Arquivo da Categoria: Economia

Covid custou mais empregos a homens do que mulheres na Zona Euro


© Reuters. Covid custou mais empregos a homens do que mulheres na Zona Euro

Contrariando várias previsões, foi o lado masculino e não o feminino do mercado de trabalho na Zona Euro que mais sofreu o impacto da pandemia de Covid-19.

Os dados são revelados num estudo do Banco Central Europeu, que indica que os homens representam mais de 60 por cento dos empregos perdidos no ano passado. Em termos da queda no número de horas de trabalho, mais de dois terços corresponde ao mercado laboral masculino.

Em termos totais, foram perdidos 3,1 milhões de postos de trabalho na Zona Euro entre o fim de 2019 e o último trimestre de 2020. Para os homens, os setores mais afetados foram o dos transportes e da venda a retalho, enquanto para as mulheres, foram os setores da recreação e dos serviços pessoais e domésticos.

Os homens contabilizaram 1,9 milhões dos postos de trabalho perdidos, enquanto as mulheres representaram cerca de 1,2 milhões.

Com a forte representação feminina nos setores do lazer e hotelaria, muitos economistas estimavam que as mulheres seriam as mais afetadas, mas o estudo do BCE sugere que foram elas que mais facilmente conseguiram encontrar novos empregos.

Regresso dos turistas estrangeiros anima banhos turcos em Antália


© Reuters. Regresso dos turistas estrangeiros anima banhos turcos em Antália

A Turquia é um dos principais concorrentes turísticos dos países da União Europeia, incluindo de Portugal, e está a preparar-se para retomar em força o acolhimento de turistas estrangeiros durante o verão.

Fortemente afetados pelas restrições da Covid-19 ao longo no último ano, esta semana os agentes turísticos turcos tiveram a boa notícia da abertura pela Rússia das viagens de lazer para a Turquia. É um grande mercado que se reabre e as reservas dispararam, por exemplo, nos banhos turcos de Antália.

O gestor do hotel Ananás naquela cidade do sul da Turquia lamentou o facto de ter sido obrigado a fechar “durante 20 meses” devido à pandemia.

“Ficámos muito contentes com o fim das restrições de viagens pela Rússia porque aproximadamente 70 a 80 por cento dos nossos hóspedes são russos”, explicou-nos Murat Ozbolat, acrescentando que “também a retirada gradual das restrições da Europa dá esperança para o que resta da temporada de 2021”.

Olhando à ultima época turística pré-pandemia, no verão de 2019 a Turquia recebeu quase 43 milhões de turistas. Um terço foram russos (6,9 milhões), alemães (4,8 milhões) e britânicos (2,5 milhões).

Para a turista alemã Renate Malzahn, que está a aproveitar a oferta de Antália, “o aliviar de restrições para se poder viajar para a Turquia já devia ter acontecido há muito”.

“Se se alivia as restrições para outros países, seja para Espanha ou outro qualquer, não devemos excluir a Turquia porque eles aqui também necessitam de turistas como nós, se não o país entra em colapso”, argumenta a germânica.

Atualmente, a Turquia ainda está na lista vermelha do Reino Unido e na laranja de França, estatutos que podem mudar a qualquer momento de acordo com a evolução dos novos casos no país que liga o continente europeu ao asiático pelo estreito de Bósforo.

Quem viajar da Turquia para o Reino Unido está obrigado a cumprir quarentena. De França, só pode viajar em lazer quem tiver a vacinação completa.

Certificado europeu é aceiteDa maior parte dos países da União Europeia, a Turquia permite e entrada a quem tenha o Certificado Europeu Covid (ativo a partir de 1 de julho), teste PCR negativo feito nas 72 horas antes da entrada no país ou apresentação de teste rápido de antigénio (TRAg), da lista aprovada pelo Comité de Segurança da Saúde da União Europeia, realizado nas 24 horas anteriores ao embarque.

