2020: “O pior ano” da aviação comercial


2020: “O pior ano” da aviação comercial

As receitas das companhias aéreas vão baixar mais de 60% em 2020. Informação da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). Em comparação com 2019, o volume de negócios das companhias aéreas deve atingir 328 mil milhões de dólares (cerca de 276 mil euros), o pior ano jamais vivido pelo sector, devastado pela crise do Covid-19.

“A crise do Covid-19 ameaçou a sobrevivência da indústria dos transportes aéreos” e “os livros de história recordarão 2020 como o pior ano financeiro” para o sector, que “reduziu os seus custos numa média de mil milhões de dólares por dia em 2020 e continuará a acumular perdas sem precedentes”, anunciou a organização, que reúne 290 companhias aéreas, durante a sua assembleia geral.

(em atualização)

Mercados de dívida europeus inabaláveis com acções em máximos recorde


© Reuters.

LONDRES, 25 Nov (Reuters) – As ‘yields’ das obrigações da zona euro negoceiam em alta ligeira na quarta-feira, num sinal adicional de que os mercados bolsistas, em máximos recorde, não são suficientes para desviar a procura dos mercados de rendimento fixo apoiados pelo estímulo do banco central.

As acções mundiais atingiram um máximo recorde após o início formal da transição do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, para a Casa Branca e da crescente confiança em torno das vacinas COVID-19.

Enquanto outros activos-refúgio como e dos EUA =USD tiveram um ‘selloff’ face ao aumento do optimismo, a venda de ‘bonds’ na Europa e nos Estados Unidos tem sido modesta.

No início da negociação, o rendimento do Bund alemão de referência a 10 anos atingiu brevemente -0,546% , o seu máximo em quase uma semana, mas cerca de 10 bps abaixo dos máximos atingidos no início deste mês na sequência da actualização da Pfizer (NYSE:) sobre uma vacina eficaz COVID-19.

Texto integral em inglês: Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

‘Yield’ obrigações Portugal 10 anos próxima de 0%, periferia aplaude sentimento mundial mais optimista


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LONDRES, 25 Nov (Reuters) – Os rendimentos das obrigações italianas e portuguesas atingiram novos mínimos recorde na quarta-feira, com a ‘yield’ a 10 anos de Portugal próxima de território negativo, com um sentimento optimista a nível mundial a constituir mais um incentivo para acumular nos mercados obrigacionistas europeus de baixa notação.

As acções mundiais atingiram um pico recorde após o início formal da transição do Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, para a Casa Branca e da crescente confiança em torno das vacinas COVID-19.

Para os mercados obrigacionistas do sul da Europa, já bem apoiados pelo estímulo agressivo do Banco Central Europeu, o ‘rally’ em activos de risco a nível mundial proporcionou um impulso adicional.

O rendimento das obrigações soberanas portuguesas a 10 anos caiu para um mínimo recorde de 0,016% . O rendimento das obrigações a 10 anos de Itália também atingiu um novo recorde de 0,554% e os rendimentos espanhóis caíram 1-2 pontos base .

Texto integral em inglês: Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Portugal com défice 7,2 mil ME até Outubro vs excendente homólogo devido pandemia


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LISBOA, 25 Nov (Reuters) – Portugal teve um défice público de 7,2 mil milhões de euros (ME) até Outubro, face a um excedente de 999 ME no período homólogo, devido ao impacto da pandemia do coronavírus na economia, anunciou o Ministério das Finanças.

Explica que “esta evolução do défice – justificada pela pandemia – resulta do efeito conjugado de redução da receita (-6,4%) e acréscimo da despesa (+5,1%), seja pelos seus impactos desfavoráveis na economia associados à redução acentuada da receita fiscal e contributiva; seja pelo acréscimo na despesa associado às medidas extraordinárias de apoio às famílias e empresas”.

“A execução orçamental em contabilidade pública das Administrações Públicas (AP) apresentou um défice de 7.198 ME até outubro, o que representa um agravamento de 8.197 ME face ao período homólogo”, vincou o ministério numa nota.

As receitas de impostos recuaram 7,6% “com a generalidade dos impostos a evidenciar quebras que refletem a contração da atividade económica, destacando-se a redução de 8,6% no IVA”.

As contribuições para a Segurança Social reduziram-se em 1,3% em resultado do abrandamento da atividade económica e os meses mais intensos do lay-off simplificado.

