PIB cresce 2,6% em Portugal e 0,2% na zona euro


© Reuters. PIB cresce 2,6% em Portugal e 0,2% na zona euro

O Produto Interno Bruto português cresceu 2,6% no primeiro trimestre de 2022 e, em termos homólogos, 11,9%.

Foi o consumo interno o fator que mais contribuiu para esta desempenho surpreendente da economia portuguesa, que contrasta com a morosidade na Zona Euro, onde a média não foi além de um crescimento de 0,2%, segundo os dados divulgados pelo Eurostat.

Nas principais economias do euro, o crescimento foi mínimo. PIB espanhol cresceu 0,3% e o alemão 0,2%.

A economia francesa estagnou e a italiana perdeu 0,2%.

São os efeitos da guerra na Ucrânia, numa altura em que as economias começavam a recuperar da pandemia.

Incerteza, baixo consumo e subida da inflação são os travões do crescimento na Europa.

Na zona euro a inflação chegou aos 7,5% no primeiro trimestre do ano. Em Portugal mantinha-se mais baixa (5,3%) tendo subido para os 7,2% em abril, um recorde dos últimos 29 anos.

O governo português estima um crescimento anual de 4,9%, a mesma estimativa do Banco de Portugal. O Conselho das Finanças Públicas aponta para um crescimento de 4,8% em 2022.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) é menos otimista prevendo que a economia portuguesa cresça este ano 4%.

Euribor sobem a 6 e 12 meses para novos máximos desde julho de 2020 e abril de 2015

O mal da obsessão com a perfeição quando é na imperfeição que somos amados

Exigimos ser bons alunos, excelentes profissionais, amigos presentes, namorados exemplares, filhos perfeitos, pais excecionais e por aí em diante. Ao mesmo tempo, também temos que o conseguir fazer com um sorriso e, de preferência, com um aspeto físico cuidado, o que também nos obriga a uma inscrição no ginásio. E como cuidar do corpo não basta, temos que cuidar da mente e ainda nos inscrevemos num curso de yoga ou meditação. Também frequentamos o curso de preparação para o parto do 2º filho, ao mesmo tempo que levamos o mais velho aos treinos de karaté

Como o marketing digital é aliado no aquecimento do setor cultural

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Um dos setores mais afetados pela pandemia de covid-19 foi o cultural, que abrange shows, exposições de arte, peças de teatro, filmes bem como eventos pessoais e corporativos. Quem trabalha nessa área precisou buscar novas saídas para realizar seus eventos, e o formato digital foi o mais procurado no período de confinamento. A paralisação do segmento também tornou inevitável muitas demissões, prejudicando artistas, produtores, empreendedores e técnicos do setor.

De acordo com a Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos), o isolamento social chegou a atingir 97% dos eventos que já estavam marcados em 2020. No total, cerca de 350 mil foram cancelados e, ao menos, R$ 90 bilhões deixaram de ser faturados. Já em 2021, o número foi ainda maior, mais de 530 mil eventos não foram realizados, R$ 140 bilhões foram perdidos e cerca de 450 mil postos de trabalho a menos.

Para a consultora de marketing do grupo Colinas, Priscilla Levinsohn, o cenário se mostra bastante positivo agora. Após dois anos do início da paralisação geral das atividades e agora com pouco mais de 75% da população brasileira já vacinada, o setor cultural gradualmente retoma o seu ritmo normal. Ela acredita que a sinergia entre os mundos real e digital vão potencializar os avanços e fortalecimentos do setor.

“A produção de conteúdos digitais criativos e precisos voltados para a divulgação de lançamentos de exposições, shows, peças de teatro, por exemplo, incentivam a população a retomar as ‘antigas’ rotinas e sair de casa para se divertir”, declara Priscilla.

O marketing digital parece ser a grande aposta para o período pós-pandemia no país. Apoiando o setor de eventos, os dois são cotados como uma ótima estratégia para atender às demandas do novo normal, como aponta Levinsohn.

Já que, segundo ela, ao entregar um conteúdo relevante nas redes, a promoção de eventos ganha mais visibilidade e chega com sucesso ao seu público-alvo.