Para tentar salvar o verão e com confinamentos ainda em vigor para residentes locais sobretudo aos fins de semana, o governo turco decidiu dar liberdade total aos turistas, sendo que os não vacinados podem ser alvo de testes anticovid aleatórios.

Caso um turista tenha um resultado positivo nos testes aleatórios ou tenha estado em contacto com um “doente covid” terá de cumprir as medidas de segurança sanitária em vigor na Turquia, incluindo isolamento.

Para manter o turismo a funcionar, os profissionais do setor turístico foram incluídos nos grupos prioritários do plano de vacinação.

Em maio, já no lançamento do verão na Turquia, Ministério do Turismo e da Cultura na Turquia publicou um polémico vídeo, com a frase em inglês “Desfrute, estou vacinado” (“Enjoy, Im vaccinated”) em máscaras usadas por agentes turísticos.

O vídeo da campanha acabou por ser retirado pelo Ministério devido a queixas de partidos da oposição e utilizadores das redes sociais. No entanto, alguns utilizadores não deixaram a controvérsia desaparecer e o vídeo continua visível na Internet.

“Mobile world Congress” avança sem medo da variante Delta


© Reuters. “Mobile world Congress” avança sem medo da variante Delta

O Congresso Mundial de Comunicações Móveis de Barcelona, o “Mobile World Congress” (MWC), está de regresso depois do cancelamento do ano passado devido à pandemia.

A feira onde são dadas a conhecer as novidades do mundo das comunicações móveis, os últimos telemóveis e “tablets” ou as novas aplicações, abre portas esta segunda-feira, mas uma vez mais com a Covid-19 a afetar o evento, mas sem medo da variante Delta.

Ainda com o SARS-CoV-2 muito presente por todo o mundo e a limitar as viagens entre a Europa e a Ásia, e agora com a variante Delta em rápida progressão, os organizadores do MWC2021 propõem uma edição híbrida.

Alguns eventos vão realizar-se fisicamente em Barcelona, outros apenas pela Internet, o que vai fazer com que os visitantes não vão muito além de um terço dos 100 mil registados em 2019.

“Penso que os donos de hotéis e restaurantes, os motoristas de táxis e toda a gente, que temos em conta quando tomamos grandes decisões como esta de realizarmos a edição deste ano do congresso, têm de perceber que cancelar teria sido muito pior. Decidimos avançar com uma versão reduzida em vez de cancelarmos tudo outra vez”, explicou Jaume Collboni, o vice-presidente do Município de Barcelona.

Há dois anos, meses antes da pandemia infetar o mundo, estima-se que o MWC de Barcelona tenha criado mais de 14 mil empregos temporários e gerado mais de €470 milhões para a economia local. A edição deste ano não vai ser tão generosa.

Friedrich von Schonburg, gerente de um hotel na capital da Catalunha, sabe que “vai ser um Congresso muito menos movimentado”, mas acredita que “em 2022, mesmo que não venha a ser como há dois anos, vai ficar muito perto disso”.

“Estou certo que em 2023 vai ser ainda melhor do que foi em 2019”, confiou o profissional hoteleiro.

Com uma incidência de Covid-19 agora nos 95 casos por 100 mil habitantes e mais de metade da população já com pelo menos uma dose de vacina anticovid, Espanha decidiu acabar com o uso obrigatório de máscaras este fim de semana, desde que se mantenha uma distância social de 1,5 metros, mas o receio mantém-se perante a rápida propagação da variante Delta.

Já predominante no Reino Unido e em Portugal, a estirpe indiana do SARS-CoV-2 já representa também mais de 10% das novas infeções em Madrid, revelou o vice-conselheiro de Saúde Pública e do Plano Covid-19 da Comunidade.

