Itália sugere perdão da dívida


Itália sugere perdão da dívida

O Banco Central Europeu devia cancelar as obrigações de dívida ou torná-las perpétuas. A opinião é de um dos mais próximos conselheiros do primeiro-ministro italiano. Citado pela agência Bloomberg, Riccardo Fraccaro afirma que “a política monetária deve apoiar as políticas fiscais expansionistas dos Estados-membros de todas as formas possíveis”. O secretário do conselho de ministros italiano defende por isso “o cancelamento das obrigações soberanas adquiridas durante a pandemia ou o prolongamento perpétuo da sua maturidade”.

Espera-se que dívida da zona euro chegue a níveis de 2014. Portugal é dos países em que a dívida está a aumentar face à riqueza produzida muito acima da média europeia. Mais grave apenas o cenário na Grécia e na Itália.

Rácio da dívida sobre o PIB
Euronews

O BCE não se pronunciou sobre o apelo do responsável italiano, mas analistas duvidam de uma resposta positiva. O Ministro francês das Finanças já veio sublinhar que o princípio do pagamento da dívida é o princípio do próprio mercado da dívida. Bruno Le Maire lembra que agora é possível “vender obrigações públicas a taxas muito baixas, graças à política monetária do BCE”.

Philip Lane, economista-chefe do Banco central Europeu, põe água na fervura. Admite que as divídas públicas vão ser mais elevadas, mas diz que esta é a resposta certa à pandemia. As taxas de juro muito baixas tornam estes empréstimos sustentáveis. Um cenário muito diferente da crise de 2008.

A presidente do BCE veio entretanto reforçar os rumores de que em dezembro o reguladore pode comprar mais obrigações dos estados-membros.

Christine Lagarde quer preservar condições de financiamento favoráveis durante o tempo necessário. Considera que esta é a forma certa de apoiar as despesas das pessoas, para manter o crédito a fluir e para desencorajar despedimentos em massa.

Os governo europeus têm usado a ferramenta para proteger e mitigar os efeitos da pandemia nas economias.

‘Yields’ zona euro permanecem baixas com expectativas de estímulos do BCE


© Reuters.

LONDRES, 27 Nov (Reuters) – Os rendimentos do Bund alemão a 10 anos foram negociados perto de mínimos de duas semanas na sexta-feira, com expectativas de mais estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu, enquanto que os rendimentos das obrigações do Tesouro a 10 anos de Portugal estavam perto de quebrar abaixo de zero.

O BCE comprometeu-se, em Outubro, a continuar a sua flexibilização em Dezembro, o que sustentou as obrigações do tesouro da zona euro nas últimas semanas. Os movimentos têm sido silenciados desde que as obrigações recuperaram de um ‘selloff’ em torno das vacinas contra o coronavírus.

Os comentários do economista-chefe do BCE Philip Lane na quinta-feira sobre a inflação e a acta da reunião de Outubro do banco aumentaram as expectativas de mais estímulos.

O rendimento das obrigações do governo alemão a 10 anos de referência foi negociado pela última vez a -0,586% , não muito longe do mínimo de duas semanas de -0,592% que atingiu na segunda-feira.

Os rendimentos em outros mercados centrais e mercados periféricos também seguem pouco alterados. O rendimento das obrigações do Estado a 10 anos de Portugal foi negociado pela última vez a 0,015% , depois de ter caído tão baixo como 0,007% no dia anterior.

O rendimento a 10 anos de Portugal esteve perto de entrar em território negativo pela primeira vez no Refinitiv e já o tinha na Bloomberg e Tradeweb. A ‘yield’ a 10 anos negociava mais alta na sexta-feira do que na quinta-feira, disseram os traders.

“Não ficaria surpreendido se houvesse um pouco de lucro por parte das pessoas que possuem os títulos”, disse Andy Cossor, estratega de taxas no DZ Bank em Frankfurt. “Tiveram uma boa corrida e, chegando ao final do mês, estão a entrar num mês mais calmo, Dezembro”.

