Desemprego recua na zona euro


© Reuters. Desemprego recua na zona euro

O desemprego na zona euro baixou ligeiramente pelo segundo mês consecutivo em novembro passado.

Trata-se de uma queda imprevista apesar do número de desempregados entre os jovens ter aumentado.

Os dados avançados pelo gabinete de estatística da União Europeia, Eurostat, indicam que a taxa de desemprego caiu de 8,4 para 8,3% em novembro.

Há um ano a taxa situava-se em 7,4%.

Especialistas ressalvam que a taxa de desemprego não inclui todos aqueles cujos salários são pagos parcialmente ou na totalidade pelo empregador.

Os números contudo revelam que para os mais jovens a realidade do desemprego se agravou atingindo uma taxa de 18,4% em novembro, um agravamento de 0,4% em relação ao mês anterior.

Teme-se agora que uma nova vaga de confinamentos venha acelerar a falência de muitas empresas prevêndo-se um aumento do desemprego para este ano.

Propriedade intelectual, o escudo protetor na conquista de novos mercados


© Reuters. Propriedade intelectual, o escudo protetor na conquista de novos mercados

Uma empresa dos Países Baixos desenvolveu o que diz ser uma forma completamente inovadora de tratar a dor muscular. Através de jogos de vídeo de realidade virtual, InMotionVR esta a pôr a tecnologia ao serviço de fisioterapeutas para exercitarem e darem uma nova vida aos músculos dos pacientes.

O valor da propriedade intelectual é extremamente importante para a companhia, que já tomou medidas para protegê-la na Europa.

Mas, agora, a empresa quer também expandir-se para a China. Para tal, entrou em contacto com um serviço de assistência técnica no campo dos direitos de propriedade intelectual, financiado pela União Europeia, designado China IP SME Helpdesk.

“Fomos contactados por um parceiro de Hong Kong e como não tínhamos qualquer experiência no mercado chinês, puseram-nos em contacto com o helpdesk. E foi muito útil para começarmos a entrar nesse mercado. Permitiu-nos tomar consciência do que realmente precisávamos de fazer. Deu-nos muitos conselhos gratuitos, poupando-nos tempo e dinheiro precioso, mas também nos ajudou a acelerar a entrada no mercado chinês”, conta Gert-Jan Brok, diretorexecutivo da empresa.

Estima-se que 45% do Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia sejam gerados por indústrias com utilização intensiva da propriedade intelectual.

As empresas que protegem os seus direitos neste campo têm receitas cerca de 30% mais elevadas.

No entanto, menos de 10% das Pequenas e Médias Empresas (PME) protegem os bens intangíveis que possuem.

O motivo pode estar em muitas pequenas empresas não verem os benefícios de salvaguardar a propriedade intelectual ou acharem os procedimentos para protegê-la demasiado dispendiosos.

Jim Stoopman, do serviço de assistência da União Europeia, que aconselhou a inMotionVR para entrar na China, diz que as empresas precisam de estar preparadas quando se trata de trabalhar dentro do mercado chinês.

“A propriedade intelectual é um meio elementar para proteger a marca e a inovação contra imitações, ao mesmo tempo que permite ganhar vantagem estratégica sobre os concorrentes. É também uma fonte cash flow, através de vendas e licenciamento de propriedade intelectual, e é uma forma de atrair potenciais investidores”.

Além da China, a União Europeia tem outros quatro serviços de assistência para a Europa, Sudeste Asiático, América Latina e Índia.

A Comissão Europeia revelou recentemente um novo plano de ação em matéria de propriedade intelectual para ajudar as empresas comunitárias

As medidas de apoio são dirigidas particularmente às PME, para que possam tirar o máximo partido de ideias e invenções.

