AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters

SETEMBRO

* Banco de Portugal divulga PIB e agregados (2.º trimestre 2019)

* INE divulga Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria (julho 2019); Estatísticas do Comércio Internacional (julho 2019); Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (julho 2019).

* INE divulga Índice de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas (julho 2019)

* INE divulga Índices de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (julho 2019); Índice de Preços no Consumidor (agosto 2019).

* INE divulga Atividade dos Transportes ( 2.º trimestre 2019)

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal.

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (2.º trimestre 2019)

* INE divulga Construção: Atividade Turística (julho 2019)

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos mobiliários (mensal)

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, com um montante entre 1.250 milhões de euros (ME) e 1.500 ME.

* Almoço-debate com Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, organizado pelo International Club of Portugal.

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial (agosto 2019); Síntese Económica de Conjuntura (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Balanças corrente e de capital (2.º trimestre 2019).

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos imobiliários (mensal)

* INE divulga Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação (agosto 2019)

* Banco de Portugal divulga Endividamento do setor não financeiro; Financiamento das administrações públicas.

OUTUBRO

* Eleições legislativas.

* Trading update da Galp 3ro Trimestre 2019.

* Jerónimo Martins apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* Navigator apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* EDP apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

NOVEMBRO

* Altri apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* Corticeira Amorim apresenta resultados 3ro Trimestre de 2019.

Clima: Companhias petrolíferas estão a minar o acordo de Paris


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As maiores empresas de petróleo do mundo estão a minar o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

Segundo o último relatório do grupo de investigação Carbon Tracker, desde o ano passado aprovaram o equivalente a 45 mil milhões de euros em projetos que não serão economicamente viáveis s​e os governos implementarem o acordo de 2015, que visa limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.

Shell (LON:), BP (LON:), Exxon (NYSE:) e Chevron (NYSE:) são algumas das empresas com projetos de investimento não favoráveis ​​ao clima. A BP afirma que sua estratégia para produzir petróleo e gás de baixo custo e baixo carbono está alinhada com as previsões da Agência Internacional de Energia e com o acordo de Paris.

A empresa diz, em comunicado: “Tudo isto visa fazer evoluir a BP de uma empresa dedicada ao petróleo e ao gás para uma empresa de energia muito mais ampla, para que possamos estar melhor equipados para ajudar o mundo a chegar às zero emissões e responder à crescente procura de energia”.

Algumas dessas empresas, incluindo Shell, BP, Total e Equinor, aumentaram os gastos com as energias renováveis e introduziram metas de redução de carbono, revela o último relatório do Carbon Tracker, mas, por outro lado, as grandes companhias de petróleo e gás, na generalidade, alocaram pelo menos 30% de seus investimentos no ano passado a projetos que são inconsistentes com o caminho para limitar o aquecimento global aos níveis definidos pelo Acordo de Paris.

O relatório conclui ainda que as companhias que produzem combustíveis fósseis se arriscam a ter de gastar, até 2030, cerca de 2 triliões de euros em novos projetos, se os governos aplicarem as restrições mais rígidas às emissões de gases com efeito de estufa.

Preço do metro quadrado em Paris bate recorde


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O preço do metro quadrado em Paris nunca foi tão elevado. A média ultrapassou agora a barreira de 10 mil euros, de acordo com o anúncio feito pela Ordem dos Notários da capital francesa.

Mas o valor recorde para Paris está ainda abaixo dos 14 500 euros por metro quadrado de Londres e dos 13 500 euros por metro quadrado de Nova Iorque.

Em dez anos, o preço de aquisição de uma casa em Paris subiu 62,5%.

Em termos de percentagem, em 2018, Portugal registou a maior subida dos preços das casas : 10,3% de acordo com os dados do Eurostat, mais do dobro da média da União Europeia. A Irlanda ficou em segundo lugar, com 10,2%.

Mas nem sempre as cidades mais caras são consideradas os melhores sítios para se viver.

De acordo com o último ranking da The Economist, há apenas duas capitais da União Europeia entre as dez melhores cidades do mundo para se viver.

