O que é o plano de recuperação pós-pandemia da economia europeia ?


© Reuters O que é o plano de recuperação pós-pandemia da economia europeia ?

O plano de recuperação europeu pós-pandemia gira em torno do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR). Estão previstos 312,5 mil milhões de euros em subsídios e 360 mil milhões de euros em empréstimos. Um montante que deverá ser gasto em investimentos públicos e reformas para fortalecer as economias dos países da União Europeia. O MRR já foi aprovado pelo Parlamento Europeu.

Como candidatar-se às ajudas?Para ter acesso ao dinheiro, os Estados membros têm que preparar planos nacionais de recuperação onde 37% dos fundos se destinam à transição para uma economia mais verde e 20% para iniciativas de digitalização das economias.

Quando é que os fundos estarão disponíveis?Os planos devem ser apresentados à Comissão Europeia no final da primavera. Os primeiros pagamentos estão previstos para o verão.

Acordo europeu históricoHouve um acordo político entre o Parlamento Europeu e o Conselho da UE em dezembro de 2020 que permite que a UE peça dinheiro emprestado coletivamente para investir na economia após a pandemia.

Critérios para receber os fundosPara serem elegíveis, os Estados-Membros devem preparar planos nacionais de recuperação centrados nas principais prioridades políticas da UE. Pelo menos 37% do montante deve ser gasto na transição para uma economia mais verde e 20% em iniciativas de digitalização das economias, bem como na coesão económica, competitividade e coesão social e territorial.

Parlamentos nacionais devem votar legislação específicaO fundo foi criado para durar seis anos entre 2021 e 2026. No entanto, antes de a Comissão Europeia poder ir aos mercados financeiros pedir o dinheiro, todos os parlamentos nacionais dos Estados-Membros têm de ratificar legislação específica que serve de base legal para o processo de empréstimo.

Setor europeu da restauração definha com pandemia de Covid-19


© Shutterstock Setor europeu da restauração definha com pandemia de Covid-19

Sem uma luz ao fundo do túnel, o setor europeu da restauração continua a agonizar com a pandemia de Covid-19.

À falta de soluções para retomar a atividade de modo seguro, muitos empresários europeus estão a ser empurrados para a ruína.

Vários governos nacionais decretaram o fecho de portas, privilegiando o take-away, mas na União Europeia há exceções.

Em Itália, na Roménia e em partes de Espanha, apesar das restrições, há regras que variam consoante as regiões, motivo pelo qual alguns restaurantes podem funcionar, para desespero de empresários de outros países, como Hubert Blanquet, proprietário de vários espaços em Bruxelas.

“Todos os proprietários de cafés, bares e restaurantes de Bruxelas estão à beira do colapso. Já não conseguem pagar os custos de funcionamento e a ajuda dada até ao momento não chega, no meu caso, nem sequer para pagar um mês de renda”, lamentou Blanquet.

Muitos empresários de bares, cafés e restaurantes sentem-se desamparados pelos respetivos Governos, até porque durante o verão foram incentivados em investir em materiais para promover o distanciamento social dentro de portas. Agora nem isso lhes vale.

Sem clientes, dizem-se afogados em dívidas.

‘Yields’ obrigações zona euro caem, Itália com leilão


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MILÃO, 11 Fev (Reuters) – Os rendimentos das obrigações de base da zona euro desceram no início da negociação de quinta-feira à medida que os mercados globais se concentravam numa perspectiva da Reserva Federal após uma leitura suave da inflação americana.

As ‘yields’ das obrigações italianas permaneceram em torno dos mínimos recentes antes de um leilão de obrigações, uma vez que se esperava que Mario Draghi apresentasse a sua nova coligação governamental nos próximos dias.

O Movimento 5 Estrelas de Itália, o partido com o maior número de deputados, vai realizar uma votação online na quinta-feira sobre se vai apoiar um governo liderado por Draghi, um antigo chefe do Banco Central Europeu. Exortou os seus membros a votarem sim.