“Eu diria que os gestores de fundos estão convencidos de que zero, ou muito perto disso, é o piso para as ‘yields’ portugueses”, disse Cossor. Texto integral em inglês: Olga Cotaga; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Como ficam as empresas com a extinção do Universal Analytics do Google

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Por Otávio Ferraz* 

Sob o argumento de ajudar empresas a defenderem a privacidade de usuários e se alinharem às leis de proteção de dados, o Google oficializou que todas as propriedades padrão, ou seja, gratuitas, da interface Universal Analytics (UA) vão parar de processar novos hits em 1º de julho de 2023. Já as propriedades da Universal Analytics 360, versão paga, vão interromper o processamento no próximo 1º de outubro. Após essas datas, as empresas terão seis meses para transferir seus dados por completo das ferramentas. 

Em seus lugares, ficarão o Google Analytics 4 (GA4) e o Google Analytics 4 360, respectivamente.  

Até o momento, o impacto percebido está no modelo de análise, que, agora, com o uso do GA4, não depende exclusivamente dos cookies para coletar dados, recurso que, até então, era essencial para a mensuração.  

Permanência limitada 

Diferente do UA que não tem limite de tempo para retenção de dados na interface, o GA4 restringe o armazenamento por 14 meses. 

Com esse limite, as empresas serão obrigadas a contratar serviço de cloud, caso não queiram perder dados históricos. O Google, inclusive, oferece integração com o BigQuery — plataforma de armazenamento e análise de dados sem servidor —, mas nem todos estarão dispostos a contratá-lo por questões orçamentárias.  

Isso porque o BigQuery é gratuito para situações específicas. Por exemplo, os primeiros 10GB de armazenamento mensal são grátis. O que pode ser suficiente apenas para pequenas empresas. 

As grandes companhias terão que encontrar soluções para o armazenamento desses dados. Na Macfor, agência full service de marketing digital, a alternativa foi o desenvolvimento de data lakes (repositórios centralizados que permitem armazenar dados estruturados ou não em qualquer escala). Eles já são ofertados aos clientes da adtech e, agora, também poderão ser usados para armazenar dados extraídos do GA4 e para explorar insights relevantes para o negócio.  

Corrida contra o tempo 

A transição entre as interfaces é desafiadora e poderá gerar complicações que vão desde a comparação cronológica de desempenho de anúncios, a alocação inadequada de verbas, até a perda de histórico. 

As empresas que não criarem propriedades e estruturarem a arquitetura de dados no GA4 até 1º de julho de 2022, perderão, no futuro, a base histórica ano a ano, uma vez que as propriedades extraídas no UA são distintas das disponíveis no GA4 e não há como cadastrar análises de períodos retroativos. 

Jornada unificada 

O UA nasceu quando a navegação era prioritariamente por meio de desktop, por isso os hits são processados no formato web.  

Já a criação do GA4 acontece diante da navegação multiplataforma. Assim, tanto quem tem um site simples, quanto complexo e apps disponíveis para Android e iOS vai poder processar todos os fluxos de dados dentro da mesma propriedade a fim de analisá-los de forma integrada.  

Ganhos e perdas 

Com o GA4, cada interação de usuário é interpretada como um evento, por isso cada clique, visualização de vídeo e rolagem de página vai oferecer mais dados e insights para gerar uma compreensão ampla da jornada do cliente e das razões pelas quais ele converte ou não, de uma etapa à outra do funil.  

É preciso estar consciente que o acesso aos dados e propriedades do UA, de forma geral, não é viável por meio do GA4. Por isso, as perdas para quem não migrar no prazo ideal podem ser irreversíveis.  

Aprendizados 

A complexidade desta migração varia de site para site. Quanto mais complexo ele for, mais eventos são configurados. As plataformas de e-commerce tendem a ser mais complexas, pois há uma quantidade de eventos muito maior. Principalmente para as que possuem versão app. 

A transição deve começar o quanto antes, mas tem que ser planejada e seguir métodos rigorosos de implementação. Por isso, ter pessoas qualificadas na estruturação dessa arquitetura de dados é fundamental, caso contrário insumos relevantes poderão ficar para trás. Por fim, a contratação de uma empresa especializada pode minimizar os impactos dessa mudança.  

Foi dada a largada, que comecem os jogos! 

*Otávio Ferraz é sócio, adtech & analytics manager da Macfor, agência full service de marketing digital Google Partner Premier e co-founder da Hit404, agência focada em performance  



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HSBC diz ainda vê valor obrigações Itália, espera ‘spread’ mais apertado face à Alemanha


© Reuters.