A Áustria ocupa o primeiro lugar do top pelo segundo ano consecutivo. Copenhaga aparece no nono lugar. Austrália, Canadá e Japão dominam os restantes lugares cimeiros.

BOLSA-EUA -Dow Jones obtém ganhos após relatório de emprego nos EUA


© Reuters. BOLSA-EUA -Dow Jones obtém ganhos após relatório de emprego nos EUA

Por Sinéad e Carew

NOVA YORK, 6 Set (Reuters) – O índice S&P 500 e o índice industrial Dow Jones fecharam um pouco mais altos nesta sexta-feira, com investidores digerindo um relatório misto de criação de empregos nos Estados Unidos e apostando em um corte na taxa de juros norte-americana pelo Fed neste mês, enquanto o plano de estímulo da China ajudou a aliviar algumas preocupações em torno do crescimento mundial.

O Dow Jones Industrial Average subiu 69,31 pontos, ou 0,26%, para 26.797,46, o S&P 500 ganhou 2,72 pontos, ou 0,09%, para 2.978,72 e o Nasdaq Composite caiu 13,75 pontos, ou 0,17%, para 8.103,07.

Já no acumulado da semana, o S&P subiu 1,79%, o Dow Jones, 1,49%, e o Nasdaq, 1,76%

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters

LISBOA, 6 Set (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O índice accionista PSI20 encerrou na linha de água, face a uma subida ligeira das acções europeias, agradadas com o plano de estímulos da China, mas com os números desapontantes da criação de emprego nos EUA a travar maiores ganhos, disseram dealers.

Os mercados globais valorizaram quando o banco central da China disse que iria cortar a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, libertando um total de 900 mil milhões de yuan (126,35 mil milhões de dólares) em liquidez. o apetite foi limitado pelo aumento, aquém do esperado, da criação de emprego nos EUA, em Agosto, sugerindo uma desaceleração da economia dos EUA, ajudando a cimentar as expectativas de um corte da taxa de juro pela Reserva Federal no final deste mês.

AGENDA NACIONAL

* INE divulga Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria (julho 2019); Estatísticas do Comércio Internacional (julho 2019); Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (julho 2019).

* Almoço-debate com António Costa, secretário-geral do PS, promovido pela Confederação do Turismo de Portugal.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* DUBLIN – O primeiro-ministro britânico Boris Johnson visita Dublin para conversações com o primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar sobre o Brexit, entre pedidos de Johnson para que a UE renegoceie o acordo de retirada para eliminar o bloqueio da fronteira irlandesa.

* BERLIM – O Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Heiko Maas recebe o seu homólogo croata Gordan Grlić Radman para conversações em Berlim, onde falam com os jornalistas depois de discutirem questões actuais durante um pequeno-almoço de trabalho – 0725 GMT.

* MOSCOVO – O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo Sergei Lavrov, o Ministro da Defesa Sergei Shoigu e os seus homólogos franceses Jean-Yves Le Drian e Florence Parly participam numa reunião do Conselho Russo-Francês de Cooperação em matéria de Segurança em Moscovo – 1030 GMT

* PEQUIM – O ministro dos Negócios Estrangeiros da Malásia, Saifuddin Abdullah, fará uma visita à China (até 14 de setembro).

* BELFAST, Reino Unido – O negociador do Brexit da UE, Michel Barnier, dá ‘Brexit e o Futuro da Europa’ na Queen’s University Belfast – 1800 GMT

* CAIRO – Conferência Euromoney do Egipto, os oradores programados incluem o Primeiro-Ministro egípcio Mostafa Madbouly, o Ministro das Finanças Mohamed Maait e o recentemente nomeado representante do FMI no Egipto, Subir Lall.

* ILHAS MAURÍCIAS – O Papa Francisco faz uma reunião de cortesia com o primeiro-ministro mauriciano Pravind Jugnauth no palácio presidencial do país.

* HELSÍNQUIA – O Vice-Governador do Norges Bank, Egil Matsen, faz um discurso em Helsínquia – 1100 GMT.