Sobre a Propriedade Intelectual:

  • Os direitos de propriedade intelectual protegem os bens intangíveis das empresas e ajudam-nas a salvaguardar e explorar as suas criações e inovações.
  • Os serviços internacionais de assistência técnica sobre propriedade intelectual apoiam as PME europeias na China, Sudeste Asiático, América Latina e, mais recentemente (desde dezembro de 2020) na Índia.
  • Estes serviços multilingues são gratuitos e incluem aconselhamento inicial confidencial sobre: registo de direitos de propriedade intelectual formais (tais como patentes, marcas registadas ou direitos de design), gestão da propriedade intelectual como ativos não transacionáveis, tratamento de violações de direitos de propriedade intelectual, e fornecimento de informação e formação sobre temas relacionados.

Links úteis:https://inmotionvr.com/

https://www.ipr-hub.eu/

https://www.china-iprhelpdesk.eu/

BOLSA EUA-Wall St avança em meio a expectativas de mais estímulos


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NOVA YORK, 8 Jan (Reuters) – Os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram novas máximas nesta sexta-feira, dia em que as expectativas de mais estímulos por parte de Washington chegaram a ser abaladas por comentários de um senador, mas posteriormente foram reforçadas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, que disse que seu pacote econômico estará na casa dos trilhões de dólares.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones fechou em alta de 0,18%, a 31.097 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,55%, a 3.824,68 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 1,03%, a 13.201,98 pontos.

(Reportagem de )

‘Bond yields’ zona euro caem, mercado dividido entre cautela COVID-19 e reflação


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LONDRES, 11 Jan (Reuters) – Os rendimentos das obrigações da Zona Euro baixaram na segunda-feira, com os custos dos empréstimos alemães a descerem dos máximos de cinco semanas da semana passada, na expectativa de que o estímulo monetário se mantenha durante algum tempo, à medida que o bloco enfrenta uma nova variante do coronavírus.

Os custos dos empréstimos na zona euro subiram no início do novo ano, uma vez que os resultados da semana passada no Senado da Geórgia aumentaram as expectativas de mais estímulo orçamental sob o Presidente eleito Joe Biden, provocando um salto nos rendimentos do Tesouro dos EUA.

Na área do euro, esse aumento dos rendimentos das obrigações, resultante do chamado “comércio de reflação”, encontrou resistência à medida que os casos de coronavírus e as restrições rigorosas pesam sobre as perspectivas de crescimento económico e aumentam as expectativas de que o estímulo do Banco Central Europeu se mantenha por mais tempo.

Analistas da JPMorgan (NYSE:) afirmaram que os mercados obrigacionistas continuam apanhados num puxão de guerra.

“A expectativa de mais estímulos orçamentais nos EUA após a segunda volta das eleições na Geórgia, a eliminação do risco de cauda com um acordo Brexit e a dinâmica sazonal de oferta pressionam a maiores rendimentos de longo prazo e a curvas mais acentuadas”, disseram eles numa nota.

A maioria dos rendimentos das obrigações a 10 anos nas economias da zona euro com taxas de rendimento mais elevadas baixou 1 a 2 pontos base , .

O rendimento do Bund a 10 anos da Alemanha cai 2 pontos base em -0,53% , fora dos máximos de cinco semanas de sexta-feira em -0,51%.

(Por Dhara Ranasinghe; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Mais de 250 mil pequenas empresas britânicas em risco de falência


© Reuters. Mais de 250 mil pequenas empresas britânicas em risco de falência

Para mais de 250 mil pequenas empresas britânicas, o fim do auxílio financeiro oferecido pelo governo pode significar a falência.

A sondagem trimestral realizada pela Federação britânica de Pequenas Empresas revelou que 80% não esperam melhorias no primeiro trimstre de 2021.

Os despedimentos são outro problema.

No último trimestre, um milhão e trezentas e cinquenta e sete mil pessoas perderam o emprego, segundo os dados da sondagem.

A Federação representa 5,9 milhões de pequenas empresas.

A sondagem assenta numa amostra composta por 1401 membros.

O governo britânico decretou um confinamento que poderá prolongar-se até março.

Muitas pequenas empresas que exportam para a Europa vêem-se igualmente a braços com custos alfandegários acrescidos e atrasos na fronteira devido às novas regras comerciais derivadas da saída do Reino Unido do mercado único.