LONDRES, 27 Nov (Reuters) – O HSBC (LON:) disse na sexta-feira que ainda vê valor nas obrigações do governo italiano e espera que o ‘spread’ sobre os rendimentos das obrigações alemãs a 10 anos de referência diminua para 100 pontos base no próximo ano, em comparação com o nível actual de 115 pontos base.

O mercado obrigacionista italiano, juntamente com os seus pares do sul da Europa, beneficiou do estímulo agressivo do Banco Central Europeu e das expectativas de que um fundo de recuperação da União Europeia irá impulsionar as perspectivas de crescimento.

“Apesar da recente queda nos spreads, continuamos a pensar que há valor na compra de BTPs contra Bunds no ponto de 10 anos”, analistas do HSBC numa nota, acrescentando que as obrigações italianas são relativamente baratas contra os pares da zona euro.

“O nosso caso base é para uma decadência lenta do spread do BTP-Bund até um nível alvo de 100 pontos base por volta do 3º trimestre do próximo ano”, diz a nota.

A ‘yield’ das obrigações italianas a 10 anos seguia em 0,57% , quase mínimos históricos, enquanto a diferença em relação aos rendimentos do Bund alemão foi de cerca de 115 pontos base .

Texto integral em inglês: Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters.

NOVEMBRO

27

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Novembro; Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Outubro.

* Reunião do Conselho de Ministros.

* Assinatura do Memorando de Entendimento entre o Governo e a Microsoft (NASDAQ:).

30

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Novembro; Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Outubro e Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre.

DEZEMBRO

02

* INE divulga Atividade dos Transportes no terceiro trimestre de 2020 e Índices de Produção Industrial de Outubro.

* Início da Web Summit 2020.

03

* Prossegue Web Summit 2020.

* Banco de Portugal divulga Relatório de Estabilidade Financeira.

04

* Último dia da Web Summit 2020.

09

* INE divulga Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Outubro.

10

* INE divulga Contas Económicas da Agricultura – 1.ª Estimativa de 2020; Estatísticas do Comércio Internacional de Outubro.

11

* INE divulga Estatísticas dos Serviços Prestados às Empresas em 2019; Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção de Outubro.

14

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Novembro; Construção: Obras Licenciadas e Concluídas do terceiro trimestre.

* Banco de Portugal divulga Boletim Económico.

15

* Reunião do Conselho de Estado.

17

* INE divulga Atividade Turística de Outubro.

18

* Banco de Portugal divulga Indicadores Coincidentes.

21

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura de Novembro.

22

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do terceiro trimestre e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Novembro.

23

* INE divulga Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do terceiro trimestre.

29

* INE divulga Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Novembro.

* Direção-Geral do Orçamento divulga síntese de execução orçamental (novembro 2020).

30

* INE divulga Índices de Produção Industrial de Novembro e Atividade Turística – Estimativa Rápida de Novembro de 2020.

JANEIRO 2021

04

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores e Estimativa Rápida do IPC/IHPC, de Dezembro.

07

* INE divulga Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Novembro.

08

* INE divulga Estatísticas do Comércio Internacional, Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Novembro.

11

* INE divulga Perspetivas de Exportação de Bens – 1ª Previsão de 2021 e Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção.

13

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Dezembro.

15

* INE divulga Atividade Turística de Novembro.

19

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Dezembro.

20

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo de Novembro de 2020 e Síntese Económica de Conjuntura de Dezembro de 2020.

24

* Portugal realiza Eleições Presidenciais.

25

* INE divulga Procura Turística dos Residentes

3.º Trimestre de 2020 e Inquérito de Conjuntura ao Investimento do segundo semestre.

28

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Janeiro de 2021 e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Dezembro de 2020.

29

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Janeiro de 2021 e Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Dezembro de 2020.

(Por Lisboa Editorial)

Rede francesa de ajuda a empresários em dificuldade vence prémio europeu


© Reuters. Rede francesa de ajuda a empresários em dificuldade vence prémio europeu

Quando uma empresa enfrenta problemas sérios, o impacto não é apenas financeiro, pode afetar muito o dono da empresa. Como relançar um negócio quando as coisas correm mal por qualquer motivo?

