BOM DIA-Abertura Noticiário Financeiro Reuters


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LISBOA, 17 Fev (Reuters) – Bom dia! Eis os principais eventos a ter em atenção hoje.

PSI20 PORTUGAL

* O índice accionista PSI20 ganhou 0,32% na terça-feira, apoiado no disparo das retalhistas, mas também nas subidas dos pesos-pesados BCP (LS:) e EDP (SA:), face a uma Europa ‘flat’ mas próxima de máximos de um ano, segundo traders.

As valorizações do sector mineiro e da banca foram temperadas por perdas na maioria dos outros sectores, com os investidores a permanecerem incertos sobre uma recuperação económica da zona euro.

O índice pan-europeu STOXX 600 terminou praticamente inalterado depois de ter saltado 1,3% na sessão anterior para o seu nível mais alto desde Fevereiro de 2020.

AGENDA PORTUGAL:

* INE divulga Atividade dos Transportes – Estatísticas rápidas do transporte aéreo de Dezembro de 2020; Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação de Janeiro de 2021.

* Portugal realiza leilão de Bilhetes do Tesouro, com maturidades a 3 e 11 meses, num montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.

* Comissão de Assuntos Europeus recebe, em audição, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a partir das 1000 horas.

* Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias recebe, em audição, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, às 1000 horas.

* Comissão de Saúde recebe, em audição, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Sales, às 1030 horas.

(Por Lisboa Editorial)

Efeito Draghi deverá impulsionar expansão dos mercados financeiros em Itália


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LONDRES, 17 Fev (Reuters) – A nomeação de Mario Draghi como primeiro-ministro da Itália vai dar um grande impulso aos mercados financeiros do país, disse a Morgan Stanley (NYSE:) na quarta-feira, prevendo uma grande melhoria nos ‘spreads’ das obrigações do país, que são muito vigiados, e um desempenho de dois dígitos pela sua bolsa de valores.

O banco disse que o ‘spread’ das obrigações BTP – o prémio que os investidores exigem para deter obrigações do governo italiano em vez de dívida alemã com notação AAA – deveria diminuir para 85 pontos de base até Junho a partir do seu actual spread de 90 pontos base. Num caso optimista, poderia cair para 55 pontos base antes do final do ano.

Para as acções, o banco previu que o índice italiano do MSCI superaria o MSCI EMU em 10-15% liderado pelos bancos. As acções com excesso de peso incluem: Unicredit (MI:), Mediobanca, ENEL (MI:), Stellantis e Prysmian.

“O governo do PM Draghi é um catalisador positivo significativo para as acções italianas que estão a negociar perto de uma valorização recorde baixa em relação à EMU”, disseram os analistas do Morgan Stanley.

Texto integral em inglês: (Por Marc Jones; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Resposta está na comunicação, não só na venda!

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Por Juliano Braz*

Que a pandemia mudou por completo a vida das pessoas e as obrigou a se tornarem cada vez mais digitais não é mais novidade para ninguém, mas o quanto essa transformação impactou no relacionamento entre as marcas e consumidores ainda é algo a ser analisado.

O mercado digital passou por mudanças significativas e precisou se transformar rapidamente, afinal, com as pessoas cada vez mais adeptas a esse universo, buscar formas de se destacar e ganhar relevância nesse ambiente se tornou imprescindível.

No Brasil, milhares de pessoas passaram a comprar online e o e-commerce registrou um faturamento recorde em 2021, totalizando mais de R$ 161 bilhões, um crescimento de 26,9% em relação ao ano, segundo levantamento da Neotrust, empresa responsável pelo monitoramento do e-commerce brasileiro. Ou seja, as pessoas realmente começaram a enxergar o digital como um lugar para se viver e consumir.

Mas, a pergunta que fica é: como ganhar relevância em um ambiente que concentra muitas ofertas, reúne consumidores cada vez mais exigentes e quais serão as tendências a partir disso?

A resposta está na experiência e conversação próxima com seu público.

A aceleração digital levou as pessoas a utilizarem diversos meios que, antes, para muita gente, não era comum. Para se ter uma ideia, uma pesquisa recente, realizada pelo Facebook IQ, apontou que 55% dos consumidores que enviaram mensagens para as empresas fizeram isso pela primeira vez no início da pandemia. Elas buscaram se comunicar para entender o que consumiam e se manterem próximas.

O WhatsApp, por exemplo, se tornou uma ferramenta primordial para venda, assim como os chatbots e várias outras inovações. Mas, isso culminou no surgimento de novos perfis de consumidores por isso, ter uma relação em que se sabe exatamente o que seu consumidor espera virou uma estratégia fundamental para as empresas que estão no digital e no físico.

