “D” na Solvay. Porque muitas vezes na minha carreira, já vi a diversidade perder-se porque não a ouvem. Esse tema diz-me muito, porque sou um produto puro de inclusão e diversidade.

Foi-me dada uma oportunidade, mas não fiquei à espera dessa oportunidade, provoquei-a e quando surgiu à minha frente, quando ela chegou, agarrei-a. E a propósito, Isabelle, não o fazemos por caridade, isto tem um impacto profundo. Torna as empresas mais fortes, mais lucrativas. Os nossos empregados, os millennials, os futuros líderes, pedem-nos esses ambientes.

Ilham Kadri, diretora executiva da Solvay em entrevista à Euronews
Disrupted/EURONEWS

I.K.: A sustentabilidade é um dos atuais pontos de viragem e pode também ser lucrativa, não é? Mas quando é que será lucrativa? E estará a Solvay pronta para ir tão longe ao ponto de se tornar numa empresa de emissões zero?

I.K,: Claro que tem de ser rentável, porque se não for rentável, não é sustentável, não é? Mas a beleza disto é que a ciência e a tecnologia são a resposta e são elas que vão criar novas soluções. Estamos a seguir esse caminho. Aderimos ao acordo de Paris, que é um grande acordo, porque estamos a abandonar o carvão e esta empresa começou há 159 anos com o negócio do carbonato de sódio, utilizando o carvão como energia primária.

Não sabemos como vamos abandonar todo o carvão enquanto fonte energética do setor industrial, em todo o mundo, até 2030. Mas comprometemo-nos a fazê-lo.

Por isso, não devemos ter medo. Acho que as empresas que não aproveitarem este relançamento ecológico e não levarem a sério este caminho para a sustentabilidade vão falhar e desaparecer. Vão ter o seu momento Kodak.

I.K.: Mas em termos de clima, em termos de ambiente, quando olhamos para estas enormes fábricas da indústria química, elas de facto não parecem lugares particularmente verdes. Quão poluente é hoje a Solvay?

I.K.: Faz parte da viagem da indústria química. É claro que a indústria química é um dos emissores de CO2. Precisamos de ter em vista a neutralidade de carbono, mas não o podemos fazer sozinhos. É necessária uma parceria. É necessária uma parceria público-privada.

Nós, como empresa, vamos ser disruptores no redesenho dos nossos produtos desde o princípio para nos tornarmos circulares. O grande exemplo que estamos a trabalhar em colaboração com a Veolia (PA:) é a reciclagem de baterias. As baterias dos carros, no fim da sua vida útil, são deitadas fora. E uma bateria é o quê? É um cátodo e um ânodo. Está cheia de metais preciosos, lítio, cobalto. Se conseguirmos extrair esses materiais, lá está, se utilizarmos os resíduos, os resíduos deixam de ser resíduos!

Nenhum diretor executivo trabalha para reestruturar. Nós gostamos de crescer. Gostamos de criar empregos

Ilham Kadri
Diretora executiva da Solvay

I.K.: A covid-19 trouxe mais miséria à vida de milhões de pessoas em todo o mundo, mas, curiosamente, também tenho ouvido dizer cada vez mais que se tem tornado num acelerador de mudança nas grandes empresas. Será isto algo que também tem visto a nível da administração?

I.K.: É a primeira vez que corremos vários riscos de forma independente, mas que nos atingem. Primeiro a segurança e a segurança das nossas pessoas. Em março, eu era a chefe de máscara em vez de diretora executiva. Estávamos todos a ter muitas dificuldades em encontrar máscaras suficientes para proteger os nossos empregados. Tivemos de proteger a nossa liquidez e finanças, porque sem liquidez não se sobrevive. Tivemos de tomar conta da nossa cadeia de valor e dos nossos clientes para não perturbar as cadeias de abastecimento, porque as fronteiras estavam a fechar como vimos na Europa.

Disse às nossas equipas que tínhamos dois caminhos, um era queixarmo-nos e desculparmo-nos, porque a conjuntura era realmente má, também por estarmos expostos ao transporte. O segundo caminho era acelerar a reforma e emergirmos mais fortes. Os empregados da Solvay tomaram o segundo caminho. É espantoso, estou tão orgulhosa deles, porque, após nove meses de crise, somos uma empresa melhor, acredito mesmo nisso.

