OCDE anuncia projeções otimistas para 2021


© Reuters. OCDE anuncia projeções otimistas para 2021

As perspectivas de recuperação económica a nível mundial estão a aumentar apesar da segunda vaga de Covid-19 em muitos países.

Por detrás das previsões está a criação de várias vacinas assim como a recuperação da economia chinesa, segundo o mais recente relatório da OCDE.

Segundo a organização, em 2021 a economia global vai crescer 4,2%, valor equivalente à queda registada em 2020.

O secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, fala de esperança.

“Há esperança mas ainda não saímos das trevas. O Produto Interno Bruto global atinge cerca de 7 bilhões de dólares, cerca de um terço da economia norte-americana mais baixo no final de 2022 do que seria segundo as projeções anteriores à pandemia. Por isso, o impacto é enorme”, afirma o alto responsável.

A zona euro foi gravemente afetada. Mesmo assim, as projeções indicam algumas melhorias no próximo ano, com destaque para um crescimento de 3,6%.

Projeções anteriores apontavam para uma contração de 7,9% este ano e uma recuperação de 5,1% em 2021.

De recordar que em julho, a Comissão Europeia apontava para uma contração da economia portuguesa em 9,8% em 2020.

Coronavírus, Taiwan e economia islâmica em destaque no Business Line


© Reuters. Coronavírus, Taiwan e economia islâmica em destaque no Business Line

Vendas a retalho penalizadas pelo coronavírusOs nova-iorquinos apertam os cordões à bolsa, com as dificuldades financeiras causadas pela pandemia do coronavírus fazerem-se sentir na corrida para o Natal. Mas alguns analistas acreditam que a procura pode ultrapassar a oferta nos EUA.

As vendas a retalho nos EUA cresceram apenas 0,3% em outubro. Um novo surto do coronavírus e o fim de um aumento semanal de 500 euros nos cheques de desemprego travou as despesas e contribuiu para o crescimento mais lento das vendas a retalho nos EUA desde a primavera.

A possibilidade de um novo confinamento está a transformar os hábitos dos consumidores nesta época festiva: “Durante os últimos 10 anos, ouvimos este mantra sobre as pessoas quererem comprar experiências e não coisas. A verdade é que agora não se pode ter experiências fora de casa nem viajar. Por isso, as coisas tornam-se experiências. Móveis, objetos para trabalhar ou para fazer exercício em casa são algumas das coisas cujas vendas dispararam”, diz Simeon Siege, especialista no setor do retalho. “É a primeira época festiva em muito tempo em que a procura vai ultrapassar a oferta. Isso significa que não vamos ter muitos descontos. Do ponto de vista do consumidor, o stock é reduzido e as promoções são poucas. Da perspetiva dos comerciantes, as vendas devem ficar aquém do normal, mas as margens e a rentabilidade vão provavelmente ser melhores do que temos visto desde há algum tempo”, acrescenta.

Se as vendas devem cair, as melhores margens de lucro são a boa notícia para os retalhistas americanos este Natal.

Taiwan sofre ricochete económicoTaiwan, com uma economia orientada para a exportação, espera que o confinamento nos EUA e Europa não tenha um efeito dominó nas perspetivas económicas para o quarto trimestre.

Taiwan, com uma população de quase 24 milhões de pessoas, tinha menos de 700 casos confirmados de Covid-19 e apenas sete mortes até ao final de novembro. Mas a ilha tem uma economia orientada para a exportação, altamente dependente da procura por parte do Ocidente. Isso não impede que haja otimismo numa recuperação económica no último trimestre de 2020.

Muitas empresas locais que dependem do turismo e das vendas domésticas não têm tido razões para partilhar este otimismo: “A atividade da empresa caiu dezenas de pontos percentuais, cerca de 50 a 60 por cento. Não há turistas e isso afeta seriamente o negócio aqui. A nossa zona tem sofrido muito. As lojas antigas do bairro fecharam”, diz Chen, dono de uma loja.

A esperança predominante é que 2021 traga uma vacina contra a Covid-19 bem-sucedida e um regresso aos negócios o mais próximo possível do normal.