“Agora, trabalhamos publicações digitais mais humanizadas e criativas considerando sempre a inclusão e o propósito. Esta é uma forma que tem se mostrado eficiente para divulgar o lançamento de eventos”, diz a consultora.

Segundo ela, o marketing digital chega forte agora promovendo novas conversas em multiplataformas, com um olhar especial focado neste momento de retomada.

A Abrape também evidenciou que o setor de eventos é responsável pela movimentação anual de R$ 270 bilhões, nas mais de 590 mil atividades que promove, em média, a cada ano no Brasil. Para que os números positivos retornem, ou até mesmo cresçam, o uso da tecnologia também ganha destaque.

Alguns eventos já promovem a agregação de experiências físicas com o virtual para tornar a vivência do público mais atraente e cativante, sempre focando no sucesso das atrações e, consequentemente, na conquista de mais participantes para apresentações futuras.

“Criar e divulgar atrações divertidas e acessíveis para as pessoas é a chave para o sucesso da retomada. Como eu costumo falar: essa ‘tríplice de ouro’ é a prosperidade já se materializando na nossa frente desde já”, declara Priscilla.

 



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Criador da Elemídia funda ‘banco’ para influenciadores digitais

Um dos fundadores da Elemídia, empresa precursora da mídia out-of-home no Brasil, em 2003, o publicitário Ricardo Franco Marques está lançando o Influencers Bank, a primeira instituição financeira dedicada a influenciadores digitais no Brasil.

Influencers Bank

A missão do Influencers Bank é a de tentar organizar a vida financeira de celebridades online, muitas delas sem tempo para olhar os rendimentos em meio a uma postagem ou outra.

O carro-chefe do banco digital promete ser a antecipação de recebíveis, a solução para um problema e tanto no setor.

Um conteúdo publicitário feito por um influenciador — o popular “publi” —, normalmente é pago seguindo os mesmos tratos comerciais dos anunciantes com as agências de publicidade convencionais: em parcelas de 30, 60, 90 ou até 150 dias depois da postagem.

“Uma empresa costuma ter estrutura financeira para esperar tanto tempo”, diz Marques. “Um influenciador raramente tem.”

Além de adiantar recursos, o Influencers Bank tem como chamariz linhas de crédito para aquisição de aparelhos eletrônicos — um celular de ponta é uma ferramenta de trabalho poderosa na mão de um influenciador —, além de um financiamento dedicado aos gastos com impulsionamento de postagens nas redes sociais.


O modelo de negócio do Influencers Bank

O modelo de negócio do Influencers Bank surgiu após quase uma década de experiência de Marques com a mídia digital.

Em 2014, cinco anos depois da venda de 50% da Elemídia ao fundo americano Tiger Global, Marques fundou a Spark, uma plataforma de gestão da carreira de influenciadores, em sociedade com um grupo de investidores famoso por si só — na lista estão Marcus Buaiz (empresário dono de mais de 150.000 seguidores só no Instagram) e o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno.

Em paralelo, Marques investiu ainda em outros negócios de tecnologia para mídias como a GDB Mídia, a operação brasileira da plataforma de vídeos Vevo, além das empresas de marketing de influência Mynd e Humanz Brasil.

“O mercado cresceu e evoluiu muito, mas certas questões se mantiveram sem solução financeira”, diz ele.

Para ser o CEO do Influencers Bank, Marques trouxe Martius Haberfeld, até então head de canais digitais de pessoa física no banco Safra.

A empresária Manu Carvalho também embarcou nessa jornada como cofundadora do novo banco. Jornalista, influenciadora e empresária, acumula mais de 12 anos de carreira e conta com uma vasta experiência em marketing de influência.

Uma das pioneiras desse segmento, tem mais de 5 milhões de impactos por mês. “Manu Carvalho traz uma visão macro do que realmente dá match”, diz Marques.

Fundos FIDC já sinalizaram interesse em se juntar ao modelo de negócios do Influencers Bank, como o Kviv Ventures, gerido pelo Raphael Klein, da família fundadora da varejista Via. 

