Covid-19 pinta de vermelho quadros das principais bolsas mundiais


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As bolsas europeias voltaram a abrir esta sexta-feira no “vermelho” devido aos receios provocados pelo impacto global do surto do novo coronavírus.

Em Lisboa, o , depois de ter fechado quinta-feira a cair 2,2 por cento, chegou a estar a descer mais de três por cento. Em Madrid, o IBEX aproximava-se dos quatro por cento negativos, tal como índice em Paris.

Tudo devido à pressão sobretudo da banca, ao impacto em serviços como os transportes aéreos e em linha com o ocorrido em Wall Street ( fechou na quinta-feira a cair 3,58 por cento) e com as últimas horas dos principais mercados asiáticos (Tóquio e Hong Kong, por exemplo, fecharam a perder respetivamente 2,72 e 2,32 por cento).

Louis Wong, diretor da Philip Capital Management, explica-nos que “os mercados continuam a revelar algum nervosismo devido à preocupação dos investidores de que os Bancos Centrais por todo o mundo possam não conseguir gerir a propagação nem conter os impactos económicos deste novo coronavírus”.

Para tentar minimizar os impactos do surto, o Fundo Monetário Internacional abriu uma linha de apoio de 50 mil milhões de euros para os países afetados pelo Covid-19.

O Banco Central Europeu também já começou a agir contra o surto e deu esta semana instruções aos reguladores de cada Estado-membro para implementarem planos de contingência.

Os investidores, por outro lado, preferem jogar à defesa e estão a privilegiar a aposta em ativos seguros como e as obrigações soberanas.

Portugal vai leiloar até 1.250 ME em obrigações na próxima quarta-feira


© Reuters. Portugal vai leiloar até 1.250 ME em obrigações na próxima quarta-feira

LISBOA, 6 Mar (Reuters) – Portugal vai oferecer entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros (entre 1.130 milhões e 1.420 milhões de dólares) em obrigações a cinco e 10 anos em leilão regular na quarta-feira, informou a agência de dívida estatal IGCP nesta sexta-feira.

As sbrigações a serem leiloadas vencem em Outubro de 2025 e Outubro de 2030, informou o IGCP em comunicado.

Texto original em inglês: de Andrei Khalip, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom, Editado em português por Catarina Demony)

Impasse da OPEP acentua queda do petróleo


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O preço do petróleo registou uma queda de 8,92%, esta sexta-feira, atingido um novo mínimo desde 2017.

Uma consequência do impasse entre os principais produtores, que tinham como missão travar a evolução negativa das últimas semanas, mas não conseguiram chegar a acordo.

Em cima da mesa estava a proposta de reduzir a produção em 1 milhão e 500 mil barris por dia, mas a decisão acabou por ser adiada, com a Rússia contra o fecho das torneiras.

O preço do crude tem sofrido com o impacto da crise do coronavírus na economia, nomeadamente na procura, razão que levou a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) a reunir-se de emergência durante dois dias, em Viena.

Covid-19 afunda bolsas europeias


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Contaminadas pelo medo do impacto do coronavírus na economia mundial, as principais bolsas europeias fecharam em queda, esta sexta-feira, recuando para mínimos de pelo menos um ano.

Com a segunda sessão consecutiva no vermelho, o índice pan-europeu terminou o dia no vermelho,a perder 3,67%.

O português recuou 3,85%, o índice grego, 6,22%, o francês, 4,14%, o italiano, 3,50%, e o alemão, 3,37%.

O receio das variações na economia trazido pela crise do coronavírus está a levar os investidores a apostar em ativos mais seguros, como ou a dívida de países solventes como a Alemanha.

Uma tendência liderada pelo setor petrolífero, que acompanhou a descida acentuada do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Coronavírus assombra mercados internacionais


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O coronavírus está a deixar o mundo em alerta vermelho e os mercados internacionais não escapam à tendência, com as principais bolsas mundiais em queda.

Wall Street seguiu a tendência, conseguindo ainda assim moderar as perdas. Após uma semana volátil, o principal índice, o , acabou por fechar nos -0.98%.

Numa tentativa de travar a espiral negativa, Donald Trump disponibilizou 8 mil e 300 milhões de dólares, mais de 7 mil 420 milhões de euros, para ajudar a combater o surto de coronavírus nos Estados Unidos. Um vírus que começa a ter um forte impacto para lá da saúde. Com a expansão da economia em risco, dos cofres norte-americanos vai também sair uma verba equivalente a mais de 6 milhões de euros para empréstimos a pequenas empresas.

