Arquivo da Categoria: Economia

Dólar desliza antes da publicação da ata principal do Fed


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Por Peter Nurse

 

Investing.com — O dólar desceu no início do trading europeu nesta quarta-feira antes do lançamento da ata da última reunião da Reserva Federal, com os traders à procura de pistas sobre a direção da economia e as taxas de juro.

Pelas 9 horas, o , que acompanha o dólar contra um cabaz de seis outras moedas, negociou 0,1% mais baixo a 92,483.

O estava estável a 110,60, o subiu 0,1% para 1,1831, enquanto o subiu 0,1% para 1,3812, por seu lado o que costuma ser sensível ao risco subiu 0,1% para 0,7505.

O dólar recebeu um impulso na terça-feira, uma vez que a volatilidade em torno do preço do petróleo e a retração chinesa no sector tecnológico levaram a uma aversão ao risco.

No entanto, desde então, o dólar devolveu alguns desses ganhos antes da publicação da ata da reunião do Fed de Junho de 2021, de onde se esperam retirar pistas sobre as políticas do banco central.

Atentos ao BCE: 5 fatores-chave nos mercados esta quinta-feira


© Reuters.

Por Laura Sanchez

Investing.com – Calma após a ata da última reunião do FOMC, mas de olho na declaração de política monetária do BCE.

As criptomoedas estão de novo a corrigir esta manhã.

Aqui estão os cinco fatores que os investidores devem considerar hoje ao tomarem as suas decisões:

1. Divisão nas atas do Fed

Wall Street fechou em verde ontem após a publicação da ata da última reunião do FOMC, que mostrou uma divisão de opiniões entre os membros do Federal Reserve (Fed) dos EUA sobre a situação econômica do país.

Nenhum progresso foi alcançado em relação ao início da redução gradual.

2. Declaração do BCE sobre política monetária

Os investidores ficarão também atentos à declaração de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Aguardamos para saber se a agência considera mudanças na sua estratégia.

3. As criptomoedas corrigem novamente

As criptomoedas estão a ser negociadas em baixa esta manhã. A caiu abaixo dos $ 32.500 e está um pouco abaixo dos $2.200.

4. Asia

Sinal negativo nos principais índices asiáticos. O caiu 0,6%, o caiu 0,6% e o Hong Kong caí 2% neste momento.

5. Dados macro

Entre as poucas referências macroeconômicas desta quinta-feira, destacam-se as exportações, as importações e a balança comercial da Alemanha.

Nos Estados Unidos conheceremos os novos pedidos de subsídio de desemprego.

Deliveroo revê em alta previsão de vendas para este ano


© Reuters. Deliveroo revê em alta previsão de vendas para este ano

A empresa britânica de entrega de comida Deliveroo aumentou a previsão de vendas para este ano, após um forte crescimento durante os primeiros seis meses de 2021.

A Deliveroo espera que o valor das transações através da sua plataforma este ano seja entre 50% e 60% maior do que no ano passado. O total de transações este ano pode ultrapassar os 6 mil milhões de libras, o equivalente a 6,9 mil milhões de euros.

Mas a empresa espera que o valor de encomendas caia para valores pré-pandemia, quando as famílias voltarem a fazer mais refeições fora de casa.

As ações da Deliveroo caíram 30% na sua estreia na bolsa de Londres em março. Esta quinta-feira de manhã chegaram a subir 4%, mas estavam mesmo assim 14% abaixo do preço da oferta pública inicial.

Fed e BCE mais uma vez na ribalta: 5 factores-chave a ter em conta na sexta-feira


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Por Laura Sanchez

Investing.com – Mais uma vez, os investidores continuam a manter o foco nos bancos centrais. Hoje, vamos tomar conhecimento da ata da última reunião do BCE e do relatório de política monetária do Fed.

As criptomoedas ainda estão em baixa esta manhã.

Aqui estão os cinco fatores que os investidores terão de considerar ao tomarem hoje as suas decisões:

 

1. Relatório de política monetária do Fed

O relatório de política monetária da Reserva Federal dos EUA (Fed) será divulgado hoje. A ata da última reunião do FOMC mostrou que os membros do FOMC estavam divididos sobre a situação económica do país.

 

2. Ata do BCE; Lagarde fala

Esta sexta-feira, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), vai fazer uma declaração.

Mais tarde, os investidores tomarão conhecimento da ata da última reunião sobre política monetária.

 

3. As criptomoedas continuam a sua tendência de baixa

O sector das criptomoedas está novamente a negociar em baixa esta manhã. A permanece na área de $33.000 e a Ethereum esta à volta dos $2.100.