Esta segunda-feira, a Comissão Europeia advertiu para a possibilidade de ocorrência de atrasos durante as próximas semanas ou mesmo meses nas passagens alfandegárias entre o Continente e o Reino Unido.

Região do Algarve, dependente do turismo, sofre o seu pior ano


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LISBOA, 12 Jan (Reuters) – Os negócios na região do Algarve, dependente do turismo, lucraram menos 800 milhões de euros (970 milhões de dólares) em 2020 do que no ano anterior, uma queda de 65%, já que o coronavírus manteve os visitantes longe das suas praias e campos de golfe e eliminou milhares de empregos.

“Em 2020, o Algarve teve o pior ano turístico de sempre, tanto em termos de ocupação como em termos de resultados económicos e empresariais”, afirmou esta terça-feira a associação hoteleira AHETA em comunicado.

As estadias em hotéis caíram 75% e a ocupação foi de 28%, a mais baixa alguma vez registada, face a 63% em 2019.

Os visitantes britânicos são a principal fonte de turistas estrangeiros do Algarve e em 2019 injectaram cerca de 3,2 mil milhões de euros na economia portuguesa. Em 2020, apenas 433.000 visitaram a região, 1,1 milhão a menos que no ano anterior. AHETA disse que a indústria do turismo na região não sobreviverá a menos que o governo ajude as empresas com urgência, para permitir que “mantenham níveis competitivos na fase de recuperação”.

Em Novembro, o número de desempregados registados no Algarve aumentou 67% face ao ano anterior.

Texto original em inglês: (Reportagem de Catarina Demony, Traduzido para português por João Manuel Maurício, Gdansk Newsroom; Editado por Patrícia Vicente Rua em Lisboa)

Venda de computadores dispara com a pandemia


© Reuters. Venda de computadores dispara com a pandemia

O mundo voltou a abrir para os computadores pessoais em 2020. A pandemia e os recorrentes confinamentos fizeram as vendas disparar.

Um relatório preliminar da International Data Corporation (IDC) indica uma subida de mais de 13% na venda de computadores pessoais.

A marca de origem chinesa Lenovo conseguiu quase um quarto da quota de mercado, seguida de perto pela norte-americana HP, num top cinco fechado pela taiwanesa Acer.

Em entrevista à Euronews, Ryan Reith, da IDC, explicou à euronews a evolução do mercado

De acordo com o vice-presidente do programa, o primeiro trimestre de 2020 foi “essencialmente o ponto baixo porque o mundo estava bloqueado e a cadeia de abastecimento foi realmente afetada”.

Os consumidores vinham a apostar cada vez mais na mobilidade. De repente tiveram de repensar o uso da tecnologia, confinados em casa.

Ryan Reith diz chegou a pensar que em junho de 2020 os consumidores se iriam retrair nas despesas “por causa da incerteza em todo o mundo do ponto de vista económico e tudo o que está à volta disso”. O especialista diz que o que acabou por acontecer foi o contrário.

As empresas, as escolas e as pessoas em casa investiram em ferramentas para se manterem próximas à distância.

E mesmo agora poderá haver uma nova ponte com a China com a entrada de Joe Biden na Casa Branca.

“Penso que cada país precisa uns dos outros para os avanços tecnológicos. Há coisas incríveis a acontecer em ambas as áreas. (Com) as tensões nas tarifas e tudo isto nem todos ganham, certanamente não os consumidores e muitas destas empresas que estão a tentar jogar lá”, admite o responsável pelo programa.

Muitas destas empresas estão já a apresentar o futuro da tecnologia doméstica na Feira de Consumo Eletrónico de Las Vegas, este ano numa edição virtual devido, claro, à pandemia.