Economia islâmica de vento em popaOs gastos dos consumidores na economia islâmica foram de mais de 1,85 biliões de euros em 2019, de acordo com um relatório sobre o estado da economia islâmica global. A Euronews falou com o CEO do Centro de Desenvolvimento da Economia Islâmica do Dubai para rever as conclusões.

“Consideramos este relatório uma referência em termos de dados sobre a economia islâmica. O relatório deu-nos a saber quais os principais investimentos nos vários setores da economia islâmica. 2019 mostrou que os consumidores gastaram quase dois biliões de dólares nos setores da economia islâmica real: A alimentação Halal, os produtos farmacêuticos, os cosméticos, o turismo amigo da família, os media e o entretenimento. Os ativos financeiros islâmicos ascenderam a 2,88 biliões de dólares norte-americanos. Estamos satisfeitos por ver que os Emirados se saíram bem. Estão entre os três primeiros no indicador global da economia islâmica e são líderes em dois setores – o entretenimento e a moda discreta”, disse Abdulla Mohammed Al Awar.

UE dá passo importante rumo à União Bancária


© Reuters. UE dá passo importante rumo à União Bancária

Mais estabilidade e resiliência para as crises futuras. O acordo sobre a reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade, alcançado na segunda-feira, permite a criação de uma rede de segurança financeira para as resoluções bancárias e representa um passo importante rumo à união bancária.

Para o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, “o Eurogrupo deu um passo decisivo com a introdução deste “backstop” e com a reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Dois passos que reforçam a rede de segurança criada para os cidadãos europeus. Esperamos que a cimeira europeia no fim do mês traga um novo ímpeto à união bancária.”

O “backstop” em questão trata-se da possibilidade de utilizar o Mecanismo de Estabilidade como rede de segurança para o Fundo Único de Resolução, passando assim a poder prestar assistência à banca em caso de necessidade.

O objetivo é proporcionar mais estabilidade, numa altura em que a maior parte dos países da zona euro se encontra a braços com medidas de apoio à economia devido à pandemia de covid-19.

O fim dessas medidas pode dar origem a uma série de insolvências e de acordo com o Banco Central Europeu, os créditos não produtivos podem atingir um valor de um bilião e quatrocentos mil milhões de euros, bem acima dos níveis registados nas crises de 2008 e 2011.

Nos últimos seis anos, o total de créditos não produtivos caiu mais de metade para valores a rondar os quinhentos mil milhões de euros mas continua a representar um problema. Nos bancos gregos, por exemplo, continuam a representar mais de 30% dos créditos.

-‘Yields’ Zona Euro estáveis, estímulos EUA contrabalançam flexibilização BCE


© Reuters.

MILÃO, 2 Dez (Reuters) – Os rendimentos das obrigações do governo da Zona Euro mantiveram-se estáveis na quarta-feira, impulsionados pela esperança de uma rápida aprovação de um plano de estímulo do coronavírus nos Estados Unidos, enquanto que as expectativas de uma maior facilidade por parte do BCE estavam a limitar possíveis ganhos.

O republicano do Senado Mitch McConnell disse na terça-feira que o Congresso dos EUA deveria incluir uma nova onda de estímulos numa lei de gastos de 1,4 milhões de milhões de dólares destinada a evitar um encerramento do governo.

Os rendimentos do Tesouro dos EUA aumentaram na terça-feira, impulsionados pelo novo impulso no Congresso para enviar ajuda federal às empresas e governos estaduais e locais atingidos pela pandemia.

O membro do ‘board’ do BCE, Philip Lane, deverá intervir como parte da Cimeira de Investimento Global da Thomson Reuters às 1400 GMT, antes da reunião política do BCE de 10 de Dezembro, que deverá aumentar e alargar o seu Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP).

As ‘yields’ das obrigações alemãs a 10 anos estavam a -0,525%, não muito longe de máximos de 3 semanas.

Texto integral em inglês: Stefano Rebaudo; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Portugal troca 1,38 mil ME de ‘bonds’ de 2021 e 2022 por dívida mais longa


© Reuters.