O BTP a 10 anos de Itália cai um ponto base em 0,490%, não muito longe do seu mínimo desde o início de Janeiro.

O diferencial de rendimento italiano/alemão a 10 anos foi negociado a 94 pontos base, próximo do seu nível mais baixo em mais de 5 anos .

Texto integral em inglês: (Por Sara Rossi (SA:), Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


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LISBOA, 12 Fev (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL

* As desvalorizações do BCP (LS:), da telecom NOS e das retalhistas empurraram o índice accionista PSI20 para uma queda de 0,13% na quinta-feira, enquanto o optimismo dos investidores quanto a mais estímulos orçamentais deu força às acções europeias, disseram dealers.

Os investidores acompanharam de perto os sinais de progresso em torno da proposta de lei de estímulo de 1,9 milhões de milhões de dólares dos EUA, com dados que mostram uma recuperação estagnada no mercado de trabalho dos EUA a reforçar os argumentos a favor da mesma. PORTUGAL:

* INE divulga Índice de Custo do Trabalho do quarto trimestre.

* Banco de Portugal e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social iniciam campanha conjunta de promoção dos serviços mínimos bancários. Apresentação pelo Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

AGENDA INTERNACIONAL ECONÓMICA E POLÍTICA (Hora local):

* NOVA IORQUE – O presidente do Federal Reserve Bank de Nova Iorque, John Williams, modera uma discussão virtual organizada pelo Clube Económico de Nova Iorque – 1500 GMT.

* BRUXELAS – Banco central da Bélgica e o seu governador Pierre Wunsch apresentam relatório anual de 2020 – 1000 GMT.

* Produto Interno Bruto estimativa Reino Unido Dezembro/Q4 (0800)

* Balança Conta Corrente Turquia Dezembro (0800)

* Produto Interno Bruto Noruega Dezembro/ Q4 (0800)

* Índice Preços Consumidor Suíça Janeiro (0830)

* Índice Preços Consumidor Espanha Janeiro (0900)

* Índice Preços Consumidor Rep Checa Janeiro (0900)

* Sentimento Prelim U Mich EUA Fevereiro (1600)

* Comércio Retalho Canadá Dezembro (1430)

AGENDA INTERNACIONAL EMPRESAS:

* Schibsted ASA Resultados

* Norsk Hydro ASA Resultados

* Maersk Drilling A/S Resultados

* W. P. Carey Inc. Resultados

* Newell Brands Inc. Resultados

* Enbridge Inc. Resultados

* Dominion Energy, Inc Resultados

* Moody’s Corporation Resultados

* FirstEnergy Corp (NYSE:). Resultados

(Por Lisboa Editorial)

UE prevê gastar primeiros fundos de recuperação “vitamina” antes do fim do Verão


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BRUXELAS, 12 Fev (Reuters) – A União Europeia espera começar a dar dinheiro do seu fundo de recuperação económica do coronavírus de 750 mil milhões de euros antes do final do Verão, disseram os altos funcionários do bloco na sexta-feira ao finalizar a aprovação do estímulo histórico.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o chefe do Parlamento Europeu, David Sassoli e o Primeiro-ministro de Portugal, António Costa, apelaram aos 27 Estados-Membros do bloco para que avancem rapidamente e aprovem agora uma decisão ligada que permita ao executivo da UE com sede em Bruxelas pedir emprestado os fundos no mercado.

“Assim que a decisão sobre os recursos próprios for ratificada, a Comissão irá ao mercado, angariar dinheiro e desembolsar”, disse von der Leyen numa conferência de imprensa. “Podemos desembolsar imediatamente 13% em adiantamentos… até meados do ano, devemos ser capazes de desembolsar os primeiros fundos”.

Costa disse que a UE estava a combater a pandemia com vacinas e que o estímulo económico em massa era outro instrumento chave na estratégia do bloco – uma “vitmaina” para superar a crise económica relacionada.