Por sua vez, a despesa primária cresceu 6,4% com forte aposta nas prestações sociais, do Serviço Nacional de Saúde e investimento público.

“A despesa da Segurança Social aumentou 12,8% ou 2.743 ME, dos quais cerca de 1.623 ME associados à Covid-19 que representam já 84% do orçamentado em sede de Orçamento Suplementar, antecipando-se a sua plena execução”, frisou.

A despesa com salários dos funcionários públicos cresceu 4,2% em resultado do descongelamento das carreiras, a despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou 5,8% e o investimento público cresceu 35,8% na Administração Central e Segurança Social, excluindo PPP.

Estes números são em contabilidade pública ou seja numa óptica de fluxos de entradas e saídas de caixa, enquanto os dados que valem para Bruxelas são em contabilidade nacional, que é uma óptica de compromissos de receita e despesa assumidas.

A pandemia e as consequentes medidas de restrição e confinamento deverão levado a economia portuguesa a contrair 8,5% em 2020 e o défice a disparar para 7,3% do PIB.

Em 2019, o PIB português cresceu 2,2% e o país alcançou o primeiro excedente orçamental em 45 anos de 0,1% do PIB. (Por Patrícia Vicente Rua, Editado por Sérgio Gonçalves)

Qual o impacto da pandemia nas compras de Natal?


© Reuters. Qual o impacto da pandemia nas compras de Natal?

As lojas e os hipermercados costumam encher nas semanas que antecedem o Natal. A época é sinónimo de muitas compras, para alegria dos comerciantes. Mas em ano de pandemia, a situação é bem diferente.

“Fizemos cerca de metade do valor habitual para este mês, mas estamos contentes porque temos a impressão de que agora as pessoas consomem de forma diferente. Antes, podem ter recorrido mais a sites de comércio eletrónico, enquanto agora percebemos que olham mais à sua volta e que estão a encomendar às lojas”, diz Sophie Patteuw, gerente de uma loja de brinquedos.

De acordo com um estudo da CSA Research para a Cofidis e o site de comércio eletrónico Rakuten, este ano o orçamento médio previsto para o Natal aumentou significativamente: 54 euros, face a 2019, atingindo os 603 euros. Valor que inclui presentes, refeições e roupa

“Era muito importante para nós abrir este fim de semana. É, por isso, um grande alívio. Agora temos três semanas e meia, quatro semanas, para atingirmos os números que devíamos ter feito em seis. Esperamos que passe”, deseja Pascal Mutel, dono de uma florista.

De acordo com a consultora PwC, 40% dos consumidores europeus sofreram uma diminuição nos rendimentos familiares devido à pandemia e 38% planeiam reduzir os gastos nos próximos meses.

Os consumidores dos países mais afetados estão particularmente determinados a gastar menos.

Mas apesar das boas notícias sobre as vacinas, comerciantes e consumidores continuam preocupados com os rendimentos, empregos e estabilidade, fortemente abalados pela pandemia.

AGENDA PORTUGAL-Noticiário Financeiro Reuters


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NOVEMBRO

26

* Votação final global do Orçamento do Estado para 2021, no Parlamento, a partir das 1000 horas locais.

* INE divulga Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19 de Novembro.

* Conferência de imprensa da ACAP para apresentar a sua posição sobre ausência de medidas de apoio ao sector automóvel no Orçamento do Estado para 2021.

* Jerónimo Martins (LS:): Assembleia-Geral extraordinária.

* Concentração/manifestação do Grupo TVDE, a partir das 1000 horas.

27

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Novembro; Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Outubro.

* Assinatura do Memorando de Entendimento entre o Governo e a Microsoft (NASDAQ:).

30

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Novembro; Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Outubro e Contas Nacionais Trimestrais do terceiro trimestre.

DEZEMBRO

02

* INE divulga Atividade dos Transportes no terceiro trimestre de 2020 e Índices de Produção Industrial de Outubro.

09

* INE divulga Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Outubro.

10

* INE divulga Contas Económicas da Agricultura – 1.ª Estimativa de 2020; Estatísticas do Comércio Internacional de Outubro.

11

* INE divulga Estatísticas dos Serviços Prestados às Empresas em 2019; Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção de Outubro.

14

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Novembro; Construção: Obras Licenciadas e Concluídas do terceiro trimestre.

15

* Reunião do Conselho de Estado.