* Gertjan Vlieghe, membro do comité de política monetária do Banco da Inglaterra, participante do painel da Unidade de Política Macro, Fundação de Resolução – 0800 GMT.

* Sentix Index União Europeia Setembro (1030)

* índice de manufaturação Reino Unido Julho (1030)

* Estimativa PIB Reino Unido Julho (1030)

* PIB revisto Japão 2ndo (0150)

* Reservas Forex Suiça Agosto (0900)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* Casey’s General Stores Resultados

(Por Lisboa Editorial)

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SETEMBRO

* INE divulga Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria (julho 2019); Estatísticas do Comércio Internacional (julho 2019); Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (julho 2019).

* Almoço-debate com António Costa, secretário-geral do PS, promovido pela Confederação do Turismo de Portugal.

* INE divulga Índice de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas (julho 2019)

* Almoço/debate com o presidente do PSD, Rui Rio Organizado pela CCIP-Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

* INE divulga Índices de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (julho 2019); Índice de Preços no Consumidor (agosto 2019).

* IGCP diz leiloa até 1.250 ME de Obrigações do Tesouro com maturidades em 2029 e 2034

* Reunião do Conselho Nacional da CGTP-IN para aprovar a política de rendimentos para 2020

* INE divulga Atividade dos Transportes (2.º trimestre 2019)

* Antram reúne-se com Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias

* Almoço-debate com António Costa, primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista, promovido pelo American Club

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (2.º trimestre 2019)

* INE divulga Atividade Turística (julho 2019)

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos mobiliários (mensal)

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, com um montante entre 1.250 milhões de euros (ME) e 1.500 ME.

* Almoço-debate com Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, organizado pelo International Club of Portugal.

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial (agosto 2019); Síntese Económica de Conjuntura (agosto 2019).

* Banco de Portugal divulga Balanças corrente e de capital (2.º trimestre 2019).

* CMVM divulga indicadores estatísticos de fundos imobiliários (mensal)

* INE divulga Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação (agosto 2019)

* Banco de Portugal divulga Endividamento do setor não financeiro; Financiamento das administrações públicas.

OUTUBRO

* Eleições legislativas.

* Trading update da Galp 3ro Trimestre 2019.

* Jerónimo Martins apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* Navigator apresenta resultados 3ro Trimestre 2019, após o fecho de Bolsa.

* EDP apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

NOVEMBRO

* Altri apresenta resultados 3ro Trimestre 2019.

* Corticeira Amorim apresenta resultados 3ro Trimestre de 2019.

Bonds da Zona Euro em ‘sell off’ com investidores a prepararem-se para o BCE


© Reuters. Bonds da Zona Euro em ‘sell off’ com investidores a prepararem-se para o BCE

LONDRES, 9 Set (Reuters) – Os mercados de títulos da Zona Euro estão em ‘sell off’ nesta segunda-feira, em antecipação a uma crucial reunião política do Banco Central Europeu esta semana, que deverá concluir com cortes de taxas e outras medidas de estímulo para apoiar a economia lenta da região.

Ao longo da semana passada, os investidores têm moderado as expectativas de um pacote agressivo de flexibilização – levando os ‘bond yields’ para longe dos mínimos recorde recentes.

O ajuste de posição nos mercados de bonds continuou na segunda-feira, com sinais ligeiramente positivos dos dados da economia, com a maioria dos títulos de muito longo prazo a subirem de 5 a 8 pontos base DE30YT=RRR , FR30YT=RRR , NL30YT=RRR , BE30YT=RRR .

As obrigações do governo alemão a 30 anos subiram 6 bps para -0,05%, aproximando-se cada vez mais do território positivo depois de ter caído para uma ‘yield’ negativa pela primeira vez no início de Agosto. A referência a 10 anos DE10YT=RRR da dívida soberana subiu 4 bps para -0,60%.

Os movimentos dos ‘bond yields’ da Zona Euro estão a basear-se nas grandes subidas da semana passada com os investidores a reduzirem as suas expectativas de uma flexibilização agressiva por parte do BCE, após os comentários dos funcionários do banco, o que acentuou as curvas de rendimento dos bonds.