Na Europa, a reação dos mercados não foi melhor, com as principais bolsas a fechar no vermelho. Os investidores receiam um abrandamento da economia e viram-se para ativos mais seguros, como , ou a dívida de países solventes.

O setor petrolífero liderou as perdas, com o preço do petróleo a registar uma queda de 10%, após os maiores produtores terem-se mostrado incapazes de chegar a acordo quanto a eventuais cortes na produção.

Em Viena, a Rússia mostrou-se indisponível para fechar as torneiras, deixando a OPEP num impasse que pode ser particularmente penalizador para alguns países membros com economias mais frágeis, como Angola.

O desenlace afeta todas as empresas dependentes de petróleo, em especial no setor da aviação..

Para fazer face à redução na procura, companhias como a Lufthansa (DE:) estão a cortar nas viagens. Ainda esta quinta-feira, a transportadora alemã anunciou o cancelamento de 7100 voos.

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters. BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters

LISBOA, 9 Mar (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL:

* Uma onda de pânico por causa da disseminação e do impacto económico do coronavírus varreu os mercados mundiais, levando o índice accionista PSI20 a afundar 3,86% em sintonia com o ‘selloff’ europeu, tendo os investidores desencadeado uma corrida por activos-refúgio, como e os ‘bonds’, antes do fim de semana, segundo traders.

AGENDA NACIONAL:

* Corticeira Amorim apresenta resultados do ano de 2019, após fecho do mercado.

* Início da greve dos estivadores do porto de Lisboa face à decisão das empresas de estiva de pedirem a insolvência da A-ETPL, Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa, até 30 de Março.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* BRUXELAS – O Presidente da Comissão da UE Ursula von der Leyen discursa por ocasião dos primeiros 100 dias da Comissão da UE em Bruxelas – 1000 GMT.

* HOUSTON, Estados Unidos – Ministros e executivos globais de energia dos maiores produtores de petróleo do mundo reúnem-se em Houston, de 9 a 13 de março para discutir factores que afectam os mercados de petróleo e gás, eletricidade e energia (até 13 de março)

* Conta Corrente Japão Janeiro (0050)

* Produto Interno Bruto Japão 4to Tri (0050)

* Produção Industrial Alemanha Janeiro (0800)

* Balança Comercial Alemanha Janeiro (0800)

* Índice Sentix União Europeia Março (1030)

* Licenças Habitação Canadá Fevereiro (1315)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* LEG Immobilien AG Resultados

* Franco-Nevada Corporation Resultdos

(Por Lisboa Editorial)

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


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MARÇO

* Corticeira Amorim apresenta resultados do ano de 2019, após fecho do mercado.

* Início da greve dos estivadores do porto de Lisboa face à decisão das empresas de estiva de pedirem a insolvência da A-ETPL, Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa, até 30 de Março.

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Fevereiro e Estatísticas do Comércio Internacional de Janeiro.

* Portugal leiloa até 1.250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a cinco e 10 anos.

* Termina prazo para aumento de capital da Cofina (LS:), no montante de 85 milhões de euros para financiamento da compra da TVI.

* Interpelação ao Governo n.º 2/XIV/1.ª requerida pelo BE, sobre “A crise no serviço postal e a recuperação do controlo público dos CTT (LS:)”, a partir das 1500 horas.

* INE divulga Construção: Obras Licenciadas e Concluídas (4.º trimestre 2019).

* Altri (LS:) e Ramada apresentam resultados de 2019.

* Standard and Poor’s divulga rating de Portugal.

* INE divulga Atividade Turística de Janeiro de 2020 e Atividade dos Transportes no quarto trimestre de 2019.

* CTT apresentam resultados de 2019, após fecho do mercado.

* Almoço-debate com Nuno Amado, presidente do conselho de administração do BCP (LS:).

* IGCP realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 6 e 12 meses, num montante indicativo entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.

* Banco de Portugal divulga Balança corrente.

* Sonae apresenta resultados do ano de 2019, antes da abertura do mercado.

* DBRS divulga rating de Portugal.

* INE divulga Procedimento dos Défices Excessivos (2020); Principais Agregados das Administrações Públicas (2019); Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional (4.º trimestre 2019).

* REN apresenta resultados do ano de 2019, após fecho do mercado.

* EDP (SA:) Renováveis realiza Assembleia Geral de Accionistas.

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores (março 2020).

* Termina greve dos estivadores do Porto de Lisboa.

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC (março 2020); Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego (fevereiro 2020); Projeções de População Residente em Portugal (31 março 2020).

ABRIL

* Galp Energia divulga Trading Update do primeiro trimestre de 2020.

