AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters.

NOVEMBRO

18

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura em Novembro.

* Presidente da República recebe em audiência os partidos políticos CDS – Partido Popular (CDS-PP); Partido Comunista Português (PCP); Bloco de Esquerda; Partido Social Democrata (PPD/PSD), por videoconferência e Partido Socialista (PS), a partir das 1100 horas locais.

* Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros participa na 15.ª Edição do Portugal Exportador.

19

* Altri (LS:) apresenta resultados do terceiro trimestre, após fecho de bolsa.

* Banco de Portugal divulga Boletim estatístico; Financiamento das administrações públicas; Endividamento do setor não financeiro.

20

* Início da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

* Conferência “A Banca no pós-covid-19”, uma iniciativa do Dinheiro Vivo e TSF. Nota de abertura por Mário Centeno, governador do Banco de Portugal e participação de António Ramalho, CEO do Novo Banco; Miguel Maya, CEO do Millennium BCP (LS:); João Pedro Olveira e Costa, CEO do BPI (LS:); Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos e Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander (MC:).

* Banco de Portugal divulga Indicadores Coincidentes.

* Ibersol apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Agência de notação Fitch atualiza rating de Portugal.

23

* INE divulga Sociedade da Informação e do Conhecimento – Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas de 2020; Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Outubro.

* Continuação da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

24

* Continuação da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

25

* Continuação da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

26

* Votação final global do Orçamento do Estado para 2021, no Parlamento, a partir das 1000 horas.

27

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Novembro; Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Outubro.

30

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Novembro; Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Outubro e Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre.

DEZEMBRO

02

* INE divulga Atividade dos Transportes no terceiro trimestre de 2020 e Índices de Produção Industrial de Outubro.

09

* INE divulga Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Outubro.

10

* INE divulga Contas Económicas da Agricultura – 1.ª Estimativa de 2020; Estatísticas do Comércio Internacional de Outubro.

11

* INE divulga Estatísticas dos Serviços Prestados às Empresas em 2019; Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção de Outubro.

14

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Novembro; Construção: Obras Licenciadas e Concluídas do terceiro trimestre.

15

* Reunião do Conselho de Estado.

17

* INE divulga Atividade Turística de Outubro.

21

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura de Novembro.

22

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do terceiro trimestre e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Novembro.

23

* INE divulga Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do terceiro trimestre.

29

* INE divulga Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Novembro.

30

* INE divulga Índices de Produção Industrial de Novembro e Atividade Turística – Estimativa Rápida de Novembro de 2020.

JANEIRO 2021

04

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores e Estimativa Rápida do IPC/IHPC, de Dezembro.

07

* INE divulga Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Novembro.

08

* INE divulga Estatísticas do Comércio Internacional, Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Novembro.

11

* INE divulga Perspetivas de Exportação de Bens – 1ª Previsão de 2021 e Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção.

13

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Dezembro.

15

* INE divulga Atividade Turística de Novembro.

19

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Dezembro.

20

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo de Novembro de 2020 e Síntese Económica de Conjuntura de Dezembro de 2020.

25

* INE divulga Procura Turística dos Residentes

3.º Trimestre de 2020 e Inquérito de Conjuntura ao Investimento do segundo semestre.

28

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Janeiro de 2021 e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Dezembro de 2020.

29

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Janeiro de 2021 e Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Dezembro de 2020.

(Por Lisboa Editorial)

-‘Yield’ Bund alemão cai para mínimo de uma semana e meia


© Reuters.

LONDRES, 18 Nov (Reuters) – A ‘yield’ do Bund alemão a 10 anos caiu para o seu nível mais baixo desde que a Pfizer (NYSE:) revelou a sua actualização da vacina COVID-19 há uma semana e meia atrás, com preocupações de que a actividade económica permaneça deprimida muito tempo depois de uma vacina ser implementada a suportar os activos-refúgio.

O Presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, disse na terça-feira que não era altura de encerrar os programas de emergência destinados a combater as consequências económicas da pandemia, com os casos a surgirem de novo e a economia a ficar com “um longo caminho a percorrer” para recuperar.

No início da negociação em Londres, a ‘yield’ das obrigações alemãs de referência a 10 anos baixou para -0,579% , o seu nível mais baixo em uma semana e meia.

Os rendimentos das obrigações a 10 anos em todo o bloco monetário seguem ligeiramente mais baixos no dia, com o custo do financiamento italiano a manterem os recentes mínimos recorde em cerca de 0,57% .