“Eles querem estar plugados ao modelo via API, principalmente para atuar no nicho das transações financeiras entre agências de publicidade e de empresas de diversos setores ligados ao marketing de influência e produção de conteúdo”, diz.


Duas fases de lançamento da Influencers Bank

O Influencers Bank contará com duas fases de lançamento. A primeira será o registro oficial da nova instituição financeira no Banco Central por meio da parceria feita com o uma fintech que recentemente recebeu um grande investimento.

De acordo com Marques, o foco inicial do banco serão os créditos de antecipação dos recebíveis antes mesmo do lançamento no dia 12 de Setembro, inicialmente para grandes influenciadores.

“Todos os acionistas e investidores estão entusiasmados com o modelo do Influencers Bank. Isso sem contar na expectativa em relação à segunda fase do projeto, que será ainda mais disruptiva”, comenta o fundador, referindo-se ao avanço para o mundo dos ativos digitais.

Nessa etapa serão lançadas as NFTs Cripto Currencies e Exchange, por meio do Influencers Coin e Creators Coin.

Nas contas de Marques, são mais de 1 milhão de influenciadores no Brasil. Juntos, esse exército movimenta 73 bilhões de reais.

Durante os próximos meses, de acordo com Marques, o banco estará operando o MVP e em breve apresentará a captação via M&A.

pagamentos eletronicos

Pagamentos eletrónicos registam aumento nos níveis de fraude

Entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro semestre de 2021, registou-se um aumento da fraude nos pagamentos eletrónicos.

“No primeiro semestre de 2021, a utilização dos diferentes instrumentos de pagamento eletrónicos em Portugal manteve-se com níveis de fraude muito reduzidos”, lê-se no relatório dos sistemas de pagamentos 2021, hoje divulgado pelo BdP.

Destacam-se, neste período, as operações com cartões na ótica do emitente, com um aumento de 0,03% em quantidade e valor.

Contudo, o valor médio por fraude, que se fixou em 54 euros, foi o mais baixo.

As transferências a crédito, por seu turno, apresentaram 2.647 euros de valor médio por transação fraudulenta, “mas apenas três em cada milhão de transferências foram fraudulentas”.

O valor médio de fraude por débito direto situou-se nos 1.511 euros, acima do valor médio de 150 euros por operação, “em resultado de um pequeno número de fraudes por montante mais elevado”.

Conforme destacou a instituição liderada por Mário Centeno, este foi o instrumento “com menor expressividade da fraude” (0,0002% do total de operações).

“Entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro semestre de 2021, registou-se um pequeno aumento da fraude nos cartões de pagamento na ótica do emitente, o que reflete, em grande medida, o aumento de situações de fraude por engenharia social neste último período”, referiu.

Relativamente ao segundo semestre, os resultados preliminares disponibilizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) para uma amostra de 18 países do Espaço Económico Europeu, mostram que Portugal tem taxas de fraude “inferiores à média nas transferências a crédito e nas operações com cartões na ótica da entidade adquirente”.

No entanto, Portugal tem taxas superiores nas operações com cartões na ótica da entidade emitente “em quantidade (compara com 0,0163%), mas abaixo em valor (compara com 0,0252%).

Em 2021, os prestadores de serviços de pagamentos reportaram 56 incidentes de caráter severo, mais 40% face a 2020.

Apenas um foi de segurança, tendo sido desencadeado por um ataque externo, enquanto os restantes foram de caráter operacional. Os canais mais afetados foram o homebanking e o mobile banking.

Fim da pandemia e tecnologia trazem nova era para o marketing

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Desde os portões do autódromo de Interlagos até a frente dos palcos onde artistas como The Strokes e Alok cantaram no festival Lollapalooza, era impossível não prestar atenção nos patrocinadores desta edição de 2022 do festival, que já é presença consolidada na agenda de São Paulo. De frente para os shows, espaços foram erguidos para as marcas criarem contato com os participantes.

Por ali, nas chamadas ativações, a multidão aguardava por brindes, vista privilegiada ou espaços para fotografias durante os três dias do evento. Famosos e executivos das empresas circulavam nos espaços, e por todo lado celulares eram sacados­ dos bolsos para algum registro.