“Esta semana, a presença da variante Alfa, a britânica, situa-se em torno dos 71% e a percentagem da Delta está a superar os 10%”, afirmou Antonio Zapatero, três dias depois de o líder do Centro de Coordenação de Alertas e de Emergências do Ministério da Saúde ter dito que a estirpe indiana representava apenas 4% dos contágios em toda a Espanha.

O Fed pode desencadear uma recessão e rebentar a bolha do mercado


© Reuters.

Investing.com – Nas últimas semanas, têm-se levantado cada vez mais vozes para avisar que o Fed pode ser a fonte de turbulência nos mercados e na economia, se gerir mal o aperto monetário, ou se a sua análise da inflação “transitória” acabar por se revelar errada.

Foi para o último ponto que Mohamed El-Erian, conselheiro económico chefe da Allianz (DE:), alertou na CNBC.

“Estou preocupado com a inflação”, disse ele, acrescentando: “Todos os dias vejo provas de que a inflação não é transitória, e preocupa-me que o Fed esteja a ficar para trás “.

Se o banco central se encontrar nessa posição de atraso, poderá ter de aumentar as taxas de juro e apertar a política monetária mais cedo do que gostaria, o que, segundo ele, poderia conduzir a uma recessão.

“Normalmente acabamos com uma recessão porque temos de travar em vez de tirar lentamente o pé do acelerador, o que penso que vai acontecer”, disse El-Erian.

Também na CNBC, David Roche, presidente da empresa de investimento Independent Strategy, apelidou as atuais avaliações de ações de “bolha”, salientando o risco de que o Fed pudesse ser a causa do seu rebentamento.

“Estas coisas chegam sempre a um fim, e é muito difícil dizer qual será o catalisador para acabar com isto. O catalisador mais provável, na minha opinião, é que o Fed seja obrigado a deixar de dar uma dupla mensagem e comece a falar seriamente sobre o facto de os dias de estímulo monetário adicional e défices orçamentais de financiamento terem terminado”, disse ele.

Turismo europeu refém das variantes do SARS-CoV-2


© Reuters. Turismo europeu refém das variantes do SARS-CoV-2

A retoma total do turismo em Portugal só deverá acontecer em 2023, indica um barómetro do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo, citado esta quinta-feira pela agência Lusa.

“No que se refere à retoma plena do setor, os membros do painel do Barómetro do Turismo não acreditam que em 2022 já possamos estar ao mesmo nível de 2019, no que se refere ao desempenho do turismo. No entanto, apontam o verão de 2023 como o momento da retoma total do setor”, lê-se no documento do IPDT.

De acordo com o barómetro, “no conjunto das opiniões, os mercados emissores estrangeiros que deverão registar melhor desempenho em 2021 são os de proximidade, com destaque para Espanha, França e Alemanha”.

Paralelamente, o painel espera “que mercados como a China, Japão e Brasil se mantenham em quebra”.

Quanto ao Plano do Governo ‘Reativar o Turismo | Construir o Futuro, para estimular a economia e a atividade turística’, “é bem visto pela maioria dos” inquiridos, sendo a “média ponderada das respostas, numa escala de 1 a 5, de 3,41 pontos”.

No entanto, alguns agentes turísticos portugueses contavam com uma época de verão sem grandes restrições para acelerar já este ano a retoma, mas a rápida propagação da variante Delta veio bloquear muitos turistas. Sobretudo os britânicos.

Mesmo com o Certificado Digital Covid da União Europeia, ativo por todo o território europeu desde este primeiro dia de julho, até a Alemanha travou as viagens de e para Portugal, embora agora o ministro da Saúde, Jens Spahn, admita rever essas restrições se as vacinas já autorizadas pela UE se provarem eficazes contra as variantes.

Na Grécia, onde o turismo representa um Quinto do PIB, até o banco central helénico manifestou preocupação com o impacto das novas variantes do SARS-CoV-2 e baixou as previsões económicas deste ano para o turismo para menos de metade dos resultados pré-pandemia.