17

* INE divulga Atividade Turística de Outubro.

21

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Síntese Económica de Conjuntura de Novembro.

22

* INE divulga Índice de Preços da Habitação do terceiro trimestre e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Novembro.

23

* INE divulga Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional do terceiro trimestre.

29

* INE divulga Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Novembro.

30

* INE divulga Índices de Produção Industrial de Novembro e Atividade Turística – Estimativa Rápida de Novembro de 2020.

JANEIRO 2021

04

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores e Estimativa Rápida do IPC/IHPC, de Dezembro.

07

* INE divulga Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Novembro.

08

* INE divulga Estatísticas do Comércio Internacional, Índice de Custos de Construção de Habitação Nova de Novembro.

11

* INE divulga Perspetivas de Exportação de Bens – 1ª Previsão de 2021 e Índice de Produção, Emprego, Remunerações na Construção.

13

* INE divulga Índice de Preços no Consumidor de Dezembro.

15

* INE divulga Atividade Turística de Novembro.

19

* INE divulga Índices de Preços na Produção Industrial e Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Dezembro.

20

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo de Novembro de 2020 e Síntese Económica de Conjuntura de Dezembro de 2020.

24

* Portugal realiza Eleições Presidenciais.

25

* INE divulga Procura Turística dos Residentes

3.º Trimestre de 2020 e Inquérito de Conjuntura ao Investimento do segundo semestre.

28

* INE divulga Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores de Janeiro de 2021 e Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação de Dezembro de 2020.

29

* INE divulga Estimativa Rápida do IPC/IHPC de Janeiro de 2021 e Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego de Dezembro de 2020.

(Por Lisboa Editorial)

UE conclui emissão SURE para 2020; Comissário ainda com esperança de acordo orçamental


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AMESTERDÃO, 26 Nov (Reuters) – A União Europeia concluiu a emissão de dívida para este ano para financiar o seu esquema de desemprego SURE, disse o Comissário para o Orçamento e Administração, Johannes Hahn, à Reuters na quinta-feira.

Reuniu 39,5 mil milhões de euros (47 mil milhões de dólares) de vendas de três obrigações este ano, mais do que os 30 mil milhões de euros iniciais que a Comissão Europeia esperava reunir em 2020 antes de iniciar o financiamento em Outubro.

A UE irá completar a emissão para o esquema SURE até 100 mil milhões de euros no próximo ano.

Hahn disse que não aprovar o orçamento da UE e 800 mil milhões de euros do fundo de recuperação do coronavírus – na sequência de um veto da Polónia e da Hungria sobre a vinculação dos desembolsos ao Estado de direito que ameaçou atrasar ambos – até à semana de 15 de Dezembro iria criar muitas dificuldades.

Mas acrescentou que ainda estava confiante de que um acordo poderia ser alcançado.

“No final do dia, trata-se também de muito dinheiro para a Hungria e a Polónia”, disse Hahn, observando que os dois países estão entre os maiores beneficiários do fundo de recuperação.

“O desafio em termos de tempo é a rapidez do processo de ratificação nos parlamentos nacionais”, disse Hahn.

Texto integral em inglês: Yoruk Bahceli; Editado por Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

‘Yields’ obrigações zona euro descem após mensagem ‘dovish’ BCE


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26 Nov (Reuters) – Os rendimentos das obrigações da zona euro baixaram na quinta-feira, após uma mensagem ‘dovish’ do economista-chefe do Banco Central Europeu e a acta da sua reunião de Outubro forneceu mais uma confirmação do estímulo amplamente esperado na sua próxima reunião.

As expectativas de uma maior flexibilização do BCE em Dezembro, a que o banco se comprometeu na sua reunião de Outubro, sustentaram as obrigações do governo da zona euro nas últimas semanas, embora os movimentos tenham sido silenciados desde que se recuperaram de uma venda de um optimismo em torno das vacinas contra o coronavírus.

O economista-chefe do BCE, Philip Lane, avisou na quinta-feira que tolerar “uma fase mais longa de inflação ainda mais baixa” prejudicaria o consumo e o investimento e cimentaria as expectativas de crescimento de preços baixos no futuro.

Os analistas de obrigações concentraram-se particularmente na afirmação de Lane de que “é essencial que a recuperação macroeconómica não seja descarrilada por uma inclinação prematura da curva de rendimento”.