Texto integral em inglês: (Por Jan Strupczewski, Gabriela Baczynska; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

UE pretende gastar os primeiros fundos de recuperação antes do final de setembro


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Por Gabriela Baczynska e Jan Strupczewski

BRUXELAS, 12 Fev (Reuters) – A União Europeia espera começar a gastar o dinheiro de seu fundo de recuperação econômica de 750 bilhões de euros para combate ao coronavírus antes do final de setembro, disseram autoridades do bloco nesta sexta-feira ao finalizarem a aprovação do estímulo histórico.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, e o primeiro-ministro português, Antonio Costa, pediram aos 27 países do bloco que avancem rapidamente para aprovar uma decisão associada que permite ao Executivo da UE, com sede em Bruxelas, tomar os fundos emprestados no mercado.

“No momento em que a decisão de recursos próprios for ratificada, a comissão irá ao mercado, arrecadar dinheiro e gastar”, disse von der Leyen em entrevista coletiva. “Somos capazes de desembolsar 13% no adiantamento imediatamente … em meados do ano, devemos ser capazes de desembolsar os primeiros fundos.”

Costa disse que a UE está lutando contra a pandemia com vacinas e que o estímulo econômico é outra ferramenta fundamental na estratégia do bloco — uma “vitamina” para superar a crise econômica relacionada.

Os países da UE receberão uma parte do dinheiro em subsídios e empréstimos baratos para ajudá-los a apoiar suas economias afetadas pela pandemia após uma recessão recorde, promover o crescimento sustentável e reforçar a digitalização.

Os 27 governos têm até o final de abril para apresentar planos detalhados sobre como gastar o dinheiro. A Comissão tem travado negociações com eles para garantir que as reformas estruturais sejam acompanhadas de gastos em massa.

Economia britânica com pior queda em mais de 300 anos e sem Brexit


© Reuters. Economia britânica com pior queda em mais de 300 anos e sem Brexit

A economia do Reino Unido sofreu em 2020 a maior queda em mais de 300 anos, mergulhando quase 10%. Pior, nos registos do instituto britânico de estatística (ONS, na sigla original), só em 1709 quando a nação foi afetada pela apelidada “Grande Geada”.

O impacto global da pandemia de Covid-19, que o Fundo Monetário Internacional denominou como “Grande Confinamento”, custou uma contração de 9,9% no decorrer do último ano antes de concluir o divórcio da União Europeia (UE), referendado em 2016.

O ministro das Finanças, Rishi Sunak, garante no entanto ter um plano para a retoma, quiçá otimista pelos sinais de retoma britânicos surgidos nas derradeiras semanas antes do Reino Unido cortar em definitivo as “amarras” que o uniam à UE. O que pode ser enganador.

 

Os números agora revelados mostram-nos que no ano passado a nossa economia sofreu um choque muito forte.

Rishi Sunak Ministro das Finanças do Reino Unido

 

“Apesar de alguns sinais de resiliência durante o inverno, o que fica claro, neste momento, é que muitas famílias e empresas estão a passar por dificuldades. Por isso, colocámos em prática um abrangente plano de emprego para apoiar as pessoas durante esta crise e vamos revelar o próximo passo da nossa resposta económica no orçamento a apresentar no início de março”, afirmou Sunak, numa mensagem vídeo divulgada pelo Tesouro de Sua Majestade, vulgo, Ministério das Finanças britânico.

O ministro pede para que não se compare o PIB britânico ao de outros países porque os métodos seguidos são diferentes, dando o exemplo de o ONS medir por exemplo o número de alunos a ter aulas presenciais nas escolas e outros métodos estrangeiros se fixarem nas despesas públicas com salários ou com medicamentos.

Seja como for, Sunak parece colocar todas as fichas da retoma no plano que promete apresentar aos britânicos a 3 de março, dia em que se prevê apresentar o primeiro orçamento do Reino Unido já sem qualquer interferência da UE.