I.K.: Este tem sido um período realmente difícil. Como diretora da Solvay, também está envolvida em reestruturações, perda de postos de trabalho. Como dorme à noite sabendo que a vida das pessoas está a ser destruída à medida que o mundo avança?

I.K.: É difícil e doloroso. Nenhum diretor executivo trabalha para reestruturar. Nós gostamos de crescer. Gostamos de criar empregos. Aprendi a ousar e a cuidar. Atrever-me a tomar decisões difíceis, esse é o meu papel com o meu gabinete executivo, assegurar que a empresa sobrevive à crise e a reestruturação infelizmente pode fazer parte desses momentos difíceis. Se eu não o fizer, vamos falhar e mais empregos vão desaparecer. Mas é preciso fazê-lo com cuidado e respeito.

Lançámos o fundo de solidariedade Solvay. A minha equipa e eu, reduzimos os nossos salários em 15%, no mesmo ano do conselho de administração, e apelámos aos investidores para doarem parte dos seus dividendos a esta fundação para apoiar os nossos empregados, as suas famílias e as comunidades necessitadas por causa da covid-19. E já agora, em seis semanas, angariámos 12 milhões de euros.

Para a liderança é preciso ter inteligência emocional, é preciso ter empatia. É preciso ousar mostrar vulnerabilidade, a vulnerabilidade é uma força e não uma fraqueza

Ilham Kadri
Diretora executiva da Solvay

I.K.: Ao analisar o seu percurso profissional, os mentores têm sido muito importantes. Ainda procura mentores, mas entre os membros mais novos, os jovens. Porquê? O que é que lhe ensinam?

I.K.: Eles ensinam-me muito. Ensinam-me a desaprender e reaprender. Estão a passar-me o seu conhecimento, porque, no fim de contas, o papel de um CEO, de um líder, é deixar um legado e passar o testemunho que me foi dado, com a empresa em melhor forma do que aquela que herdei, a eles, a estes jovens.

Eles têm os desafios de proteger o planeta. Eu cresci com sustentabilidade em casa. Essa é a minha história pessoal. Mas eu não cresci a pensar que precisava de salvar o planeta. Eles, sim. Tenho muita empatia e respeito pela geração futura que nos vai substituir. Por isso, preciso de os ouvir e é o que eu faço. E eles são muito generosos com a sua sabedoria.

I.K.: Então diga-nos, de tudo o que aprendeu através do seu percurso profissional que a levou por todo o mundo a trabalhar para múltiplas empresas, o que é que a torna numa boa líder?

I.K.: Para a liderança é preciso ter inteligência emocional, é preciso ter empatia. É preciso ousar mostrar vulnerabilidade, a vulnerabilidade é uma força e não uma fraqueza. E eu acredito verdadeiramente que os líderes que não têm esses atributos vão falhar e desaparecer.

I.K.: Qual é a sua vulnerabilidade?

I.K.: Pessoas. Eu amo-as. Gosto de estar ao serviço da humanidade. Mas sei como ousar e cuidar.

I.K.: Recebeu obviamente alguns bons conselhos ao longo do caminho. Qual é o melhor conselho que pode dar?

I.K.: Tenham um sonho e vivam os vossos sonhos, vão atrás deles. E sonhem em grande, mais alto do que aquilo que acreditan poder alcançar, sonhem alto e vão atrás dos sonhos.

Reino Unido proíbe chegadas da América do Sul devido a variante vírus Brasil


© Reuters.

LONDRES, 14 Jan (Reuters) – O Reino Unido vai proibir chegadas do Brasil, de outros estados sul-americanos e de Portugal devido a preocupações com uma nova variante do coronavírus, disse o ministro dos Transportes Grant Shapps esta quinta-feira.

“Tomei a decisão urgente de proibir chegadas da Argentina, Brasil, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela – a partir de amanhã, 15 de Janeiro às 4 da manhã após a evidências de uma nova variante no Brasil”, disse Shapps no Twitter.

Portugal também foi adicionado à lista de proibições por causa de ligações próximas de viagens com o Brasil, disse ele. Os trabalhadores que transportam bens essenciais de Portugal estariam isentos.

Shapps disse que as novas medidas não se aplicariam a cidadãos britânicos e irlandeses e nacionais de países terceiros com direito de residência, mas os passageiros que regressem desses destinos devem isolar-se durante 10 dias.