Um mapeamento feito pela WGSN, autoridade global em previsão de tendências de consumo, identificou três novos perfis, entre eles: os estabilizadores, que estão cansados da sobrecarga de informação e buscam estabilidade e tranquilidade na relação de consumo; os comunitários, que têm forte preocupação com sua comunidade local e com a economia circular; e os novos otimistas, que são focados na inclusão, na interatividade, conveniência de compras e descontos coletivos.

Isso nos prova que temos perfis completamente diferentes que buscam um tratamento diverso por isso, afirmo que a resposta não está no canal de venda, mas no de comunicação. Entender como tratar o cliente, chegar até ele e assim fidelizá-lo é primordial para manter uma boa relação e converter isso em vendas. Por isso, a verdadeira tendência é investir em comunicação!

Quem consegue fazer o melhor uso da tecnologia para construir interações sai na frente e surpreende seus clientes. Não é mais uma decisão de make or buy (“faça ou compre”). O único caminho é build (“construir”). Todas as empresas precisarão se tornar empresas de software ou ter um software mindset. Ou seja, usar a tecnologia para fazer com que estas experiências com o cliente se tornem cada dia melhor, evoluindo constantemente a partir do que aprendem com os feedbacks dos próprios clientes.

A velocidade com que as coisas estão acontecendo no mundo exige uma rápida adaptação das companhias para novos formatos de interação com o seu consumidor. A nova conjuntura demanda um olhar mais focado no cliente e ajustes rápidos.

 

*Juliano Braz é sócio-diretor de Take Blip, onde é responsável pela área Comercial e de Desenvolvimento de Negócios; formado em engenharia elétrica pela UFMG, possui mestrado em Administração pela University of North Carolina em Chapel Hill e especialização em gerenciamento de projetos pela George Washington University



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Primeiro cargueiro “verde” anunciado para 2023


© Reuters. Primeiro cargueiro “verde” anunciado para 2023

Um cargueiro “verde”, sem emissões de carbono. Dentro de dois anos, a Maersk, um dos maiores operadores de transporte marítimo do mundo, vai lançar a primeira de uma nova geração de embarcações mais amigas do ambiente e conta renovar toda a frota até 2050.

Coube a Morten Bo Christiansen, diretor de descarbonização da Maersk, o anúncio da antecippação das metas da empresa. “O nosso primeiro cargueiro neutro em emissões de carbono vai ser posto na água sete anos antes do plano original e funcionará com metanol. Todas as embarcações que iremos adquirir terão de usar combustíveis neutros em carbono, como o metanol ou o amoníaco. Terão tanques adaptados e poderão funcionar com combustíveis tradicionais, se for necessário,” explica num vídeo divulgado nas redes sociais da empresa.

A Maersk quer tornar-se no primeiro transportador sem emissões de carbono. A empresa considera que a tecnologia disponível permite antecipar objetivos.

O ano de 2050 representa também a meta da União Europeia para a neutralidade em termos de emissões de carbono. Nos próximos anos, Bruxelas promete políticas mais agressivas para fomentar a chamada economia verde. Essse é aliás um dos pilares da presidência portuguesa que quer alcançar um acordo sobre a lei climática até junho.

Pandemia afunda mercado automóvel


Pandemia afunda mercado automóvel

O mercado de automóveis na Europa voltou a descer em janeiro. Menos um quarto dos veículos vendidos há um ano, antes da pandemia se instalar. Roménia, Espanha e Eslováquia lideram as perdas, com menos de metado dos veículos vendidos. Portugal registou uma quebra nas vendas de mais de 30%, acima da média da União Europeia – números da Associação Europeia de Construtores de Automóveis.

Dados da Associação Europeia de Construtores Automóveis Euronews

Janeiro costuma ser um dos melhores meses para o setor. Desta vez, e em toda a Europa, a venda de automóveis só cresceu em dois países: Suécia e Noruega.

O ano 2020 já tinha fechado como um dos piores de sempre. 2021 começa com perdas para quase todos os fabricantes.

Marcas procuram contrariar a tendência com a aposta em veículos mais eficientesA partir de 2030, a Ford quer passar a produzir na Europa apenas automóveis elétricos. Esta quarta-feira anunciou que vai fazer da fábrica de Colónia, na Alemanha, a base desta revolução. Mil milhões de dólares vão ser investidos na modernização da estrutura. O novo carro elétrico da marca chega ao mercado em 2023.