 

4. Ásia

Os principais índices asiáticos são mistos. O caiu 0,7%, o Compósito de Xangai caiu 0,3% e o de Hong Kong subiu 1%.

 

5. Dados macroeconómicos

Entre os dados macroeconómicos divulgados na sexta-feira, destacam-se o PIB e a produção industrial do Reino Unido, a produção industrial no Reino Unido, França e Itália, bem como a balança comercial de Portugal.

Nos EUA, veremos os inventários por grosso e o número de plataformas petrolíferas.

O HSBC prevê um segundo semestre de expansão e recomenda a revisão da carteira


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Por Laura Sanchez

 

Investing.com – O HSBC (LON:) Asset Management aponta para uma grande mudança na macroeconomia. No seu relatório de perspetivas a meio do ano, acedido pela CNBC, o banco britânico recomenda aos investidores que se preparem para um ciclo económico que passará da recuperação para a expansão, trazendo um período de menor retorno do investimento e uma mudança para a política fiscal.

O PIB recuperou das consequências do “efeito Covid” nos EUA, China e em toda a indústria na Ásia e os lucros das empresas estão a sofrer uma recuperação em forma de V, com expectativas de lucro para 2022 agora à frente das previsões pré-Covid.

“Após um período em que o crescente otimismo dos investidores reduziu as perceções de risco e revalorizou as classes de ativos de risco, a perspetiva é agora a inversa”, observa Joseph Little, estratega chefe global do HSBC. “Cada vez mais, as valorizações tornar-se-ão um entrave aos retornos, uma vez que muitas boas notícias sobre a recuperação já foram tidas em conta nos preços”.

“Favorecemos os mercados cíclicos como o Reino Unido e a Europa, bem como os mercados emergentes”, explica Little.

“O risco cíclico negativo é americano, o que é particularmente importante para a nossa estratégia que favorece as ações internacionais e as obrigações dos mercados emergentes”, acrescenta.

Cobre e minerais como o urânio e metais de terras raras também são atrativos, diz o HSBC.

Stellantis vai investir 30 mil milhões de euros para eletrificar veículos


© Reuters. Stellantis vai investir 30 mil milhões de euros para eletrificar veículos

O grupo automóvel Stellantis vai investir 30 mil milhões de euros nos próximos quatro anos para desenvolver veículos elétricos.

A gigante automóvel surgiu da fusão da Fiat Chrysler com o grupo PSA que detinha marcas como Citroen, Peugeot e Opel.

O português Carlos Tavares é diretor-geral da mega empresa, a qual apresentou um plano de um futuro “mais verde”.

“Em 2025, em todas as nossas 14 marcas, 98% dos nossos modelos na Europa e na América do Norte serão eletrificados.”, disse Carlos Tavares.

A empresa prevê que até 2030, mais de 70% das vendas na Europa e mais de 40% das vendas nos EUA sejam de veículos elétricos.

Nos planos da empresa está por exemplo a construção de cinco fábricas – distribuídas pelos dois continentes – dedicadas exclusivamente à produção de baterias. É o arranque da eletrificação de um dos maiores grupos do setor automóvel do mundo.

Quem ganhou realmente o Campeonato Europeu (de rendimentos)?


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Por Alessandro Albano

Investing.com – A Itália ganhou o Campeonato Europeu após 53 anos. Venceu uma Inglaterra que, talvez, tenha pecado pr demasiada arrogância, pelo menos na fase de preparação. Mas a outra batalha, a batalha do rendimento, não viu nenhum dos protagonistas de ontem à noite subir para as duas primeiras posições.

Olhando para os kits, antes de mais notamos que nenhum dos participantes do Euro 2020, com exceção da Itália, estava a usar uma marca italiana.

Os patrocinadores desta edição do Campeonato Europeu foram 6 ( Nike , Adidas, Puma, Hummel, Joma e Jako) mas quase todas as equipas nacionais escolheram a Adidas AG (DE:) e a Nike Inc (NYSE:), tendo esta última chegado à final graças ao espaço na camisola dos Três Leões.

Segundo a PR Marketing, a nação que gerou mais receitas em termos de patrocínio foi a França, a favorita antes do torneio, mas eliminada na segunda volta por uma Suíça histórica.

Os franceses, os campeões mundiais de 2018, recolheram 65 milhões de euros, enquanto que em segundo lugar está a Alemanha, também eliminada na segunda volta pelos ingleses, com 50 milhões de euros garantidos pela Adidas.

Os outros favoritos, Espanha, Holanda, Portugal e Bélgica, não beneficiaram muito dos patrocinadores, recolhendo 18,5; 11,1; 7 e 3,5 milhões de euros, respetivamente.