Por isso, e à luz do que se passa nos restantes antigos parceiros europeus, desse orçamento já não fará parte a atual “bazuca” de ajuda financeira, do qual faz parte o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, em processo implementação pelos “27”, como anunciou esta sexta-feira, em Bruxelas, o primeiro-ministro português António Costa, na qualidade de chefe do Governo com a presidência rotativa da UE.

“Aquilo que tenho recebido dos Estados-membros é a garantia de que, até ao princípio de abril, todos teremos ratificado a decisão dos recursos próprios. Creio por isso que, sendo publicado para a semana o documento que agora assinámos, estamos em condições todos de começar a negociar formalmente com a Comissão os planos nacionais”, disse António Costa.

O processo de entrega formal dos planos nacionais de recuperação e resiliência pelos 27 Estados-membros à Comissão Europeia será possível a partir do momento em que o regulamento do Mecanismo – aprovado esta semana pelo Parlamento Europeu e adotado na quinta-feira pelo Conselho – seja publicado no jornal oficial da UE, o que está previsto para 18 de fevereiro.

Dotado com 672,5 mil milhões de euros em subvenções e empréstimos, o Mecanismo de Recuperação e Resiliência é o principal elemento do pacote de recuperação acordado em 2020 pela UE para fazer face à crise social e económica provocada pela pandemia de Covid-19, o “Next Generation EU”, com uma dotação total de 750 mil milhões de euros, entre subvenções e empréstimos.

Finalmente sozinho, como assim desejava, o Governo de Boris Johnson já não terá parte neste mecanismo e mostra-se otimista em conseguir a retoma sem ajudas apesar de algumas perspetivas mais pessimistas.

O Banco de Inglaterra, por exemplo, antecipa um agravamento de 4% na economia britânica neste primeiro trimestre de 2021 e, até ao final do próximo ano, a Comissão Europeia antevê pior para o Reino Unido e só por causa do Brexit.

Enquanto economia dos 27 deve contrair meio por cento devido à saída britânica, o impacto do Brexit no Reino Unido é previsto pelos “27” como quatro vezes mais grave, apertando ainda mais o cinto às empresas e famílias britânicas, já em dificuldades devido às restrições da epidemia.

Sector do turismo em Portugal desce para níveis da década de 1980 devido pandemia


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LISBOA, 15 Fev (Reuters) – O outrora crescente sector do turismo em Portugal sofreu no ano passado os seus piores resultados desde meados da década de 1980, com a pandemia do coronavírus e subsequentes confinamentos em todo o mundo a deixar os aviões em terra e a manter os visitantes afastados, mostraram dados oficiais na segunda-feira.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) disse que pouco menos de 4 milhões de turistas estrangeiros permaneceram em hotéis portugueses em 2020, uma queda de quase 76% em relação a um recorde de 16,4 milhões em 2019, enquanto o número de dormidas de não-residentes caiu 75% para 12,3 milhões, o seu nível mais baixo desde 1984.

O turismo desempenhou um papel crucial na recuperação de Portugal após a crise económica e da dívida de 2010.

As dormidas dos britânicos, um dos maiores mercados estrangeiros do país, caíram mais de 78% em relação a um ano antes. Houve também uma queda maciça nos mercados chinês e americano, diminuindo 82% e 87% respectivamente.

As receitas totais da hotelaria caíram 66% no ano passado, disse o INE, parcialmente amortecidas pelo turismo local.

O governo disse estar a preparar um pacote de apoio ao sector, incluindo prazos de reembolso de empréstimos atrasados, instrumentos de dívida para capital e subvenções, depois da associação hoteleira portuguesa ter avisado que poderiam perder-se mais 100.000 empregos em 2021 se não recebesse apoio específico. país com pouco mais de 10 milhões de pessoas, Portugal teve um desempenho melhor do que outras nações da Europa na primeira vaga da pandemia, mas 2021 trouxe um surto devastador de infecções e mortes, forçando a imposição de um confinamento rigoroso no mês passado.

Cerca de 15.321 pessoas morreram de COVID-19 em Portugal, com infecções acumuladas a 785.756.