A volta do festival, depois de ter sido cancelado devido à pandemia em 2020, era a oportunidade perfeita para que empresas tentassem se conectar com as mais de 100.000 pessoas que circulavam em cada um dos dias. Depois do hiato de dois anos, a última edição do Lolla teve recorde de marcas patrocinadoras. Foram 21 no total. Por trás desses investimentos está um novo paradigma do marketing: foi-se o tempo apenas da informação. Chegou para ficar o tempo da experiência e da emoção.

Para além do nome pomposo, o marketing de experiência é uma metodologia que foca a profundidade de conexão com o público. A ferramenta nasce com as tecnologias digitais e como consequência do próprio desenvolvimento da economia.

No primeiro ciclo do capitalismo, o foco do consumo eram as matérias-primas, o produto bruto. Logo depois nasceram as marcas. Aí, os produtos começaram a ser vendidos depois de processamento, com embalagens. Já na era seguinte, nasceu o consumo junto com serviços. Um exemplo dentro dessa jornada através do tempo é o café.

Ele começou a ser vendido de forma a granel em feiras. Depois ganhou marcas e embalagens e, na terceira fase, chegou às cafeterias. Nos últimos 20 anos, então, vivemos a era da experiência, em que é preciso ter personalização. As cafeterias ganharam wi-fi para se tornarem um bom ambiente de trabalho, a atmosfera ficou cativante e as marcas passaram a investir no despertar dos sentidos.

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O consultor e empresário de marketing de experiência Marvin Akbari destaca a experiência proporcionada por marcas como o Starbucks. “Em Milão, de onde eu venho, tem um café por 2,50 euros, mas do outro lado da rua tem um Starbucks por 5 euros. E tem fila. As pessoas hoje buscam por experiência, mesmo a um preço mais alto. O acerto de ­Apple e Disney foi perceber isso antes”, explica.

Sorteio da Copa do Mundo no Catar: marcas na expectativa (Mohammed Dabbous/Getty Images)

Um setor mestre em proporcionar experiência é o de luxo. As grifes de alto padrão dificilmente fazem promoções. Seu apelo é criar experiências, principalmente dentro das lojas. Essas abordagens ganharam força nas últimas duas décadas com a era digital porque há um excesso de informação e naturalmente acontece uma busca por diferenciação, de acordo com Akbari.

Além de marketing de experiência, as estratégias são batizadas com os termos em inglês brand experience e live marketing, ou, em bom português, marketing sensorial ou marketing de ativação. Há quem dê os créditos à criação desses termos ao ex-executivo do Google Eric Schmidt ou até ao autor do primeiro livro lançado sobre o tema, Bernd H. Schmitt. No fim, elas tratam de provocar afeto, memória e viralização.

“Vejo que a expressão ‘ativar a marca’ até deveria ser substituída por ‘ativar a emoção’. É disso que tratam as ações nomeadas como ativações. A Coca-Cola, por exemplo, fala de família, felicidade e Natal. Quer ativar a emoção e se associar a ela, para que a memória da marca venha toda vez que a emoção vier”, opina Akbari.

Ao mesmo tempo que o consumidor pode pesquisar mais com a internet, ele quer mais personalização para se diferenciar. A mídia digital até permite comunicar com a vantagem da amplitude, mas a vantagem da experiência presencial é o que garante a chamada profundidade emocional. Para Ricardo Bruno, da agência Avantgarde Brasil, vivemos realmente uma economia da experiência.

Nesse contexto, o valor investido em produtos e bens de consumo diminui. “O marketing de experiência existe para entender esse novo comportamento dos consumidores, com as marcas valorizando o poder das histórias, a relevância de pensar além de produtos e serviços. Mais do que atrair clientes, gerar valor e criar relacionamento para fidelizá-los. Já o live marketing, na minha opinião, é a principal ferramenta do marketing de experiência que tem como foco desenvolver e executar estratégias e ações para demonstrar na prática a promessa da marca.”

Para isso, Bruno entende que é preciso estar em contato direto com o consumidor, porque a mudança para uma abordagem emocional precisa ser assertiva. Muitas vezes os orçamentos são menores do que grandes campanhas de massa, mas têm mais retorno.