Texto integral em inglês: (Reportagem de William James, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

“Renaul 5” está de volta, mas mais moderno


© Reuters. “Renaul 5” está de volta, mas mais moderno

É uma das apostas da Renault (PA:) para o próximo ano. Uma versão elétrica do lendário R5, modelo dos anos 70. Mas não será o único. A Renault anunciou um plano estratégico que inclui lançar 24 novos modelos até 2025, dos quais pelo menos dez serão totalmente elétricos.

Até esse ano, a Renault terá “a gama de modelos mais verde da Europa”, salientou Di Meo, diretor executivo da empresa.

O grupo Renault quer aumentar a margem operacional para 3% até 2023, baseando o seu modelo de negócio na rentabilidade e não na quota de mercado, com uma redução do investimento e dos custos fixos.

O plano continua e aprofunda a reestruturação lançada pelo grupo em maio – com uma redução de 15.000 postos de trabalho – para lidar com a situação complicada provocada pela pandemia de covid-19, embora os resultados financeiros para 2020 não sejam conhecidos até fevereiro.

O eixo principal da estratégia é mudar o “foco do volume de vendas para o valor financeiro”, salientou o CEO do grupo, Luca di Meo, quando apresentou o projeto.

Um dos principais eixos da nova estratégia é o que a Renault define como “disciplina rigorosa de custos”: procura continuar e aprofundar a redução dos custos fixos lançada em maio, que atingirá 2,5 mil milhões de euros (3,053 mil milhões de dólares) acumulados em 2023 e 3 mil milhões de euros (3,664 mil milhões de dólares) em 2025.

A empresa espera chegar a 2025 com uma redução da capacidade de produção para 3,1 milhões de unidades por ano, contra quatro milhões em 2019, como indicado numa declaração, mas com mais flexibilidade nas fábricas.

Além disso, os custos variáveis diminuirão em 600 euros por veículo até 2025. Os investimentos e despesas em inovação e desenvolvimento serão reduzidos dos atuais 10% do volume de negócios para 8% em 2025.

No plano técnico, o grupo Renault reduzirá as suas plataformas de seis para três e as suas famílias de motores de oito para quatro.

‘Yields’ obrigações italianas caem, mas caminham para a maior subida semanal desde Outubro


© Reuters.

AMESTERDÃO, 15 Jan (Reuters) – As obrigações italianas mostraram alguma recuperação na sexta-feira à medida que as ‘yields’ baixaram, mas os custos de financiamento foram fixados para o seu maior aumento semanal em 12 semanas, uma vez que o foco continua a ser a incerteza do governo em Roma.

O primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte resistiu aos apelos à demissão na quinta-feira, após um partido de coligação júnior liderado pelo antigo primeiro-ministro Matteo Renzi se ter retirado do governo na quarta-feira e o ter destituído da sua maioria.

Em vez disso, Conte sinalizou que queria levar a sua luta pela sobrevivência ao Parlamento, com os seus principais parceiros de coligação a apoiarem planos para tentar encontrar apoio entre as fileiras da oposição para apoiar a administração.

Dirigir-se-á à Câmara dos Deputados italiana na segunda-feira, seguida de um voto de confiança esperado para indicar se pode continuar a lutar.

Renzi disse ao diário italiano La Stampa que não acredita que a Conte tenha o apoio para ganhar uma votação de confiança agendada para a próxima semana.

Na sexta-feira, o mercado obrigacionista italiano estava pronto para terminar a semana mais calmo, uma vez que os rendimentos das obrigações a 10 anos caíram 2 pontos base em 0,59% no início do comércio.

Texto integral em inglês: Yoruk Bahceli; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Pandemia reforça desigualdade salarial na UE


© Reuters. Pandemia reforça desigualdade salarial na UE

A pandemia aumentou a desigualdade salarial no mercado de trabalho da UE. O número de empregos altamente qualificados como cientistas, professores e médicos aumentou, mas o emprego menos qualificado diminuiu drasticamente. Segundo as últimas conclusões, a pandemia está a contribuir para o aumento da desigualdade nos salários.

Enquanto isso, segundo os últimos dados oficiais, o emprego qualificado aumentou quase 5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Estes profissionais podem trabalhar em várias áreas, incluindo ciência e engenharia, saúde, ensino ou tecnologias da informação e da comunicação.