LISBOA, 2 Dez (Reuters) – Portugal comprou na quarta-feira 692 milhões de euros (834 milhões de dólares) de obrigações com vencimento em 2021 e 684,2 milhões de euros de dívida de 2022, trocando-as por obrigações com prazo mais longo.

A agência da dívida IGCP vendeu 592 milhões de euros de obrigações com vencimento em 2028 e 784,2 milhões de euros de obrigações com vencimento em 2029, numa oferta de troca destinada a alongar o perfil da dívida do país.

O IGCP disse ter comprado de volta as obrigações de Abril de 2021 pagando 101,647% e a dívida de Outubro de 2022 a 105,450%, ao mesmo tempo que colocou os vencimentos mais longos a um preço médio de 117,87% para as obrigações de Outubro de 2028 e 117,24% para as de Junho de 2029.

No mercado secundário de dívida, a ‘yield’ das Obrigações do Tesouro de Portugal a 10 anos segue a negociar nos 0,08%, contra 0,08% no último fecho.

(Por Joao Manuel Mauricio em Gdansk, Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

António Costa diz que UE ‘paralisaria’ se orçamento, fundos de recuperação não forem aprovados em breve


© Reuters.

LISBOA, 2 Dez (Reuters) – O primeiro-ministro português António Costa disse na quarta-feira que a economia da União Europeia ficaria paralisada se os fundos de recuperação orçamental do bloco para ajudar os países que lutam contra a pandemia do coronavírus não fossem aprovados este mês.

“Na próxima semana temos realmente de ter este acordo”, disse Costa, cujo país irá deter a presidência rotativa do Conselho, de Janeiro a Junho de 2021, numa conferência de imprensa.

“O próximo Conselho Europeu deve aprovar os mecanismos necessários para ter um orçamento, um programa de recuperação e um quadro plurianual até 1 de Janeiro … Caso contrário, a actividade da UE ficará paralisada”, disse.

Texto integral em inglês: Catarina Demony e Sergio Goncalves, Editado por Andrei Khalip; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

NOVA 1-PM português diz temos de desbloquear orçamento da UE e acordo de recuperação na próxima semana


© Reuters.

(Acrescenta com mais informação)

LISBOA, 2 Dez (Reuters) – A economia da União Europeia ficaria paralisada se nem o orçamento do bloco nem o fundo de recuperação para ajudar os países que lutam contra a pandemia do coronavírus fossem aprovados este mês, disse na quarta-feira o primeiro-ministro português António Costa.

O bloco está envolvido numa disputa com os membros Hungria e Polónia sobre as condições relativas ao Estado de direito que o bloco pretende associar aos fundos de recuperação.

“Na próxima semana temos realmente de ter este acordo”, disse Costa, cujo país irá deter a presidência rotativa do Conselho Europeu, de Janeiro a Junho de 2021, numa conferência de imprensa conjunta com o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli.

“O próximo Conselho Europeu deve aprovar os mecanismos necessários para ter um orçamento, um programa de recuperação e um quadro plurianual até 1 de Janeiro … Caso contrário, a actividade da UE ficará paralisada”, disse ele.

A União Europeia está a investigar os governos nacionalistas da Hungria e da Polónia por terem minado a independência dos seus tribunais e meios de comunicação social, e tinha procurado impôr condições para o desembolso de dinheiro da UE.

Por sua vez, eles mantiveram a sua posição depois de vetarem o orçamento da UE e os fundos de ajuda no mês passado, argumentando que tais condições de Estado de direito não podem ser associadas, a menos que o bloco altere o seu tratado fundador.

“Este não é o momento para discutir questões institucionais”, disse Costa, que defendeu a cláusula. “São necessárias respostas rápidas à pandemia, à crise económica e ao desemprego, não havendo tempo a perder nem novos adiamentos a fazer”.

Texto integral em inglês: (Por Catarina Demony e Sergio Goncalves, Editado por Andrei Khalip e Alison Williams; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Portugal registou maior quebra salarial da Europa


© Reuters. Portugal registou maior quebra salarial da Europa

A pandemia de Covid-19 traduziu-se numa forte quebra salarial nos primeiros seis meses do ano na Europa.