* Ibersol apresenta resultados de 2019.

* Jerónimo Martins divulga resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Assembleia Geral anual de accionistas da Galp Energia.

* Galp Energia e Navigator divulgam resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Semapa (LS:) apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* CTT apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* REN, EDP e EDP Renováveis apresentam resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Corticeira Amorim apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Millennium bcp apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

* Sonae apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Ibersol apresenta resultados do primeiro trimestre de 2020.

JULHO

* Navigator apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

* REN apresenta resultados do segundo trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Semapa apresenta resultados do primeiro semestre de 2020.

SETEMBRO

* Ibersol apresenta resultados do primeiro semestre de 2020, após fecho do mercado.

OUTUBRO

* Navigator apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Semapa apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

NOVEMBRO

* REN apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Ibersol apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

(Por Lisboa Editorial)

Mercados apostam em dois cortes de taxa de juro do BCE até Junho com colapso expectativas inflação


© Reuters. Mercados apostam em dois cortes de taxa de juro do BCE até Junho com colapso expectativas inflação

LONDRES, 9 Mar (Reuters) – Os mercados monetários da Zona Euro aumentaram as suas apostas em cortes de taxas pelo Banco Central Europeu esta segunda-feira, com o colapso das expectativas de inflação na região.

Uma queda nos preços do petróleo aumentou os receios de recessão devido à disseminação do coronavírus. Isso fez com que as expectativas de inflação da zona do euro EUIL5YF5Y=R caíssem muito abaixo de 1% pela primeira vez de sempre, muito abaixo da meta do BCE, próxima de, mas abaixo de 2%.

Os mercados monetários estão agora a precificar uma probabilidade total de 20 pontos base em cortes de taxas – ou dois cortes de 10 bps cada – na reunião do banco em Junho, mostraram os futuros da Eonia ECBWATCH .

Na semana passada, os mercados precificaram um preço de 10 bps até Junho.

O BCE reúne-se esta quinta-feira e os mercados estão posicionados para um corte de taxa de 10 bps para ajudar a fortalecer a economia e a inflação.

Texto original em inglês: (Reportagem de Yoruk Bahceli e Dhara Ranasinghe, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

Choque petrolífero e propagação do coronavírus faz disparar CDS Arábia Saudita e Itália


© Reuters. Choque petrolífero e propagação do coronavírus faz disparar CDS Arábia Saudita e Itália

LONDRES, 9 Mar (Reuters) – O custo de segurar a exposição à dívida emitida por governos e bancos aumentou acentuadamente na segunda-feira, com aqueles no centro do surto do coronavírus e os exportadores de petróleo a assistirem a uma subida dos níveis para máximos de vários meses.

A Arábia Saudita, que iniciou uma guerra de preços do petróleo por não ter acordado um corte de produção com a Rússia na reunião da OPEP da semana passada, viu os seus ‘swaps’ de crédito de cinco anos (CDS) SAGV5YUSAC=MG saltarem 58 pontos base (pb) do fecho de sexta-feira para 154 pb de sexta-feira.

Este foi o nível mais alto desde 2016, de acordo com dados do IHS Markit.

A Rússia viu o seu CDS saltar 51 pb para 161 pb, o seu nível mais alto desde Novembro de 2018.

Enquanto isso, o CDS de Itália – no centro do surto do vírus na Europa – saltou 37 pb para 202 pb, o seu nível mais alto desde Agosto. Os bancos do país UniCredit e Intesa Sanpaolo , que estão fortemente expostos aos títulos do governo italiano, viram os níveis aumentar em mais de 40 pb.

Texto integral em inglês: Karin Strohecker; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Bolsas europeias com maiores quedas em mais de 10 anos


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Arrastadas pelos receios relacionados com o coronavírus e também pela guerra em torno dos preços do petróleo, as bolsas da Europa fecharam esta segunda-feira em mínimos de oito meses. O índice pan-europeu teve a maior queda diária desde a crise de 2008/2009, ao perder 7,4%.

O , índice principal da bolsa lisboeta, teve uma descida de 8,6%. A Galp Energia (LS:), a cair 16,5%, foi o título com maiores quedas. As ações do BCP (LS:) perderam mais de 15% e as da Mota Engil (LS:) cerca de 14%.

A tendência foi seguida por toda a Europa. O Footsie 100, da bolsa de Londres, caiu mais de 10% e o de Paris perdeu mais de 8%. O de Frankfurt e o Ibex de Madrid fecharam também com descidas muito próximas dos 8%. As cotações do barril de petróleo perderam cerca de um terço do valor.