A estimativa inicial de receita no turismo era de 50% face a 2019. Agora passou a 40%. Um pesadelo para quem vive do turismo naquele que é um dos principais destinos internacionais de férias no sul da Europa.

Em Espanha, apesar do arrefecimento do setor em Portugal e na Grécia, o otimismo ainda se mantém e a estimativa de turistas para este ano até subiu de 42 milhões para 45 milhões, o que representa cerca de 54% dos visitantes registados em 2019.

Outro foco de otimismo para o turismo europeu é o apetite dos americanos, já com o plano de vacinação adiantado, para cruzarem o Atlântico este ano após longos meses privados de viagens.

A companhia United Airlines revelou inclusive que as reservas deste verão para o sul da Europa já excederam os números de 2019.

Um estudo da McKinsey publicado esta semana revela, no entanto, um cenário mais negro que o IPDT e prevê que a total recuperação do turismo apenas aconteça em 2024-2025. Pelo menos, para quem aguentar o negócio até lá.

Acordo de 130 países sobre fiscalização de multinacionais


© Reuters. Acordo de 130 países sobre fiscalização de multinacionais

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico celebrou um “dia histórico”, com a conclusão de um acordo de princípio para a introdução de uma taxa mínima de imposto sobre as empresas “de pelo menos 15%” que, segundo a OCDE, “garantirá” uma melhor fiscalização das grandes multinacionais.

O acordo foi subscrito por 130 dos 139 países que participam nas negociações para a reforma do sistema fiscal mundial. De acordo com a OCDE, este imposto mínimo permitirá gerar anualmente mais 150 mil milhões de dólares em benefícios fiscais. Um dos grandes alvos da fiscalização serão os gigantes digitais.

Bruno Le Maire, ministro francês das Finanças: “É um acordo ambicioso, global e inovador. É o acordo fiscal internacional mais importante do último século. A próxima etapa, será o encontro dos ministros das Finanças do G20, em Veneza, a 10 de julho, quando deverão endossar politicamente o acordo.”

Os Estados Unidos saudaram “um dia histórico para a diplomacia económica”. Apenas um pequeno grupo de países reticentes ao acordo, que inclui a Irlanda e a Hungria, decidiu não assinar a declaração. Mas a China e países geralmente considerados como paraísos fiscais aderiram à iniciativa.

O FMI dá o seu “ok” à economia dos EUA e fixa uma data para o tapering


© Reuters.

Por Laura Sanchez

Investing.com – A Reserva Federal dos EUA (Fed) terá provavelmente de começar a aumentar as taxas de juro no final de 2022 ou início de 2023, uma vez que o aumento das despesas governamentais mantém a inflação acima da sua meta média a longo prazo, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI) e informa a Bloomberg.

A organização começará a reduzir as compras de ativos, estratégia conhecida como tapering, na primeira metade de 2022, avisa o FMI.

“A gestão desta transição, desde a garantia de que a política monetária continuará a fornecer um poderoso apoio à economia até à preparação para uma diminuição das aquisições de ativos e o fim da política monetária acomodada, exigirá comunicações feitas de forma hábil num calendário potencialmente apertado”, salienta a declaração.

O Fed deixou as taxas de juro inalteradas na sua última reunião (15-16 de Junho). Embora tenha assinalado duas subidas de taxas para 2023 , 7 dos 18 decisores políticos demonstraram preferência por uma subida de taxas em 2022, numero acima dos 4 que o haviam feito na reunião anterior em Março.

O indicador de despesas de consumo pessoal que o Fed utiliza para a sua meta de inflação aumentou 3,9% em Maio em relação ao ano anterior, o que corresponde a máximo desde 2008. O FMI prevê que a subida será transitória, com a taxa a atingir um pico de 4,3% e a cair para cerca de 2,5% no final de 2022. O que, ainda assim, está acima da meta média a longo prazo do Fed de 2%, nota Bloomberg.