Texto integral em inglês: Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

UE aconselha despesa pública temporária e direccionada para recuperação COVID


© Reuters

BRUXELAS, 18 Nov (Reuters) – Os governos da Zona Euro devem continuar a gastar no próximo ano para apoiar uma recuperação económica da queda causada pela pandemia de COVID-19, mas devem certificar-se que o estímulo extra seja temporário e direccionado, recomendou a Comissão Europeia esta quarta-feira.

“À medida que a emergência de saúde persiste, as políticas fiscais devem continuar a apoiar todos os estados-membros da área do euro ao longo de 2021”, disse em recomendações formais que serão endossadas pelos ministros das finanças.

“As medidas de política devem ser adaptadas às circunstâncias específicas de cada país e ser oportunas, temporárias e direccionadas”, referem as recomendações que irão moldar a política orçamental nos 19 países que partilham .

Os governos da Zona Euro enviaram à Comissão no mês passado os seus projectos de planos orçamentais para 202 , para verificar se eles estavam em conformidade com as regras da UE. O braço executivo da UE disse esta quarta-feira que alguns dos gastos planeados pela França, Itália, Lituânia e Eslováquia não eram temporários ou compensados por medidas de equilíbrio.

Texto integral em inglês: (Reportagem de Jan Strupczewski, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

UE aconselha gasto governamental temporário e direcionado para recuperação da Covid


© Shutterstock

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS, 18 Nov (Reuters) – Os governos da zona do euro deveriam continuar gastando no ano que vem para apoiar a recuperação econômica da recessão causada pela pandemia de Covid-19, mas de forma que o estímulo extra seja temporário e direcionado, recomendou a Comissão Europeia nesta quarta-feira.

“Enquanto a emergência de saúde persiste, as diretrizes fiscais deveriam continuar dando amparo a todos os Estados-membros da área do euro ao longo de 2021”, disse a entidade em recomendações formais que serão endossadas pelos ministros das Finanças.

“As diretrizes deveriam ser ajustadas às circunstâncias específicas dos países e ser oportunas, temporárias e direcionadas”, disseram as recomendações que moldarão a política fiscal dos 19 países que compartilham .

Os governos da zona do euro enviaram os planos de seu esboço de orçamento de 2021 à Comissão no mês passado para saber se estão alinhados às regras da União Europeia. O braço executivo do bloco disse nesta quarta-feira que parte dos gastos planejados por França, Itália, Lituânia e Eslováquia não são temporários ou não são compensados por contrapartidas.

A Comissão também alertou Bélgica, França, Grécia, Itália, Portugal e Espanha que suas dívidas públicas já altas piorarão durante a pandemia, e que por isso estes deveriam atentar para a sustentabilidade fiscal no médio prazo.

A Comissão ainda recomendou que os governos mantenham os canais de crédito para a economia e apoiem empresas viáveis o quanto for necessário durante a crise inédita.

Boeing 737 Max autorizado a regressar aos céus


© Reuters. Boeing 737 Max autorizado a regressar aos céus

Autorizado a voar. O regulador do trafego aéreo norte-americano autorizou o regresso do Boeing (NYSE:) 737 MAX aos céus. Terminam assim 20 meses de interdição depois de dois desastres aéreos que mergulharam a empresa numa crise.

A administração federal da aviação anunciou em comunicado que “o design e a certificação do avião tiveram um nível sem precedentes de avaliações em todo o mundo. Os reguladores vão perceber que as alterações vão dar confiança para validar a segurança de voo do avião nos respetivos espaços aéreos”.

Steve Dickson, dirigente da Administração Federal da Aviação, explicou que “com base nas atividades que levamos a cabo durante estes últimos 20 meses e na minha experiência de voo no avião, posso afirmar que me sinto 100 por cento confortável a voar nele com a minha família”.

O analista Alex Macheras explica que este é “o acontecimento mais importante desde que o MAX 737 foi interditado há cerca de dois anos. O que regulador diz agora é que o avião é seguro. Isto abre caminho para o avião, pelo menos nos Estados Unidos, regressar aos céus, provavelmente no final deste ano com a American Airlines. Mas o que não precisamos observar de perto é como o mundo vai responder”.

A Euronews contactou a Agência Europeia para a Segurança da Aviação para perceber a posição no que diz respeito ao 737 MAX e a possibilidade de regressar aos céus europeus.

O regulador europeu respondeu em comunicado a explicar que “haverá uma longa lista de procedimentos a serem cumpridos, incluindo consultas e uma aprovação definitiva que poderá estar concluída o mais tardar no principio do próximo ano. Depois haverá procedimentos a serem aplicados pelas companhias aéreas”.

O avião foi proibido de voar depois de dois desastres aéreos terem provocado a morte a 346 pessoas em 2018 e 2019, A causa apontada foi um defeito num sistema de segurança destinado a manter a sustentação do aparelho no ar.

