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‘Yields’ obrigações Zona Euro estáveis, olhos alterações tribunal alemão


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LONDRES, 22 Jun (Reuters) – As ‘yields’ das obrigações do Tesouro da Zona Euro seguem pouco alteradas na segunda-feira, com o mercado apoiado por notícias de casos crescentes de coronavírus e à espera que as alterações na composição do tribunal superior da Alemanha possam conduzir a menos confrontos com o Banco Central Europeu.

Numa decisão do mês passado, o Tribunal Constitucional concedeu três meses ao BCE para justificar a compra de obrigações ao abrigo do seu programa de estímulo emblemático ou perder o Bundesbank como participante, levantando questões sobre o futuro do euro.

Mas, de acordo com duas fontes, a nomeação de um novo presidente e juiz do Tribunal na segunda-feira poderia assinalar o fim da escalada com o BCE.

Uma mudança fundamental será a entrada de um novo juiz numa bancada largamente vista como tendo uma estreita maioria eurocéptica: Astrid Wallrabenstein, que foi nomeada pelos Verdes pró-europeus e sugeriu que deveria haver uma melhoria nas relações com o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, o que permitiu a aprovação do plano do BCE.

Os analistas afirmaram que a mudança seria positiva para os mercados obrigacionistas da Zona Euro, há muito sustentados por compras maciças de activos do BCE.

No início da negociação, as ‘yields’ das obrigações da Zona Euro com taxas mais elevadas, como a Alemanha, a França e os Países Baixos, seguem pouco alteradas , , .

A ‘yield’ de referência do Bund a 10 anos da Alemanha foi negociada a -0,42%, não muito longe dos mínimos recentes de três semanas.

Texto integral em inglês: Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Défice balança corrente Portugal quase triplica Jan-Abr 2020 -Banco Portugal


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LISBOA, 22 Jun (Reuters) – O défice da balança corrente de Portugal quase triplicou para 1,58 mil milhões de euros nos primeiros quatro meses de 2020, face ao período homólogo, com o excedente da balança de serviços, que inclui o turismo, a cair 32% perante o confinamento do coronavírus, segundo o Banco de Portugal.

A balança corrente resulta da soma da balança comercial, com o investimento externo e transferências líquidas. Um valor positivo mostra que os activos de um país no estrangeiro aumentaram, e quando é negativo implica que a economia do país está a ser financiada por poupança externa.

O banco central realçou que até abril de 2020, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em -864 milhões de euros, o que compara com -201 milhões de euros em igual período de 2019.

“Este saldo resulta dos défices das balanças de bens e de rendimento primário, que apenas foram parcialmente compensados pelos excedentes das balanças de serviços, de rendimento secundário e de capital”, referiu.

Explicou que nos primeiros quatro meses do ano, o défice da balança de bens diminuiu 379 milhões de euros, face ao período homólogo, e o excedente da balança de serviços reduziu 1.371 milhões de euros.

“Desta redução 1.057 milhões de euros resultaram da rubrica viagens e turismo, em consequência da evolução negativa registada no mês de abril”, vincou.

Neste mês, verificou-se uma redução do saldo das viagens e turismo de 825 milhões de euros, em resultado de um decréscimo de 85,4% nos créditos e de 74,2% nos débitos relativamente ao período homólogo.

Até abril, as exportações de bens e serviços decresceram 15,0%, dos quais 11,9% nos bens e de 21,4% nos serviços, e as importações diminuíram 11,2%, sendo 10,8% nos bens e 13,0% nos serviços.

“Este resultado foi muito influenciado pelo mês de abril, com as exportações e as importações de bens e serviços a registarem decréscimos homólogos muito acentuados (46,5% nas exportações e 38,3% nas importações)”, frisou o Banco de Portugal.

(Por Patrícia Vicente Rua)

Número de desempregados na região turística do Algarve triplica devido à pandemia


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LISBOA, 22 Jun (Reuters) – A região do Algarve, uma das mais dependentes do turismo em Portugal, viu o número de desempregados triplicar em Maio em comparação com o ano passado, com a crise do coronavírus a afastar os visitantes estrangeiros e a acabar assim com milhares de empregos sazonais, revelaram dados do IEFP na segunda-feira.

Em Portugal, como um todo, o total de pessoas sem emprego aumentou 34% em relação ao ano anterior, para quase 409.000 pessoas, mostraram os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O Banco de Portugal previu na semana passada que a taxa de desemprego, que tinha vindo a cair constantemente sob o Executivo socialista para 6,5% em 2019, irá saltar para 10,1% este ano, um pouco acima da estimativa do próprio governo de 9,6%. Algarve, a sul do país, famoso pelas praias e campos de golfe, o número total de pessoas desempregadas subiu para 27.675 em Maio, desde 9.153 no mesmo mês em 2019.