O BCE publicou a acta da sua reunião de Outubro pouco depois, mostrando que os decisores de política concordaram em não se dar ao luxo de parecer complacentes durante a segunda vaga do coronavírus, optando em vez disso por prometer mais estímulos.

Os rendimentos alemães de referência a 10 anos caíram cerca de 2 pontos base no dia para -0,59% .

Os rendimentos das obrigações da Europa do Sul, os principais beneficiários do apoio do BCE, também caíram, com o rendimento a 10 anos de Portugal a cair para um novo mínimo recorde de 0,007% , à beira de atingir 0% pela primeira vez.

Texto integral em inglês: (Por Yoruk Bahceli; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Parlamento Portugal aprova Orçamento 2021 que aumenta investimento para relançar crescimento


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LISBOA, 26 Nov (Reuters) – O parlamento português aprovou na quinta-feira o orçamento da minoria socialista do governo 2021 que aposta num aumento acentuado do investimento público para relançar o crescimento da economia devastada pelo coronavírus, ao mesmo tempo que aumenta os subsídios e as pensões.

Na sua leitura final, o documento foi aprovado por 108-105 votos a favor e 17 abstenções, incluindo o Partido Comunista, um antigo aliado do governo socialista na legislatura anterior.

Os únicos votos “sim” ao projecto de lei, que prevê uma redução do défice para 4,3% do produto interno bruto a partir dos 7,3% estimados para este ano, vieram da bancada socialista. (Por Sérgio Gonçalves; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

NOVA 2-Portugal aprova orçamento 2021 com mais investimento para recuperação


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(Acrescenta informação relativa ao Novo Banco)

LISBOA, 26 Nov (Reuters) – O parlamento português aprovou na quinta-feira o orçamento do governo socialista de minoria para 2021, que aposta num aumento acentuado do investimento público para relançar o crescimento da economia devastada pelo coronavírus, ao mesmo tempo que aumenta os subsídios e as pensões.

Na sua leitura final, o documento foi aprovado por 108-105 votos a favor e 17 abstenções, incluindo o Partido Comunista, um antigo aliado do governo socialista na legislatura anterior.

Os únicos votos “sim” ao Orçamento, que prevê uma redução do défice para 4,3% do produto interno bruto a partir dos 7,3% estimados para este ano, vieram da bancada socialista.

“Este é um bom orçamento…um orçamento para um ano difícil em que se vão sentir ainda mais os efeitos da pandemia na saúde pública, nas condições económicas e sociais”, disse a líder da bancada socialista Ana Catarina Mendes, ao Parlamento, criticando outro antigo aliado, o Bloco de Esquerda, por ter votado contra.

Com o objectivo de apoiar a recuperação económica após a pior recessão em quase um século causada pela pandemia, o orçamento prevê um aumento íngreme de 23% do investimento público para mais de 6 mil milhões de euros, especialmente em cuidados de saúde e infra-estruturas.

O orçamento irá colocar mais 550 milhões de euros nos bolsos das famílias através do aumento dos subsídios de desemprego e pensões, proporcionando um novo benefício social aos trabalhadores mais pobres, e reduzindo o imposto sobre o valor acrescentado sobre a electricidade.

O governo espera que a economia dependente do turismo cresça 5,4% após a queda de 8,5% projectada para este ano. O desemprego deverá cair para 8,2% depois de ter saltado para 8,7% este ano. A população desempregada subiu 45% para 400.000 no terceiro trimestre.

No ano passado, a economia cresceu 2,2%, ajudando Portugal a alcançar o seu primeiro excedente orçamental em 45 anos, de 0,1% do PIB.

Em alterações de última hora, o principal partido da oposição de centro-direita, os sociais-democratas, aliou-se à extrema esquerda e bloquearam uma injecção de 476 milhões de euros extra no Novo Banco, que emergiu do colapsado do Banco Espírito Santo em 2014.

A transferência, a partir do Fundo de Resolução apoiado pelo Estado, foi suspensa enquanto se aguardam os resultados de uma auditoria.

O fundo detém uma participação de 25% no credor, controlado pela empresa americana de private equity Lone Star e já injectou quase 3 mil milhões de euros no mesmo. O contrato de venda de 2017 possibilita uma injecção total de até 3,9 mil milhões de euros, caso ocorram determinadas perdas.

Texto integral em inglês: (Por Sérgio Gonçalves e Andrei Khalip; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)