Os dados divulgados na segunda-feira apoiaram o aumento das ‘yields’. As exportações alemãs subiram inesperadamente em Julho, sugerindo que a maior economia da Zona Euro pode estar a enfrentar alguns dos impactos das disputas tarifárias e da incerteza do Brexit. pesquisa da opinião empresarial da Zona Euro também indicou que a moral dos investidores melhorou ligeiramente em Setembro. original em inglês: (Reportagem de Yoruk Bahceli, traduzido para português por André Vitor Tavares em Gdynia Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

SAIBA MAIS-Hora de chocar e impressionar: 5 questões para o BCE


© Reuters. SAIBA MAIS-Hora de chocar e impressionar: 5 questões para o BCE

Por Dhara Ranasinghe e Ritvik Carvalho

LONDRES, 9 Set (Reuters) – A reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) desta semana está se consolidando como uma das mais antecipadas em anos, à medida que o banco se prepara para impulsionar uma fraca economia com uma série de medidas de estímulo.

Uma guerra comercial global ameaça levar a potente economia da Alemanha a uma recessão, e complicações do Brexit estão cada vez mais fortes. Não surpreende a promessa do BCE de novas medidas de estímulo na reunião de quinta-feira, um dos últimos passos que o presidente Mario Draghi pode dar antes do fim de seu mandato, em 31 de outubro.

Neste contexto, seguem cinco questões do BCE relevantes para os mercados:

1. Quão baixo irão as taxas?

O BCE está inclinado a um pacote que inclui um corte de juros, uma promessa reforçada de manter as taxas baixas por mais tempo e uma compensação aos bancos pelos efeitos colaterais das taxas negativas, disseram fontes à Reuters na semana passada.

No mínimo, os mercados esperam um corte de 10 pontos-base na taxa de depósito, para -0,50% –o que seria a primeira redução desde 2016.

Apostas do mercado sugerem que alguns investidores estão precificando um corte maior, de 20 pontos-base. Quase 25% dos economistas consultados pela Reuters também esperam isso.

O BCE também pode usar seu forward guidance (orientação futura) para sinalizar outro corte nos próximos meses. O mercado precifica 35 pontos-base de flexibilização total ao final de 2020.

2. O BCE retomará a flexibilização quantitativa?

Quase 90% dos economistas consultados pela Reuters esperam que o BCE anuncie um retorno à flexibilização quantitativa, começando com compras mensais de ativos em 30 bilhões de euros a partir de outubro.

Analistas dizem que isso provavelmente seria acompanhado de ajustes nas regras do BCE para aquisição de títulos, dada a escassez de dívida elegível. Por exemplo, o BCE poderia aumentar o limite de 33% da parcela dos títulos de um país que pode deter.

Embora não seja esperado, qualquer sinal de que o BCE possa começar a comprar ações ou títulos bancários seria uma grande surpresa.

3. Qual a eficácia das medidas?

Depois da redução das taxas para mínimas recordes e da injeção de 2,6 trilhões de euros de dinheiro barato na economia desde 2015, a inflação permanece abaixo da meta de quase 2% e o crescimento segue fraco. As expectativas de inflação sugerem que a meta do BCE não será cumpridas por anos.

Não é de admirar que muitos no mercado questionem se mais estímulos teriam o impacto desejado. Mais de 80% dos economistas consultados pela Reuters recentemente se mostraram céticos sobre a capacidade do BCE de influenciar a inflação.

4. E a meta de inflação do BCE?

Em julho, Draghi sugeriu uma reinterpretação da meta de inflação, o fundamento do arcabouço de política monetária do BCE.

Os formuladores de política monetária têm tido como alvo uma taxa de inflação de “quase, mas abaixo” de 2% há 16 anos. Draghi, em seu discurso em Sintra, em junho e outra vez em julho, falou sobre simetria –a noção de que a inflação poderia subir acima de 2% e depois permanecer lá.