Loja do Starbucks: a experiência compensa o café mais caro para o usuário (GERMANO LüDERS/Exame)

A VOLTA DOS EVENTOS

O sucesso do Lollapalooza pode ser considerado um início da retomada do setor em 2022. Depois de dois anos sem ações físicas devido à pandemia, o momento é de volta de investimento das marcas em ações. Isso porque há verba represada para atividades que já eram para ter acontecido. Neste ano também haverá outros grandes festivais no país, como Rock in Rio e Rock the Mountain, além da Copa do Mundo no Catar.

Em 2019, antes da pandemia, esse mercado estava faturando 50 bilhões de reais anuais, com um crescimento de mais de 130% nos últimos seis anos. Com o fim dos eventos na pandemia, tudo mudou. Mais de 90% das agências especializadas foram diretamente afetadas com a crise, com queda de faturamento de até 75% até o final de 2020, segundo dados levantados pela associação do setor Ampro.

Para a presidente da associação, Helô Santana, é possível desenvolver ações de marketing de experiência de forma mais remota. “Com a pandemia, as ativações deixaram de ser presenciais. E aí elas foram para o digital. A marca pode começar a história no presencial e continuá-la no digital. A essência é a de ser ao vivo, mas existe a intenção de provocação de um residual no consumidor. Um exemplo foi a live de várias horas no começo da pandemia com cantores internacionais e os festivais e a conferência SXSW, totalmente digitais em 2021.”

A retomada dos investimentos nessas ações viveu uma movimentação forte no fim do ano passado, mas acabou sendo frustrada pela onda de infecções da variante ômicron no país, que provocou a suspensão de eventos como o carnaval de rua no Rio de Janeiro e em São Paulo. É só neste segundo trimestre, principalmente a partir do start gerado pelo Lollapalooza, que as marcas devem voltar a campo.

O marketing de experiência está intimamente ligado ao setor de eventos, que movimenta a cada ano 930 bilhões de reais, o equivalente a 13% do PIB. Na retomada do pós-pandemia, a tendência é de uma conexão ainda mais forte das ativações com o ambiente digital e maior utilização de tecnologia. A gamificação e a realidade virtual devem ser recursos cada vez mais utilizados pelas empresas. A vantagem que fica para as marcas é que o isolamento social dos últimos dois anos deve estimular agora a presença de mais pessoas nos eventos.

Rock in Rio: o mercado de eventos faturou 50 bilhões de reais em 2019 (Alexandre Macieira/Divulgação)

Fora dos grandes centros, o dinheiro de grandes marcas ainda não chega com a mesma facilidade. Cidades médias ou fora do eixo Rio-São Paulo acabam ficando sem atenção, principalmente por causa da consolidação de certos setores, como o de bebidas e alimentos. Movimentos de fusões e aquisições levaram quem toma as decisões principalmente para São Paulo. Na visão de Alexa Carvalho, diretora da agência ETC & Tal, há muito potencial fora das capitais, principalmente se as marcas levarem em conta o perfil de cada sub-região, os atrativos turísticos e os eventos que costumam acontecer ali. “Acredito que as marcas precisam despertar para o potencial do interior. Há eventos em Belo Horizonte em que circulam 70.000 pessoas por dia. Em Juiz de Fora, os eventos atraem pessoas de cidades em um raio de 150 quilômetros. As marcas precisam ter essa intenção de dispersar a verba”, aponta Carvalho.

Para alcançar os objetivos de causar emoção, memória ou viralização, as empresas precisam considerar alguns pontos. O primeiro deles é a disponibilidade do investimento. Isso vai definir principalmente o alcance das ações físicas. Mas o ponto fundamental de verdade é a legitimidade. Para uma marca criar uma ativação em um evento, ela precisa estar alinhada com aquele público e aquela cultura. Isso porque criar ações pensando apenas no tamanho do público pode ser um tiro no pé. Qual é a aderência daquele local e daquelas pessoas com a sua marca? Isso inclui atenção à linguagem, porque a marca não pode ficar como um corpo estranho no ambiente. Com isso em mente, o conhecimento do público também é fundamental. Quais são as outras marcas que esse consumidor consome? Quais são os lugares que eles frequentam? O que eles valorizam? No fim das contas, o que arremata o final das ações de marketing de experiência tem a ver com a intenção de criar memória e viralização. Por isso, as marcas investem em manter a conversa na sequência.