Atualmente, muitas empresas lutam para sobreviver ao impacto da pandemia de Covid 19. Na Bretanha, em França, a euronews falou com um pequeno empresário que conseguiu recuperar após uma falência.

Para as empresas que estão a passar pela crise da COVID 19, a história de Ollivier Christien é um sinal de esperança. O padeiro francês dirige uma padaria de sucesso nos arredores de Saint Malo. Mas nem sempre foi assim. Em 2016, Ollivier foi obrigado a fechar a padaria em Paris após um conflito com um sócio.Nessa altura, contactou a associação Second Souffle, que ajuda empresários em dificuldade.

“Eu tinha uma empresa que estava em dificuldade, em Paris, e a câmara aconselhou-me a entrar em contacto com a Second Souffle, para melhorar a minha comunicação, principalmente com os bancos, o fisco e o estado, de modo a tornar as coisas menos stressantes quando a empresa não vai bem”, contou Ollivier Christien.

Associação propõe vários serviçosPara o empresário francês, o apoio da associação foi vital para conseguir abrir uma nova empresa.

“Foi muito importante porque eu estava num ponto em que tinha que fechar as contas da minha empresa antes de fazer o que quer que seja. Eu tinha perdido o contacto com meu primeiro contabilista e a associação Second Souffle aconselhou-me a contactar outras empresas de contabilidade para me ajudar a resolver o problema e recomeçar com outra empresa”, disse Ollivier Christien.

A Second Souffle faz parte da rede Portail du Rebond que integra seis associações em França. A rede de apoio aos empresários propõe vários serviços, incluindo conselhos para evitar a falência e definir um plano após a liquidação e dá apoio na área da prevenção do suicídio.

“Para além do aconselhamento em contabilidade, a associação ajuda os empresários a terem uma ideia clara da situação da empresa. A ideia é ajudar o empresário a relançar um novo projecto empresarial ou a obter um emprego”, afirmou Philippe Le Meur, secretário-geral da Associação Second Souffle.

E acrescentou: “Cada associação tem sua própria especialidade. O que cria uma cadeia de valor completa para relançar o negócio. Em resposta à COVID, as seis associações estão a fazer reuniões mensais para informar o ministério das finanças sobre a situação das empresas no terreno”.

O European Enterprise Promotion AwardsPelo excelente trabalho desenvolvido, a rede Portail du Rebond venceu este ano o Grande Prémio do Júri dos European Enterprise Promotion Awards. Desde 2006, o prémio ajudou a criar milhares de novas empresas e de empregos.

Depois da experiência da falência, Ollivier Christien tem hoje uma visão mais clara do que é preciso fazer em caso de problema.

“É importante antecipar a situação, avisar os fornecedores e o banco. Quando se sabe que vai haver dificuldades de tesouraria, consegue-se antecipar melhor as despesas futuras”, concluiu o empresário francês.

Pilippe Le Meur, secretário-geral da Associação Second Souffle
Oelsner, Natalia/

A euronews falou com Philippe Le Meur, secretário-geral da associação francesa Second Souffle para saber como é que a associação ajuda os empreendedores que atravessam dificuldades.

Euronews: O que é a associação Second Souffle e como é que ela ajuda os empreendedores em dificuldade?”

Philippe Le Meur: A Second Souffle tem como missão apoiar todos os empresários que tentam relançar o negócio ou que estejam a passar por dificuldades, quer tenham ou não uma empresa. Não há critérios nem limite de tempo. Cada empresário tem um mentor para orientá-lo durante o processo, de acordo com o nosso método 1-2-3: acolher, acompanhar e recuperar”

Euronews: “Que tipo de serviços oferece?”

Philippe Le Meur : “Os serviços que propomos passam antes de mais por, acolher e ouvir o empresário, para compreender as suas dificuldades pessoais. O objetivo é permitir ao empresário que está a viver dificuldades a criação de um novo projeto empresarial ou ajudá-lo a encontrar um novo emprego”

Euronews: “Como é que a associação Second Souffle complementa e coordena o apoio da rede Portail du Rebond?”

Philippe Le Meur : “Cada associação do Portail du Rebond tem as suas especialidades: dependendo das suas necessidades, o empresário será reencaminhado para a associação que melhor corresponde ao seu pedido inicial: nomeadamente, apoio psicológico, ajuda nalgumas das dificuldades encontradas pelo empresário, ajuda na recuperação do negócio ou na procura de emprego.”