A equipa nacional italiana está em quarto lugar pelos ganhos recebidos pela Puma (TSXV:) com 29,5 milhões, enquanto a Inglaterra está na terceira etapa do pódio com 38,5 milhões assinados pela Nike. No entanto, graças ao prémio monetário da UEFA pelo desempenho das equipas, a Itália pode contar com mais 8 milhões por ter sido o vencedor do torneio, enquanto o outro finalista tem direito a 5 milhões.

 

Faturação do Euro 2020

Globalmente, o Europeu trouxe cerca de 1,3 mil milhões de euros entre bilhetes, direitos televisivos e patrocinadores aos cofres da UEFA, contra cerca de 2 mil milhões de euros em 2016 (dados da KPMG).

Como recorda a CalcioeFinanza, a UEFA estimou uma perda de receitas de 200 milhões devido a medidas de contenção de espectadores, com custos estimados de 504 milhões em comparação com os 595 milhões dos anteriores europeus.

Para apoiar a edição deste ano, as federações nacionais de futebol garantiram investimentos de 300 milhões de euros, mas a queda no número adeptos pesa muito.

A própria UEFA, explica à CalcioeFinanza, que de 2019 a 2020 viu o seu volume de negócios cair de 3,8 mil milhões para 3 mil milhões precisamente por causa das bancadas vazias.

Olhando para os contratos com as maiores empresas (ainda dados da KPMG), a Heineken (AS:) trouxe à UEFA 45 milhões, enquanto a Coca-Cola Co (NYSE:), o centro das atenções após o caso CR7, garantiu 35 milhões. Da Alipay vieram 28,8 milhões, da Volkswagen (DE:) 20 milhões e da Qatar Airways 16 milhões.

Por outro lado, a compensação para as equipas aumentou em 30 milhões em relação ao Euro 2016, de acordo com a C&F. Além disso, da participação no torneio que garantiu 9,25 milhões às equipas nacionais individualmente, os quartos de final renderam de 2,5 milhões, as semifinais 4, enquanto que, como mencionado acima, 5 milhões vão para a finalista e 8 para os campeões europeus.

Crescimento europeu em risco


© Reuters. Crescimento europeu em risco

A rápida propagação da variante Delta do novo coronavírus e a reintrodução de restrições de viagens e sociais estão a preocupar os economistas pois temem que o crescimento económico previsto para a Europa desacelere.

O levantamento de grande parte das medidas de confinamento, em quase todo o Velho Continente levou, nos últimos meses, a um aumento da atividade empresarial, das vendas a retalho e da confiança das famílias, o que fez com que muitos economistas revissem em alta o crescimento europeu previsto para este ano.

No entanto, agora, este crescimento económico parece estar a ser posto em causa devido ao rápido aumento, dos últimos dias, de novos casos de infeções pela variante Delta da Covid-19.

Na semana passada, a Comissão Europeia reviu em alta as previsões de crescimento da União Europeia, em 2021, para 4,8%, após uma contração recorde de 6,2% no ano passado. Bruxelas previa a mais rápida expansão observada desde 1976 e significaria que a economia dos 27 recuperaria o seu nível de produção pré-pandémico até ao final deste ano. No entanto, isso só seria possível se não fossem introduzidas novas restrições e as economias reabrissem por completo.

Na sexta-feira, Alemanha e França advertiram os seus cidadãos contra as viagens a Espanha, onde a taxa de infeção pelo novo coronavírus ultrapassou Portugal, tornando-se na mais elevada da Europa continental. Um duro golpe para o setor turístico ibérico.

A porta-voz do Governo espanhol, Maria de Jesús Montero, afirmou que “É muito importante para nós que sejamos capazes de preservar as chegadas turísticas durante os meses de agosto e setembro, e o resto do mês de julho. Portanto, estamos a trabalhar bilateralmente com todos aqueles países onde pode haver algum tipo de preocupação.”

Entretanto, Portugal anunciou que os turistas devem ter a vacinação completa, ter recuperado do vírus ou fazerem um teste à entrada de qualquer hotel ou restaurante nacional.

“Em todos os alojamentos turísticos, será necessário um teste negativo ou certificado de vacinação para entrar. Esta medida aumenta a segurança. É verdade que não restringe a atividade económica, mas aumenta a segurança, e esse é o princípio que rege as nossas medidas”, afirmou a ministra portuguesa de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Os Países Baixos informaram que reintroduziriam restrições a restaurantes, bares, cafés, discotecas e eventos ao vivo – apenas duas semanas após o seu levantamento – devido a um aumento de mais de dez vezes na taxa de infeção diária no país.