Portugal coloca 1.250 ME ‘bonds’, maturidade 2030 com taxa negativa


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LISBOA, 13 Jan (Reuters) – Portugal colocou 1.250 milhões de euros (ME) de Obrigações do Tesouro (OT), com maturidades em 2030 e 2035 anos, tendo a taxa da maturidade mais curta sido negativa pela primeira vez, anunciou a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

Os ‘bonds’ a dez anos foram colocados à taxa média ponderada de -0,012%. No anterior leilão comparável, em Setembro de 2020, a taxa fixou-se em 0,329% e no mercado secundário, o ‘benchmark’ a 10 anos negoceia em 0,02%.

A colocação dos títulos a 15 anos foi feita à taxa média de 0,319%.

O IGCP adiantou que colocou 500 ME no prazo mais curto e 750 ME na maturidade mais longa. O montante indicativo global das duas emissões situava-se entre 1.000 ME e 1.250 ME.

A procura na maturidade mais curta excedeu a oferta em 3,02 vezes, enquanto na mais longa, o rácio ‘bid to cover’ situou-se em 2,55 vezes. (Por Gdansk Newsroom; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

A iniciativa europeia Sure para evitar o impacto social da pandemia


A iniciativa europeia Sure para evitar o impacto social da pandemia

Com a segunda vaga da pandemia, os trabalhadores e as empresas continuam a ser fortemente afetados. Na área do Euro, em 2021, o desemprego deverá aumentar 2% para os 9,4%.

100 mil milhões de euros para apoiar emprego durante a pandemia

Os governos europeus têm subsidiado salários durante a pandemia por meio de apoios à manutenção dos contratos de trabalho. A iniciativa SURE, da Comissão Europeia, pretende reforçar a proteção dos trabalhadores, em particular dos independentes, graças a um dispositivo de apoio de emergência de 90,3 mil milhões de euros por meio de empréstimos a dezoito países da União Europeia.

A Comissão deverá contrair empréstimos até 100 mil milhões de euros nos mercados de capitais através da emissão de obrigações com taxas de juro baixas. Esse crédito é cedido aos Estados-Membros nas mesmas condições. Os títulos SURE são considerados como títulos sociais, o que significa que os fundos servem um objetivo social.

Os títulos emitidos em 2020 deverão ser reembolsados entre 2025 e 2051. Já foram arrecadados quase 40 mil milhões de euros nos mercados para emitir títulos sociais desde outubro do ano passado.

O mecanismo SURE: segunda linha de defesa na UEA Lituânia é um dos países que beneficia do mecanismo SURE. A euronews esteve em Vilnius, para falar com empresários do país. A euronews falou com duas irmãs Kristina e Dovile Ambrazeviciute que abriram uma loja de plantas em setembro de 2019. Poucos meses depois, o confinamento obrigou-as a fechar a loja.

“Conseguimos apoios para pagar o salário da nossa empregada, e depois recebemos apoio para a renda. Isso ajudou-nos a sobreviver”, contou Kristina Ambrazeviciute.

Cerca de 90% do salário das empregadas foi pago pelo governo. Apesar de só terem faturado metade do valor previsto, as duas irmãs conseguiram abrir uma segunda loja e contratar mais 3 pessoas. Mas devido à propagação do vírus vão ter de fechar novamente.

“Vamos continuar a trabalhar porque temos um site de vendas na Internet, gerimos o site e vamos candidatar-nos a ajudas. É muita papelada”, disse à euronews Dovile Ambrazeviciute.

Lituânia gasta 900 milhões de euros para apoiar empregoDevido ao aumento da despesa pública para apoiar as empresas e diminuir o risco de desemprego empregos, a Lituânia está a receber apoio financeiro através do instrumento europeu SURE, um empréstimo, com taxa de juro baixas, de cerca de 600 milhões euros.

Graças à ajuda da UE, a Lituânia planeia gastar cerca de 900 milhões de euros em 2021 para financiar apoios aos trabalhadores através do fundo de desemprego nacional.

“A solidariedade de todos os Estados membros da UE é muito importante. Com o orçamento nacional, poderíamos apoiar apenas 20% dos que precisam de ajuda financeira neste momento”, afirmou Inga Balnanosiene, Diretora dos Centro de Emprego da Lituânia.