No entanto, o número de novos registos de desemprego caiu para 1.296 em Maio, de 4.700 em Abril, com Portugal a eliminar gradualmente as restrições para evitar o contágio.

Sem turistas à vista, mesmo aqueles que não perderam o emprego têm medo do que o futuro lhes reserva.

“Eu sei que pode ser estranho dizer isto, mas nós precisamos dos estrangeiros para podermos trabalhar”, diz Daniela Valério, 32 anos. Daniela trabalha num pub na Marina de Vilamoura, que geralmente está lotado de turistas nesta época do ano. “Os estrangeiros pagam os nossos salários,” acrescenta.

A indústria do turismo contribuiu 14,6% para o Produto Interno Bruto em 2018, de acordo com os dados oficiais mais recentes, e ajudou a impulsionar a recuperação de uma grave crise da dívida entre 2010-14.

Portugal registou mais de 39 mil casos de coronavírus e mais de 1.500 mortes, muito menos do que na vizinha Espanha.

Mas várias centenas de novos casos de coronavírus por dia e um surto crescente após uma festa no Algarve ameaçam a imagem do país como um destino de férias seguro. original em inglês: (Reportagem de Catarina Demony, em português por Maria Gonçalves; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

Pandemia foi duro golpe para mercado do alojamento local


© Reuters. Pandemia foi duro golpe para mercado do alojamento local

Portugal entra no Verão com fracas perspectivas de uma rápida recuperação para o setor dos alugueres de curta duração, que representam quase 40% das dormidas turísticas disponíveis no país.

A pandemia de coronavírus afastou os turistas estrangeiros e provocou uma queda de quase 90% no investimento no setor.

No ano passado andámos à volta dos 80 e tal por cento, perto de 90. A ocupação é, neste momento, 15 por cento em relação ao ano passado. Portanto, dá para perceber que a maior parte das casas está vazia.

João Vieira
gestor de propriedades

O presidente da ALEP, a Associação do Alojamento Local em Portugal, diz que a situação é dramática para um grande número de proprietários, com muitos a considerarem mesmo uma mudança de área.

A maior parte são empresários em nome individual e estão excluídos da Segurança Social. Mesmo que queiram contribuir não podem. Por isso, ficaram fora de todos os apoios que há em termos de contribuições da Segurança Social, inclusivé dos trabalhadores independentes. Isso tem criado um estado de fragilidade, um problema social quase que dramático.

Eduardo Miranda
presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal

Mais de 50% dos turistas que visitam cidades em Portugal privilegiam alugueres de curta duração, em vez da hotelaria tradicional. As zonas de praia começam a ter alguma procura mas a verdadeira recuperação só deverá chegar em 2021.

Alguma vida nocturna lisboeta volta a ter restrições após festas ilegais


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LISBOA, 22 Jun (Reuters) – A vida nocturna em Lisboa e nos arredores da capital portuguesa volta a ter um recolher obrigatório a partir de terça-feira nas áreas com mais novos casos de coronavírus, depois do relaxamento das restrições ter levado a um aumento das festas ilegais.

No fim-de-semana, a polícia interrompeu festas e ‘raves’ ao longo da costa que excederam o limite de 20 pessoas por grupo. Uma festa na praia que saiu do estacionamento de um restaurante perto de Lisboa teve cerca de mil participantes.

Apesar de um número relativamente baixo de 39.392 casos confirmados e 1.534 mortes por coronavírus, as autoridades estão preocupadas com o facto de várias centenas de novos casos serem encontrados todos os dias na área da Grande Lisboa.

Mas o Governo sustenta que os surtos são localizados e rastreáveis a áreas de trabalho específicas e bairros muito populosos.

“O núcleo do problema está centrado em apenas 15 freguesias… precisamos de um esforço mais forte nessas áreas”, disse o primeiro-ministro António Costa em conferência de imprensa, após uma reunião com presidentes de câmaras de áreas em redor de Lisboa.

Texto integral em inglês: (Reportagem de Victoria Waldersee, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters



LISBOA, 23 Jun (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* O índice accionista PSI20 caiu 1,06%, pressionado pelas desvalorizações do BCP (LS:), CTT (LS:) e dos títulos do sector energéticos, acompanhando o cenário de quedas na Europa, com os investidores nervosos perante o número crescente de infecções por coronavírus em partes da Europa e dos Estados Unidos, segundo traders.

A pandemia está a acelerar a nível mundial, tendo a Organização Mundial de Saúde registado um aumento recorde dos casos de coronavírus a nível mundial no Domingo.

AGENDA NACIONAL

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do primeiro trimestre de 2020.

* Banco de Portugal anuncia Endividamento do sector não financeiro.