Chipre reintroduziu, também, regras sobre o número de pessoas permitidas em hotéis e locais de entretenimento, após ver a sua taxa diária de infeção pela Covid-19 a atingir o nível elevado deste ano.

União Europeia congela imposto digital à espera do IRC global


© Reuters. União Europeia congela imposto digital à espera do IRC global

A União Europeia decidiu colocar no congelador, pelo menos até ao outono, o processo para desenvolver um imposto digital europeu destinado às gigantes tecnológicas a operar no mercado comum. A taxa europeia é um projeto criticado pelas autoridades fiscais norte-americanas.

A decisão de Bruxelas surge na sequência do acordo estabelecido no fim de semana pelo G20, na cimeira de Veneza, em Itália, onde as 20 maiores economias do mundo concordaram em desenvolver o novo sistema fiscal para empresas proposto pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“Vamos trabalhar juntos para conseguirmos este acordo global. Já informei a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, da nossa decisão de congelar a proposta da Comissão Europeia para uma taxa digital de forma a nos concentrarmos e trabalharmos em equipa para resolver os derradeiros passos deste acordo histórico”, afirmou Paolo Gentiloni, Comissário Europeu da Economia.

De forma individual, a Alemanha também se mostra agora focada em trabalhar apenas neste acordo de IRC global, colocando de parte a proposta que vinha ser preparada pelo bloco europeu.

“O passo mais importante é o facto de termos acordo para um imposto mínimo global e também na forma como melhor podemos taxar as maiores e mais lucrativas empresas, incluindo as que estão ativas enquanto gigantes do setor digital”, argumentou Olaf Scholz, o ministro das Finanças da Alemanha.

Os ministros das Finanças das 20 maiores economias deram este fim de semana o aval ao projeto da OCDE de um imposto mínimo global de 15% para limitar as taxas atrativas de certos paraísos fiscais para empresas.

Os casos da Irlanda, dos Países Baixos ou do Luxemburgo entre os “27” são alguns dos que justificam esta taxa agora proposta pela OCDE e já com o apoio garantido de 130 países.

O texto do IRC global, se se chegar a um acordo final entretanto, deverá ser ratificado pelos líderes dos governos do G20, em Roma, no final de outubro.

Banco Central Europeu pondera criar um”criptoeuro”


© Reuters. Banco Central Europeu pondera criar um”criptoeuro”

Banco Central Europeu (BCE) está a estudar a criação de concorrência para as tradicionais notas de papel timbrado e moedas de euro. O primeiro euro digital, ou “criptoeuro” como poderá ficar conhecido, está em fase de estudo.

Esta semana, o BCE lançou o projeto-piloto para lançar a primeira criptomoeda com chancela da União Europeia (UE).

O projeto tem a duração estimada de cinco anos até à eventual emissão do primeiro euro digital e entra em outubro na “fase de investigação”.

Só após esta primeira fase, que deverá durar dois anos, é esperada uma decisão definitiva sobre a criação do euro digital.

“Analisaremos como um euro digital poderia ser concebido e distribuído a comerciantes e cidadãos, bem como o impacto que teria no mercado e as alterações a efetuar à legislação europeia – se alguma”, explica o BCE.

Após a investigação, o regulador financeiro europeu prevê passar ao desenvolvimento e teste de possíveis soluções, “em colaboração com instituições de crédito e empresas, que poderiam disponibilizar a tecnologia e os serviços de pagamento”.

A primeira criptomoeda a ser emitida pelo Eurossistema, que integra o BCE e os bancos centrais de cada Estado-membro da UE, destina-se a estar “acessível a todos os cidadãos e empresas”, com o mesmo valor facial do euro físico e para o complementar, não para substituir as notas e moedas tradicionais, garante o BCE, em comunicado.

Um euro digital continuaria a ser um euro, tal como as notas de euro, mas em formato digital. Seria uma forma eletrónica de moeda emitida pelo Eurossistema (o BCE e os bancos centrais nacionais) e acessível a todos os cidadãos e empresas.Um euro digital complementaria o numerário, não o substituiria. O Eurosistema continuará a assegurar que tem acesso a numerário em toda a área do euro.

Banco Central Europeu
Comunicado

De acordo com os princípios deste ainda projeto-piloto, digital tem por objetivo disponibilizar apenas mais “uma opção de pagamento simples, universal, aceite, segura e fiável”, e “contribuindo para a acessibilidade e inclusão”.

A emissão do primeiro euro digital, a confirmar-se a aprovação deste recurso monetário, prevê-se demorar “pelo menos cinco anos”.