Portugal prorrogou no sábado uma suspensão dos voos de e para o Brasil e Grã-Bretanha até 1 de Março, sendo apenas permitidos voos humanitários e de repatriamento. integral em inglês: Catarina Demony; Editado por Andrei Khalip e Mark Heinrich; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Obrigações ultra-longas da zona euro sofrem com comércio de reflação a manter ‘yields’ altas


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LONDRES, 16 Fev (Reuters) – As obrigações de prazo ultra longo emitidas recentemente pelos países da zona euro foram particularmente atingidas esta semana, uma vez que as perspectivas de recuperação económica e de aumento da inflação fizeram subir as ‘yields’ em todo o bloco de moeda única.

Com a Itália a vender obrigações a 10 e 30 anos ligadas à inflação na terça-feira, há algumas preocupações de que a janela de emissão a longo prazo possa estar a fechar-se após o ‘selloff’ na segunda-feira da dívida pública da zona euro.

As ‘yields’ das obrigações do governo da zona euro negoceiam entre a estabilidade e leve queda na terça-feira, mas ainda perto de máximos a vários meses, após uma queda nos casos COVID-19 nos Estados Unidos e no Reino Unido, e as expectativas de estímulos orçamentais extraordinários atingiram os mercados obrigacionistas.

Embora o ‘selloff’ tenha afectado as obrigações do tesouro da zona do euro em geral, a dívida de longa data foi particularmente afectada.

O rendimento das obrigações do Estado alemãs a 10 anos seguem em -0,393%, próximo de um máximo de -0,376% a cinco meses na segunda-feira.

Texto integral em inglês: Abhinav Ramnarayan; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Portugal deverá utilizar todas as subvenções de recuperação da UE, prudente com os empréstimos


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LISBOA, 16 Fev (Reuters) – Portugal irá utilizar todas as subvenções do fundo de recuperação da UE para relançar a sua economia, após a pandemia do coronavírus, mas irá absorver menos empréstimos do que inicialmente previsto devido à sua já elevada dívida pública, disse na terça-feira o Ministro do Planeamento, Nelson de Souza.

Uma versão actualizada do plano de recuperação disse que os quase 14 mil milhões de euros em subvenções da UE seriam utilizados até 2026, mas os empréstimos previstos foram reduzidos para 2,7 mil milhões de euros, dos 4,3 mil milhões de euros previstos em Outubro.

“Esta é uma oportunidade que não podemos perder… mas a situação macroeconómica da dívida no nosso país condiciona (nós) e diz-nos para sermos prudentes na utilização dos fundos sob a forma de empréstimos”, disse de Souza aos jornalistas.

O governo também delineou expectativas para desenvolver um projecto transfronteiriço de lítio com a vizinha Espanha, que também tem reservas do metal leve, para produzir e reciclar baterias de veículos eléctricos.

Não forneceu quaisquer pormenores, excepto que as fábricas seriam instaladas nas regiões fronteiriças.

Portugal já produz lítio para a indústria cerâmica, e as empresas preparam-se agora para produzir lítio de qualidade superior utilizado em automóveis eléctricos e para alimentar aparelhos electrónicos.

O plano prevê dezenas de projectos de investimento, incluindo em saúde, habitação social, inovação e infra-estruturas. Existem também projectos de apoio a um modelo económico mais ecológico e à digitalização das empresas.

O plano está em consulta pública durante duas semanas e será apresentado em Bruxelas no início de Março, disse de Souza, acrescentando que alguns projectos poderão começar a ser implementados antes deste Verão.

A economia portuguesa encolheu 7,6% no ano passado devido à pandemia, a sua maior recessão anual desde 1936, e o rácio da dívida pública subiu para um valor recorde de 134,9% do produto interno bruto.

O governo está determinado a reduzir o rácio da dívida para 130,9% este ano.

Texto integral em inglês: (Por Sergio Goncalves; Reportagem adicional de Catarina Demony; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)