Euronews: “Muitas empresas em França vivem dificuldades. Como é que a Second Souffle está a adaptar o seu apoio para ajudar as empresas afetadas pela pandemia?”

Philippe Le Meur : “A atual crise sanitária e os sucessivos confinamentos só vão piorar a situação. Espera-se um novo pico de liquidações a partir do primeiro trimestre de 2021. Para se preparar para esse aumento do número de empresários em dificuldade, a associação organiza formações para voluntários, todos os meses, até o final de junho de 2021. ”

Euronews: “Como é um empresário pode contactar a associação?”

Philippe Le Meur: Para nos contactar basta ir ao nosso site, www.secondsouffle.org e para contactar a rede portail du rebond o endereço é www.portaildurebond.eu

Factos úteis:• Os European Enterprise Promotion Awards (EEPA) distinguem organizações ou projetos na Europa que promovem o empreendedorismo e as pequenas empresas a nível nacional, regional e local.

• Desde 2006, mais de 4440 projetos concorreram ao prémio e, em conjunto, apoiaram a criação de milhares de novas empresas.

• Desde 2013, o Portail du Rebond ajudou 15.000 empresários em dificuldade.

• As seis associações do Portail Du Rebond estão presentes em mais de 70 cidades de França.

Ligações Úteis:https://portaildurebond.eu/

www.secondsouffle.org

https://ec.europa.eu/growth/smes/supporting-entrepreneurship/enterprise-promotion-awards_en

https://ec.europa.eu/growth/smes/support/enterprise-promotion-awards/take-part_en

Os serviços para empresários em dificuldade da associação Second Souffle em França


© Reuters. Os serviços para empresários em dificuldade da associação Second Souffle em França

A euronews falou com Philippe Le Meur, secretário-geral da associação Second Souffle para saber como é que a associação ajuda os empreendedores que atravessam dificuldades.

Euronews: O que é a associação Second Souffle e como é que ela ajuda os empreendedores em dificuldade?”

Philippe Le Meur: A Second Souffle tem como missão apoiar todos os empresários que tentam relançar o negócio ou que estejam a passar por dificuldades, quer tenham ou não uma empresa. Não há critérios nem limite de tempo. Cada empresário tem um mentor para orientá-lo durante o processo, de acordo com o nosso método 1-2-3: acolher, acompanhar e recuperar”

Euronews: “Que tipo de serviços oferece?”

Philippe Le Meur : “Os serviços que propomos passam antes de mais por, acolher e ouvir o empresário, para compreender as suas dificuldades pessoais. O objetivo é permitir ao empresário que está a viver dificuldades a criação de um novo projeto empresarial ou ajudá-lo a encontrar um novo emprego”.

Euronews: “Como é que a associação Second Souffle complementa e coordena o apoio da rede Portail du Rebond?”

Philippe Le Meur : “Cada associação do Portail du Rebond tem as suas especialidades: dependendo das suas necessidades, o empresário será reencaminhado para a associação que melhor corresponde ao seu pedido inicial: nomeadamente, apoio psicológico, ajuda nalgumas das dificuldades encontradas pelo empresário, ajuda na recuperação do negócio ou na procura de emprego.”

Euronews: “Muitas empresas em França vivem dificuldades. Como é que a Second Souffle está a adaptar o seu apoio para ajudar as empresas afetadas pela pandemia?”

Philippe Le Meur : “A atual crise sanitária e os sucessivos confinamentos só vão piorar a situação. Espera-se um novo pico de liquidações a partir do primeiro trimestre de 2021. Para se preparar para esse aumento do número de empresários em dificuldade, a associação organiza formações para voluntários, todos os meses, até o final de junho de 2021. ”

Euronews: “Como é um empresário pode contactar a associação?”

Para nos contactar basta ir ao nosso site www.secondsouffle.org e para contactar a rede Portail du rebond o endereço é www.portaildurebond.eu

Factos úteis

  • Os European Enterprise Promotion Awards (EEPA) distinguem organizações ou projetos na Europa que promovem o empreendedorismo e as pequenas empresas a nível nacional, regional e local.
  • Desde 2006, mais de 4440 projetos concorreram ao prémio, o que permitiu apoiar a criação de milhares de novas empresas.
  • Desde 2013, o Portail du Rebond ajudou 15.000 empresários em dificuldade.
  • As seis associações do Portail Du Rebond estão presentes em mais de 70 cidades de França.