Kristina e Dovile Ambrazeviciute beneficiaram das ajudas do mecanismo SURE
euronews

Os apoios aos trabalhadores independentes

Enquanto fotógrafo por conta própria, Martynas Nikitaravičius recebeu apoio financeiro quando perdeu 80% do seu rendimento durante a primeira vaga da pandemia. Mas, como trabalhador independente recebe apenas cerca de 250 € por mês, menos de metade do salário mínimo do país.

“Ajuda-nos um pouco, mas não muito. Paguei os impostos e algumas contas. Tenho sorte porque a minha mulher tem um emprego para ajudar a família”, contou Martynas Nikitaravičius.

Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia
euronews

“Nos primeiros tempos da crise é preciso salvar empregos”Em Bruxelas, a euronews falou com o Comissário Europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, sobre as perspectivas atuais ao nível do emprego e das empresas.

euronews: “Participou na concepção e implementação deste mecanismo. Por razão considera que é tão importante?”

Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia: “As consequências sociais teriam sido enormes sem estes apoios ao emprego em todos os países europeus. Nós quisemos apoiar e fortalecer essas ações. Apoiámos a capacidade dos estados membros a reagir face ao risco. O resultado é o facto de a taxa de desemprego não ter aumentado de forma assustadora”.

euronews: “Será que não estamos só a atrasar os despedimentos temporariamente?

Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia: Estamos a retardar o processo e essa é a opção certa. Face a uma crise como esta, é preciso reagir e construir uma resposta comum. É preciso uma estratégia para apoiar a recuperação económica, mas, nos primeiros tempos da crise é preciso salvar empregos”.

euronews: “Na nossa reportagem na Lituânia, vimos que um trabalhador independente não recebe o mesmo que um empregado. Como garantem que os trabalhadores independentes terão o mesmo nível de apoio que os empregados?

Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia: “Encorajamos os estados membros a fazê-lo, mas não interferimos nos sistemas de cada país. Não é o objetivo deste mecanismo. Tenho plena consciência do perigo de haver dois mundos, um mundo de trabalhadores nas grandes e médias empresas tradicionalmente mais protegidas e outro mundo de trabalhadores independentes, empregos precários e não protegidos”.

euronews: “Como vê as perspectivas em termos de emprego e para as empresas, na Europa, este ano?

Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia: “A pandemia não acabou, apesar das vacinas. O futuro da economia depende fortemente da eficácia da campanha de vacinação. Uma coisa é certa, Começamos o primeiro trimestre de 2021 numa situação difícil. Ainda não estamos numa recuperação em forma de V. Ainda enfrentamos dificuldades.

Como é financiado o mecanismo SURE da UE para preservar o emprego?


© Reuters. Como é financiado o mecanismo SURE da UE para preservar o emprego?

A iniciativa SURE, da Comissão Europeia, pretende reforçar a proteção dos trabalhadores, em particular dos independentes, graças a um dispositivo de apoio de emergência por meio de empréstimos a dezoito países da União Europeia.

O objetivo do mecanismo europeu é ajudar os países da UE a combater as consequências económicas e sociais negativas do surto de coronavírus.

O Instrumento europeu de apoio temporário para atenuar os riscos de desemprego numa situação de emergência (SURE) pode prestar assistência financeira até 100 mil milhões de euros, para fazer face a aumentos súbitos da despesa pública associada à proteção dos empregos.

Como é financiado o mecanismo SURE da UE?

A Comissão deverá contrair empréstimos até 100 mil milhões de euros nos mercados de capitais através da emissão de obrigações com taxas de juro baixas graças à boa notação de risco da UE.

Esse crédito é cedido aos Estados-Membros nas mesmas condições. Os títulos SURE são ‘títulos sociais’, o que significa que os fundos servem um objetivo social. Os títulos emitidos em 2020 deverão ser reembolsados entre 2025 e 2051.