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


© Reuters.

NOVEMBRO

19

* Presidente da República, Primeiro-Ministro, membros do Governo e partidos da oposição reunem com especialistas epidemiológicos, no Infarmed, às 1000 horas locais.

* Altri (LS:) apresenta resultados do terceiro trimestre, após fecho de bolsa.

* Banco de Portugal divulga Boletim estatístico; Financiamento das administrações públicas; Endividamento do setor não financeiro.

20

* Início da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

* Conferência “A Banca no pós-covid-19”, uma iniciativa do Dinheiro Vivo e TSF. Nota de abertura por Mário Centeno, governador do Banco de Portugal e participação de António Ramalho, CEO do Novo Banco; Miguel Maya, CEO do Millennium BCP (LS:); João Pedro Olveira e Costa, CEO do BPI (LS:); Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos e Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander (MC:).

* Banco de Portugal divulga Indicadores Coincidentes.

* Ibersol apresenta resultados do terceiro trimestre de 2020, após fecho do mercado.

* Agência de notação Fitch atualiza rating de Portugal.

23

* INE divulga Sociedade da Informação e do Conhecimento – Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas de 2020; Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Outubro.

* Continuação da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

24

* Continuação da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

25

* Continuação da discussão e votação do Orçamento do Estado para 2021 na especialidade. Votação final global a 26 de Novembro.

* Direção-Geral do Orçamento divulga síntese de execução orçamental (outubro 2020).

26

* Votação final global do Orçamento do Estado para 2021, no Parlamento, a partir das 1000 horas.

27

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Novembro; Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Outubro.

30

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Novembro; Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Outubro e Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre.

DEZEMBRO

02

* INE divulga Atividade dos Transportes no terceiro trimestre de 2020 e Índices de Produção Industrial de Outubro.

09

* INE divulga Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Outubro.

10

* INE divulga Contas Económicas da Agricultura – 1.ª Estimativa de 2020; Estatísticas do Comércio Internacional de Outubro.

11

* INE divulga Estatísticas dos Serviços Prestados às Empresas em 2019; Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção de Outubro.

14

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Novembro; Construção: Obras Licenciadas e Concluídas do terceiro trimestre.

15

* Reunião do Conselho de Estado.

17

* INE divulga Atividade Turística de Outubro.

21

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura de Novembro.

22

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do terceiro trimestre e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Novembro.

23

* INE divulga Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do terceiro trimestre.

29

* INE divulga Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Novembro.

30

* INE divulga Índices de Produção Industrial de Novembro e Atividade Turística – Estimativa Rápida de Novembro de 2020.

JANEIRO 2021

04

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores e Estimativa Rápida do IPC/IHPC, de Dezembro.

07

* INE divulga Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Novembro.

08

* INE divulga Estatísticas do Comércio Internacional, Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Novembro.

11

* INE divulga Perspetivas de Exportação de Bens – 1ª Previsão de 2021 e Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção.

13

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Dezembro.

15

* INE divulga Atividade Turística de Novembro.

19

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Dezembro.

20

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo de Novembro de 2020 e Síntese Económica de Conjuntura de Dezembro de 2020.

25

* INE divulga Procura Turística dos Residentes

3.º Trimestre de 2020 e Inquérito de Conjuntura ao Investimento do segundo semestre.

28

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Janeiro de 2021 e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Dezembro de 2020.

29

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Janeiro de 2021 e Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Dezembro de 2020.

(Por Lisboa Editorial)

‘Yields’ obrigações alemãs em baixa, mas falta direcção clara


© Reuters.

MILÃO, 19 Nov (Reuters) – As ‘yields’ das obrigações do governo alemão baixaram na quinta-feira, mas sem uma direcção clara, uma vez que os investidores foram apanhados entre notícias positivas de vacinas e restrições contra o coronavírus, o que iria amortecer a recuperação económica.

A atenção do mercado volta para as observações da presidente do BCE Christine Lagarde a uma comissão parlamentar europeia no final do dia, e para a cimeira do orçamento da UE, após uma discussão sobre o fundo de recuperação da UE.

Lagarde, no seu primeiro discurso na quinta-feira, apelou aos líderes da UE para porem fim a um impasse orçamental potencialmente prejudicial e repetiu uma promessa de manter a política monetária ultra flexível, mas sem desencadear muita acção de preços sobre títulos do governo.

A ‘yield’ das obrigações do governo alemão a 10 anos de referência baixou 1 ponto base em -0,566%, enquanto o BTP a 10 anos da Itália se manteve inalterado em 0,616%. Ambos não estão longe dos seus mínimos atingidos na segunda-feira da semana passada, quando a Pfizer (NYSE:) anunciou uma vacina eficaz.