* Audição dos secretários de Estado do Ministério da Economia e da Transição Digital (secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves; secretária de Estado do Turismo, Rita Marques; secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres; e secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo), no âmbito da apreciação do Orçamento Suplementar para 2020, às 0930 horas locais.

* Audição do presidente da Comissão Executiva da TAP, Antonoaldo Neves, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, às 1030 horas locais.

* Audição dos secretários de Estado do Ministério das Finanças: secretário de Estado Adjunto e das Finanças, António Mendonça Mendes; secretária de Estado do Orçamento, Cláudia Joaquim; secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes; e secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz, sobre o Orçamento Suplementar para 2020, às 1500 horas locais.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* BRUXELAS – A Comissária da UE para Transporte, Adina Valean, fala com os legisladores da UE sobre os últimos desenvolvimentos na Rede Transeuropeia de Transportes. – 0700 GMT.

* BRUXELAS – A vice-presidente executiva de digital da UE, Margrethe Vestager, fala com os legisladores da UE sobre inteligência artificial, protecção de dados e tecnologia durante o COVID-19 e medidas para apoiar as empresas da UE em dificuldades. – 0700 GMT.

* BERLIM – A chanceler alemã Angela Merkel realiza videoconferência com os primeiros ministros de Portugal e Eslovénia, António Costa e Janez Jansa. – 0900 GMT

* BRUXELAS – o comissário da UE para a democracia e a demografia fala sobre mudanças demográficas na UE – uma ameaça à democracia no evento online da EPC. – 1400 GMT.

* MOSCOVO, Rússia – O ministro das Relações Exteriores da Rússia realiza uma reunião virtual com os ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi e Índia, Subrahmanyam Jaishankar.

* PMI Composito Austrália Junho (0100)

* PMI Jinbun Bank Japão Junho (0230)

* PMI Markit flash França Junho (0915)

* PMI Markit Alemanha Junho (0930)

* PMI Markit União Europeia Junho (1000)

* PMI Composito flash Reino Unido (1030)

* Taxa Juro base Hungria Junho (1400)

* Redbook EUA semanal (1455)

* PMI Composito Markit EUA Junho (1545)

* Numero Vendas Novas Habitações EUA Maio (1600)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* IHS Markit Ltd Resultados

(Por Lisboa Editorial)

Endividamento sector não financeiro Portugal sobe para 736,3 mil ME Abril 2020 -BP


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LISBOA, 23 Jun (Reuters) – O endividamento do sector não financeiro em Portugal aumentou 11,3 mil milhões de euros (ME) em Abril último, para 736,3 mil ME, face ao mês anterior, anunciou o Banco de Portugal.

Explicou que do valor total de endividamento, 330,4 mil ME são referentes ao sector público e 405,9 mil ME ao sector privado.

“Relativamente a março de 2020, o endividamento do setor não financeiro aumentou 11,3 mil milhões de euros”, referiu.

Explicou que este aumento se deveu aos acréscimos de 8,0 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 3,3 mil milhões de euros do endividamento do setor privado.

“O incremento do endividamento do setor público refletiu-se sobretudo no acréscimo do endividamento face ao exterior, 4,1 mil milhões de euros, e face ao setor financeiro, 3,1 mil milhões de euros”, vincou.

No setor privado, o endividamento das empresas face ao setor financeiro aumentou 3,4 mil milhões de euros. Este acréscimo foi ligeiramente compensado pela diminuição do endividamento dos particulares face ao setor financeiro. (Por Patrícia Vicente Rua)

NOVA 1-TAP precisa urgentemente empréstimo de resgate para se salvar – CEO


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(Acrescenta citações CEO da TAP)

Por Sergio Goncalves e Catarina Demony

LISBOA, 23 Jun (Reuters) – A TAP-Air Portugal precisa urgentemente do empréstimo de resgate do Estado para se salvar, disse o Chief Executive Officer (CEO) Antonoaldo Neves, que vê uma recuperação “longa e dura”.

“(É preciso) unir o país para a salvar a TAP da pandemia. Somos a única empresa da Europa, com exceção da Luftahnsa, que não teve apoio”, disse o CEO da TAP, numa comissão do Parlamento, citado pelo Observador.

A Comissão Europeia, em 10 de Junho, deu luz verde a que Portugal conceda um empréstimo de resgate para a TAP até um máximo de 1.200 milhões de euros (ME) com o prazo de seis meses, após o qual a companhia terá de reembolsá-lo ou apresentar um plano de reestruturação.

O Orçamento Suplementar de 2020, aprovado na generalidade a 17 de Junho, já prevê aquela verba máxima de resgate da TAP.

“A gente acredita que é possível enviar um plano de reestruturação para a Comissão europeia que seja aceite porque a gente acredita que a TAP tem um modelo de negócio viável”, disse Antonoaldo Neves.