O FMI aumentou a sua estimativa de crescimento económico dos EUA este ano para 7%, o ritmo mais rápido desde 1984.

Atas do Fed e do BCE, inflação na China: 5 coisas a considerar esta semana


© Reuters.

Por Noreen Burke

Investing.com – A semana após o relatório de empregos dos EUA é normalmente uma das mais leves do mês em termos de divulgação de dados económicos, e esta que conta ainda com feriado de hoje não será exceção.

A ata da reunião de quarta-feira da Reserva Federal pode dar aos investidores uma visão dos debates nos bastidores dos decisores da política monetária após uma mudança abrupta de postura que causou turbulência no mercado no mês passado.

O Banco Central Europeu publicará também uma ata da sua última reunião, enquanto a China divulgará os seus tão aguardados números relativos à inflação. E com os mercados a entrar na segunda metade do ano, os investidores interrogam-se se o impressionante percurso da primeira metade pode continuar.

Aqui está o que precisa de saber para começar a sua semana:

1. Ata do Fed

A ata da reunião de Junho do Fed, na qual os funcionários começaram a falar sobre a compra de obrigações e indicaram que a subida das taxas de juro poderia vir mais cedo do que anteriormente esperado, será divulgada na quarta-feira.

A ata segue-se ao relatório da folha de pagamentos não agrícolas de sexta-feira, que mostrou que os EUA criaram em Junho o numero mais elevado de empregos em 10 meses. Este dado indica que a economia encerrou o segundo trimestre com um forte impulso e que a recuperação económica continua.

 

2. Dados do sector de serviços do Instituto de Gestão de Aprovisionamento (ISM)

O índice do ISM sobre a atividade do sector dos serviços será divulgada na terça-feira e espera-se que mostre um forte crescimento continuado depois de ter registado recordes em Maio, antes da reabertura tornada possível pelas vacinas contra o coronavírus. O relatório poderá também destacar as atuais restrições laborais, uma vez que a contratação continua apertada, levando as empresas a oferecer salários mais elevados para atrair pessoal.

 

3. Entramos no segundo semestre do ano

Com os mercados já na segunda metade de 2021, os investidores interrogam-se agora se o percurso impressionante da primeira metade do ano pode continuar.

Embora as bolsas de valores americanas permaneçam próximas dos máximos de sempre, alguns analistas de mercado têm apontado sinais de cautela em algumas áreas do mercado.

As ações relacionadas com viagens e lazer têm sido afetadas pelas preocupações com a rápida propagação da variante Delta do Covid-19.

Alguns investidores também notaram nas últimas semanas uma concentração dos ganhos de mercado num grupo menor de ações, o que alguns vêem como um sinal de declínio da confiança no mercado mais vasto.

Os investidores irão agora dedicar a sua atenção para a época de rendimentos do segundo trimestre e para o progresso da lei de infraestruturas do Presidente Joe Biden, o que poderá ajudar o mercado bolsista a manter a dinâmica.

 

4. Ata do BCE

O BCE publicará a ata da sua reunião de política monetária de Junho na quinta-feira. Os observadores do BCE estarão também atentos às notícias de várias reuniões a realizar nas próximas semanas como parte da revisão da estratégia de política monetária dos bancos.

O banco quer renovar o seu objetivo de inflação – atualmente fixado próximo, mas não acima de 2% – e pretende que a revisão esteja pronta em Setembro.

Na quarta-feira, a Alemanha divulgará os seus números de produção industrial e a Comissão Europeia publicará previsões económicas atualizadas para a União Europeia.

 

5. Inflação da China

A China vai divulgar na sexta-feira os seus dados sobre a inflação dos preços do consumidor e a inflação dos preços no produtor. Os observadores do mercado estarão atentos ao custo das mercadorias, que dispararam, e se estes aumentos estão a ser transferidos para o consumidor.