Quando essa estrutura é levada em conta, há grandes chances de sucesso. Mas para monitorar esse efeito é necessário ter clareza do objetivo. As métricas e os indicadores de performance vão variar. Tudo depende do que pretende ser alcançado. Aqui vale desde o aumento da percepção e preferência, o chamado awareness, até o aumento das vendas. As oportunidades de marketing de experiência podem também trazer percepções do consumidor sobre a marca. No caso do ­Lollapalooza, alguns dados mostram como a viralização deu certo. Do total de imagens compartilhadas durante o festival, 18,7% mostram marcas patrocinadoras, segundo dados das empresas Elife e da SA365, que fizeram monitoramento de postagens com inteligência artificial. A marca mais presente nas fotos foi a Doritos, que foi a patrocinadora master, com 9,1% das aparições. Em segundo lugar vem o canal Multishow, que teve sua marca exposta em 3,1% das imagens. Em terceiro lugar ficou a Budweiser, com 2%.

SXSW de 2021: lives e conferências digitais na pandemia (SXSW/Getty Images)

O relatório da Elife e da SA365 mostrou que essa presença forte das marcas aconteceu devido a duas estratégias principais. A primeira foi atrelar os logotipos a painéis artísticos, banners e murais, o que aumentou o share de visibilidade das marcas patrocinadoras. A segunda estratégia foi a distribuição de brindes com os logos das marcas. Pedro Goldfarb, diretor de marketing da Doritos no Brasil, explica que o espaço da marca no Lollapalooza foi criado com base nas ideias de diversão e ousadia. “Nossa plataforma atitudinal conversa diretamente com o público que está em busca de experiências ousadas, memoráveis e únicas, o que está bastante conectado com as pessoas que frequentam festivais como o Lollapalooza. De todo o portfólio da PepsiCo, a marca Doritos é a que mais conversa com o público de festival”, afirma.

De acordo com Goldfarb, o saldo para a Doritos foi extremamente positivo, principalmente pelo número de publicações e menções orgânicas à marca nas redes sociais. Ao todo, a marca teve três espaços no Lollapalooza. O principal deles tinha dois andares, chegando a 150 metros quadrados, a maior área de uma marca no evento. Por ali passaram 8.000 pessoas. As ativações ali incluíam instalações para fotos e distribuição de brindes como capas de chuva personalizadas e produtos. Outro espaço que teve sucesso foi um que tinha pufes para descanso e tomadas para recarregar dispositivos.

Ludmilla e Jojô Todynho no Lollapalooza: logotipo associado à atração (Alex Woloch/Divulgação)

Mesmo sem um termo de consenso, o mar­keting de experiência (ou live marketing) e o brand experience (ou marketing de sensações) têm um cerne. No fim das contas, é tudo sobre sensações e os cinco sentidos. Na capa do livro de Bernd H. Schmitt, aquele primeiro autor que descreveu o caminho do marketing de experiência, a cena estampada traduz bem o que está por trás dessa estratégia. Ali, uma mulher salta de paraquedas. No fim, fica a pergunta para todo executivo, todo empreendedor: sua marca consegue gerar afeto, memória e viralização?

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O novo Apple Watch 8 vai medir-lhe a febre! Está pronto?

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Na generalidade, o mundo dos smartwatches está quase sempre muito focado na monitorização da nossa saúde, seja na prática desportiva, durante o dia, durante o nosso sono, etc… Mas se há uma fabricante que aposta a sério nesta maneira de fazer as coisas, é inegavelmente a Apple.

Ao fim ao cabo, depois dos muitos relatos de relógios Apple Watch a salvar vidas, graças às muitas funcionalidades pensadas na saúde, como é a chamada de emergência automática, quando o relógio detecta que o utilizador caiu, e ficou inconsciente. Temos agora a chegada de uma nova funcionalidade, com a próxima versão do relógio inteligente da gigante Norte-Americana da maçã.

