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O Banco Central Europeu manteve, esta quinta-feira, inalteradas as taxas de juro diretoras na zona euro em níveis históricos de zero por cento, mantendo, também, a taxa aplicável à facilidade de depósito nos -0,4%.
Após uma reunião do Conselho de Governadores, Mario Draghi referiu, ainda, que o BCE espera que as taxas de juro “permaneçam nos níveis atuais ou mais baixos pelo menos até ao final do primeiro semestre de 2020. Em todo o caso, pela duração necessária para assegurar a contínua convergência sustentada da inflação com o objetivo a médio prazo.”
Mario Draghi dá, assim, aos mercados um sinal de que se prevê uma redução dos juros na reunião de setembro.
O principal objetivo da política monetária do BCE é manter a estabilidade dos preços, visando taxas de inflação abaixo, mas próximas, dos 2%.
Um objetivo que parece estar ainda longe
Em junho, a inflação, na zona euro, foi de 1,3%, um pouco mais alta que em maio.
Embora a política do Banco Central Europeu não seja baseada no crescimento do Produto Interno Bruto, Mario Draghi referiu que “os dados económicos recebidos e as investigações continuam a apontar para um crescimento um pouco mais lento no segundo e terceiro trimestres deste ano. Isso reflete, sobretudo, a atual fraqueza do comércio internacional num contexto de incertezas mundiais prolongadas, que estão a afetar particularmente o setor da indústria transformadora da área do euro.”
O mandato de Mario Draghi, na liderança do BCE, termina em outubro.
Há sete anos, prometeu fazer “tudo o que fosse preciso” para preservar o euro.
A introdução de mais estímulos, em setembro, estaria de acordo com essa promessa e ajudaria a preparar o terreno para a sucessora, Christine Lagarde.