Já as ocupações consideradas menos qualificadas envolvem o desempenho de tarefas rotineiras que podem exigir a utilização de ferramentas manuais e um esforço físico considerável, explicou o Eurostat. Os números confirmam que, apesar do forte apoio do governo, a pandemia e as restrições estão a atingir os empregos com salários mais baixos e a juventude.

O emprego jovem foi o mais atingido e caiu 2 pontos percentuais – o que levou a taxa de emprego dos 15 aos 24 anos para os 31,3% no terceiro trimestre. No geral, 72,4% dos cidadãos da União Europeia em idade ativa estavam empregados no terceiro trimestre, em comparação com os 73,1% no mesmo período do ano passado.

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters.

LISBOA, 18 Jan (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL

* O índice accionista PSI20 caiu 1,51%, com quase todos os títulos no vermelho, à excepção do retalho, acompanhando as quedas europeias, com muitos países a apertarem as restrições de confinamento, de forma a baixar um aumento recorde de infecções por COVID-19, segundo traders.

Portugal iniciou um novo ‘lockdown’ que deverá durar pelo menos um mês, tendo encerrando todos os negócios não essenciais, França vai reforçar os seus controlos fronteiriços e antecipar o recolher obrigatório em duas horas, enquanto a Chanceler alemã Angela Merkel disse que queria “uma acção muito rápida” para combater a propagação de variantes do vírus depois de a Alemanha ter tido um número recorde de mortes.

AGENDA PORTUGAL:

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo (novembro de 2020).

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* BRUXELAS – Reunião dos ministros das finanças da zona do euro para discutir o papel internacional do euro, os desequilíbrios na zona do euro na sequência da crise COVID-19 e para trocar opiniões sobre as prioridades previstas para os próximos Planos de Recuperação e Resiliência – 1400 GMT.

* Produto Interno Bruto China Dezembro (0300)

* Vendas Retalho China Dezmbro (0300)

* Produção Industrial China Dezembro (0300)

* Investimento Urbano China Dezembro (0300)

* Índice Preços Consumidor Itália Dezembro (1000)

* Licenças Habitação Canadá Dezembro (1430)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* The Charles Schwab Corporation (NYSE:) Resultados (Por Lisboa Editorial)

‘Yields’ obrigações italianas sobem antes das votações chave no parlamento


© Reuters.

LONDRES, 18 Jan (Reuters) – Os custos de financiamento italiano voltaram a subir na segunda-feira, quando o Primeiro-Ministro Giuseppe Conte enfrentar dois dias de votações parlamentares que irão decidir se a sua frágil coligação pode agarrar-se ao poder ou se perdeu a sua maioria.

A agitação política em Itália, uma das maiores e mais endividadas economias da zona euro, está mais uma vez a pesar no sentimento. Os rendimentos das obrigações italianas a 10 anos subiram cerca de 9 pontos base na semana passada, no seu maior salto semanal desde Outubro.

Um estímulo forte do Banco Central Europeu e uma expectativa de que uma eleição rápida seja improvável por agora limitaram a ‘selloff’ das obrigações italianas.

Ainda assim, o tumulto renovado fez uma pausa no mercado obrigacionista italiano que tinha enviado a diferença de rendimento das obrigações a 10 anos sobre a Alemanha para 98 bps há apenas uma semana .

(Por Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Economia chinesa cresce 2,3% em 2020


© Reuters. Economia chinesa cresce 2,3% em 2020

A economia chinesa cresceu 2,3% no ano passado, mas ao ritmo mais lento em 44 anos. Num 2020 marcado pela recessão global causada pela pandemia, a economia chinesa foi das poucas a crescer.

O PIB subiu 4,9% no terceiro trimestre do ano passado e expandiu-se 6,5% no último trimestre, registando um crescimento anual de 2,3%.

As autoridades chinesas falam numa “recuperação sustentável”, depois de no primeiro trimestre do ano ter sofrido um colapso.

“Há uma base para a economia continuar a sua recuperação estável. Embora haja muita pressão sobre nós para evitarmos que o coronavírus reentre no país e cause uma nova epidemia, as perspetivas positivas de longo prazo para a nossa economia permanecem inalteradas e estão a ser demonstradas”, afirmou Ning Jizhe, diretor do Gabinete Nacional de Estatística.

A segunda maior economia do mundo beneficiou da procura internacional de produtos relacionados com a pandemia e das políticas de estímulo lançadas pelas autoridades.