O novo Apple Watch 8 vai medir-lhe a febre! Está pronto?

Apple watch 8.

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Portanto, como é normal, estamos num novo ano, por isso, a Apple vai obviamente renovar todas as suas gamas de produtos ‘mobile’. Mais concretamente, o Apple Watch e o iPhone, que são dois aparelhos que se complementam de uma forma quase perfeita. (E por isso mesmo, trazem uma rentabilidade séria para os cofres da empresa.)

Dito isto, pode criticar a Apple em muita coisa, mas no caso do Apple Watch, a evolução tem sido palpável, tanto em termos de design, e qualidade de construção, como também no campo das funcionalidades. Afinal, o Apple Watch é o relógio inteligente mais poderoso do mundo mobile, e ao que tudo indica, em 2022, vai ficar ainda melhor.

É que ao que tudo indica, a funcionalidade de monitorização da temperatura da pele, esteve quase a ser cancelada, mas afinal, vai mesmo fazer parte do novo Apple Watch 8.

Caso não saiba, nos planos originais da Apple, este sensor já deveria ter feito parte do relógio do ano passado. Uma adição que provavelmente iria fazer muito sucesso, devido ao estado da pandemia em 2021. No entanto, devido a algumas dificuldades no lado da produção, e também no lado do desenvolvimento do software, a Apple decidiu adiar a funcionalidade para 2022 ou 2023.

Curiosamente, é um sensor que a Samsung também andou a desenvolver e a tentar implementar na sua gama de relógios Galaxy Watch. No entanto, mais uma vez, no mundo dos relógios, parece que a Apple vai voltar a passar a perna à velha rival.

Ademais, o que pensa sobre tudo isto? É essencial para o futuro dos relógios inteligentes, ter um foco ainda maior na monitorização de tudo o que acontece no nosso corpo? Partilhe connosco a sua opinião nos comentários em baixo.

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Comissão Europeia acusa Apple de abusar da sua posição dominante no mercado das carteiras digitais

A Comissão Europeia informou a Apple da sua opinião preliminar de que abusou da sua posição dominante nos mercados de carteiras móveis em dispositivos iOS”, indica o executivo comunitário em comunicado, anunciando que enviou uma declaração de objeções à tecnológica norte-americana.

De acordo com Bruxelas, “ao limitar o acesso a uma tecnologia padrão utilizada para pagamentos sem contacto com dispositivos móveis em lojas físicas a Apple restringe a concorrência no mercado de carteiras móveis em iOS”.

Em concreto, “a Comissão discorda da decisão da Apple de impedir os criadores de aplicações de carteiras móveis de acederem ao hardware e software necessários nos seus dispositivos, em benefício da sua própria solução, o Apple Pay”, explica a instituição.

Apple e a concorrência

“Estamos preocupados que a Apple tenha, ilegalmente, distorcido a concorrência no mercado de carteiras digitais”, disse em conferência de imprensa, em Bruxelas, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, responsável pela política de concorrência.

De acordo com a responsável, a Apple alegou as dificuldades de acesso ao Apple Pay com “questões de segurança”.

“Nós levamos a segurança muito a sério, [mas] durante a nossa investigação não verificámos qualquer risco, pelo contrário, pelo que a conduta da Apple não pode ser justificada por questões de segurança”, vincou Margrethe Vestager.

Para já, foi apenas enviada uma declaração de objeções à Apple, sendo este um passo formal nas investigações da Comissão Europeia sobre suspeitas de violação das regras concorrenciais da União Europeia, no qual a instituição informa as partes interessadas de eventuais acusações.

Caberá agora à tecnológica norte-americana examinar os documentos do processo de investigação da Comissão, responder por escrito e solicitar uma audição oral para apresentar os comentários sobre o caso perante os representantes da Comissão e das autoridades nacionais de concorrência.

O envio de uma comunicação de objeções e a abertura de uma investigação formal não condiciona o resultado das investigações, que não têm um prazo formal para a sua duração, já que isso depende da complexidade do caso e da cooperação das empresas abrangidas.