Texto integral em inglês: Stefano Rebaudo; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Endividamento sector não financeiro Portugal aumenta para 738 mil ME Setembro-BP



LISBOA, 19 Nov (Reuters) – O endividamento do sector não financeiro em Portugal subiu 1,5 mil milhões de euros (ME) em Setembro para 738 mil ME, face ao mês anterior, anunciou o Banco de Portugal.

Explicou que do valor total de endividamento, 335,3 mil ME pertencem ao sector público e 402,7 mil ME ao sector privado.

“Relativamente a Agosto de 2020, o endividamento do sector não financeiro aumentou 1,5 mil ME”, referiu.

“Este aumento deveu-se ao acréscimo de 0,9 mil ME do endividamento do sector público e de 0,6 mil ME do endividamento do sector privado”, acrescentou.

O Banco de Portugal realçou que o aumento do endividamento do sector público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face às próprias administrações públicas (0,9 mil ME) e face ao sector financeiro (0,9 mil ME), tendo estes aumentos sido parcialmente compensados pela redução do endividamento face ao exterior (1,0 mil ME).

“O crescimento do endividamento do sector privado resultou do acréscimo do endividamento dos particulares perante o sector financeiro, em 0,3 mil ME, e das empresas face ao exterior, igualmente em 0,3 mil ME”, frisou.

(Por Patrícia Vicente Rua)

Níveis endividamento grandes economias da Zona Euro a manterem-se elevados – Scope Ratings


© Reuters.

LONDRES, 19 Nov (Reuters) – O crescimento tépido na Alemanha, França, Itália e Espanha, mesmo com estímulos orçamentais, impedirá que os níveis de dívida nas quatro maiores economias da Zona Euro regressem aos níveis anteriores à crise do COVID-19 num futuro previsível, disse a agência de notação de crédito Scope.

Os níveis da dívida pública nas principais economias dispararam este ano, à medida que os governos aumentavam os gastos orçamentais para apoiar as suas economias face ao choque do coronavírus.

A Scope é especializada em ratings e research de instituições financeiras, empresas e fundos de investimento alternativos na Europa, num negócio global de ratings dominado pelos maiores rivais Moody’s, S&P Global e Fitch.

O relatório Scope, partilhado com a Reuters na quinta-feira, previu um aumento da dívida pública entre 9 e 23 pontos percentuais nas quatro maiores economias da Zona Euro, somando um agregado ponderado de 106% em 2020, de 90% do PIB no final de 2019.

Texto integral em inglês: (Por Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Níveis de dívida em grandes economias da zona do euro continuarão elevados, diz Scope Ratings


© Reuters

LONDRES, 19 Nov (Reuters) –

O crescimento morno na Alemanha, França, Itália e Espanha, mesmo com estímulo fiscal, impedirá que os níveis de dívida nas quatro maiores economias da zona do euro voltem aos patamares anteriores à crise da Covid-19 em um futuro próximo, disse a agência de classificação de crédito Scope.

Os níveis de dívida pública nas principais economias dispararam neste ano, à medida que os governos implementaram gastos fiscais para sustentar suas economias diante do choque do coronavírus.

A Scope é especializada em ratings e pesquisa de instituições financeiras, empresas e fundos de investimento alternativos na Europa, com o setor amplo de ratings dominado pelas rivais maiores Moody’s, S&P Global e Fitch.

O relatório da Scope, compartilhado com a Reuters nesta quinta-feira, prevê que a dívida pública aumentará entre 9 e 23 pontos percentuais nas quatro maiores economias da zona do euro, somando um agregado ponderado de 106% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, de 90% no final de 2019.

Em seu relatório, a agência observou que as autoridades se afastaram da austeridade e agora contam com o crescimento para melhorar a situação fiscal, um “momento marcante” na formulação de políticas econômicas no bloco da moeda única.

Em segundo lugar, as previsões do governo presumem que o estímulo fiscal terá um impacto duradouro, mesmo com desafios impostos como o envelhecimento da população e as mudanças climáticas.

“Acreditamos que um crescimento menos dinâmico, mesmo com uma política fiscal expansionista, impedirá que os índices de dívida pública da EMU-4 voltem aos níveis anteriores à crise em um futuro previsível”, disse a Scope, referindo-se às quatro maiores economias da União Econômica e Monetária (EMU, na sigla em inglês).

O fundo de recuperação da União Europeia (UE), a suspensão das regras fiscais e o estímulo monetário agressivo foram todos positivos para o crescimento, mas sem uma recuperação econômica , grandes déficits orçamentários podem rapidamente entrar em uma trajetória de endividamento cada vez mais acentuada, acrescentou.