Ligações Úteis

  • https://portaildurebond.eu/
  • www.secondsouffle.org
  • https://ec.europa.eu/growth/smes/supporting-entrepreneurship/enterprise-promotion-awards_en
  • https://ec.europa.eu/growth/smes/support/enterprise-promotion-awards/take-part_en

Sindicatos e trabalhadores querem “fazer pagar a Amazon”


© Reuters. Sindicatos e trabalhadores querem “fazer pagar a Amazon”

“Façam Pagar a Amazon (NASDAQ:)”: foi esta a mensagem entregue por representantes sindicais numa encomenda simbólica depositada na sede do gigante do comércio “online” em Bruxelas, coincidindo com manifestações e greves de trabalhadores em vários pontos do globo.

Através da plataforma “MakeAmazonPay.com” denunciam que a empresa “tornou-se numa corporação bilionária durante a pandemia de Covid-19”, enquanto “os trabalhadores dos armazéns da Amazon arriscavam a vida, como trabalhadores essenciais.”

Oliver Roethig, secretário regional do sindicato UNI Europa: “Precisamos do apoio de governos através do mundo para garantir que a Amazon paga. A União e a Comissão Europeia têm um papel preponderante e é por isso que estamos aqui. Queremos forçá-los a garantir que existem realmente práticas justas por parte da Amazon, em termos de salários, impacto ambiental e impostos para apoiar as nossas sociedades.”

Axelle Van Wynsberghe, representante da Progressive International: “Temos manifestações e greves em curso em 4 continentes, em muitas cidades à volta do mundo.”

Um desses protestos tem lugar na Alemanha, onde cerca de 2500 trabalhadores da Amazon iniciaram esta quinta-feira três dias de paralisação para perturbar intencionalmente as atividades da empresa durante os já famosos descontos da chamada “Black Friday”.

Ao mesmo tempo, o gigante do comércio “online” anunciou que pagaria 500 mil milhões de dólares em bónus de Natal aos trabalhadores dos Estados Unidos e do Reino Unido, depois das receitas da Amazon terem disparado durante a pandemia.

O peso da economia islâmica


© Reuters. O peso da economia islâmica

Avaliada em mais de 1,7 bilhões de euros, a chamada economia islâmica é um grande negócio mundial. Falámos com especialistas do setor que apostam no Dubai como a capital regional desse negócio. Já a seguir em Target na Euronews.

Os Emirados Árabes Unidos são considerados como um dos três principais líderes de economia islâmica, a nível mundial, de acordo com o relatório sobre a Economia Islâmica Global em 2020. A Malásia continua à frente, seguida pela Arábia Saudita.

As três áreas da economia islâmicaA economia islâmica é definida como uma categoria para as empresas, as finanças e o investimento, que respeita os princípios e valores islâmicos. A economia islâmica tem três áreas principais. Uma delas é a finança islâmica. Há também os produtos halal e outras atividades islâmicas, como as artes, o turismo e a moda.

Em 2019, houve 2,4 biliões de euros investidos em ativos financeiros islâmicos. 1,9 biliões de muçulmanos em todo o mundo gastaram mais de 1,7 biliões na chamada economia islâmica. Os alimentos halal, a chamada moda modesta, os média e entertenimento são as três áreas principais. Lançado em 2013, o Centro de Desenvolvimento da Economia Islâmica do Dubai tem como objetivo transformar o Dubai na capital da economia islâmica.

“O relatório sobre a economia islâmica diz-nos quais são os principais investimentos nos vários setores da economia islâmica e quanto gastaram os consumidores nos produtos e serviços da economia islâmica. É uma boa fonte para as empresas e governos conhecerem as tendências”, disse à euronews Abdulla Mohammed Al Awar, presidente do Dubai Islamic Economy Development Centre (DIEDC).