A revolução chega também em breve ao segmento de luxo. A Jaguar conta produzir apenas carros elétricos a partir de 2025. Novos motores que vão chegar aos veículos todo-o-terreno do grupo.

“Nos próximos 5 anos, a Land Rover acolherá 6 variantes totalmente eléctricas, a primeira das quais chegará em 2024. Durante esse período, a Jaguar vai passar por um renascimento completo e emergir como uma marca de luxo puramente eléctrica,” anunciou Thierry Bolloré, diretor executivo do grupo Jaguar Land Rover.

A notícia foi aplaudida pelo primeiro-ministro britânico

Novas estratégias para um mercado que tem estado sob forte pressão da opinião pública, devido às elevadas emissões de carbono.

‘Selloff’ obrigações devido reflação faz pausa, foco minutas BCE


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AMESTERDÃO, 18 Fev (Reuters) – As obrigações da zona euro mostraram mais sinais de estabilização após um forte ‘selloff’ impulsionado por expectativas de inflação crescente, com as ‘yields’ alemãs com uma subida muito ligeira.

As expectativas de recuperação económica da crise da COVID-19 e o extraordinário estímulo orçamental nos Estados Unidos provocaram um aumento dos rendimentos das obrigações globais liderado pelos Tesouros dos EUA em sessões recentes.

Mas, com os mercados bolsistas a enfraquecerem na quarta-feira, a venda mostrou sinais de uma pausa.

Na zona euro, depois de subir 11 pontos base em três sessões para o seu ponto mais alto desde Junho de 2020, o rendimento do Bund a 10 anos da Alemanha baixou 1 ponto base na quarta-feira. Na quinta-feira, o seu rendimento subiu menos de um ponto de base às 0830 GMT a -0,36%.

O foco do mercado na quinta-feira é o BCE, que deverá publicar a acta da sua reunião de Janeiro às 1230 GMT. “Os comentários com maior potencial de movimentação do mercado seriam sobre a forma como o BCE irá reagir a uma nova subida do euro”, disseram os analistas do ING aos clientes.

Texto integral em inglês: (Por Yoruk Bahceli; Traduzido para português por Patrícia Vicente Rua)

Hub de influenciadores passa 1 bi de visualizações e abraça licenciamento

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Os ativos são de gente grande: 19 influenciadores, mais de 121 milhões de usuários inscritos e 1,3 bilhão de visualizações mensais. Com apenas 11 meses de existência, a Curta, hub de influenciadores que promete revolucionar o modelo de negócios do setor, tornou-se o maior grupo de influenciadores do Youtube no Brasil e já fechou mais de R$ 7,5 milhões em parcerias.

Mas a empresa fundada por Pedro Gelli, o Gelli Clash, Vitor Rabello e Lucas Continentino quer mais: a se lança agora no mercado de licenciamento e importação de produtos para seus parceiros. Em dezembro, a startup estreou no mercado editorial com o Livrão do Lipão, sua primeira iniciativa para diversificar a receita.

O potencial do mercado de licenciamento é enorme. Em seu portfólio, a Curta tem hoje seis dos dez youtubers mais influentes do universo de Minecraft e promete novidades no elenco para breve.

Um desses nomes é Robin Hood Gamer, o criador que mais cresceu no YouTube brasileiro em 2021, segundo ranking divulgado pela plataforma. Sozinho, o creator reúne mais de 18 milhões de inscritos.

Robin é também membro da Família Arqueira, canal que divide com seus irmãos Beto Gamer e Hey Davi. Juntos são um fenômeno de audiência, com mais de 36 milhões de inscritos no Youtube, a maioria entre 6 e 12 anos. Entre os meses de março e abril, juntos, os irmãos somaram 478 milhões de visualizações no Youtube.

Robin, Beto e Davi são o retrato de uma geração de Youtubers que começou na plataforma com os games. Os irmãos, de Sorocaba, iniciaram sua trajetória em um PC antigo na casa de dois cômodos da família, 14 anos atrás, com o incentivo do pai e, em poucos anos, se tornaram um enorme sucesso.

“A Curta foi construída de criador para criador. Com o volume de conteúdos que temos que produzir diariamente para os nossos canais, a Curta entra como elo entre o influenciador e novos projetos e facilitadora nesse relacionamento. Isso conta muito. Somos amigos e parceiros”, afirma Gabriel Neto, o Robin Hood Gamer.