Esse foi um sinal claro de que o viés de flexibilização monetária sem precedentes do BCE poderia ser mantido por mais tempo para garantir taxas mais altas de inflação.

Na coletiva de imprensa pós-reunião de política monetária, é provável que Draghi seja pressionado a explicar o que significa a simetria ou se o BCE planeja uma revisão formal de sua meta de inflação.

5. É provável que o BCE tome medidas para ajudar os bancos?

Sim. Uma maneira de fazer isso é adotar um tipo específico de taxa de depósito (tiered deposit rate) para aliviar os efeitos colaterais das taxas de juros muito negativas. O BCE sugeriu que está considerando isso.

Isso significa essencialmente o BCE reduzir a proporção de excesso de liquidez sujeita à taxa de depósito, atualmente em -0,40%. O excesso de liquidez –reservas bancárias acima dos requisitos mínimos– totaliza cerca de 1,2 trilhão de euros, ou 10% do PIB da zona do euro, de acordo com a Nomura.

Isso sugere que taxas negativas têm um custo significativo para os bancos. Mas a introdução de uma taxa de depósito diferenciada não é isenta de complicações e não há garantia de que as taxas diferenciadas aliviem a pressão sobre os credores.

O segundo passo que o BCE pode dar, talvez em combinação com o primeiro, é aumentar os termos de uma terceira rodada de empréstimos plurianuais baratos, anunciados no início deste ano.

Pilotos da British Airways em greve


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Pela primeira vez na história, os pilotos da British Airways estão em greve, o que obrigou ao cancelamento de 1700 voos e deixou 280.000 passageiros em terra.

À euronews, o jornalista Simon Calder explicou as razões por detrás desta paralisação: “É uma contenda sobre os salários. Os pilotos dizem que a empresa lhes devia dar uma fatia maior dos quase dois mil milhões de euros de lucros que tem todos os anos. A BA responde que já lhes deu um aumento acima da inflação e eles já estão entre os pilotos com melhores salários na Europa”.

A British Airways ofereceu aos pilotos um aumento de 11,5% ao longo de três anos. Os pilotos ganham, em média, 100 mil euros por ano, mas o sindicato quer que o acordo salarial inclua uma redistribuição dos lucros.

“Não sei que nível de apoio do público temos, há informações contraditórias, mas o mais importante é que a posição dos pilotos é sólida. 93% votaram a favor da greve e são esses que eu represento e é por esses que eu tento chegar a um acordo”, explica Brian Strutton, secretário-geral do sindicato BALPA.

A situação para a British Airways piorou quando alguns clientes cujos voos não tinham sido afetados pela greve receberam, por engano, e-mails a pedir que mudassem o voo.

A companhia desculpou-se perante os passageiros com um tweet em que explica que tentou, ao longo de vários meses, resolver o conflito com os pilotos, mas não conseguiu evitar a greve. Diz que continua aberta ao diálogo com o sindicato.

Uma mensagem repetida também pelo sindicato. No entanto, apesar da aparente vontade mútua de negociar um acordo, não há ainda data marcada para um encontro. Os pilotos têm outra greve marcada para o dia 27 de setembro.

Economia britânica cresce 0,3% em julho


© Reuters.

A economia do Reino Unido cresceu 0,3% em julho, face ao mês anterior, mais do que o esperado pelos analistas, atenuando assim os temores de que poderia cair em recessão, com o escalar da crise sobre o Brexit.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística britânico, o ritmo do crescimento do Produto Interno Bruto foi nulo em junho deste ano, face a maio e teve uma queda de 0,2% entre fevereiro e abril, face a igual período anterior.

A quinta maior economia do mundo contraiu no segundo trimestre devido ao excesso de armazenamento de bens, antes do prazo original do Brexit, em março.

Em agosto, o Banco da Inglaterra previu que a produção económica cresceria 0,3% no terceiro trimestre, embora a previsão de crescimento zero, no segundo trimestre, também se tenha mostrado otimista.

De acordo com os últimos dados, a libra subiu em relação ao dólar.