O país que registou uma maior diminuição nas remunerações foi Portugal, com 13,5%, seguido da Espanha e da Irlanda, onde as quebras também ultrapassaram os 10 por cento.

Estes valores são avançados no mais recente relatório da Organização Internacional do Trabalho.

No entanto, é de destacar que não tomam em consideração as medidas governamentais, como o sistema de “lay off” simplificado enormemente adotado em território português.

Assim, em Portugal, as reduções nos horários de trabalho representaram a principal fatia da quebra salarial, 11,7%, e os despedimentos apenas 1,8 por cento.

A organização destaca que 15% da massa salarial da União Europeia recebe o salário mínimo ou abaixo desse valor e que a maioria dos trabalhadores nessa situação, 57%, são mulheres.

O diretor-geral Guy Ryder destacou que “o crescimento da desigualdade […] ameça com um legado de pobreza e instabilidade social e económica que seria devastador”.

Segundo o relatório, nos países que avançaram com fortes medidas de preservação do emprego, os efeitos da crise fizeram sentir-se “mais na baixa dos salários e menos em perdas massivas de emprego”.

A Organização Internacional do Trabalho destaca que, em média, nos 28 países europeus analisados, as subvenções permitiram compensar 40 por cento da perda salarial média na Europa, estimada em 7 por cento.

EasyJet vai endurecer regras de bagagem de mão


© Reuters. EasyJet vai endurecer regras de bagagem de mão

A EasyJet (LON:) vai alterar as regras relacionadas com a bagagem de mão. A companhia aérea britânica de baixo custo anunciou que as novas medidas vão entrar em vigor a partir de 10 de fevereiro e com o intuito de “melhorar o embarque e a pontualidade”.

A empresa acrescentou que um bilhete ao preço normal dá direito ao transporte de uma pequena mala ou mochila, mas somente se couberem à frente do passageiro, na parte inferior do assento. Com o tamanho máximo de 45 x 36 x 20 cm (incluindo alças ou rodas.)

Atualmente, os passageiros podem voar com uma mala de cabine gratuitamente desde que cumpra as dimensões máximas, mas a partir de fevereiro quem pretende viajar com com uma mala na cabine maior terá de pagar uma taxa extra que ronda os 9 euros.

As companhias aéreas foram severamente atingidas pelas restrições relacionadas com a crise sanitária e têm vindo a procurar formas de cortar custos.

Em novembro, a Easyjet declarou o seu primeiro prejuízo anual em 25 anos de história da companhia aérea.

‘Yields’ obrigações zona euro estáveis, Treasuries acalmam após ‘sell-off’


© Reuters.

AMESTERDÃO, 3 Dez (Reuters) – As obrigações do governo da zona euro seguem pouco alteradas na quinta-feira, após as esperanças de estímulos terem conduzido a um ‘sell off’ dos Treasuries dos EUA, enquanto as expectativas de inflação no bloco subiram para o seu nível mais alto desde Fevereiro.

As esperanças de um novo pacote de estímulo para ajudar a economia dos Estados Unidos atingiram os Tesouros nas últimas sessões. Os custos de financiamento mais longos aumentaram em antecipação dos novos empréstimos e a diferença entre os custos de financiamento mais curtos e mais longos aumentou para o seu nível mais elevado desde 2018.

Os rendimentos das obrigações da zona euro saltaram na terça-feira ao lado dos Treasuries dos EUA, mas o aumento dos rendimentos esta semana tem sido mais limitado na Europa. A sua recuperação económica deverá ser mais difícil e espera-se que o Banco Central Europeu aumente o seu estímulo na próxima semana.

Os Treasuries dos EUA mantiveram-se inalterados no início da negociação de Londres, uma vez que os deputados não conseguiram chegar a um acordo de estímulo, mas surgiram sinais de que uma proposta bipartidária estava a ganhar força.

O rendimento do Bund alemão a 10 anos desceu cerca de 1 ponto base para -0,53%.

Texto integral em inglês: Yoruk Bahceli; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)