A Curta agora quer transformar esse ativo da família e de seus outros creators em produtos: livros, bonecos, jogos, camisetas. Trata-se de um mercado milionário. E o começo de uma nova frente de negócios para a Curta. Para isso, trouxeram a gerente de Licenciamento e Importação, Livia de Paula, profissional com mais 12 anos de experiência na área de marketing de produtos, gestão de marcas e comércio exterior. “Desenvolvemos um style guide para o Robin e a Família Arqueira e atualizamos toda a identidade visual deles para que o público reconheça ainda mais seus personagens favoritos”, diz.

Modelo diferente

Como influenciador, Pedro Gelli passou por várias agências, lançou seu próprio livro e conhece bem as agruras do mercado de influência. E trouxe para a Curta um jeito diferente de se relacionar com os influenciadores. “A ideia da Curta foi criar algo de influenciador para influenciador, que nos colocasse como protagonistas”, diz.

Pedro e seus sócios Vitor e Lucas, também empreendedores, criaram uma nova forma de fazer negócios, em que os influenciadores são sócios nos projetos, um modelo de partnership, uma “não-agência”, como gostam de dizer. “Sabemos exatamente o que não queremos ser. Não queremos esse modelo ultrapassado. Trabalhamos com parcerias”, diz Gelli.

Isso não seria possível sem um modelo sólido de governança. “Trouxemos um aprendizado do mercado financeiro, com um modelo de partnership, padrões, modelos e processos, que dão segurança para todos os parceiros”, diz Vitor.

Para Lucas Continentino, a Curta surgiu de uma lacuna, onde os influenciadores enfrentavam dificuldade de comunicação com as marcas e vice-versa. “Nosso modelo se inspirou nas dores dos influenciadores com o mercado, buscando o equilíbrio para o negócio fluir com qualidade e engajamento.”



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Os apoios para a transformação digital das PME na União Europeia


Os apoios para a transformação digital das PME na União Europeia

A transformação ecológica e digital é uma prioridade para muitas empresas. A euronews visitou a BKI a maior produtora de café da Dinamarca que aposta na inovação para aumentar os lucros.

Para a empresa familiar dinamarquesa fundada em 1960, a inovação é uma questão de sobrevivência. A BKI orgulha-se de ter criado a embalagem de café mais ecológica do mercado.

“Somos a primeira empresa de café a produzir uma embalagem 100% reciclável e sem metal. Reduzimos a pegada ecológica em 25% e o uso de plástico em 15%. O que faz sentido tanto para o ambiente como para os negócios”, sublinhou Ib Hauberg, gerente da fábrica dinamarquesa.

A automatização do processo fabrilAlém de adotar tecnologia mais sustentável em termos ambientais, a BKI apostou na transformação digital da fábrica.

“Digitalizámos e automatizámos todo o processo fabril, principalmente na área de torrefação. Isso melhorou a produção da nossa fábrica, caso contrário já não estaríamos no mercado”, acrescentou o responsável.

Para melhorar a produção, a BKI recorreu a um centro de apoio europeu às pequena e médias empresas que visa criar as fábricas do futuro (European Advanced Manufacturing Support Centre).

Ib Hauberg, gerente de uma fábrica dinamarquesa que aposta na transição digital e ecológica euronews

A estratégia da UE para o setor industrialO centro faz parte de uma estratégia industrial da União Europeia para favorecer a transição ecológica e digital.

“A Comissão Europeia procura identificar qual é a lógica empresarial para cada empresa ao nível da transição ecológica e da transição digital. Muitas empresas percebem a lógica empresarial da transição digital e tentamos acompanhar esse processo com ajudas ao nível do investimento, da estratégia, e da adaptação da legislação para favorecer essa transformação”, disse à euronews Kerstin Jorna, Diretora-Geral, da Direção Geral da Comissão Europeia para o Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME.

E acrescentou: “Percebemos as dificuldades que as empresas enfrentam e estamos a tentar ajudá-las, e, para isso, precisamos que elas trabalhem conosco, com uma visão do futuro, para imaginar os projetos a implementar e ajudá-las a obter investimento, para tornar as empresas mais sustentáveis do ponto de vista ambiental, mais digitais e mais acessíveis para os consumidores”.

Kerstin Jorna, Diretora-Geral, DG da Comissão Europeia para o Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME euronews

Um evento europeu dedicado à IndústriaA responsável da Comissão Europeia convida todos os empresários a participarem nos Dias da Indústria 2021, o principal evento dedicado à indústria na Europa.

“Não é só um evento, são mais de cem eventos. As empresas devem participar para conhecerem as experiências de outras empresas. E para terem uma melhor compreensão das oportunidades, em particular, permite-nos ter uma ideia do objetivo para o qual nos direcionamos. vale a pena estar presente e basta um clique”, concluiu Kerstin Jorna.