Os preços estão a subir na China e em todo o mundo, aumentando os receios de que uma onda de inflação possa ameaçar a recuperação económica global.

Jeff Bezos “parte” da Amazon para o espaço


© Reuters. Jeff Bezos “parte” da Amazon para o espaço

O fundador da Amazon (NASDAQ:), Jeff Bezos, deixou de ser diretor-geral da empresa, esta segunda-feira. O objetivo é concentrar-se em projetos pessoais.

Aos 57 anos, Bezos fez fortuna com a gigante do comércio eletrónico. A Forbes considera-o o homem mais rico do mundo. Ao fim de 27 anos, Bezos passa a Presidente executivo da Amazon, continua a ser o maior acionista, com uma grande margem, enquanto se lança noutras aventuras.

Andy Jassy, que era o número dois, é o homem que se segue na liderança. Uma passagem de testemunho que acontece no dia que marca o nascimento da empresa, que acontecia a cinco de julho de 1994.

A Amazon vive um momento de grande crescimento, impulsionado pela pandemia de Covid-19, que aumentou, exponencialmente, as vendas online. Ao mesmo tempo essa expansão não passa ao lado dos reguladores que a têm na mira. É acusada de tratar os seus funcionários como se fossem máquinas.

Mas não era com a Amazon que Bezos sonhava em criança. Ela foi um meio para atingir um fim: partir para o espaço. Espera-se que o sonho se cumpra, a 20 de Julho. Juntamente com o seu irmão fará a primeira viagem tripulada da Blue Origin.

A redução da semana de trabalho a quatro dias ganha adeptos


© Reuters. A redução da semana de trabalho a quatro dias ganha adeptos

A Islândia parece ser um caso de sucesso na redução da semana de trabalho com bons resultados sobretudo na saúde dos trabalhadores.

Um teste realizado pela Câmara Municipal de Reiquiavique, entre 2015 e 2019, envolveu mais de 2500 trabalhadores, cerca de um por cento da população ativa da Islândia.

A semana foi reduzida de 40 para 35 horas, distribuídas por apenas quatro dias e sem cortes nos salários.

Os resultados mostraram menos stresse nos trabalhadores e melhor equilíbrio entre a vida familiar e profissional, sem perda de produtividade e às vezes até com impacto positivo.

Os trabalhadores garantiram uma melhoria substancial no bem estar e os sindicatos conseguiram renegociar os contratos de 86% dos trabalhadores islandeses para passarem menos horas no local de trabalho.

Testes similares estão também a ser ponderados noutros países europeus.

Em Espanha, a Telefónica decidiu experimentar a semana de trabalho de quatro dias e chegou a acordo com os sindicatos, mas implicando uma redução nos salários.

A empresa espanhola de telecomunicações admite ainda assim compensar 1,6 horas das oito semanais que os trabalhadores perdem. O teste piloto deste modelo arranca em outubro.

O governo espanhol também admitiu em março avançar com uma experiência similar durante três anos, que entretanto travou. As negociações continuam, mas a prioridade passará agora por estabelecer uma semana de trabalho de 35 horas.

A redução do horário está a ganhar adeptos também na Alemanha e até na Nova Zelândia, a reboque da convicção de que a mudança melhora a produtividade e a saúde mental dos trabalhadores, e ainda ajuda a combater as alterações climáticas.

O impacto da pandemia no mercado laboral também parece jogar a favor da redução das horas dedicadas ao trabalho.

De acordo com dados de 2019, os cidadãos da União Europeia passavam em média 36,2 horas a trabalhar.

A Roménia tinha a semana mais longa do bloco (40,5 horas), em contraste com os Países Baixos, onde nem se trabalhavam 30 horas por semana (29,3h).

A Bélgica registava a maior discrepância com os empregados a dedicarem pouco menos de 40 horas aos patrões, enquanto os independentes a tempo inteiro passavam mais de 50 horas dedicados ao trabalho.