Mercado de alimentos e bebidas halal vale mais de 3,6 biliõesUm relatório da Techsci de 2018 estimou que o mercado de alimentos e bebidas halal dos Emirados Árabes Unidos ultrapassaria 4,6 biliões de euros até 2022. O crescimento demográfico da população muçulmana, o aumento do rendimento per capita e o crescimento do comércio eletrónico são os principais fatores que estimulam a procura. Outro fator é o consumo crescente de alimentos halal por pessoas não-muçulmanas.

“A maioria dos consumidores ou, pelo menos, muitos consumidores não são muçulmanos. Não é um critério para eles. E somos capazes de lhes prestar um serviço”, afirmou Wahid Kandil, gerente do restaurante Prairie Halal Foods.

No Dubai, a população muçulmana, que está a aumentar e é relativamente jovem , tem vindo a afirmar a sua sensibilidade islâmica em vários mercados, alimentação, banca e finanças, cosmética, moda, viagens e cuidados de saúde.

A moda modestaA popularidade da indústria do vestuário tem vindo a aumentar na região e para além fronteiras. Trata-se da chamada “moda modesta”. “Recebo muitos pedidos de pessoas de várias regiões, nomeadamente de muçulmanos da Europa. Até tenho amigos não muçulmanos que gostam de usar minha roupa, não apenas quando nos vêm visitar aqui, mas até em casa”, disse a estilista Amal Murad.

A economia islâmica está concentrada na recuperação da crise da Covid 19. O novo relatório sobre a Economia Islâmica Global, previsto para 2021, prevê a recuperação do PIB e do emprego mas também um crescimento similar ao do período anterior à pandemia. O relatório estima que as economias avançadas que foram fortemente afetadas deverão recuperar rapidamente e começar a ultrapassar os mercados emergentes e o valor do crescimento global.

“O Dubai é líder mundial em termos do valor dos títulos. O mercado de valores tem títulos islâmicos. A emissão dos Sukuk deverá financiar muitas iniciativas que vão apoiar a recuperação económica”, afirmou Abdulla Mohammed Al Awar, presidente da DIEDC.

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters.

NOVEMBRO

30

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Novembro; Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Outubro e Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre.

DEZEMBRO

02

* INE divulga Atividade dos Transportes no terceiro trimestre de 2020 e Índices de Produção Industrial de Outubro.

* Início da Web Summit 2020.

03

* Prossegue Web Summit 2020.

* Banco de Portugal divulga Relatório de Estabilidade Financeira.

04

* Último dia da Web Summit 2020.

09

* INE divulga Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Outubro.

10

* INE divulga Contas Económicas da Agricultura – 1.ª Estimativa de 2020; Estatísticas do Comércio Internacional de Outubro.

11

* INE divulga Estatísticas dos Serviços Prestados às Empresas em 2019; Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção de Outubro.

14

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Novembro; Construção: Obras Licenciadas e Concluídas do terceiro trimestre.

* Banco de Portugal divulga Boletim Económico.

15

* Reunião do Conselho de Estado.

17

* INE divulga Atividade Turística de Outubro.

18

* Banco de Portugal divulga Indicadores Coincidentes.

21

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura de Novembro.

22

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do terceiro trimestre e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Novembro.

23

* INE divulga Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do terceiro trimestre.

29

* INE divulga Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Novembro.

* Direção-Geral do Orçamento divulga síntese de execução orçamental (novembro 2020).

30

* INE divulga Índices de Produção Industrial de Novembro e Atividade Turística – Estimativa Rápida de Novembro de 2020.

JANEIRO 2021

04

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores e Estimativa Rápida do IPC/IHPC, de Dezembro.

07

* INE divulga Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Novembro.

08

* INE divulga Estatísticas do Comércio Internacional, Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Novembro.

11

* INE divulga Perspetivas de Exportação de Bens – 1ª Previsão de 2021 e Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção.

13

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Dezembro.

15

* INE divulga Atividade Turística de Novembro.

19

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Dezembro.

20

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo de Novembro de 2020 e Síntese Económica de Conjuntura de Dezembro de 2020.

24

* Portugal realiza Eleições Presidenciais.

25

* INE divulga Procura Turística dos Residentes

3.º Trimestre de 2020 e Inquérito de Conjuntura ao Investimento do segundo semestre.

28

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Janeiro de 2021 e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Dezembro de 2020.

29

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Janeiro de 2021 e Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Dezembro de 2020.

(Por Lisboa Editorial)