Factos úteisEste ano, o evento Dias da Indústria é 100% digital devido à pandemia e concentra no tema das oportunidades para as empresas. O evento inclui debates, palestras, oportunidades para estabelecer contactos (networking), exposições digitais, podcasts e apresentações sobre as oportunidades criadas pela transição industrial.

Ligações úteis

Pandemia acelera transição digital e ecológica das empresas


© Reuters. Pandemia acelera transição digital e ecológica das empresas

A transformação ecológica e digital da indústria começou muito antes da crise da COVID-19 mas a pandemia acelerou o processo.

Para reforçar a capacidade de adaptação das empresas, a União Europeia (UE) lançou uma nova estratégia industrial. O European Advanced Manufacturing Support Center (ADMA) é um elemento fundamental dessa estratégia e tem como objetivo ajudar as empresas a adotarem novas tecnologias para criar as chamadas ‘fábricas do futuro’.

Para saber mais sobre o ADMA, a euronews falou com Merete Nørby, da Academia de Fabrico da Dinamarca, que colabora com o ADMA.

“O Centro de Apoio Europeu aos Processos de Fabrico Avançados (European Advanced Manufacturing Support Centre) é uma iniciativa da UE que visa ajudar as Pequenas e Médias empresas (PME), a transformarem-se nas fábricas do futuro. Apostamos nas PME que já mostraram estar conscientes dos desafios e da necessidade de fazer algo e que já deram passos ativos para agir e resolver esses desafios”, explicou Merete Norby.

A sustentabilidade é um sinónimo de eficiência. A ecologia não é apenas algo moderno, é também uma abordagem económica.

Merete Nørby Academia de Fabrico da Dinamarca

A transição ecológica: uma questão de eficiência económicaSegundo a responsável, a transformação ecológica e digital tornou-se numa prioridade para muitas empresas porque permite tornar os sistemas produtivos mais eficientes.

“Os processos de fabrico avançados existem há anos. Usar a tecnologia como solução não é novo. Mas agora, com as tecnologias digitais, temos a oportunidade de integrar as diferentes áreas de produção , recolher os dados e usá-los de forma a não ter áreas independentes mas um todo, um sistema. Na minha opinião, a ecologia pode ser perfeitamente associada a esses processos. Há 20, 25 anos, já dizíamos que era preciso fazer alguma coisa. A sustentabilidade não é uma palavra nova, mas antes dizia-se que era algo muito caro. Agora temos as tecnologias que nos podem ajudar. A sustentabilidade é um sinónimo de eficiência. A ecologia não é apenas algo moderno, é também uma abordagem económica”, sublinhou Merete Norby.

Oportunidades para as PME na área da mutação digital e ecológicaPara Merete Norby, existem hoje muitas oportunidades para as empresas que desejam realizar com sucesso essa transformação ecológica e digital.

“Existem muitos programas concebidos para ajudar as empresas. As iniciativas da UE e as iniciativas nacionais estão a pedir às empresas para que se inscrevam nessas iniciativas. Na minha opinião, as empresas devem dar um passo em frente, olhar para a sua própria estratégia, ter a certeza de que sabem para onde querem ir e depois devem aderir a uma plataforma, a um grupo, fazer parte de uma proposta conjunta. Quando conhecemos outras empresas que querem tornar-se digitais e ecológicas, somos desafiados ao nível das nossas ideias e podemos melhorar as nossas práticas. Por isso, as empresas devem trabalhar com outras empresas”, frisou a responsável.

Custos de empréstimos na zona do euro caem após comentários de Lagarde


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LONDRES, 22 Fev (Reuters) – Os rendimentos dos títulos do governo da zona do euro caíam nesta segunda-feira, depois de a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, dizer que o BCE está “monitorando de perto” o aumento dos custos dos empréstimos.

Os rendimentos dos títulos soberanos em todo o bloco subiram acentuadamente neste mês, à medida que s perspectivas de mais estímulos fiscais nos Estados Unidos elevaram esperanças de uma recuperação econômica global mais rápida, o que também faria a inflação aumentar.

Mas os comentários de Lagarde –um sinal claro de que as autoridades estão ficando desconfortáveis com a recente alta nos rendimentos, que poderia prejudicar as perspectivas de recuperação– pressionaram as taxas.

O rendimento do bund alemão de dez anos recuava 4 pontos-base no dia, a -0,35% , após mais cedo alcançar uma nova máxima em oito meses, de -0,278%. Enquanto isso, a taxa dos títulos italianos de dez anos caía quase 4 pontos-base, a 0,58% .

(Por Dhara Ranasinghe)