Adiantou que “a TAP tem aviões novos, tem uma equipa extraordinária, tem um mercado como o Brasil onde tem um domínio muito grande”.

“Agora vai ser uma recuperação longa e dura…a situação é muito difícil”, frisou.

O CEO recordou que, apesar do ‘OK’ aquele empréstimo de 1.200 ME, a Comissão Europeia decidiu que “a TAP não é elegível para receber apoio ao abrigo do Quadro Temporário da Comissão relativo aos auxílios estatais, destinado a apoiar empresas que de outro modo seriam viáveis”.

“O caminho que a Comissão Europeia decidiu foi, na nossa visão, foi injusto”, disse o CEO da TAP.

A TAP, que em condições normais opera cerca de 2.500 vôos semanais, ficou praticamente com todos os seus aviões no chão, após os ‘lockdowns’ decretados em Portugal em meados de Março e em outros países de destino.

A companhia aérea de bandeira está a realizar apenas poucos voos semanais e as rotas são testadas sistematicamente, sem garantias de continuidade.

“Sobre o plano de rotas…confesso que é um processo muito de tentativa e erro. É muito difícil hoje prever a procura que a gente vai ter nos próximos meses”, afirmou.

“Temos feito um processo em que a gente coloca voos e retira voos, vai testando a procura de mercado”, disse, referindo que nenhum CEO da companhias aéreas da Europa “sabe como vai estar a procura no final do ano”.

A TAP fechou 2019 com prejuízos de 106 ME. (Por Sérgio Gonçalves e Catarina Demony; Editado por Catarina Demony)

Crise numa das maiores startups alemãs


© Reuters. Crise numa das maiores startups alemãs

O ex-diretor executivo da Wirecard, que era considerada uma das startups de tecnologia financeira mais interessantes do mercado alemão, foi detido por suspeita de fraude financeira e manipulação de mercado ao ter, alegadamente, inflacionado o balanço da empresa em quase dois mil milhões de euros. Dinheiro que se pensa agora nunca ter existido.

Foi durante uma auditoria que a questão veio a lume já não foram encontradas contas com representassem o referido montante, nem provas de que alguma vez ele tivesse existido.

Quando o escândalo estalou o próprio Markus Braun, que se demitiu de imediato, dizia que, provavelmente, a Wirecard tinha sido vítima de uma fraude de grandes proporções. Agora é o ex-diretor executivo que está a ser acusado de, possivelmente com a ajuda de outros colaboradores, alterar o balanço da empresa para torná-la mais atrativa a investidores e clientes.

Um especialista em controlo, o professor Gunther Fried, da Universidade T´écnica de Munique, diz que não pode ser verdade que uma empresa como a Wirecard não soubesse que quase dois mil milhões de euros não estavam nas suas contas. É inconcebível que precisassem de um auditor para descobri-lo,. “Aparentemente as suas estruturas de controlo não estavam a funcionar”, concluil.

A empresa, que já retirou os resultados preliminares relativos ao ano passado, foi considerada, em 2018, uma das empresas de tecnologia mais promissoras da Europa e estava entre as 30 principais empresas da Alemanha. “Era uma start-up com ótimos resultados, grandes receitas, praticamente atirada para o (Deutscher AktienindeX)”, explica uma perita em mercados, Daniela Bergholt.

Nessa altura o valor de mercado da empresa era superior a 24 mil milhões de euros e as receitas superavam os 2 mil milhões.

Aquela que foi considerada uma estrela em ascensão expandiu-se rapidamente. Tem quase 6 mil funcionários em 26 cidades de todo o mundo. Mas o futuro é agora incerto. Para que a empresa não se afunde vai tentar-se uma reestruturação que passa, naturalmente, pela redução de custos, ou seja, despedimentos e encerramento de unidades de negócios, entre outras coisas.

Covid-19 provoca quebra no comércio global


© Reuters. Covid-19 provoca quebra no comércio global

O comércio global deverá cair cerca de 18,5% no segundo trimestre de 2020, e em relação ao mesmo período de 2019. Uma quebra significativa e provocada pelo novo coronavírus.

No primeiro trimestre, o volume de comércio de mercadorias tinha já diminuído três por cento, em relação ao ano passado. A informação é avançada pela Organização Mundial de Comércio.

Trata-se de projeções iniciais, como explica Roberto Azevedo, o diretor-geral do referido organismo, mas que refletem um declínio histórico e o mais acentuado já registado. Ainda assim, e apesar de tudo, o cenário podia ser muito pior, é aliás menos mau do que o pior cenário previsto em abril pela organização, como frisa este responsável.

Apesar das projeções menos pessimistas, Azevedo alerta para o facto de que uma segunda vaga de COVID-19 ou a implementação de restrições comerciais, entre outras medidas, podem minar o crescimento do comércio global.