Criada em 2014, o Apple Pay é a tecnologia de pagamento móvel e de carteira móvel em iPhones e iPads, utilizada para permitir pagamentos móveis em lojas físicas e online. Enquanto online isso é feito através de um clique, nas lojas físicas isso acontece aproximando os dispositivos da marca a terminais de pagamento.

Segundo Bruxelas, os iPhones, iPads e restantes equipamentos digitais da Apple têm um ecossistema fechado, já que a Apple controla todos os aspetos, incluindo o acesso por parte dos criadores de carteiras móveis.

“A Comissão considera preliminarmente que a Apple goza de poder significativo no mercado de dispositivos móveis inteligentes e de uma posição dominante nos mercados de carteiras móveis”,

insiste instituição, adiantando que “isto tem um efeito de exclusão nos concorrentes e leva a menos inovação e menos escolha para os consumidores de carteiras móveis em iPhones”. Se confirmado, pode estar em causa uma violação do artigo 102 do Tratado da UE, que proíbe o abuso de posição dominante.

MB Way já representa 40% das transações feitas no Banco Comercial Português

Há novas propostas de valor e mais operadores no mercado com oferta de serviços. Em termos de pagamentos em MB Way no Banco Comercial Português, através da aplicação do banco ou do MB Way, representam já 40% de todas as transações, afirmou a administradora do BCP Maria José Campos, que falava na conferência.

Aumentem também as novas vulnerabilidades, com a fraude nos pagamentos a evoluir rapidamente.

“Como proteger os pagamentos? (Ciber)Segurança e prevenção da fraude”, organizada pela Banco de Portugal (BdP), que decorre em Lisboa.

Esta responsável explicou que a pandemia de COVID-19 foi um “acelerador de tendências”, mas também um consolidador, face à sua duração, dos hábitos de pagamentos digitais.

Maria José Campos apontou que alguns dos principais desafios atuais são os pagamentos instantâneos, “mais difíceis de recuperar”, a permanente evolução dos pagamentos digitais, bem como a pressão e expectativa por parte do consumidor para que “a segurança não comprometa experiências mais rápidas, intuitivas e simples”.

Já no que se refere aos principais grandes tipos de fraude, a administradora do BCP destacou os casos em que as credenciais dos clientes são comprometidas ou quando os clientes são levados a fazer um pagamento, sem sequer saber o que estão a fazer.

“Queremos estar na frente da inovação dos pagamentos. O que vai obrigar a que os pagamentos sejam mais seguros e confiáveis. Por isso, montamos um modelo com cinco frentes e uma equipa multidisciplinar, que estuda oportunidades para desenvolver novos métodos e iniciativas”, sublinhou. Por outro lado, considerou que ainda “há caminho a fazer” no que se refere à colaboração com os outros bancos.

Presente na mesma conferência, o administrador do BdP Hélder Rosalino, já tinha defendido que os sistemas de pagamento “são vitais para a economia”. Segundo este responsável, os sistemas de pagamentos são também “um elemento fundamental” para o funcionamento do sistema financeiro.

Os instrumentos de pagamento eletrónico apresentaram níveis de fraude “muito reduzidos” no primeiro semestre de 2021, destacando-se as operações com cartões na ótica da entidade emitente, com 0,03% em quantidade e valor, revelou a instituição liderada por Mário Centeno.

“No primeiro semestre de 2021, a utilização dos diferentes instrumentos de pagamento eletrónicos em Portugal manteve-se com níveis de fraude muito reduzidos”, lê-se no relatório dos sistemas de pagamentos 2021, divulgado, esta sexta-feira, pelo BdP.

Destacam-se, neste período, as operações com cartões na ótica do emitente, com um aumento de 0,03% em quantidade e valor.

Contudo, o valor médio por fraude, que se fixou em 54 euros, foi o mais baixo.

As transferências a crédito, por seu turno, apresentaram 2.647 euros de valor médio por transação fraudulenta, “mas apenas três em cada milhão de transferências foram fraudulentas”.

O valor médio de fraude por débito direto situou-se nos 1.511 euros, acima do valor médio de 150 euros por operação, “em resultado de um pequeno número de fraudes por montante mais elevado”.